Baú de elementos #05 O ovo ou a galinha?

Postado no dia 19 de agosto de 2009 por Peres em Baú de Elementos

A participação do pessoal nos comentários do último post trouxe algumas idéias que sempre podem ser desenvolvidas para criamos elementos bem legais. O Paladino San nos lembrou de colocar uma delegacia em algum canto e nos deu a idéia de tentar criar algum tipo de rede de esgotos, ele chegou até a criar três níveis dessa rede, já interligando a a uma série de histórias! Vamos ter que desenvolver isso mais pra frente.

O Álvaro Guedes disse:

Deve haver o arquétipo imortalizado por Clint Eastwood (Por um Punhado de Dólares): O Homem Sem Nome, um pistoleiro solitário, com um particular senso de justiça e uma mira definida como “sobrenatural”.

Irado, não? Uma outra dica é assistir Os imperdoáveis, também do mestre Eastwood. Enfim, muitas participações estão contribuindo para gerar um cenário cada vez mais completo. Agora chegamos ao ponto que eu tanto almejava nessa coluna: a chance de realmente criarmos um elemento por post (e temos muito trabalho a fazer!) :lol:

Comecei a pesquisar mais a fundo a bibliografia que separei e já podemos expandir mais o que será desenvolvido. Percebi alguns lugares que sempre aparecem e algumas situações-chave nas histórias que vi. Pensando nisso, tive algumas idéias para evitar o lugar comum.

O que existirá em nossa cidade:

  • A casa mais afastada de uma velha solitária – Aqui poderia entrar o capuz.
  • A mina – que estará desativada
  • A caixa d’água – que já fizemos em alguma oficina do passado.
  • A Estação de trem – que seguirá a lógica da mina de prata (porque prata?)
  • O Banco
  • Os Serviços (salloon, dentista, estábulo, lojas)
  • A Cadeia
  • O Cemitério
  • A Igreja
  • A rua central
  • O Hotel
  • O jornal
  • A delegacia

Principais NPCs:

  • Xerife
  • Foras-da-lei (Los Guapos – nossa gangue de sobrenaturais)
  • Padre
  • Dono do Saloon
  • Coveiro
  • Donos dos principais serviços
  • Banqueiro
  • Administrador da cidade
  • E algumas personalidades ilustres

Mas o que vem primeiro?

Como dizia minha professora do primário:

A ordem dos tratores não altera o viaduto.

O que significa que nesse começo, onde as idéias ainda são um grande emaranhado de pedaços, podemos escolher qualquer item acima e começar. Como toda cidade tem que ter um motivo para existir e/ou se desenvolver, resolvi escolher A Mina – pode parecer óbvio, mas poderíamos ter começado por outro ponto qualquer e depois chegar até o surgimento da cidade.

A velha mina de prata
A pequena cidade já existia quando uma certa quantidade de prata foi descoberta aos pés dos montes ao sul do vilarejo. Boatos trouxeram alguns forasteiros em busca de dinheiro fácil, mas isso não foi algo que se espalhou pelo país, já que os lugares onde existia ouro eram muito mais procurados (veja mais em a corrida pelo ouro) — isso torna a nossa cidade menos famosa. A presença de mais pessoas e uma possibilidade de enriquecimento fez com que gente nova investisse nesse vilarejo e não demorou muito para que uma pequena estação de trem fosse construída ao lado da mina.
Em poucos anos, a velha mina já não rendia as boas quantidades de prata do passado. Sua infra-estrutura estava cada vez mais prejudicada e alguns estranhos acontecimentos (vamos trabalhar isso mais tarde) fizeram mais e mais pessoas abandonarem seus sonhos por estas terras e seguirem rumo ao deserto. Atualmente, poucos se aventuram nos túneis cheios de mistérios.

A velha mina de prata

Nome: A velha mina de prata
Tipo: lugar
Descrição: Foi desativada depois de gerar pouca riqueza. Sua velha estrutura e antigos acontecimentos afastaram muitos sonhadores e criaram lendas sobre o local.

Alguns elementos começam a se interligar. A falência da mina pode ter trazido muito mais perdas para nosso cenário, e é isso que vamos explorar a cada post.

