Baú de elementos #10 – O caminho da Tempestade

Postado no dia 29 de janeiro de 2010 por em Baú de Elementos

“O sol brilhava incandescente em um céu de poucas nuvens. O cansaço impedia qualquer um que tentasse continuar e a sede já causava dores pelo corpo. O mais velho do grupo decidiu uma parada, um descanso e um momento para se alimentar. A noite não demorou a cair no imenso deserto que acolhia aqueles que aceitaram o convite de desbravar o oeste desconhecido.
O vento forte sacudiu alguns instrumentos, a enorme lua alaranjada era circundada por uma estranha neblina. O frio se intensificou a ponto de congelar alguns pés descalços. Uma noite terrível se aproximou e o pouco que conseguiram dormir deixou aqueles homens atormentados por terríveis pesadelos.

O sol forte esquentou o chão avisando o momento de recomeçar a viagem. Os relinchos dos cavalos eram cada vez mais altos e embora todos ainda estivessem muito cansados não poderiam perder mais tempo. Tudo seguia de forma estranha, como se o deserto os espreitasse.

O mesmo vento forte da noite anterior recomeçou trazendo consigo uma densa névoa, o sono os impedia de tomar qualquer atitude a altura do problema que os cercava. Os cavalos não podiam mais ser montados, devida tamanha agressividade.
Teve então início uma caminhada sem rumo, um caminho desesperado para fora daquilo que parecia uma grande tempestade de areia. Algo precisava acalmar os cavalos antes que fugissem, aqueles pobres homens precisavam descansar!

O que os levava a viver desse modo? O dinheiro poderia trazer tudo o que realmente procuravam?Perguntas que sempre fizeram parte de seus cotidianos agora não desapareciam com tanta facilidade como em um amigável Saloon.

Era possível sentir o calor do sol novamente, aquela maldita tempestade começava a cessar e os cavalos se acalmavam lentamente. Eles andaram sem rumo, andaram por horas e estavam no meio do deserto. O que procurar? O que fazer?
Caminhando a procura de algum caminho avistaram fumaça. Um pouco mais a frente e um vale podia ser visto, uma pequena cidade bem ao centro da depressão, enfim uma parada para repor as energias…”

Uma das histórias contadas por Yosemita “Profeta” Jones, o velho zelador do cemitério

E quem diria que chegaríamos ao número #10?
Aqui estamos. Hora de arriar os cavalos, puxar uma cadeira no Saloon e fazer um apanhado do que já temos até o momento e o que pretendemos fazer nos próximos números.

Começamos falando sobre a criação de cenários auto-contidos e de como cada vez mais grupos criam suas próprias histórias, personagens, NPCs, objetos e lugares.
Então iniciamos a criação aleatória de um elemento, que com a ajuda de todos que participam por aqui, acabou se tornando O Manto do Despertar.

Chegamos ao momento de decidir um período e traçar uma linha mais sólida para o que realmente faríamos por aqui e então surgiu um vale amaldiçoado e alguns elementos como: A velha mina de prata, A estação de trem, O reservatório de água, O Velho Jornal e o Bando Los Guanos.

Muitas coisas ainda estão por vir, as idéias dos participantes já nos deram muitos elementos que estou organizando aos poucos. Podem ter certeza que já temos material para seguir até o número #20, pelo menos.
Minha vontade vai muito além do que já fizemos e vou procurar pessoas dispostas a ajudar a transformar o que surgir por aqui em algo maior e melhor.

Obrigado a todos pelo apoio e comentários até aqui e que venham mais 10 números.

Abraços

Ao som de: Walk The Line – Johnny Cash

3 Comentários

Du

29 de janeiro de 2010

Aeeeee.. e vamo que vamo!
Saudade do meu computador =/

Paladino San

1 de fevereiro de 2010

Muito bom o texto, já dá para saborear um pouco mais do cenário.

Túlio d Bard

4 de fevereiro de 2010

“…e que venham mais 10 números.”

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