Caso de Ouro Preto – Resultado final
Postado no dia 5 de julho de 2009 por Equipe d3system em Artigos
Inocentes! Essa foi a decisão final do julgamento – com jurí popular – do caso que envolvia jovens e RPG na cidade de Ouro Preto – MG.
Ás 18h de ontem, dia 4 de julho de 2009, Cassiano Inácio Garcia, Maicon Fernandes Lopes, Edson Poloni Lobo de Aguiar e Camila Dolabella Silveira foram absolvidos de quaisquer acusações que os envolvessem no assassinato da jovem Aline Silveira em 14 de outubro de 2001, na cidade de Ouro Preto – interior de Minas Gerais.
Após quase 8 anos de investigações mais uma vez o RPG foi inocentado de qualquer envolvimento com práticas criminosas. Nos últimos anos a utilização de nosso hobby como forma de álibi para inocentar ou desviar a atenção aos verdeiros culpados de crimes se tornou uma constante em alguns casos, porém instituições como a LVDVS CVLTVRALIS e outras associações, têm feito de tudo para ajudar a esclarecer e divulgar todas as verdades sobre o RPG no Brasil.
Escrevemos essa nota diretamente da RPGCON 2009, um evento que está reunindo mais de 2 mil pessoas com um mesmo intuito: Jogar RPG e se divertir.
A repercusão do caso foi nacional, será que o resultado das investigações também será divulgado pela imprensa? Agora que os jovens foram inocentados esperamos que a justiça encontre o verdadeiro culpado por esta barbaridade.
Um agradecimento especial à Jaime Daniel Cancela, do Terra do Nunca, e Maria do Carmo Zanini, do Contatos Imadiatos, que nos forneceram, em primeira mão, mais detalhes sobre o caso.


































29 Comentários
Moreau do Bode
5 de julho de 2009
Reportagem do Jornal Hoje sobre RPG aqui.
Agora eles mostraram o que é o jogo de RPG, bem melhor do que ficar falando “ritual rpg”
Allana
5 de julho de 2009
Essa é uma ótima notícia, ainda por cima no fim de semana do RPGCon.
O mais incrível é que nenhum dos sites da globo (G1 ou o Globominas) divulgou essa notícia ainda. Coincidência? ¬¬’
Ricardo Foureaux
5 de julho de 2009
A verdade prevaleceu.
Daniel Lira
5 de julho de 2009
O problema total do Caso de Ouro Preto é que EXISTEM pessoas, na justiça (claramente a Procuradora do estado de Minas) e na imprensa que vem o RPG como “um jogo que enlouquece as pessoas” . Basta ver a cobertura de ontem do Jornal Hoje sobre o caso. Começou bem, de forma neutra, informativa, se meio idiota… e de repente, lá vem o “mas se jogado em excesso, o RPG pode levar a desligamento da realidade etc e tal”, inclusive com o “opinião” de uma psicóloga – que nota-se, no total estava falando de um caso IN EXTREMIS, e não do dia-a-dia.
É a Globo (organização) contra o RPG? Não, se não matérias como a que saiu na Época – que é parte da organização – não seriam feitas.
Mas existem PESSOAS na Globo que são contra o RPG? COM CERTEZA. Basta ver matérias comno esta do Jornal Hoje. E o problema é que já passamos do ponto de “falta de informação”. Pessoas como estas -e como a Procuraodra mineira – agem por FANATISMO.
São elas que estão DESLIGADAS DA REALIDADE – e como quem trata com loucos sabe, não adianta dizer ao louco que “ele não tem um chip no cérebro, para lhe copiar”. Ele ACREDITA nisso, e não fatos e explicações racionais que vão mudar este fato.
Mas isto não impede que nós mostremos as pessoas sãs a realidade das coisas…
E um comentário final; o triste é que o Caso Ouro Preto não termina, verdadeiramente, com os acusados (incluindo aí o RPG) sendo inocentados. O que houve é que, devido a ABSOLUTA incompetência e imbecilidade* da polícia e da procuradoria de Minas – e não se deve segurar as palavras aqui – não havia como provar nada contra os acusados.
Ou seja: fica a aura de que “eles podem ser os culpados, só não provamos” – e não de que “eles são incoentes, erroneamente acusados”. Por issso, não nos supreendamos se a Procuradora Maníaca vier a levar para segunda instância este caso, e depois até o Supremo.
