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	<title>d3system &#187; Videogame de Papel</title>
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	<description>Divulgando o RPG no Brasil</description>
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		<title>[Videogame de papel] Recomeço de Campanha</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 03:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quinze anos. Sábado, dia 10 de dezembro de 2011, encerrei um ciclo que já durava uma década e meia da minha existência. Isso corresponde a metade do meu tempo de vida. Mal me lembro como eram as coisas antes de tudo começar&#8230; E foi uma longa e deliciosa jornada. Uma das boas. Senão a melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quinze anos. Sábado, dia 10 de dezembro de 2011, encerrei um ciclo que já durava uma década e meia da minha existência. Isso corresponde a metade do meu tempo de vida. Mal me lembro como eram as coisas antes de tudo começar&#8230; E foi uma longa e deliciosa jornada. Uma das boas. Senão a melhor até agora.</p>
<p>Como em qualquer aventura das boas, comecei sozinho e tive medo. Titubeei diante <a href="http://www.fightingfantasygamebooks.com/">daqueles livrinhos que me colocavam no papel do herói protagonista</a>. Eles me permitiam tomar decisões que alteravam totalmente o rumo da história — até mesmo encerrá-la! Aquilo era responsabilidade demais!</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2012/03/cidadela.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7822" title="A Cidadela do Caos" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2012/03/cidadela-192x300.jpg" alt="A Cidadela do Caos" width="192" height="300" /></a></p>
<p>Entretanto, eles me seduziram insidiosamente! A verdade é que eles me apavoravam também. Antes de prosseguir minha jornada através dos corredores escuros da Cidadela do Caos, eu me lembro de levar o livro e a papelada para a mesa da cozinha, no sobrado onde eu morava, recorrendo à companhia silenciosa da minha avó.</p>
<p>Aos poucos, fui dominando os dados. Tornei-me um mestre na arte da espada e nos mistérios da magia. Não vou dizer que nunca tenha me valido dos sortilégios da trapaça — ora, vamos lá! Quem nunca segurou <del datetime="2012-03-31T18:35:27+00:00">uma</del> <del datetime="2012-03-31T18:35:27+00:00">duas</del> quatro páginas marcadas com os dedos? — mas ganhei coragem e explorei fundo aquelas masmorras. Enfreitei os poderosos homens-rinoceronte, trapaceei os Calacorms mais matraqueantes e exorcizei até mesmo a ameaça espectral dos Ganjees!</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ganjees.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7824" title="ganjees" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ganjees-209x300.jpg" alt="" width="209" height="300" /></a></p>
<h2>Eu era invencível!</h2>
<p>Até me defrontar com o diabólico Balthus Dire&#8230;</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2011/12/BalthusDire.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7825" title="BalthusDire" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2011/12/BalthusDire-220x300.jpg" alt="" width="220" height="300" /></a></p>
<p>Nunca vou me esquecer dessa batalha. Lembro como o domingo ensolarado contrastava com a noite tempestuosa que castigava a torre mais alta da masmorra do bruxo-guerreiro em Allansia. Eu me recusava a trapacear nos dados e ler o final do livro antes de derrotá-lo! Questão de honra! Levei uma tarde inteira para vencê-lo. Desde então, desde aquele final apoteótico, eu nunca mais abandonei Allansia.</p>
<p>Depois dele, mergulhei nos recônditos da Montanha de Fogo e acabei com Zagor, um arquimago que me deixou rico com seu tesouro e com o júbilo do povo de Yore. Depois desbravei a espinhosa Floresta da Destruição, onde me tonei o preferido de Yaztromo, o velho mago ermitão cujos feitiços e itens mágicos foram fundamentais para que eu encontrasse o cabo e cabeça do martelo de Gilibram, o rei de Stonebridge. De lá, foi um passo até que eu me consagrasse de herói do Vale do Salgueiro até uma lenda na Terra do Perigo.</p>
<p>Fui o primeiro herói a sair vivo do Calabouço da Morte, na prova dos campeões do Barão Sukunvit de Fang. Encontrei o Templo do Terror na cidade perdida de Vatos e derrotei Maldabourdous, o terror do Deserto dos Crânios. Sobrevivi à Cidade dos Ladrões e encontrei Nicodemus debaixo da ponte do Rio Bagre para que ele me ensinasse como destruir Zambar Bone, o Ossário das Trevas!</p>
<p>Não há um soldado, feiticeiro, sacerdote ou saltimbanco em Allansia que nunca tenha cruzado com o meu nome.</p>
<h2>Eu nunca mais abandonei Allansia.</h2>
<p>Pelo contrário, eu trouxe muitos outros heróis e vilões comigo para explorá-la! Li tomos enormes, aprendi muitos feitiços poderosíssimos e descobri como me tornar tão aterrorizante e sedutor quanto o narrador dos livros que me botavam em pânico na cozinha do sobrado. Eu me tornei um verdadeiro <strong>Mestre de RPG</strong>.</p>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Aventuras-Fantásticas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7826" title="Aventuras Fantásticas" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Aventuras-Fantásticas-188x300.jpg" alt="" width="188" height="300" /></a></p>
<p>Nesses quinze anos, reuni <a href="http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=804582&amp;hl=pt-BR">um belo bando de aventureiros</a>. Alguns trilharam todo esse caminho comigo desde os primeiros passos, outros chegaram já no final. Muitos dedicaram anos de sacrifícios e aventuras, caminhando comigo por muito tempo, para depois seguirem suas próprias jornadas. Entretanto, todos eles — eu disse <em>todos</em> — foram fundamentais para que a jornada transcorresse como até agora.</p>
<h2>Perfeitamente.</h2>
<p>Nas tavernas de Blacksand se diz que há um tipo de camaradagem que só se obtém lutando contra as armas do mesmo inimigo ou frustrando-se com o amor da mesma mulher. Eu conheço bem esse sentimento. É um elo que vai além da família e do amor. Não é mais nem menos do que isso.</p>
<p>Em Allansia, essa camaradagem me rendeu uma verdadeira confraria. Além das aventuras e monstros enfrentados, dos enigmas desvendados, dos desafios duperados, foi em Allansia onde, mais do que tudo isso, eu ganhei minhas melhores amizades, cativei meus maiores irmãos, conquistei minhas mais arrebatadoras amantes e obtive meus mestres mais insuperáveis — foi lá que eu conscrevi meus aprendizes!</p>
<p>Entretanto, nas nada disso que eu tenha encontrado em Allansia se comparada ao que essa terra me levou a descobrir em mim. Trata-se de algo que pessoas passam a vida toda procurando e não encontram.</p>
