Baú de elementos #07 – Como transformar suas histórias
Postado no dia 28 de outubro de 2009 por Peres em Baú de Elementos, Colunas
Leia! Acredito muito quando dizem que a maior fonte de suas inspirações virá de algo que você viu em algum momento de sua vida. Por isso se você busca uma forma de transformar suas histórias: leia livros e todo o tipo de histórias em quadrinhos que encontrar, assista a todas as séries que puder, navegue pela web e converse com seus amigos no boteco mais próximo.
Essa aquisição e troca de experiências com diferentes histórias, universos e ambientações irá agregar cada vez mais conteúdo no momento em que você estiver diante de uma folha em branco e decidir começar a criar um cenário.
Um bom exemplo disso é cada etapa que estamos passando por aqui: Junte tudo o que separamos de bibliografia, acrescente as opiniões de todos que sempre participam de nossa coluna e no final teremos um cenário com diferentes referências e repleto de tramas interessantes.
Sobre a evolução de nosso cenário
Andei pensando e acho que chegou a hora de revelar algo e explicar algumas coisas sobre nosso pequeno vilarejo. Algumas pessoas me perguntaram por que tudo que criamos até o momento está abandonado – como A Velha mina de prata e a Estação J.J. Taylor – e pelo andar da carruagem outros serviços também vão seguir o mesmo caminho.
Estava tentando segurar essa resposta o máximo que pudesse, mas está na hora de andarmos mais rápido com as coisas por aqui. Quero ver logo nossas criações sendo jogadas e testadas…
E a resposta é: Porque nosso cenário está AMALDIÇOADO! – #prontofalei
A idéia era transformar nossa história e esse caminho poderá ser um dos mais produtivos. Ainda não sei o porquê de tudo, mas isso virá quando nosso diamante estiver sendo lapidado.
E vamos a mais um elemento…
A Caixa d´água
O reservatório surgiu na mesma época da chegada da estação e do progresso. Foi criado por James J. Taylor, um visionário que nunca teve dinheiro e que depois de um misterioso empréstimo construiu essa grande torre de ferro e madeira.
Uma grande Caixa d´água, atualmente quase abandonada, apenas o velho coveiro da cidade passa raramente para limpar partes do encanamento. Formado por uma grande torre, suspensa por alicerces de madeira de aproximadamente 2 metros, o que deixa o lugar com um total de 8 metros de altura por 2 de diâmetro. Possui somente uma entrada localizada no topo da construção e uma escada lateral possibilita a chegada até lá. A Água que a abastecia vinha de uma nascente nas montanhas ao redor do vale, lar da aldeia indígena mais próxima.
Quando o reservatório foi construído por James, a cidade estava crescendo a todo vapor com a descoberta de prata nas proximidades. A evolução era eminente. Isso explica o tamanho da torre. Por ser a construção mais alta das redondezas, esse lugar já foi palco das situações mais bizarras que se passaram nos últimos tempos. A tão esperada evolução não aconteceu e isso trouxe o fracasso para muitos, principalmente para o Sr. Taylor, que foi visto pela última vez pulando de cima do reservatório. Outros acontecimentos semelhantes deixaram o lugar com fama de assombrado.
Nome: O Reservatório de Água
Tipo: lugar
Desc.: Nunca chegou a ser terminado. É a construção mais alta da cidade e ficou conhecida por ser o local de suicídio de seu criador.
Alguns elementos começam a se interligar. A falência da mina pode ter trazido muito mais perdas para nosso cenário, e é isso que vamos explorar a cada post.
E agora, mais do que nunca, precisamos pensar o que ocasionou a tal maldição e quais foram as conseqüências disso.
Abraços
Ao som de: You give me something – James Morrison




































01 Comentário
Paladino_san
29 de outubro de 2009
A busca pelo Capuz.
Desde a hora em que vira de relance o capuz, James sabia que estava condenado. Sonhos perturbadores o seguiam mostrando-lhe cenas de um futuro próximo.
Haveria disputas por terras, prata e comida.
Haveria sangue, violência e desgraça.
E tudo isso porque o capuz cairia nas mãos de um ser, alguém que James só podia identificar como o arauto de toda a desgraça.
Em um intuito desesperado de ver a “sua” cidade evoluir e livrar-se do futuro trágico, James construiu obras grandiosas que seriam os possíveis locais do capuz.
Mas mesmo assim, os sonhos tornaram-se cada vez mais recorrentes e fortes, torturando a alma do pobre homem até o limite.
Em uma noite de verão, James deitou-se com uma das funcionárias do bordel da cidade. A sua primeira noite de luxúria lhe trouxe o pior dos sonhos.
Ele seria o pai do arauto.
De seu sangue viria a maldição.
Sem conseguir lidar com a percepção da desgraça que haveria de se abater sobre a cidade, James subiu na caixa d’água e de lá lançou-se.
Durante a queda, James teve um lampejo do futuro.
E sua alma torturada hoje guarda uma valiosa informação para aqueles que souberem como contatá-lo.
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