* Incompetência: por não terem nem pista do REAL culpado
*Imbecilidade: por seguirem, sem nem parar para pensar, uma tese que não se sustentava – leiam o blog Contatos Imediatos, que tem mais detalhes
Mike
5 de julho de 2009
Allana.
A reportagem que o “Moreau” postou, consta no site do G1.
Em relação a matéria, o posicionamento da Rede Globo ainda é ardiloso, pois, de acordo com um conhecido meu que é jornalista e estagiou nessa emissora, segundo o manual e redação do jornalismo, eles raramente expoe pontos de vista, mas quando eles o fazem,eles tem a obrigação de apartir do momento em que fazem afirmações sobre algo ou alguém, o posicionamento é mantido disvirtuando em seus artigos/matérias as provas em contrário.
De fato, os acusados foram inoncentados, mas o RPG continua suspeito desse jurí midiático.
Lorram
5 de julho de 2009
A verdade veio a tona. A justiça cumpriu parcialmente o seu dever. Não condenou inocentes a pagar por um crime que não cometeram.
Mas a Justiça ainda precisa achar o verdadeiro autor desse crime…
Phil Souza
5 de julho de 2009
Apesar do g1 ser ainda bem tendencioso na sua notícia, agora não tem como contestar. Não a provas.
Fabio Moron
5 de julho de 2009
Bom, tomara que não hajam novos casos em que nosso RPG seja usado como subterfúgio para se safar…
Infelizmente não acompanhei todo o caso (algumas coisas), mas creio que ninguem vai ficar feliz, e deixar o RPG em paz, enquanto o verdadeiro culpado não seja localizado (se é que não foram, e no entanto inocentados).
Barba
5 de julho de 2009
Pois é, agora deviam é indiciar o delegado por levar a investigação adiante sem evidências e processar uma boa dúzia de pessoas por calúnia, injúria e difamação.
Ghad Arddhu
5 de julho de 2009
Não sei se eles mereciam ser absolvidos, mas pelo menos o RPG foi devidamente inocentado.
Túlio d Bard
5 de julho de 2009
Ótima notícia para meu Fim de Semana.
Bom saber que, como disse o Lorram, a Justiça não fez com que inocentes pagassem por crimes que não cometeram. Por mais que os criminosos tentem, não será fácil fazer com que julguem as pessoas baseando-se em preconceitos.
Pedro Gabriel
5 de julho de 2009
Sobre a reportagem do Jornal Hoje.
Foi boa, embora ainda seja possível perceber alguma “desconfiança”. O vídeo foi o melhor, mas ainda não enfatiza o RPG como uma atividade sadia, culta e divertida.
Afinal, qual é o perigo em contar histórias com seus amigos?
Eles poderiam fazer mais reportagens (com alcance nacional) com o ponto de vista positivo que mostraram nessa, procurando inclusive autores, editoras e blogs de RPG, mostrando o mercado de livros e materiais, as convenções, etc.
Puppet
6 de julho de 2009
Fato que o RPG não tem nada haver. Jogo a muito tempo e quando comecei por volta dos meus 13 anos minha mãe ficava de orelha em pé mas, depois virou uma defensora do jogo indo inclusive em casas de amigos meus que os pais não deixavam jogar explicar para os pais o que era o RPG.
Ela mesmo falou sobre o caso de Ouro Preto:
“Puppet, isso dai é bebida mais drogaiada na cabeça.”
Petri
6 de julho de 2009
Só para constar. Cheguei em casa as oito e meia da noite do domingo e presenciei o BandNews noticiando a inocência dos acusados no julhgamento. Uma surpresa já que é um canal de 24 horas de notícia.
Tenhamos um bom dia.
edson lobo de aguiar
7 de julho de 2009
Desde o inicio que percebi as manobras do Delegado Adauto Correa.
Aconteceu que três dias depois do crime, quando fui levar meu filho para ser ouvido, um jornalista que me reconheceu como Escrivão da Divisão de Homicídios de Vitória, me passou a informação que o Adauto Correa respondia por atentado violento ao pudor e ameaça de testemunha no curso do processo em Mariana.