<h2>Em Allansia descobri quem sou eu.</h2>
<p>Quinze anos. Nesse último 10 de dezembro, eu me subestimei. De tão poderoso, me julguei capaz de encerrar essa história. Achei que poderia simplesmente fechar os portões desse mundo para sempre. Pretensão de aprendiz, poderes de mestre. Essa combinação nunca rendeu bons resultados.</p>
<p>Felizmente eu aprendi a lição. Aprendi que não sou um contador de histórias. Eu me enganei — ou fui enganado! Quem sabe?! Depois do sortilégio cósmico que presenciamos nessa última aventura, nem mesmo eu sei dizer. Se até mesmo Titan, Pai dos Deuses, Forjador do Mundo, foi ludibriado pelo Senhor da Trapaça e do Caos! Se até mesmo o Imperador, Devorador de Mundos, Deicida, Flagelo dos Deuses, foi enganado pelo Saqueador de Charadas! Quem sou eu para afirmar que fui eu quem me enganei. Dizer isso seria chancelar a própria trapaça de Lorde Logaan.</p>
<p>E Logaan já ganhou poder demais com suas artimanhas, não é mesmo?</p>
<h2>O fato é que eu não tive paz desde então.</h2>
<p>Lá dentro de mim, eu sabia que algo estava errado. Eu farejava uma pergunta sem resposta. Por mais julgasse que tivesse amarrado todas as pontas, eu sabia que ainda tinha restado algo muito importante descuidado. Eu vislumbrava um vulto á procura de si. Um vulto perdido. Tive medo, mas dessa vez eu estava preparado. Vesti minha melhor armadura, trajei minha melhor capa, desembainhei minha melhor arma e escolhi o meu melhor escudo. Quando criei coragem e fechei os olhos, descobri quem era esse vulto.</p>
<p>Esse vulto perdido era eu.</p>
<p>Quando me encarei, soube na hora: Allansia ainda estava lá, viva! O vulto sumiu e eu sabia que devia buscá-lo. Também sabia onde ele tinha ido. Usei meus poderes cósmicos e nenhum deles adiantou. Tudo que me resta é tentar voltar para lá do jeito que qualquer pessoa voltaria. Quando cruzei os limites, quase não a reconheci, pois ela agora é um lugar totalmente diferente. Contudo, era verdade: não havia portões a serem reabertos. Quem era eu para tentar fechá-los.</p>
<h2>Tolo.</h2>
<p>Entretanto, eu estou de volta. Allansia é a história mais emocionante que eu já conheci e, para alguém que se definia como um contador de histórias, isso é muito a se admitir.</p>
<p>Sim, eu usei o verbo no passado. Eu me <em>definia</em>. As coisas mudaram durante as minhas últimas viagens para lá.</p>
<p>O que eu vejo lá vai além do assustador. Não há palavras. Transcende o revelador, supera o extasiante.</p>
<p>Não há uma história para ser contada. O que há, são histórias a serem <em>vividas</em>.</p>
<p>A verdade é que eu sou um <em>vivedor</em> de histórias. Eu não sei matá-las, sei dar vida a elas.</p>
<p>Mesmo quando é preciso <a href="http://d3system.com.br/umacoisaoutracoisa/">encerrá-las para isso</a>.</p>
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		<title>VdP: Drops (ou &#8220;Ravenloft 4E quando virar gente grande&#8221;)</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 16:33:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes da reforma, eu já tinha falado um pouco das minhas expectativas sobre Ravenloft 4E. Especulamos bastante, falamos um bocado sobre a minha velha teoria do "you play what you play", mas, vendo esse trailer, eu num pude deixar de compartilhar com vocês meu orgulho em ser gamer desde criançinha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes da reforma, já havíamos <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/" title="Cuidado, esse papo vai looooooonge....">falado um pouco das expectativas sobre Ravenloft 4E</a>. Especulamos bastante, falamos um bocado sobre a minha velha teoria do <em>&#8220;you play what you play&#8221;</em>, mas, vendo esse trailer, eu num pude deixar de compartilhar com vocês meu orgulho em ser gamer desde criançinha.</p>
<p>Tio Kojima, me dá um autógrafo? <img src="http://d3system.com.br/cobbi/emoticones/reverencia.gif" /></p>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="gtembed" width="480" height="392"><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="movie" value="http://www.gametrailers.com/remote_wrap.php?mid=50684"/><param name="quality" value="high" /><embed src="http://www.gametrailers.com/remote_wrap.php?mid=50684" swLiveConnect="true" name="gtembed" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="true" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="392"></embed></object></p>
<p>Eu não sei vocês, mas <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/" title="Eu avisei...">a minha vida como narrador de Ravenloft</a> nunca mais será a mesma depois <a href="http://www.konami.jp/kojima_pro/e3_2009/castlevania/" title="ASSISTA o trailer... Sério...">desse game</a>.</p>
<p>Aliás, ele é a prova de que nem os games, nem nossa vida como RPGistas, serão os mesmos depois de <a href="http://www.us.playstation.com/PS3/Games/God_of_War_III">God of War</a>, <a href="http://prince-of-persia.uk.ubi.com/intro/">Prince of Persia</a> e <a href="http://www.us.playstation.com/PS2/Games/Shadow_of_the_Colossus/OGS/">Shadow of Colossus</a>. Depois me perguntam porque me orgulho em chamar minhas mesas de D&#038;D 4E de <strong>Videogame de Papel</strong>.</p>
<p><img src="http://d3system.com.br/cobbi/emoticones/sun_bespectacled.gif" /></p>
<p><small>(&#8230;e alguém por favor me diga de que planeta o <a href="http://www.konami.jp/kojima_pro/e3_2009/en/">Kojima</a> veio? QUATRO games ao mesmo tempo? Pelo Amor de Avandra!)</small></p>
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		<title>Insert Coin and Press Start: A Cidadela Sem Sol</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 23:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pós-reforma no cafofo, rôpa nova, prefúme nas criança e bora postá! Nessa série, vou analizar produtos feitos para incentivar o público a começar a jogar D&#038;D! Você, Joãozinho do Espírito Santo, que não sabia por onde começar, aqui é o lugar! Já aviso que são artigos para Mestres, portanto get out amiguinhos do Joãozinho! Como o 3.X ainda é o mais bam-bam-bam aqui no país tropical, a largada é com A Cidadela Sem Sol, um cráááááássico do dungeon crawling — linear como o tinhoso, mas que compensa por não ter onde dar errado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pós-reforma no cafofo, rôpa nova, prefúme nas criança e bora postá! Nessa série, vou analizar produtos feitos para <span style="text-decoration: line-through;">viciar</span> incentivar o público a começar a jogar D&amp;D! Você, <a href="http://img138.imageshack.us/img138/2619/fgdrt5.jpg">Joãozinho do Espírito Santo</a>, que não sabia por onde começar, aqui é o lugar! Já aviso que são artigos para Mestres, portanto <em>get out</em> amiguinhos do Joãozinho! Como o 3.X ainda é o mais bam-bam-bam aqui no país tropical, a largada é com <a href="http://www.d3store.com.br/cidadela-sem-sol.html">A Cidadela Sem Sol</a>, um cráááááássico do <em>dungeon crawling</em> — linear como o tinhoso, mas que compensa por não ter onde dar errado.<br />
