Baú de elementos #06 – Caçando diamantes

Postado no dia 24 de setembro de 2009 por Peres em Baú de Elementos

O que dizer de toda essa participação com comentários e idéias nessa coluna? Esse conteúdo gerado está nos ajudando a construir algo diferente e com a cara das pessoas que lêem e participam aqui no d3system. Muito bom o resultado do nosso baú! :P

E vamos ao tema da vez…

Resolvi escolher esse título porque senti a necessidade de explicar alguns pontos sobre o processo de criação desse cenário. Tudo por aqui ainda parece muito insólito visto da forma como estamos fazendo. Algo que pude compar como a ação de caçar diamantes: o que um caçador dessas pedras encontra vem em forma bruta, que não aparentam ter valor algum. Porém, depois de lapidadas e bem cuidadas geram um valor inestimável.

Não conheço uma receita de bolo para se criar cenários, tudo vem de sua criatividade, referências e experiência de jogo também. O estágio em que estamos nos remete ao ponto da caça: quando estamos colocando, ainda que vagamente, cada elemento dentro de um todo. Posteriormente, e aos poucos, iremos uni-los e enriquecê-los cada vez mais com detalhes e personagens. Ao fim do processo tudo deverá fazer mais sentido.

E  mais um elemento para nosso baú:

A Estação de Trem J.J. Taylor

Criada para trazer a prosperidade, acabou se tornando um ponto de encontro para os criminosos locais.

Nome: Estação de Trem James Jonathan Taylor
Tipo: lugar
Desc.: Criada para trazer a prosperidade, acabou se tornando um ponto de encontro para os criminosos locais.

Um visionário. Essa é a melhor definição encontrada para o senhor James Jonathan Taylor, ou apenas J.J., como preferia ser chamado. Preferia pois sua história, que deveria ser de sucesso, não passou dos 23 anos – algo não muito fora da época mas fora dos padrões de nosso vilarejo.

Esse pequeno prodígio herdou uma velha loja de ferramentas após a morte precoce de seus pais, algo que não o abalou e sim o impulsinou aos negócios, tornando-o um dos homens mais ricos da região. Sua ambição o levou a acreditar na prosperidade que a prata poderia trazer aos seus negócios, e ele sabia que se antecipar à chegada dos estrangeiros seria vital para o império que desejava construir. Taylor não se importava com a hipótese de que tudo pudesse dar errado.

Sim, eu disse tudo! J.J. conhecido por sua grande habilidade com os negócios, mas como todo ser humano, ele possuía um grande defeito:  sua total falta de aptidão com as mulheres. Sua fama por ser constantemente embriagado, roubado e enganado por prostitutas e viajantes também se espalhava aos quatro cantos. E foi numa dessas desaventuras que o pródigo Taylor se apaixonou por Christine Hudson, uma loura e linda prostituta que também chegou a amar nosso personagem, algo que não durou muito tempo.

Com a frustação da Mina de Prata e a debandada do dinheiro local os maiores investimentos de J.J. o levaram a falência e ai começa a história de nossa estação.

Uma grande caixa d’água e uma promissora estação de trem eram os dois maiores projetos da vida desse nosso personagem. Um grande empréstimo permitiu que estruturas imponentes fossem construídas ao lado da mina, Taylor fez com que uma engenhoca levasse a prata retirada dos rochedos imediatamente para galpões e assim para o trem que estaria sempre esperando por novas cargas. O problema foi que essa carga nunca chegou…

A falência da mina e a traição de Christine levaram nosso personagem ao suicídio, mas isso é pauta para um próximo post, quando vamos falar um pouco mais da supracitada Caixa d´água, também fundada por J.J. Taylor.

Alguém se arrisca a descrever algum outro elemento que vamos inserir em nosso cenário?

Abraços

Ao som de: Everything I need – Men at work

13 Comentários

R.G. Caetano

24 de setembro de 2009

Ótimo artigo.

Sugestão: A nossa pequena cidade, depois da falência da mina de prata, poderia estar envolvida na procura de petróleo na região.

O que acham?

O petróleo é o futuro!

Túlio d Bard

26 de setembro de 2009

Acho que a idéia do petróleo vai depender do tamanho da vila. Como acho que é pequena, acho melhor usar a sugestão do Álvaro no post passado: ela deveria ser um “entreposto de abastecimento do trem, antes deste ir para lugares mais importantes”.

Peres

28 de setembro de 2009

Acho um pouco cedo para pensarmos no futuro de nosso vilarejo. Se montarmos um passado bem rico, penso que outras histórias virão como conseqüência. O que acham?

Essa estação é atualmente um refúgio para bandidos locais, pensei agora, teria ela um líder ou alguém que controlasse o local? Algo a se pensar…

Álvaro Guedes

28 de setembro de 2009

“Engano meu…quatro caixões!”

Ele soube do retorno de Sentenza…mas está velho e alquebrado, sua mira não é mais a mesma e seu poncho já está surrado…No entanto, ele não gosta de um serviço feito pela metade…Ele está disposto a ensinar seus truques a uma nova geração de pistoleiros, para que eles cuidem de Sentenza…

Quem é ele? Ora rapaz…ele é “Ninguém”, o “Homem sem Nome”.