Deixei meu filho em Ouro Preto, pois nada devia, e no dia seguinte ele o intimou dizendo que tinha pista do assassino e se ele poderia ajudar, explicando para ele o que é RPG. Ele achando que estava ajudando, assinou declarações explicando o que é RPG, e na saída da DP, foi ameaçado por dois irmãos da Vítima, o Daniel e Carlos Eduardo, enquanto a Globo os filmava às escondidas, a mando do Delegado. Meu filho me ligou e mandei que retornasse à Delegacia, registrando a ocorrência da ameaça, e retornasse ao lar materno.
O Delegado armou tudo inclusive, para mim, sem exageros, encontrou a vítima em posição fetal, e a colocou na lápide na posição como se crucificada estivesse, na cumplicidade dos peritos subordinados a ele(veja as fotos do laudo pericial de encontro do cadáver, que mostra claramente que mexeram no corpo da vítima), e alegavam sempre a cada parágrafo, que deixavam as conclusões para a investigação subjetiva, levada a termo pelo Delegado, que a direcionava para o RPG (túmulo ao lado com o nº.: 13, etc).
Agora, como suspeito está o Delegado Adauto Correa, de participação de uma advogada, morta em sua residência na rua Direita em Ouro Preto, com um tiro na nuca, além de mais um homicídio naquela cidade, e participação em roubo de carga de materiais de informática. Pergunto? Onde está a Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais, que não age, para colocá-lo atrás das grades, onde merece estar. Retiraram um relatório de minha lavra do processo, desentranhando-o, pois comprometia até o Juíz Magid Lauer Lafeur, com quem, em parceria com Adauto Correa, extorquiram diversos cidadãos de bem daquela Cidade Mineira.
Dia 25 de maio de 2009, esteve lá no fórum o Delegado Adauto Correa, vindo de Pirapora, onde está localizado atualmente, e comentou com serventuários da Justiça, que tão os quatro “bodes expiatórios” fossem condenados, iria passar o “rôdo” em todos, para que seus crimes não fossem descobertos, pois está acobertando o assassino, sobrinho de um Deputado Federal, que reside em Conselheiro Lafaiete, cujas fotos estão no bojo do processo e muito mal investigado.
O Delegado foi até promovido. Só não esperava que eu estivesse a seu lado e ouvi seus comentários maldosos em dar cabo dos indiciados, quando percebeu a minha presença, saiu do fórum, igual a coelho assustado, e não retornou mais no dia 01/07/09. Ah! Seu Adauto, como queria te ver. O Juiz Magid e você foram promovido às custas de nossos filhos. Como pode estar passando “batido”, um bandido da sua marca? Pergunto mais uma vez? Onde está a Corregedoria da Polícia Civil Mineira? Será que terei que acionar a Polícia Federal para investigá-lo?
Você, Adauto, indiciou a Camila, prima da Vítima, só por causa de míseros R$ 2.000,00, que o pai dela, o Sr. Orfano, não quis lhe dar. Queria ter o prazer de sair da minha posição, só para lhe dar uns bons tabefes, mas merece muito mais que isto, prisão perpétua se existisse no país, e minha educação, não me permite tais deslindes.
Fica mais uma vez, meu protesto por longos oito anos, que nos marcarão por toda nossa vida.
Érica A.
7 de julho de 2009
Infelizmente, nem todos os jornais noticiaram com a devida ênfase que o RPG foi desvinculado ao crime. Ontem mesmo no jornal nacional a Fátima Bernardes disse: “absolvidos os acusados de terem matado uam jovem em OP em um ritual envolvendo o jogo RPG” enquanto imagens do D&D e dos dados eram veiculadas. Só nos resta tentar esclarecer as pessoas com as ferramentas que possuímos…
Daniel Gasparri
7 de julho de 2009
Segue link da matéria no site de Ouro Preto: http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=2019
Espero que um dia consigam apresentar o verdadeiro culpado e desvincular esta mácula que ficou no nosso hobby fazendo com que os ex-acusados possam desfrutar ainda mais da inocência.
Fabio Sooner
7 de julho de 2009
“Espero que um dia consigam apresentar o verdadeiro culpado”
Essa esperança eu não tenho, porque tudo isso começou exatamente por falta de qualquer idéia de quem pudesse ser (ou pior, como o Sr. Edson Lobo de Aguiar sugere).
Dani Toste
7 de julho de 2009
Embora o resultado não tenha sido dos piores eu deve dizer que não fiquei tão empolgada com o resultado quanto a maioria dos RPGistas.
Inicialmente porque pelo que consegui ler sobre o julgamento, eles foram sim absolvidos, mas não tanto no contesto “acreditamos que vocês são inocentes” quanto pelo “não temos provas suficientes para declara-los culpados”, parece que não, mas existe uma diferença ai.