<span id="more-4000"></span></p>
<h2>Insert Coin? Vale a pena a ficha?</h2>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/12/dd_joystick_alt.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4284" title="dd_joystick_alt" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2009/12/dd_joystick_alt-300x232.jpg" alt="dd_joystick_alt" width="300" height="232" /></a>Publicada na gringa em setembro 2000 — três meses depois da revolução do d20system — essa aventura foi lançada em português em maio de 2002, durante o X EIRPG. Entretanto, ela já entrou para o <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/97807869">Dungeon Survival Guide</a> e virou passagem obrigatória pra os <em>D&amp;D rookies</em> justamente por ser um divisor de águas na história do jogo.</p>
<p>Toda a  idéia do resgate ao D&amp;D original abordada pela da 3E não ficou de fora desse módulo de estréia — muita pressão sobre o  <a href="http://www.brucecordell.com/">Mr. Cordell</a> para colocar o povo de volta pra dentro da masmorra e recuperar o velho espírito de chute-na-porta, sem deixar de lado as armadilhas, enigmas, <em>monster ecologies</em> e toda a &#8220;herança Gygaxiana&#8221; que o D&amp;D tinha herdado durante a 2E. Dessa mistela aí nasceu o seguinte enredo:</p>
<blockquote><p><em><span class="rkr">Os rumores </span></em><em><span class="rkr">sobre criaturas estranhas atacando </span></em><em><span class="rkr">o pacato vilarejo de Oakhurst levam os aventureiros até uma antiga fortaleza soterrada. Lá, eles terão que se envolver numa escaramuça entre kobolds e goblins para, nas profundezas desse local, encontrar e derrotar Belak, o Proscrito, que protege e cultiva a mórbida Árvore Gulthias, o berço de toda a ameaça. </span></em></p></blockquote>
<p><span class="rkr">Conceitualmente, essa aventura traz um banho de loja para muitos dos clichês mais maneiros do D&amp;D. Além disso, ela também não esquece o fundamental (tem masmorra! tem dragões!) e consegue evitar os extremos — nada de cheiro de naftalina, nem aparência de colagem do jardim da infãncia.</span></p>
<h2>Select your Character</h2>
<p><span class="rkr">Mecanicamente equilibrada, essa aventura tem desafios para as quatro </span><span class="rkr">principais </span><span class="rkr">categorias de personagem </span><span class="rkr">brilharem: armadilhas e trancas para serem arrombadas, mortos-vivos para serem expulsos, buchas para serem espancados e enigmas para serem solucionados. Portanto, qualquer classe se encaixa sussa. </span></p>
<p><span class="rkr">Se algum dos jogadores aceitar uma sugestão, um druida e/ou um ranger certamente podem ajudar o Mestre a dar uma caprichada no enredo do pardieiro, basta ter o mínimo de criatividade para imaginar como (mas mesmo assim eu dou a dica lá embaixo).</span></p>
<p>Aliás, falando em criatividade, os PdMs (assim como quase todos os ganchos  da cidade) vem crús MESMO, tipo nome e função do fulano. Só. Com sorte vem raça e classe do meliante e  só se chorar MUITO é que vem o nível. Portanto, não conte com isso e IMPROVISE. Tem ganchos MUITO legais para aproveitar, como a Felosial (<em>sexy half-elf bitch!</em>), o prefeito Vurnor (que, na minha mesa, virou o <a href="http://images.google.com/images?q=Milton%20Gon%C3%A7alves&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;sa=N&amp;hl=pt-BR&amp;tab=wi">Milton Gonçalves</a>, vai entender&#8230;) e o taverneiro Garon, que eu baseei no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yMf1-2CwoA0">Ogden</a> (Diablo RULX!). Justamente por conta disso, talvez um bardo ou clérigo mais diplomático no grupo também seja uma boa idéa (e fora que o desafio da área 7 tem outro colorido com um bardo no grupo).</p>
<h2><span class="rkr">Here Comes a New Challenger<br />
</span></h2>
<p>Essa mornidão dos PdMs bonzinhos é devidamente compensada com inimigos memoráveis na masmorra: não há quem não se compadeça com o simpático kobold Meepo (área 15), não bata boca com o XAROPE do <span class="rkr">Calcryx (área 37, maldito </span>dragão metido) e não se arrepie em descobrir que o soturno Belak é um druida maligno! Nada de dragão malvado, nem necromante megalomaníaco: um FREAKING-EVIL-MODAFÓCA-DRUIDA, MAN!</p>
<p>Ai, ai&#8230; rs. Eu sei, eu sei&#8230; <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bom, esse vilão durou TANTO na minha campanha que virou um lich que <a href="http://www.wizards.com/dnd/images/bovd_gallery/88161_620_16.jpg">apavora os jogadores até hoje</a>! Hoje ele já 4E, mas foi minha cobaia para testar em mesa duas das classes de prestígio para vilões mais fodásticas EVAH: o <em>blighter</em> (o &#8220;destruidor&#8221; do <a href="http://www.d3store.com.br/mestres-selvagens.html">Mestres Selvagens</a>) e o Vermin Lord —  YEAH DOG! Book of Vile Darkness IN THE VEIN! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_twisted.gif' alt=':twisted:' class='wp-smiley' /> </p>
<h2>Gráficos do Jogo</h2>
<p>A arte da capa é de ninguém menos que <a href="http://www.toddlockwood.com/">Mr. Lockwood</a>. O problema é que a ilustração diz mais do que deveria: ela dá dicas do enredo e pode influenciar os jogadores mais Sherlocks da sua mesa. Era só tirar aquela árvore dali, Mr. Lockwood&#8230; Bastava uma viajada num combate contra esses ramos secos com uma tomada da fortaleza soterrada ao fundo que tava tudo certo! Ê-lê-lê&#8230; Tsc, tsc, tsc&#8230;</p>
<p>A arte interna é do <a href="http://www.pen-paper.net/rpgdb.php?op=showcreator&amp;creatorid=94">Dennis Cramer</a>, com aquele feijão-com-arroz-chove-num-molha-num-seja-morno-que-eu-te-vomito de sempre. Dá pro gasto e tá no corte certo pra mostrar aos jogadores. Num é a <a href="http://www.eva-widermann.de/">Vivi</a>, mas passa né.</p>
<p>Dou o braço a torcer para o segundo Todd dessa noite: os mapas que o <a href="http://www.tgambleco.com/">Mr. Gamble</a> fez na contracapa são bem bacanas — o corte lateral da entrada da masmorra é a chave pra entender onde a porca torce o rabo e o panorama do vilarejo também é <em>tchans</em>.</p>
<p>Parte triste? É PB e não tem mapão. Dane-se, o preço é bom e tem um dragão pra matar! Bora lá!</p>
<h3>&#8220;Escráááááááááávosssss de jóóóóóó&#8230;&#8221;</h3>