Paladino San

28 de setembro de 2009

A paróquia de John St Alhyn

Criada no mesmo ano do surgimento da vila, a pequena igreja tinha uma única missão: garantir a fé dos habitantes locais. O maior problema foi a escolha do pároco: Albert.
Albert era um homem de fé inabalável que vivia a mais de 600 rodas de distância da pacata cidade. Mas um dia tudo mudou.
Em sonhos proféticos começou a “ver” os pecados de cada morador de sua cidade natal e para convertê-los chegou ao cúmulo de matá-los e “devorar” os pecados dos pobres infiéis.
Assim, Albert recebeu a alcunha de devorador de pecados e teve de fugir para o interior. Durante essa fuga ele interceptou uma caravana que se dirigia ao oeste. Dentro dela estava o padre John. Durante a noite, quando as pessoas da carroça descansavam Albert resolveu aproveitar a chance que tinha de mudar de vida.
A morte do padre John foi rápida e clemente, sendo que após isso Albert ocupou-se de dar um funeral digno ao padre.
Assim, morria Albert e nascia o novo padre John.
Desde que chegara àquela cidade a fome de pecados havia diminuído e parecia que finalmente seria extinta.
Até a noite da falência da mina. Neste momento a fome retornou arrebatadora e algumas prostitutas sucumbiram sob a ira de John.
O povo da cidade ainda não pressionou o xerife para que o “monstro” seja caçado, pois apenas os menos nobres morreram. Mas quando a morte bater na porta da elite, foices e tochas brilharão na noite.
E John pressente isso.

DU

29 de setembro de 2009

Poderia ser alguem mais velho com uma certa idade, já não é alguém ativo, mais controla o bando sem questionamentos…

Mesmo pela idade avançada possui uma habilidade com a arma incomparável…

Um velho frio e sem expressão, fala pouco e possui uma cicatriz de um tiro na face, (que pode vir a ser alguma disputa ou acontecido na cidade, que pode gerar ligação com outro npc)

Sempre carrega consigo uma winchester http://pt.wikipedia.org/wiki/Winchester_(rifle) , com um nome gravado na coronha, ninguém sabe o que isso significa, e digamos que nosso personagem deseja que continue assim.

Algo mais?

Du

29 de setembro de 2009

algumas coisas a mais… cont.

Algumas pessoas dizem que em algumas noites ele é visto no cemitério em frente a um túmulo durante horas, sem se mover, apenas permanece ali imóvel, no meio da escuridão observando o túmulo.

Peres

29 de setembro de 2009

Álvaro Guedes disse:

“…para que eles cuidem de Sentenza…”

Me ficou uma dúvida: Quem é Sentenza? É a mesma pessoa que “Ninguém, o homem sem nome” ?

E DU, gostei bastante da descrição e das peculiaridades do suposto controlador dos crimes da região.

Paladino San disse:

“Mas quando a morte bater na porta da elite, foices e tochas brilharão na noite.”

Vai ser sensacional escrever sobre isso… :P

Du

29 de setembro de 2009

Como um bom apreciador de games, não sei como fui esquecer de citar o game Call of Juarez.
O game se passa no velho oeste, onde a historia gira em volta de 2 irmãos.

Vale a pena conferir alguns videos, para referencia de cenário.

http://www.youtube.com/watch?v=jD6t2h5anTY
http://www.youtube.com/watch?v=mcea9amAfR8
http://www.youtube.com/watch?v=h3jCRmxiJ1A

Álvaro Guedes

30 de setembro de 2009

Sentenza é o inimigo morto-vivo (vide o artigo anterior, sobre o cemitério e o coveiro e a “volta” de Sentenza) do Homem sem Nome, que perdeu para ele num duelo. Seu ódio e forças negras o trouxeram de volta “para acertar as contas com o miserável do Ninguém!”

Túlio d Bard

4 de outubro de 2009

“Nada do que fizesse poderia desfazer o que acontecera. Nem mesmo qualquer pena que viesse a sofrer seria o suficiente. O que ele havia feito ultrapassava os limites do humano, e qualquer punição parecia pouco perto do que merecia.

Thomas Jim Fields esperava pelo trem. Pelo trem que em breve o tiraria a vida. Deitado sobre os trilhos resfriados pela brisa noturna, o relojoeiro lembrava-se da família enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. Pois agora, todos estavam mortos.

E Tom era o culpado.”

O interessante no caso, é o que levou o Thomas a cometer tal crime (se é que foi realmente ele quem matou a família): dívidas de jogos, promessa, ordens de superiores, problemas com “Los Guanos”, etc.

Túlio d Bard

4 de outubro de 2009

A história do Alfred foi legal pakas. Rola até de fazer algo como n’O Iluminado, com uma maldição para os párocos e tal. Assim, as visões não seriam totalmente loucura dele, mas algo relacionado com fantasmas, sobrenatural. Depende do foco do cenário.

Peres

7 de outubro de 2009

Tomando nota:
Realmente algo de sombrio ronda este lugar…

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