Em segundo lugar porque a decisão do juri não é, ainda, a decisão final, embora seja soberana, como ainda cabe recurso ao tribunal precisamos esperar uns dias para ver se a promotoria não vai aprontar mais nada.
Mas, principalmente, porque a decisão do caso embora pudesse, dependendo do desfecho, pudesse piorar a visão da sociedade em relação ao RPG a decisão que absolveu os garotos certamente não fez nada para ajudar a imagem do jogo.
Entre outras coisas, as noticias na mídia comum, sobretudo n’O Globo ainda retratam o caso num sentido de “absolvidos os jovens acusados do homicídio de uma garota num ritual satanico de RPG”, quer dizer, não sei se vocês perceberam isso, mas na maioria das noticias o RPG ainda continua entre os vilões.
Ademais porque a linha de defesa do advogado (não sem razão) em nenhum momento teve a intenção de mostrar que o RPG não influencia as pessoas a cometerem homocícios, mas no sentido de “eles não mataram ninguem e eles nem jogam RPG”.
No fim eu preferiria mesmo desvincular a inocência ou a culpa dos garotos do RPG, porque acho que isso pode sempre mais prejudicar do que ajudar, quero dizer: nós não temos que pensar que eles terem matado ou não a garota deva (embora eu saiba que na pratica acontece) influenciar a imagem do RPG, porque o fato é que, culpados ou inocentes, o RPG não tem nada a ver com isso, essa é a bandeira que acho que nós temos que levantar.
Eu digo isso porque no fim das contas eu acho que realmente não importa se eles jogavam RPG ou não e não importa se eles cometeram o crime ou não. A verdade é que pessoas com problemas existem em todos os lugares em todos os ambientes. Assassinos não são RPGistas, ou muçulmanos, ou rockeiros, ou qualquer outra coisa que já se tenha assimilado com esse tipo de comportamento. Homicidas são pessoas, pessoas que por algum motivo tem em sí a capacidade de tirar a vida de outras pessoas, com mais ou menos razão.
No fim das contas eu acho que devemos tomar cuidado com o foco que damos às coisas, não vamos atrelar a inocência do RPG à inocência dessas pessoas. O que nós sabemos, de fato, é que o RPG é inocente, independente da culpa que possa ser atribuida às pessoas que jogam (ou não) o jogo.
É algo do tipo: “RPG don’t kill people, people kill people”
Duncan Salazar
7 de julho de 2009
Faz oito anos que eu digo e repito que aquela cópia do Livro de Nod mostrada era do repórter. Bem feito para eles.
Edson Vicente Carli Junior
7 de julho de 2009
Concordo com o Dani ai em cima, inclusive fiz um post sobre o assunto:
Se eles eram rpgistas ou satanistas não deveria ser levado em conta, a midía colocou de um jeito que dá a impressão que um desses dois itens serve como prova, o que é um absurdo. Doidos tem em qualquer lugar, porque não no nosso mundinho de rpgistas? Fato que isto não significa que ser RPG a pessoa tem desvios. Tal como quem é um wica e cultua o demonio é automáticamente um criminoso.
Temos liberdade ou não? Somos culpados por ter uma religião pagã? Ou jogarmos algo que poucos entendem?
Jaime Daniel
7 de julho de 2009
Pois eu estou comemorando!
Estou comemorando pois passei anos defendendo esses rapazes das acusações que inclusive jogadores de RPG faziam para eles, indo na onda do MP. Fico contente apenas com o final do martírio para um grupo de jovens que era inocente e estavam sendo condenados por um grupo de obtusos que queriam na verdade condenar o jogo, e não punir o(s) assassino(s), seja lá quem for(em).
É um alívio saber que ainda é possível acreditar na justiça para inocentar quem não cometeu falta nenhuma, não importa o “status” ou posição de quem acusar.
Que o Maicon, Cassiano, Edson e Camila comemorem junto com seus pais, e bradem a plenos pulmões que estão livres e são inocentes. Não por serem ou não jogadores de RPG, pois isso é o que menos importa, mas sim por serem pessoas que sofreram humilhações sem fim durante anos, por interesses particulares de alguns que nem merecem ter um nome mencionado.
Aguardo ansiosamente o papo que teremos com Ana Letícia, que teve a oportunidade de conversar com alguns deles.