<p><img class="alignleft" title="ratata" src="http://www.d3system.com.br/cobbi/emoticones/ratata.gif" alt="" width="48" height="33" />Já que estamos falando de produção, DEQUEM FOI A BLÚDI-FÓCA-AIDÍA de colocar as planilhas TODAS JUNTAS NO FINAL?!? Sério, alguém por favor DEMITA ESSE TERRORISTA! Se já demitiram, CONTRATEM NOVAMENTE esse ser vivo só para GRITARdez minutos seguidos com ele, convidá-lo a cometer o SEPPUKU e depois DEMITÍ-LO OUTRA VEZ! Com direito a fanfarra e quitutes em comemoração! WTF! Será que ninguém lá naquela ordem de magos caiçaras conhece o conceito de PRATICIDADE?!?</p>
<p>Ok, passou. <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<h2>Intro</h2>
<p>As opções de ganchos iniciais para os <span style="text-decoration: line-through;">encrenqueiros</span> aventureiros são: resgatar newbies desaparecidos (bundões que se meteram a Indiana Jones e se deram mal, pra sua sorte, que ainda tira uns trocados com isso), buscar frutos mágicos (uma coisa meio Disney/Ursinhos Carinhosos/Meu Pequeno Pôney) ou investigar os ramos secos — criaturas estranhas, tipo um <a href="http://www.google.com/search?btnG=Google+Search&amp;q=bicho-pau">bicho-pau</a> vampiresco, anabolizado e parente do chupa-cabras (YEAH! BICHO-PAU! Ui&#8230;).</p>
<p>Aqui é a deixa para o Mestre usar toda herança que o AD&amp;D angariou fora da masmorra e ensinar a molecada o RP do G! Capriche no roleplay enquanto eles interagem com os PdMs e fuçam os rumores! Os dois picos de empolgação do jogo se dão quando os jogadores decobrem sobre a cidadela soterrada e, bem depois, encontram o bosque subterrâneo (dois tremendos cenários, na minha opinião). Faça esses lugares ficarem bem marcados na mente dos jogadores com descrições caprichadas que o sucesso é garantido.</p>
<h2>Primeira Fase</h2>
<p><span class="rkr">Na ravina, é possível ensinar as regras de Escalar e dar um gostinho de combate contra os ratrozes. Na cidadela, os labirintos e armadilhas ensinam cautela (Observar e Procurar) e os inimigos vão mostrar o valor das tocaias (Esconder-se, Ouvir e Furtividade).</span></p>
<p>No meio da peleja entre goblins e kobolds, os PJs podem tomar um dos lados (ou nenhum), mas tudo se resume a recuperar ou não o mascote dos kobolds que os goblins roubaram (bem coisa de gringo jogador de futebol americano) e adivinhem quem é o bichinho? Um DRAGÃO!!! Um DRAGÃO como MASCOTE! E de KOBOLDS!!! Onde é que esse mundo vai parar! Ok, clichê de rosca é parafuso, mas NÃO FUNHANHA PARCEIRO!</p>
<p>Podia ser pior, né? Tipo&#8230; Podia não ter dragão&#8230; Pelo menos é um branco&#8230; E nem vem! O quê esse branco está fazendo aí é problema tipo dois, xará. Se vira! Dá seus pulo&#8230;</p>
<h2>Walkthrought</h2>
<p>No meio do quebra-pau — kobolds pra um lado e goblins pro outro — é impossível encontrar os goblins primeiro. Ao terminar de ler o módulo fica óbvio que, mecanicamente, tudo faz parte do plano — enfrente os kobolds frangotes primeiro, ganhe XP e só depois se meta com os goblins parrudos. Nessa parte também existem muitas oportunidades de ensinar a galerinha a usar as perícias sociais (Intimidação, Diplomacia e Blefar) e dá até pra evitar certos combates tanto com kobolds, quanto com os goblins.</p>
<p>Também dava pra ter arrumado uma explicaçãozinha melhor pros goblins ainda não terem ESMIGALHADO os kobolds! Os cãezinhos dracônicos tem apenas dezenove combatentes e um feiticeiro de 3º nível contra quatorze buchas, sete hobgoblins (um deles com 2 DV), um clérigo de 1º nível , um bugbear e dois ratos atrozes dos gremlins! Isso sem contar o dragão-mascote-uh-hull raptado e o resto da gangue que mora lá embaixo junto com o chefe. Cosmic Glue total. Bastava serem duas tribos inimigas de goblins, ou fazer os kobolds ficarem mais numerosos ou bombados. Vai entender.</p>
<p>Embora a aventura seja um paraíso pros munchkins rastejadores de masmorras, ela tem ótimas variações para os jogadores mais <span style="text-decoration: line-through;">chatos</span> roleplayers. O encontro com Meepo e Yusdrayl, o resgate do gnomo Erky Timbers e o próprio encontro final com o druida Belak são exemplos de onde sobram oportunidades de interpretação e alívio de tensão no  meio do pega pra capar. A mais divertida, na minha opinião, é na comunidade dos goblins de Belak (área 47), onde eu vivi algumas das cenas mais engraçadas e (ao mesmo tempo, mais heróicas) de todas as vezes que mestrei essa aventura.</p>
<p>Também aqui nessa aventura nascia o sistema para ajudar o Mestre iniciante a fazer com que as criaturas de áreas diferentes reajam entre si. Exemplo: quando estoura um combate, os monstros das salas vizinhas certamente vão se preparar para o que está por vir. Depois a WotC aprimorou esse esquema e o resultado pode ser visto na estupenda <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/953827400">Scourge of the Howling Horde</a> (que também está na minha lista para o <strong>Press Start</strong>) — uma boa melhorada nas caixas de texto laterais e uma nova formatação para os encontros dão um exemplo de verossimilhança na interatividade entre áreas da masmorra e até na modulação que, mais tarde, possibilitaria suplementos como meu INESTIMÁVEL <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/9780786951390">Dungeon Delve</a>.</p>
<h2>Subchefes</h2>
<p>A coisa começa a esquentar na área 10, onde os pesonagens enfrentam o <strong>quasit Jot</strong>. Como ele voa, tem invisibilidade e usa veneno, já pode ser usado para ensinar algumas manobras avançadas de combate, como Preparar e Adiar. A habilidade de Alterar Forma também pode render boas situações de roleplay.</p>
<p>Esse demônio também serve para os jogadores entenderem a importância de uma boa artilharia e do posicionamento em combate pra que, mais tarde, quando trombarem com o <strong>mephit da água</strong> na área 14, eles já se saiam melhor contra o sopro, a flecha ácida e, principalmente, contra a cura acelerada desse elemental.</p>
<p>A <strong>combinação de armadilhas</strong> da área 29 pode acabar funcionando como um subchefe (principalmente pra quem já jogou Prince of Persia, mas Pitfall também serve), já que com uma boa descrição e uma pequena dose de improviso o mestre pode mostrar pro grupo que nem só de pancadaria é que se ganha XP. <span class="rkr">O encontro da <strong>orbe sonora</strong></span> (área 7) também mostra que nem sempre é só de espada que se tomba um monstro.</p>
<p>O terreno onde eles vão enfrentar as <strong>sentinelas kobolds</strong> da área 19 serve bem pra ensinar regras de cobertura e na área 30, a <strong>mamãe-ratazana</strong> não chega  ser um subchefe, mas já serve pra ensinar pro povo as regras de flanquear. Depois dela, provavelmente os jogadores já terão escolhido um dos lados (goblins ou kobolds), enfrentado alguns chefes e subido de nível, porque senão eles vão dançar miudinho na mão dos líderes Durbuluks!</p>