Abraços

PS: Seguindo bons conselhos ai vai nossa nova trilha sonora :P

Ao som de: Johnny Cash – Ring of Fire

13 Comentários

R.G Caetano

19 de agosto de 2009

Nossa pequena cidade começa a surgir no mapa!

Já estou imaginando as brigas no Saloon, o roubo ao banco, o forasteiro solitário sendo encarado pelos valentões e paquerado pelas senhoritas envergonhadas, os cascos dos cavalos marcando o solo árido e desértico e o barbeiro Billy fofocando para seus clientes sobre o novo tiroteio marcado no centro da cidade ao meio-dia.

Túlio d Bard

19 de agosto de 2009

Sabe o que falta nessa cidade? A placa com o nome dela! (com caveira de boi embaixo e uma bola de feno voando ao fundo)

O que manteria as pessoas no vilarejo após o fechamento da “Velha Mina de Prata”? Acho que é um ponto importante a se considerar.

p.s.: Guitar Hero 5 terá Ring of Fire entre suas músicas.

Álvaro Guedes

20 de agosto de 2009

Alguns nomes para cidades: “Agua Caliente”, “San Rojas”, “Silver Town”, “Perro Grande”.

Bem, o vilarejo pode sobreviver de venda de gado, ser um entreposto de abastecimento do trem, antes deste ir para lugares mais importantes…pousada para viajantes….

R.G Caetano

20 de agosto de 2009

Gostei do nome ”Silver Town” para a cidade.

Paladino San

20 de agosto de 2009

Obrigado pela citação, estou adorando ver o crescimento da cidade. Agora um breve conto de “sallon” sobre o espírito da mina:
A balada do mineiro

Na cidade, aproximadamente há 60 anos, havia uma jovem casal de namorados que chegara em busca da riqueza que a mina poderia proporcionar.
Durante longos cinco anos, Salomón Jess trabalhou arduamente na mina extraindo cada filão e cada grama de prata como um passo a mais em direção ao seu sonho; casar-se com sua bela e jovem noiva Odetta Fabricci.
Porém, havia na cidade um jovem ganancioso e – supostamente – membro de uma gangue que sempre tentava “obter” o carinho de Odetta, seu nome era Wallace de Lius.
Sabendo que sua pretendida nunca abriria mão nem de seu noivo, nem do seu sonho de enriquecer-se com a mina, Wallace planejou uma forma nefasta de livrar-se de Salómon.
Aguardando Salomón sair da mina, Wallace preencheu um dos corredores com explosivos diversos a fim de soterrá-lo e eliminar definitivamente a concorrência. E assim foi.
Três anos de luto esteve Odetta até que não mais pode resistir à abordagem de seu novo pretendente. E assim, toda a cidade parou para prestigiar o evento da jovem com seu – famigerado – esposo.
Porém, uma tragédia abateu-se sobre a família, a cada primogênito que nascia este morria ao completar cinco anos, sempre de forma misteriosa.
Até hoje essa maldição perdura em toda a linhagem e muitos a atribuem a um castigo imposto pelo espírito vingativo de Salomón à sua antiga noiva e toda sua progênie.
Wallace III atualmente está esperando o seu primeiro filho e, apavorado com a maldição, está contratando aventureiros que possam apaziguar o espírito da mina.

História ouvida no Saloon da boca de Oswald, o barman.

Espero que vocês curtam este gancho de aventura.

Peres

20 de agosto de 2009

Irada essa história hein Paladino? Gostei mesmo… adoro esses elementos sobrenaturais. Vamos tentar adicioná-los sempre por aqui.

Sobre o que manteria a cidade, devemos manter isso em mente e tentar responder assim que possível. Não podemos parara criação por esse motivo, mas isso é com certeza um ponto a se pensar. A idéia de entreposto comercial ou ponto de parada em uma longa viagem é algo interessante.

Tomando nota:
Dono da barbearia – Billy, o Barbeiro

E as coisas começam a se interligar…

Álvaro Guedes

21 de agosto de 2009

Acho que os nomes dos “signature characters” deveriam ser mais que um primeiro nome e o epíteto profissional. O sobrenome diz muito também.

Billy Forester, da barbearia, Oswald Collis, o bartender conhecido pelo amigos como: Collis “Tiro Torto”.