E se o sr. Edson estiver acompanhando estes comentários, por favor, mande um grande abraço ao seu filho. Li parte dos autos e vi o absurdo que foi todo esse processo digno da inquisição espanhola. Quando recebi o torpedo da Ana as 6:43 da manhã com a palavra absolvidos, eu e minha esposa comemoramos entusiamados a boa notícia. Que a sua família e a dos outros acusados possam desfrutar finalmente de um pouco de paz!
Felipe de Amorim
7 de julho de 2009
Visitem a postagem no meu blog sobre o caso Ouro Preto.
Claudia
8 de julho de 2009
Eu ja sabia!!!!
Comentei numa TV via web sobre o caso e disse la tambem: querem sacrificar o futuro de 4 jovem a troco de prejudicar um jogo!!! Isso eh um absurdo!!!!
Fico feliz em primeiro lugar pelos jovens e suas familias!!!
Qto ao RPG, ainda ha muito que fazer ainda!!!
PARABENS a TODOS que estiveram trabalhando pela absolvicao desses inocentes!!!!
Kiko Zambia
8 de julho de 2009
Boa Felipão era o que eu ia fazer, colocar o link pro seu blog …
O texto foi redigido de tal maneira que pra mim não há algo mais esclarecedor, pois não foram feitas acusações ou até suposições sobre o caso e sim fatos ocorridos durante esses 8 anos que não foram divulgados na mídia a nível nacional.
E como você conclui, falando sobre manifestações por parte dos RPGistas, concordo plenamente, pois se teve uma coisa que me deixou extremamente indignado foi com a passividade com que uma grande parte dos RPGistas acompanharam o fato naquele velho estilo “não foi comigo, que se dane!”, lembro-me logo na época eu me empenhei em fazer palestras, clarear as idéias de quem tinha uma visão erronia sobre nosso hobby, até minha monografia tinha um capítulo dedicado a falar sobre RPG (e orgulho-me de ter sido aprovado com 10,0), mas ao ver o número de participantes diminuírem a cada encontro de RPG em minha cidade, ser chamado de louco na rua, andar com os livros escondidos, sofrer com o preconceito na rua e na minha própria família, isso já anunciava previamente como seria duro os anos vindouros até o desfecho do caso, acompanhei depoimentos por todo país de pessoas que estavam sofrendo assim como eu, ou pior, e mesmo assim as pessoas (leia-se aqui RPGistas) assistiam tudo isso estupefatos.
Há também os que acharam cômodo atribuir aos ex-acusados distúrbios mentais, ou características homicidas sem nem os conhecerem ou por terem somente acompanhado o caso pela mídia factóide e tendenciosa.
É por essas e outras que acredito que temos sim muitos motivos para reivindicar um posicionamento correto das autoridades e cobrar um posicionamento definitivo não deixando que este caso termine assim, com o RPG e os EX-acusados estigmatizados pela mídia, com o sofrimento da família pela morte da Aline, que até agora está sem solução, com a impunidade do verdadeiro assassino por conseqüência da incompetência com que foram apurados os fatos.
Motivos nós temos, agora basta saber se vamos continuar de boca aberta ou nos manifestarmos a favor da legítima justiça e da veracidade dos fatos.
Ricardo Foureaux
8 de julho de 2009
Um artigo definitivo sobre o caso:
http://felipedeamorim.opsblog.org/2009/07/07/o-caso-de-ouro-preto-incompetencia-e-preconceito/
Túlio d Bard
8 de julho de 2009
Eu não sou conhecido dos acusados nem especialista em investigações policias, logo não digo que são ou não culpados. E acho que ninguém deveria fazê-lo também (a menos que tenha certeza do que está falando)
Uma coisa é tentar conscientizar as pessoas sobre o que é o RPG a fim de tentar evitar/desfazer preconceitos, esclarecer as coisas, fazer com que não atribuam características falsas ao jogo.
Outra bem diferente é falar que todo jogador de RPG que vira suspeito de algum crime está sendo injustamente condenado.
Pra mim, como falaram anteriormente, é preferível mostrar aos “leigos” do que realmente trata-se o jogo do que ficar xingando delegados e procuradores.
Por mais que os jogadores realmente sejam inocentes, não é nosso trabalho (ao menos não da maioria de nós) mostrar isso. Reclamar não vai adiantar nada para impedir que novos casos como esse aconteçam no futuro.