<p><strong>Balsag</strong>, o bugbear grandalhão da área 43 é meio que uma versão abrutalhada da mamãe-ratazana. Seus ratos de estimação <strong>Aperto</strong> e <strong>Presa</strong> são bons pra flanquear o povão que começará a aprender a lidar com o excesso de pontos de vida desse adversário. É mais um combate de resistência mesmo. Já o <strong>toqqua</strong> da área 45 é o contrário, causa dano que é uma maravilha.</p>
<p>O <strong>arvoredo</strong> (área 49) é o último subchefe dessa aventura. Ele serve pra revisar tudo que os jogadores aprenderam sobre as regras de combate (manobras básicas e avançadas) e é tipo aqueles joguinhos de <em>beat&#8217;em up</em> (tipo Golden Axe, Streets of Rage, Final Fight, Cadillac &amp; Dinossaurs, saca?) que, quando vc chega na última fase precisa reenfrentar muitos (ou todos) os subchefes antes de pegar o chefão.</p>
<p>Esse encontro também é uma ótima chance deles fixarem de uma vez por todas quais os melhores <em>macros</em> do grupo. <em>Macros</em>? Eu — e todos os fãs de Phantasy Star — chamamos de  <em>macros</em> as combinações de manobras e ações que geram resultados otimizados para os PJs. Exemplos básicos? O guerreiro e o ladino flaqueando o mesmo adversário, o clérigo usando Força de Touro no Paladino, o Monge e o Bardo dando cobertura pro Mago enquanto o Bardo bomba o ataque do grupo e o Monge usa o Bardo pra flanquear e fazer manobres especiais (ufa, respire&#8230;), e assim por diante.</p>
<p>HARDLY gamer, né? <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<h2>Chefes de Fase</h2>
<p>Na área 12 é que o circo começa a pegar fogo. Não é fácil fazer os jogadores chegarem até lá — e nem é uma boa idéia que eles cheguem antes de passar um ou dois níveis — mas caso consigam derrubar o <strong>Sacerdote do Dragão</strong>, esse chefe tem um tesouro gordo e que vale a pena. Mas é osso. <span class="rkr">Embora esteja meio perdido, vai ensinar o valor de não meter o nariz onde não se deve e que, de vez em quando, vai ser preciso recuar.</span></p>
<p>Se o grupo não for lá dos mais diplomátios, talves eles tenham que enfrentar um desafio grosso na área 21, <strong>Yusdrayl</strong> e seu kobolds amestrados podem dar um tabalhão se o grupo não estiver bem familiarizado com as regras de flanquear. Outro pega pra capar similar mecanicamente, só que mais difícil de combater e de interpretar, é o da área 40, com <strong>a tribo dos goblins</strong>. Eu não sei com vocês, mas os meus goblins são as criaturas mais mal-humoradas EVAH! Eles ganham até do D3! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O batismo de fogo que vai preparar os jogadores para o que virá é o combate contra o<strong> Calcryx</strong>, na área 37. É um dragão, não precisa mais falar muita coisa. E pra piorar, se os PJs tiverem feito acordo com o kobolds, terão que levar o bicho VIVO! ÉÉÉ QUERIDÃO!  Hora de ensinar para os pimpolhos as regras de dano por contusão, imobilização e agarrar. Eu não sei vocês, mas eu SEMPRE me divirto muito nesse combate! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_twisted.gif' alt=':twisted:' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Dependendo do nível em que suas crianças estiverem quando chegarem na área 41, esse desafio vai estar no limite do NE deles. O combate contra <strong>Durnn, Grenl e os líderes Durbuluks </strong>dá acesso ao bosque subterrâneo (que tem ares de última fase do jogo ^^) e separa os meninos dos homens. Os goblins tem uma formação muito complexa, com linha de frente (os hobgoblins), artilharia e escamoteadores (os goblins), variedade (os ramos secos), terreno a favor (cobertura e armadilhas) e até mesmo um clérigo!!!</p>
<p>ÉÉÉÉÉÉ VÉÉÉÉIII!!! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_eek.gif' alt='8O' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Aqui é hora de aprender uma boa lição sobre trabalho de equipe e geralmente também é quando o grupo vaza de volta pra cidade com o rabinho entre as pernas e gritando pela mamãe. Passar desse combate é que os transformará num grupo de D&amp;D de verdade — autênticos candidatos a reserva de gandula de seguidores de Chuck Norris. Depois dessa pedreira, os jogadores só se sentirão realmente ameaçados quando a grande hora chegar! Vamos a ela!</p>
<h2>O Último Chefe</h2>
<p>Olha, eu não sei pra vocês, mas pra mim os encontros da área 54, 55, 56 são meio que TODOS UM SÓ! Explico: sempre que eu vou mestrar essa parte, faço desse o encontro mais titânico da aventura. Depois que passa o <strong>portão do bosque</strong>, eu improviso na continuidade, fazendo um encontro emendar no outro. <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_twisted.gif' alt=':twisted:' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Pra isso, acho importante que o grupo chegue nele 100% — com todos os itens e magias em dia e com quase todos os pontos de vida. Pra incentivar o povo a chegar lá preparado (ou a dar meia volta e ir se preparar), dou uma caprichada na descrição desse portão, com espinheiros cada vez mais macabros  e vinhas mais e mais fustigantes. Também vou usando a distância em que é possível enxergar a árvore Gulthias como medida do quão próximo eles estão de enfrentar o desafio final. Uma outra boa dica que eu inventei é fazer a árvore emitir um ruído de coração batendo e veias pulsando (fácil de fazer com a garganta), que fica cada vez mais próximo conforme os PJs se aproximam do final.</p>
<p>Pra emendar um encontro no outro, basta fazer com que os últimos monstros da área 54 fujam pra dentro dos portões quando estiverem em desvantagem pra se proteger no meio da MUVUCA de ramos-secos da área 55. Isso vai atrair os PJs pro meio do furdunço e daí fica fácil empurrar o grupo na direção do druida.</p>
<p>Só TOME CUIDADO! Fazer essa lambança vai exigir MUITO dos seus pimpolhinhos novatos, então equilibre as coisas! Caso eles estejam espanando antes da hora, dê uma facilitada fazendo com que as raízes e vinhas ganhem vida e comecem a atacar alucinadamente! POR ACASO, eles podem, assim, CASUALMENTE, acabar DANDO A SORTE delas atingirem APENAS os adversários, sacou? <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Uma coisa importante aqui é: lembre-se de intercalar as descrições dos turnos de combate com as cenas de roleplay. O encontro com Belak é a única oportunidade que os PJs têm para desvendar todo o mistério que envolve o empalamento do vampiro pela estaca que virou a árvore Gulthias. Dar meios para que eles entendam esse plot é muito imporatnte: além dele ser muito bacana, dá pano pra manga de uma campanha inteira. Tanto que a aventura <a href="http://www.d3store.com.br/corac-o-espiral-presa-noturna.html">Coração da Espiral da Presa Noturna</a>, outra da linha da Cidadela — só que para personagens de 10º nível — é completamente baseada nesse plot.</p>
