Baú de elementos #08 – O conteúdo e a relevância

Postado no dia 24 de novembro de 2009 por em Baú de Elementos

Baú de elementos #08 – O conteúdo e a relevância do usuário
Talvez o que escreverei a seguir tenha uma visão claramente “marketeira” e vinda de um Designer de Interfaces a um verdadeiro editor com anos de experiência, mas sempre fui a favor de ouvir muitos lados e acredito veementemente que idéias e opiniões diferentes sempre agregam, seja mostrando algo que não deve ser feito ou ensinando velhas experiências que podem ser repetidas.
Pesquisando um pouco mais sobre Relevância – http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Relev%C3%A2ncia/proposta e público-alvo http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%BAblico-alvo
tentei adaptar algo à realidade do RPG nacional.
Encontramos diferentes tipos de jogadores e inúmeros cenários com focos cada vez mais variados. Com certeza temos cenários de velho-oeste-sombrio-amaldiçoado , como Dead Lands por exemplo, e virá de nosso público idéias e a vontade de mudar e criar algo mais relevante para ele próprio. Tentando exemplificar poderia sugerir que seria muito difícil fanáticos jogadores do bom e velho D&D se interessarem ao nosso cenário como fariam jogadores que curtem mais estilos de terror e velho oeste.
Criar um conteúdo relevante ao público que vai se sentar à sua mesa talvez faça a diferença ao final de tudo.
Já até ouço algumas pessoas falando que um bom mestre faz qualquer um se interessar por uma boa aventura, mas acredito piamente que essas pessoas vão comprar, jogar e interagir criando conteúdo muito mais frequentemente para cenários que são mais relevantes a seu gosto.
O que isso tem haver com nossa coluna?
O maior objetivo aqui é criar um cenário onde as pessoas possam interagir e de fato mudar o rumo disso tudo. Não faço a mínima idéia de onde iremos chegar e o mais importante é a troca de experiências e a tentativa de se construir algo interativo e diferente.
E vamos a mais um elemento…
O Velho jornal
Criado quando o vilarejo ainda era apenas um entreposto comercial, acabou servindo como informativo sobre acontecimentos não somente locais, mas chegava a expor notícias sobre cidades e causos vizinhos. Seu fundador foi um antigo jornalista vindo de uma grande cidade, seu nome era Elliot Sabinus. Este viu seu sonho se tornar realidade quando a estação ficou pronta e a existência de prata foi confirmada. Pessoas buscavam informações sobre o futuro da região e os poucos leitores (não era muito comum pessoas alfabetizadas naquela época) acabavam espalhando notícias e boatos.
Porém a decadência da cidade e o desaparecimento de Elliot trouxeram um repentino fim ao único jornal de toda a região. Hoje um de seus discípulos ainda tenta manter o que se tornou apenas um pequeno folhetim http://pt.wikipedia.org/wiki/Folhetim responsável por fofocas e pequenos anúncios oficiais.
Nome: O velho jornal
Tipo: lugar
Desc.: O que já chegou a ser o maior jornal da região, hoje é apenas um pequeno folhetim mantido por um garoto.
Alguns elementos começam a se interligar. A falência da mina pode ter trazido muito mais perdas para nosso cenário, e é isso que vamos explorar a cada post.
Abraços
Ao som de: Viva la vida – Coldplay

Talvez o que escreverei a seguir tenha uma visão claramente “marketeira” e vinda de um Designer de Interfaces a um verdadeiro editor com anos de experiência, mas sempre fui a favor de ouvir muitos lados e acredito veementemente que idéias e opiniões diferentes sempre agregam, seja mostrando algo que não deve ser feito ou ensinando velhas experiências que podem ser repetidas.
Pesquisando um pouco mais sobre Relevância e público-alvo tentei adaptar algo à realidade do RPG nacional.

Encontramos diferentes tipos de jogadores e inúmeros cenários com focos cada vez mais variados. Com certeza temos cenários de velho-oeste-sombrio-amaldiçoado , como Dead Lands por exemplo, e virá de nosso público idéias e a vontade de mudar e criar algo mais relevante para ele próprio. Tentando exemplificar poderia sugerir que seria muito difícil fanáticos jogadores do bom e velho D&D se interessarem ao nosso cenário como fariam jogadores que curtem mais estilos de terror e velho oeste.