Palestras, reportagens, entrevistas, seminários… Isso sim tem um efeito positivo para evitar que esse tipo de situação voltem a ocorrer.
Afinal, os garotos de Ouro Preto já tem profissionais qualificados para cuidar de seus casos em particular, mas quem cuidará do RPG se não nós mesmos?
Roberto
19 de julho de 2009
Ao senhor Edson Lobo de Aguiar, que veio aqui se manifestar quanto ao caso, principalmente por seu envolvimento: parabéns! Não desista de buscar justiça para o que lhe foi feito, e torço para que consiga prender os verdadeiros bandidos, sendo o principal deles esse delegadozinho de merda!
Abraços!
edson lobo de aguiar
2 de agosto de 2009
edson lobo de aguiar
Gostei de seu artigo, e comento apenas sobre os prováveis assassinos que não foram investigados, por pura preguiça da polícia, contra os “bodes expiatórios” protegidos por
Deus que foram absolvidos.
A saber, os prováveis assassinos, moravam na República Necrotério, onde só tinha filho de papaizinho, ricos estudantes de engenharia, e até um filho de Delegado de Polícia, cujo Delegado chama-se Danilo Bahiense da Polícia Capixaba, que “auxiliou” Adauto Correa em diligências para captura dos “Bodes Expiatórios”. Existiu na época comentários de que um filho de Desembargador, teria cometido o crime, e hoje encontra-se foragido na Europa, rindo às custas dos “bodes expiatórios”.
Outro possível Autor é Fabricio Neves da Silva de Conselheiro Lafaiete, rico, sobrinho de Deputado Federal, e existe uma denúncia contra ele, na pág. 63 do Inquérito, dando conta de que naquela madrugada, ele pegou carona com o denunciante, vestido de roupas de ciclista e todo ensanguentado, quando disse que residia em Conselheiro Lafaiete, filho de uma Corretora que tem um prédio de 14 andares ao lado da Rodoviária, e só foi investigado pelo Delegado, três meses depois, negando o crime, tendo como álibi a namorada dele.
Outro possível Autor, é Fabricio Gomes, que esteve quase todo o sábado com a Vítima, declarando que a deixou por volta das 20 horas de sábado, cujo indivíduo, foi descoberto, na 2ª feira, preso em Mariana, por ter furtado um carro, e em seu celular, foi encontrado o número do telefone da Vítima. Ouvido, negou o crime, mesmo com a camisa suja de sangue, que não coletaram para exames.
Outro pretenso Autor do crime: Se lembram do individuo, assassino em série, que foi preso no Pará, após ter matado três turistas? pois bem, ele confessou mais de 15 assassinatos, e sempre agia, viajando para cidades, onde ocorreria festas, e lá executava uma vítima, nos mesmos “modus operandi”, que ocorreu em Ouro Preto, fugindo da Cidade. Encontrando-se preso atualmente.
Outro provável Autor: Este mora em Ouro Preto. Há menos de dois anos atrás, ele estuprou, matou e enterrou em seu próprio quintal, uma menina de 14 anos. Quando a polícia descobriu o corpo, pois ele negava o crime, encarou a polícia na porrada, e encontra-se preso, e se negava um crime evidente, não confessará o de Aline, nem no “Pau de Arara”.
Assim meus caros leitores, tem todos esses fatos novos a serem investigados, pois se abre um leque nas investigações, podendo, com Autoridades sérias e comprometidas com a legalidade, moral e ética, chegarem ao autor do crime, sem mais molestar os “Bodes Expiatórios”, pois estes já sofreram muito e foram absolvidos, não por falta de provas, mas porque não concorreram de forma alguma para o crime, e provaram que estavam com pessoas idôneas, longe dos fatos, sendo impossível qualquer participação dels. Apesar de no nosso Brasil varonil ter que se provar o contrário, pois o ônus da prova, cabe a quem acusa. Assim é a Lei, e espero que deem uma resposta à sociedade Ouro Pretana, levando a termo tais investigações.
Coloco-me à disposição das Autoridades, para auxiliá-los, pois tenho vários anos de experiência investigatória em crimes de homicídios, com uma ficha de causar inveja ao Delegado Adauto Correa, que não quiz me dar ouvidos e nunca me recebeu para conversarmos sobre as investigações que conduziu a seu bel prazer para sair de foco de crimes que cometeu, e com vergonha de me receber, pois sabia que tinha conhecimento de suas armações.
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