<h2>Itens &amp; Inventário</h2>
<p><span class="rkr">Entre os tesouros incomuns, tem um novo metal pras suas campanhas (troco ele por deep crystal quando tem <a href="http://www.d3store.com.br/catalogsearch/result/?q=psionics&amp;x=0&amp;y=0">psíquicos</a> no grupo),  uma fonte que produz poções (área 26) e um piso que aumenta Carisma (área 50) — todos tesouros <em>fixos</em> — </span><span class="rkr">que ensinam que nem todas as riquezas ficam em baús numa sala de três por três protegida por um orc. </span></p>
<p>Entre as recompensas, o XP é bom, mas o tesouro é sofrível. O final pode se tornar um pouco frustrante pros grupos mais <span style="text-decoration: line-through;">emos</span> <span style="text-decoration: line-through;">sensíveis</span> <span style="text-decoration: line-through;">frescurentos</span> bonzinhos porque não há como completar um dos ganchos iniciais (não dá pra salvar nenhum dos aventureiros desaparecidos).</p>
<p>Outra coisa que irrita é que, by the book, as decisões dos PJs pouco influenciam as etapas da aventura entre si. O máximo de interatividade que os jogadores terão é a opção de não cumprir algumas sidequests. Ponto. Contente-se, <em>rookie punk</em>! É lógico que você vai mudar isso assim que for possível, mas não se apoquente não, pequeno gafa. Tudo a seu tempo.</p>
<h2>Detonado</h2>
<p><strong>A Cidadela Sem Sol</strong> (maldosamente apelidada de <em>A Cidadela Sem Sal</em>) de insossa não tem é nada! É uma ótima aventura para ensinar seus novatos a jogar D&amp;D. Ela aborda boa parte dos elementos do jogo gradativamente e com uma dose de improviso e criatividade pode abordar todos, dando espaço pra cada uma das classes brilhar do seu jeito.</p>
<p>O enredo é bem caprichado (pro padrão de um <em>dungeon crawl</em>) e é fácil de ser desenvolvido ou mesmo transformado em outras aventuras. Além disso, a aventura é clara e bem construída, mostrando bem as novas características do sistema e o papel de cada classe dentro dele. Conheço grupos que jogam D&amp;D há anos e ainda não se acertaram direito com isso.</p>
<p>Fica aí a dica<span style="text-decoration: line-through;">, seus lerdos</span>. <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<h2>Cheats do Cobbi</h2>
<ul>
<li><strong>Cace referências maneiras!</strong> Exercite seu Google-fu com os PdMs da cidade e monstros da masmorra. Os meus ramos-secos sempre são baseados nos <a href="http://diablo2.diablowiki.net/Scavenger">scavengers do Diablo</a>, por exemplo. Pra empolgar a galera no meio de toda essa rolação de dados, os locais, personagens e monstros precisam se tornar a coisa mais maneira EVAH nessa aventura!</li>
<li><strong>Capriche no roleplay!</strong> Já que o enredo é esse troço marásmicamente linear, pelo menos crie personagens legais e marcantes com quem os PJs possam interagir. Além do tradicional taverneiro, o prefeito, a condestável, o kobold Meepo e o druida Belak são ótimas oportunidades de fazer isso. Da primeira vez que eu interpretei o Belak eu usei até fantasia e efeitos de luz pra deixar a galera se borrando de medo dele!</li>
<li><strong>Descreva a ação de forma empolgante!</strong> Gesticule, mude a voz, use música, crie um clima, role no chão, suba na cadeira, VALE TUDO! D&amp;D é um JOGO DE AÇÃO e é isso que os novatos tem que sentir! Eles tem que sacar que estão dentro de um FILMAÇO, numa sala de cinema STADIUM e com SOM DIGITAL! E não esqueça as piadas (na hora certa, claro!). Acima de qualquer outra coisa, o jogo tem que ser DIVERTIDO!</li>
<li><strong>Aproveite o &#8220;branco&#8221; das coisas!</strong> Para aumentar a versatilidade do módulo e não exigir muito improviso do mestre iniciante, a aventura tem muitos pontos que foram deixados meio que &#8220;em branco&#8221;, para irem sendo incrementados no vai da valsa. Eu não titubeei em fundar em Oakhurst uma franquia d&#8217;<a href="http://www.blackdog.com.br/">O Cão Negro</a>, minha rede interplanar de tavernas. Aproveite também aqueles backgrounds inventados pelos seus jogadores mais dedicados para dar uma garibada nesse lugarzinho! Na minha mesa, Belak sempre é um proscrito da mesma ordem à qual pertencem todos os druidas e rangers da mesa e, ás vezes, eles até sabem alguns detalhes mórbidos da história desse druida que podem indicar sua fascinação pelo pós-vida.</li>
<li><strong>Aumente a interatividade dessa joça!</strong> Se você não for mais um Mestre freaking-beginner (ou caso seja, mas também seja um <a href="http://bobagento.com/discipulo-de-chuck-norris/">discípulo de Chuck Norris</a> com um pouco de tempo pra investir por aqui), dê um jeito das ações e escolhas dos PJs influenciarem (ou pelo menos,  de PARECER que influciaram) um pouco mais o decorrer da aventura. Criar novas atitudes para os goblins dependendo de como os kobolds foram tratados é um bom começo. Se os PJs bancarem os malvados destruidores com ambas as raças, quem sabe o Belak não peça a ajuda deles para manter a segurança de sua árvore em troca de riquezas ou mesmo de frutos mágicos para serem vendidos. Se você for neurótico como eu, pode bolar um sistemade contagem de tempo para os PJs chegarem ao Belak antes dele conseguir transformar Sir Bradford e Sherwyn em samambaias ambulantes e transformar essa aventura numa verdadeira corrida contra o tempo!</li>
</ul>
<p>Bom galera, ficou enorme, eu vou ser chutado pelo D3, mas eu adorei! Espero que vcs gostem das dicas e que elas ajudem os próximo pimpolhos que sentarem para jogar essa aventura na mesa de vocês a saírem de lá felizes e radiantes com um dos jogos mais SUPER-MEGA-BOGA-UGA-NICE EVAH!</p>
<p><span style="text-decoration: line-through;">E Rolem 20!</span> Ops! Maulz Anand! Skpoliu! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_mrgreen.gif' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>VdP: Drops (ou &#8220;Três boas razões para você jogar D&amp;D4E)</title>