Criar um conteúdo relevante ao público que vai se sentar à sua mesa talvez faça a diferença ao final de tudo.

Já até ouço algumas pessoas falando que um bom mestre faz qualquer um se interessar por uma boa aventura, mas acredito piamente que essas pessoas vão comprar, jogar e interagir criando conteúdo muito mais frequentemente para cenários que são mais relevantes a seu gosto.

O que isso tem haver com nossa coluna?

O maior objetivo aqui é criar um cenário onde as pessoas possam interagir e de fato mudar o rumo disso tudo. Não faço a mínima idéia de onde iremos chegar e o mais importante é a troca de experiências e a tentativa de se construir algo interativo e diferente.

E vamos a mais um elemento…

O Velho jornal

Elliot Sabinus

Criado quando o vilarejo ainda era apenas um entreposto comercial, acabou s

ervindo como informativo sobre acontecimentos não somente locais, mas chegava a expor notícias sobre cidades e causos vizinhos. Seu fundador foi um antigo jornalista vindo de uma grande cidade, seu nome era Elliot Sabinus. Este viu seu sonho se tornar realidade quando a estação ficou pronta e a existência de prata foi confirmada. Pessoas buscavam informações sobre o futuro da região e os poucos leitores (não era muito comum pessoas alfabetizadas naquela época) acabavam espalhando notícias e boatos.

Porém a decadência da cidade e o desaparecimento de Elliot trouxeram um repentino fim ao único jornal de toda a região. Hoje um de seus discípulos ainda tenta manter o que se tornou apenas um pequeno folhetim responsável por fofocas e pequenos anúncios oficiais.

Uma vista da cidade

Nome: O velho jornal
Tipo: lugar
Desc.: O que já chegou a ser o maior jornal da região, hoje é apenas um pequeno folhetim mantido por um garoto.

Alguns elementos começam a se interligar. A falência da mina pode ter trazido muito mais perdas para nosso cenário, e é isso que vamos explorar a cada post.

Abraços

Ao som de: Viva la vida – Coldplay

5 Comentários

Paladino San

27 de novembro de 2009

Interessante ver como tudo está ficando. Melhor seria se no jornal houvesse alguém que estivesse escrevendo um conto sobre um certo capuz…

Tulio d Bard

28 de novembro de 2009

Estou lendo o manhwa (tipo um mangá coreano) Priest. Aconselho pro pessoal. Tem velho-oeste, demônios, zumbis, e muito mais. O único problema é que está parado no número 16 (segundo o site da editora Lumus, o autor estava com problemas mas já está trabalhando no #17).

Peres

29 de novembro de 2009

Bacana a dica Tulio, vou dar uma procurada. Deixa o site da editora pro pessoal.

Paladino, eu estava pensando em colocar o capuz no meio da trama que trouxe a maldição ao lugar, o que acha?

Túlio d Bard

30 de novembro de 2009

Certo, aqui está o link para a página do manhwa no site da editora.

Achei legal a idéia do capuz estar relacionado com a maldição, mas pensei em duas coisas:
*É melhor não fazer com q o capuz seja o responsável direto por isso, assim a Organização que o detém poderia tentar usá-lo para terminar isso, ao invés de só mandá-lo pra outra cidade.
*Acho legal ter tido tipo um período em que a maldição estava “hibernando”, ou algo do tipo. Pode ser tanto na chegada do capuz, quanto após os primeiros acontecimentos. Ou então algo que aconteça periodicamente, sei não.

Paladino San

1 de dezembro de 2009

Concordo, mas o capuz deve ser algo sobrenaturalmente “sensível” – ou seja ele influencia as pessoas para o mal – porém completamente “invisível” – é um graal, uma lenda, uma dúvida – dessa forma o capuz teria o mesmo peso na história que o 13 negro do S. King no livro A Torre Negra.
As maldições devem estar vinculadas – pelo menos no palpite – ao capuz, ou seja, ele é todo o mal e a culpa para tudo que dá errado, seja isso verdadeiro ou não.

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