5 Dicas para Rituais do LdJ 4E
Postado no dia 30 de julho de 2009 por Daniel Anand em D&D
Neste podcast do Rolando 20, falamos sobre os rituais — os procedimentos mágicos complexos que aparecem lá no finalzinho do Livro do Jogador. Algo que não detalhamos foi o fato que alguns deles deixam seu jogo muito mais legal. Seguem algumas dicas e exemplos de como fazer isso!
Além de lembrar a todos a experiência de um mundo fantástico, os rituais geram ótimas oportunidades de explorar melhor o roleplay e ainda podem ser fonte de toda uma nova camada de desafios para o grupo inteiro.
Alguns dos rituais descritos no Livro do Jogador 4ª Edição podem ser explorados com mais profundidade. O bacana é que, segundo a nova mecânica, o grupo não necessariamente precisa ser capaz de realizar magias por conta própria para lidar com rituais: eles podem simplesmente ter acesso ao pergaminho que contém o ritual, ou mesmo contar com terceiros na campanha que façam a conjuração em seu lugar.
1. Falar com os Mortos
Nesse ritual, o mais bacana não é nem o fato de conseguir respostas que normalmente seriam impossíveis, mas sim a restrição que o grupo só poderá fazer três perguntas. Isso fará todos pensarem cuidadosamente nas perguntas, minimizando a chance do ritual ser desperdiçado.
Além disso, não menospreze as últimas linhas do ritual: elas dizem que, opcionalmente, o DM pode pedir um desafio de perícias diplomático para conseguir o direito das respostas. Nesse caso, bater papo com um cadáver pode ser muito divertido.
2. Compreender Idiomas
Em algum momento, em qualquer campanha de RPG, acaba acontecendo o problema de aparecer um PdM que não fala os idiomas conhecidos pelos personagens. Numa campanha que joguei, isso já aconteceu até com a língua Anã, que dirá para as linguagens menos comuns. Isso é uma excelente situação para fazer seu grupo se virar para conseguir se comunicar.
Essa situação também funciona com idiomas escritos: profecias antigas esculpidas em ruínas esquecidas, pergaminhos perdidos no fundo falso de um velha biblioteca, ou mesmo um símbolo que só pode ser lido de muito longe, voando nas costas de um grifo ou escalando até o topo de uma cordilheira.
3. Mensageiro Animal e similares
Use e abuse das situações que precisem de transmissão rápida de informação e veja os PdJ sofrerem com a falta de um celular no bolso! Eles podem saber de um atentado à vida do rei, de um ataque à cidade, ou mesmo de algo que possa a vir a acontecer com um ente querido. E não há tempo de chegar para evitar!
Então, avisar os outros, sejam aliados ou forças benevolentes, pode ser a única opção! Rituais simples como mensageiro animal fazem toda a diferença nesse mundo. Para esse tipo de situação também temos…
4. Círculo de Teleporte e afins
Esse é um daqueles rituais que se for usado em demasia, deixa de ser fantástico e vira banal. Eu recomendo que teleportes sejam, em geral, para lugares longínquos, quase impossíveis de chegar por meios comuns. Claro, chegar em cidades grandes é quase sempre fácil, já que todas possuem um círculo de teleporte, mas e para chegar no covil do inimigo?
Bons meios que trazer mais verossimilhança ao jogo e equilibrar as coisas para ambos os lados é colocando desafios que devem ser superados antes de alcançar os círculos de teleporte mais importantes: enigmas que precisam ser solucionados, senhas que devem ser calculadas, ingredientes mágicos que precisam ser reunidos e os famosos guardiões mágicos que protegem a passagem são alguns dos elementos que podem ser usados para tornar as coisas ainda mais instigantes.
Vale lembrar que também existe outro ritual de nível 20 que impede o teletransporte! ;-)
5. Observar localidade, objeto e criatura
Ah, as clássicas magias de ver à distância! A melhor maneira de explicar que do estágio exemplar para cima ninguém mais tem privacidade é usar um monte de rituais de observação nos PdJs. Tenho certeza que eles ficarão bem animados para dar o troco — e certamente desejarão saber como podem fazer para espiar de volta!
Isso dá ao DM várias chances de explicar para os PdJs o que o vilão e outros PdMs estão fazendo, dando mais peso e consistência aos oponentes e amarrando tramas e mais tramas para bolar enredos mais caprichados. Isso gera reviravoltas na história que deixarão qualquer jogador de cabelos em pé!
Mas cuidado! Os jogadores podem se empolgar e querer transformar a vida do seu BBEG (o Big Bad Evil Guy) na nova edição do Big Brother Faerûn. Aí é hora de usar o velho truque que o Sauron usava em quem olhava pelo Palantír.
E vocês? Lembram de alguma dica para usar rituais (ou magia da edição antiga) que deixe o jogo mais mágico e mais legal? Rolem 20!


































6 Comentários
Túlio d Bard
30 de julho de 2009
Como o mago do meu grupo tem a mania de pegar quase que só magias de dano (principalmente Evocação) eu, como mestre bondoso que sou, sempre uso esse tipo de coisa nas minhas campanhas.
Uma vez, para que o grupo pudesse chegar ao templo em que o vilão preparava o sacrifício que traria um terror inimaginável ao mundo (clássico), foi preciso usar um círculo de teletransporte que encontraram no final de uma dungeon. O problema era que para ativar o círculo, era preciso colocar uma espada num encaixe no pedestal e a única espada que o grupo tinha era um artefato muito poderoso que o guerreiro usava.
Agora se tem uma coisa que eu não gosto é ressurreição. Acaba com a graça de um sacrifício que o personagem fez, além de deixar os jogadores mais despreocupados. Na minha mesa o pessoal costuma pensar muito antes de fazer qualquer coisa, afinal aquele mergulho na piscina brilhante pode ser o seu último.
Arquimago
31 de julho de 2009
Achei que ia ter propaganda do podcast que vocês gravaram.
Mas gostei de ler as dicas, não sei mas lembrava de algumas coisas e outras me pareceram novas, quem sabe lendo eu lembro mais, ou porque o episodio de rituais já faz um tempinho que ouvi, rsrsrs
Mas muito legal de ver elas aqui. E os rituais foram muito bem feitos para isso na minha visão, mostrar que se deve interpretar na nova edição como se fazia antes. Quem sabe até mais como no AD&D e D&D 1 já que não são só magos que lançam rituais.
E princiaplmentes rituais voltaram a ser magias complexas e interessantes com muitos niveis varios epicos! Não um lista infinita de magias que os conjuradores tem acesso e em pouco tempo fazem, acabando com a graça de por exemplo uma luta dos companheiros contra um batahão enquanto o ritualista termina aquele ritual que poderá salvar a todos!
Riketz
31 de julho de 2009
sim sim.. boa dicas..
realmente os rituais pode demandarem um certo tempo para serem executados, devem ter um gostinho a mais de roleplay e talz..
em geral.. os rituais mais longos e que afetam de maior maneira a campanha devem ser eventos especiais numa campanha.. não apenas como uma magia que só demora mais..
LeoXorao
31 de julho de 2009
Falar com os mortos sempre foi muito divertido e util. Pena que existam poucos rituais para clerigo de baixo nivel.
Heitor
1 de agosto de 2009
Com ótimos posts como estes, podemos ver como 4e é um “tiro no pé/joelho”.
Daniel Anand
5 de agosto de 2009
Pode elaborar, Heitor?
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