		<link>http://d3system.com.br/videogamedepapeldrops/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videogame de Papel]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque no D&#038;D, o importante mesmo é a interpretação!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><object width="480" height="392" data="http://www.gametrailers.com/remote_wrap.php?mid=43702" type="application/x-shockwave-flash"><param name="id" value="gtembed" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="quality" value="high" /><param name="src" value="http://www.gametrailers.com/remote_wrap.php?mid=43702" /><param name="name" value="gtembed" /><param name="align" value="middle" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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<p align="center"><object width="480" height="392" data="http://www.gametrailers.com/remote_wrap.php?mid=42193" type="application/x-shockwave-flash"><param name="id" value="gtembed" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="quality" value="high" /><param name="src" value="http://www.gametrailers.com/remote_wrap.php?mid=42193" /><param name="name" value="gtembed" /><param name="align" value="middle" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p style="text-align: center;"><small>E depois me perguntam porque é que eu sempre jogo de ladino!</small> <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Alguém mais já foi capaz de perceber eles usando poderes? Retomando fôlegos? Passando em desafios de perícias?</p>
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		<title>Videogame de Papel V½ (ou &#8220;Os Comentários Contra-atacam!&#8221;)</title>
		<link>http://d3system.com.br/videogamedepapel5emeio/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 03:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videogame de Papel]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, eu trapaceei! Bwahahahahahaha!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não entendeu nada né?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2098" style="padding-left: 10px; padding-bottom: 5px; float: right" title="Só pra combinar com o decote da Aleera!" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/morrigan.jpg" border="0" alt="" width="146" height="222" />Em primeiro lugar, um obrigado geral pelos elogios <a title="Polêmico, como sempre!" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/" target="_blank">ao quinto artigo</a>. O interesse de vocês me incentiva muito a continuar escrevendo minhas abobrinhas kilométricas por aqui.</p>
<p>Como imaginávamos o artigo foi polêmico! Aliás, tão polêmico que a chefia me proibiu de manter a polêmica do Raven 4E nos comentários do <a title="Ravenloft 4E" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/" target="_blank">Videogame de Papel V</a> com um comentário desse tamanho!</p>
<p>Diante da <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel4/" target="_blank">minha limitação de caracteres por comentário</a>, não vi outra alternativa que não fosse transformar essas respostas em outro post! Como eu havia prometido manter a temática de Raven 4E no VdP V, criei essa metade aqui (se o <a href="http://d3system.com.br/d3cast1emeio/" target="_blank">d3cast pode</a> , o Videogame de Papel também pode!). <img class="alignnone" title="Whos bad?" src="http://cobbi.com.br/emoticones/cara_de_mau.gif" alt="" width="17" height="17" /></p>
<p>Dessa vez não vou deixar ninguém de fora!</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-406"><em>Daniel Anand escreveu:</em></a><br />
Fantástico post. Concordo contigo 100%: use o D&amp;D para jogar D&amp;D.</p></blockquote>
<p><em>Agreed, Round One (com a voz do locutor do Street Fighter II):</em> Sim! E mais importante do que usar o D&amp;D para jogar D&amp;D é jogar Ravenloft para jogar Ravenloft!</p>
<blockquote><p>O decote da Aleera é bônus.</p></blockquote>
<p><em>Agreed, Round Two (com a voz do locutor do Street Fighter II):</em> Sim! A Aleera (e todas as três dracula&#8217;s brides) são bônus exclusivo! Em sua homenagem, decorei o VdPV½ com a Morrigan, a Top Dracula Bride da minha geração!</p>
<p>Parabéns <a rel="nofollow" href="http://www.rolando20.com.br/" target="_blank">pelo novo blog</a>, Anand. Virou leitura obrigatória no meu feeder. O layout ficou bem bonito os blocos de estatísticas ficaram perfeitos! O fluxo de postagens também está ótimo. Continue assim!</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-409">Washington escreveu:</a></em><br />
Eu sempre vi raven como uma extensão do WoD e achava dificil imaginar uma sessão em lvl altos de dnd nesse cenário. Mas depois de ler tudo  isso estou convencido a arriscar usá-lo na 4ed!</p></blockquote>
<p>Não se limite a pensar não, Washington, tente! Se você é fãs das referências que eu citei, Ravenloft é parte integrante do seu universo de fantasia na 4E!</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-411" target="_blank">Nibelung escreveu:</a></em><br />
Podia usar a imagem do Domínios do Medo naquela que reune todas as capas de Ravenloft.</p></blockquote>
<p>Olá Álvaro,</p>
<p>Não entendi direito&#8230; Você está falando da capa do meu pretensioso &#8220;GURPS Ravenloft&#8221;?  Ela é só uma brincadeira, esse livro não existe (nem impresso, nem e-book, nem na intenção).</p>
<blockquote><p>Se a capa do livro da 3ª edição também fosse do importado, eu não iria reclamar disso.</p></blockquote>
<p>Não entendi essa parte. Sorry&#8230; :-(</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-412" target="_blank">Shin escreveu:</a></em><br />
Cobbi, Dracula não é um “horror pessoal”, assim como “Van Helsing” também não.</p></blockquote>
<p>Depende Shin. O Drácula &#8220;Castlevania&#8221; não tem muito de &#8220;horror pessoal&#8221; não (alguns amigos meus — meio fanáticos, confesso — diriam o contrário), mas eu tenho certeza que vc vai mudar de idéia se der uma boa olhada em clássicos como o <a href="http://index.rpg.net/display-entry.phtml?mainid=10464" target="_blank">Transylvania Chronicles</a>, da Loba Branca. Como eu disse no artigo, tudo depende da abordagem que o grupo adota. Essa abordagem nasce das referências, do clima e da intenção dos jogadores como um grupo (incluindo o Mestre/Narrador como jogador também).</p>
<p>Como eu disse, D&amp;D não é o sistema mais adequado para se focar uma campanha de horror pessoal, mas isso não siginifica que a corrupção emocional não possa ser abordada como temática. Ela certamente serve bem como um <em>sidehook </em>e até como gancho de enredo, desde que seja bem encaixada no fluxo de narração e na proposta do jogo. Um bom exemplo disso é que a trama principal do jogo <a title="Alguém se lembra aí como o Lich King aparece pela primeira vez?" href="http://www.blizzard.com/us/war3/" target="_blank">Warcraft III</a> (e da incrível expansão <a href="http://www.blizzard.com/war3x/" target="_blank">Frozen Throne</a>) é baseada nisso (e quem não entendeu, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Warcraft_III:_Reign_of_Chaos#Plot" target="_blank">clique aqui</a> para evitar spoilers) e, embora seja conduzido pela temática da corrupção, o jogo passa longe do horror pessoal.</p>