E o velhinho zelador do cemitério, “que conhece todo mundo na cidade, filho, ora se conhece”: Yosemite “Profeta” Jones.

Álvaro Guedes

21 de agosto de 2009

“Ele voltou dos mortos…e quer vingança!”

Numa destas noites mal dormidas, filho, o velho Yosemite acordou para tomar um ar. Acostumado com o cemitério à noite, ele foi até um túmulo, tirar a àgua do joelho, se é que me entende, hehe.

Mas essa falta de respeito não ia ficar impune, não senhor! O velho Profeta teve o azar de mijar na cova do pior assassíno que já se viu por essas bandas. Com um revolver de terra e um erguer de mãos, o filho do inferno, de alma tão carcomida quanto sua carcaça, se ergueu do buraco em que estava.

Só deu tempo do Profeta por sebo nas canelas e se bandear para o Saloon, na mesma noite, gritando para quem quisesse ouvir…

“O Sentença voltou! Fujam, fujam! Ele quer se vingar!”

Paladino San

24 de agosto de 2009

Acredito que o entreposto deveria ser um monopólio a cargo de uma família extremamente avarenta, deixando assim as compras na cidade algo muito rentável – para eles – e que traria muitas dores de cabeça para os moradores.
Podemos ainda adicionar os bons e velhos materiais falsificados ou ilegais e outros cidadãos fabricam suas próprias armas, roupas e – especialmente- bebidas na clanestinidade- já que o xerife seria “comprado” pela família – sempre com medo de alguém descobrir.
Porém, esses itens devem ser sempre tidos como ilegais e de pouca funcionalidade ou pouca confiança.
Creio que por enquanto é só.

Vizir

25 de agosto de 2009

Minha visão das características dos personagens propostos:

Xerife – Gordinho, baixinho e bunda-mole.

Padre – Ganancioso e tarado

Dono do Saloon – Uma puta velha e gorda

Coveiro – Profeta louco! que conhece a maldade do capuz! e enterrou seu ultimo utilizador!

Donos dos principais serviços – Rede de serviços/donos até da igreja, chantageadores extremos que negociam entre mocinhos e bandidos só para ver ação rolar na cidade.

Banqueiro – Clássico senhor bigodudo de cabelos brancos com uma filha gostosa que adora os tipos criminosos

Administrador da cidade – “Prefeito” homem sem identidade que muda constantemente que conhece todas as maciotas da cidade.

e…

Faltou o Barbeiro e o Bardo! para dar mais emoção :D

Túlio d Bard

28 de agosto de 2009

haha um Bardo cachaceiro!
Tem que ter um cara esquisitão na cidade, que todo mundo fica criando boatos e lendas a respeito. Tipo um forasteiro ou mendigo, alguém que fique sozinho a maior parte do tempo e que sempre senta no canto do saloon sem falar com ninguém. De preferência, as pessoas referem-se a ele apenas como “Coiote” ou Edward “Coiote”. Sua história antes da chegada na vila é um mistério. Desde que estabeleceu-se na região, o misterioso personagem tem vivido no hotel, sem que ninguém soubesse de onde vem seu dinheiro. Alguns dizem que foge do seu passado, que, dependendo de quem conta os boatos, envolve desde assassinatos à relações homossexuais. Outros contam que o “Coiote” na verdade é um fantasma de um antigo xerife que foi assassinado por estranhos encapuzados. Mas suas verdadeiras origens permanecem em segredo…

Túlio d Bard

28 de agosto de 2009

O primeiro comentário (do R.G Caetano) fala do barbeiro Billy ;)

*Thata Phoenix*

15 de setembro de 2009

Realmente dá vontade de jogar, lendo isso ao som de Ring of Fire!
Foi impossível não associar o cenário com “Back to the Future III”, praticamente vejo a cena da briga em frente ao Saloon com o clássico “Saquem suas armas”, onde o homem mais rápido no gatilho (e com a melhor mira, diga-se de passagem) vence. =P

Mas… onde estão as personagens femininas?
Falta a donzela em perigo (bááásico!), a moça do Saloon, a esposa do prefeito (que provavelmente também é a fofoqueira da cidade) e menina rica da de algum lugar “mais evoluído”, e alguma dona de caravana ou algo menos clichê. =)

^-^

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