<blockquote><p>Sei que D&amp;D não é casa para quem quer jogar qualquer coisa sobre horror pessoal, mas tentar juntar essas duas coisas (D&amp;D + Horror Pessoal) é definitivamente complicado.</p></blockquote>
<p>Não sei se você entendeu no artigo, mas é exatamente isso que eu disse. <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/" target="_blank">Citando o próprio artigo:</a></em><br />
O gótico “de raiz” tem tramas baseadas principalmente nos conflitos psicológicos e nas crises emocionais. Esse “gótico mais puro” é muito mais voltado pro horror pessoal do que para a fantasia épica, daí concordemos numa coisa: jogar horror pessoal no D&amp;D é simplesmente contra-produtivo, have a deal? E não é de hoje não, é desde sempre! Tudo provado por A + B aí em cima, pros mais teimosos.</p></blockquote>
<p><em>Have a deal?</em></p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-412" target="_blank"><em>Shin escreveu:</em></a><br />
Irei dizer que muito do que foi dito aqui, irá me fazer ler novamente os livros de Raven</p></blockquote>
<p>Fico feliz que vá tirar o pó dos seus livros, mas já reforço que se for usar Ravenloft como cenário para crônicas de horror pessoal, é bem melhor usar o GURPS! Minha experiência diz que o Raven de D&amp;D funciona melhor mais voltado para o &#8220;Triplo X Gótico&#8221;.</p>
<blockquote><p>mas tenho que dizer que se raven é para ser uma “ação gótica” acho que ira perder um pouco da graça.</p></blockquote>
<p>Ao mesmo tempo que essa abordagem mais cinematográfica do gótico talvez perca pontos contigo, ela certamente me conquistou! Pura questão de referências e de gosto, na minha opinião. :-)</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-414" target="_blank">Ismael escreveu:</a></em><br />
Eu estou admirado com este artigo, Cobbi. Eu tinha a impressão que tu eras um desses defensores fanáticos de D&amp;D, praticamente religioso. Mas gostei do artigo. Me pareceu bastante sensato &#8211; tá, vou falar a verdade, o que me convenceu no artigo foi ter afirmado que há outros sistemas mais apropriados pra determinadas temáticas, coisa que eu imaginava que tu pensavas que D&amp;D (ou o sistema D20) se aplicava universalmente e satisfatoriamente a tudo &#8211; e consistente.</p></blockquote>
<p>Waw, ainda bem que isso aconteceu! Sim meu caro Ismael, nem só de D&amp;D que o Cobbi vive! Fico feliz que eu tenha conseguido desmanchar essa sua falsa impressão naturalmente, mas não posso negar que o d20system é, de longe, o meu sistema favorito. Entretanto, já mestrei muito GURPS também (e até me arrependo por não tê-lo escolhido <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-96" target="_blank">em determinadas mesas de D&amp;D</a>), mas isso sem falar nas minhas inesquecíveis tardes de <a href="http://d3system.com.br/umacoisaoutracoisa/" target="_blank">Habilidade, Energia e Sorte</a> junto da garotada do colégio! Ai, ai&#8230; *suspiro* bons tempos!  <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-415" target="_blank">Eve Blood escreveu:</a></em><br />
Por sinal, vi o vídeo de tu mestrando… Com um Mestre empolgado desse jeito e com o teu conhecimento, é aquela coisa que eu sempre digo “qualquer sistema é bom quando tu tem um bom Mestre”, qualquer sistema assim fica bom, fica adaptável, fica divertido, etc.</p></blockquote>
<p>Eu morro de vergonha desse vídeo! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_redface.gif' alt=':oops:' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Agradeço seus nobres elogios ruivos de antemão e faço questão de completar que não basta o Mestre estar no clima, empolgadaço e bem informado — o grupo todo precisa colaborar! Pra eu chegar nesse estágio de &#8220;nirvana RPGístico&#8221; que eu estava aí nessa &#8220;vídeo-cassetada&#8221;, foi necessária uma colaboração valiosíssima dos jogadores que vibraram com as cenas, se interessaram pelo jogo e gastaram TODO o sábado deles no XV EIRPG desvendando os mistérios de Cálice, minha <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Raccoon_City" target="_blank">Racoon City</a> medieval. :-)</p>
<blockquote><p>Tu com certeza conseguiria adaptar até o cenário de “Kill Puppies for Satan”</p></blockquote>
<p>Nem sonhando! Exceto por um <a title="Eve, estou esperando a planilha, hein!" href="http://nerdfemea.wordpress.com/2008/09/04/mulheres-machonas-armadas-ate-os-dentes/" target="_blank">cãozinho de tíndalos aqui</a> ou um coelhinho infernal por ali, ninguém melhor que o <a href="http://www.amatilha.com.br/blog/oi-meu-nome-e-salsa-e-eu-mato-filhotinhos-para-sata/" target="_blank">Salsa</a> para lidar com maestria (sem nenhum trocadalho, rs) com essas coisas mais satânicas&#8230; Hummm&#8230; Talvez o <a href="http://atsumirpg.net/node/15" target="_blank">Itiro</a>&#8230;</p>
<p>Ah, mas o Itiro não conta. Ele já é epic level! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_twisted.gif' alt=':twisted:' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-416" target="_blank"><em>Raul escreveu:</em></a><br />
Também estou esperando muito pelo lançamento de Ravenloft para a 4ª edição. Conheci o cenário pelo livro básico da Arthaus e tive uma experiência um tanto quando decepcionante, pois senti no livro um clima geral de “você já conhece o cenário das edições anteriores, portanto não vamos dar detalhes”.</p></blockquote>
<p>Olá Raul, :-) <small>(o Raul foi autor de um dos comentários que me inspiraram a escrever <a title="A MARVADA!" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/" target="_blank">o primeiro VdP</a>)</small></p>
<p>Acho que essa sensação é fruto de uma das maiores pisada de bola que a Arthaus deu com essa licença. Longe de querer defender, explico: eles queriam aprimorar um &#8220;erro&#8221; cometido no Domínios do Medo (no AD&amp;D). Infelizmente, de boa intenção o inferno (e até Ravenloft) está cheio.</p>
<p>No Domínios, os jogadores não podiam ler o livro pois ele continha revelações importantes sobre os lordes negros e sobre os maiores desafios de cada domínio. Entretanto, esse livro era a única fonte de informação disponível (muito rica por sinal) sobre a ambientação do cenário. Resumindo, se você fosse um jogador que quisesse ler um pouco sobre o cenário pra fazer um <em>background </em>mais legal, dependia do mestre ficar ocultando partes das páginas pra que você não lesse coisa que não devia.</p>
<p>A Arthaus tentou (e de certa forma, conseguiu) fazer um livro sem <em>spoilers</em>. Entretanto, existem mil formas de se fazer isso e eles passaram longe de escolher a melhor. Pra começar, bastava ter deixado essa tentativa mais clara no livro básico e organizar melhor o conteúdo, aprimorando a indexação (e, porque não dizer, a seleção e edição de conteúdo) entre o Livro Básico, o <a title="pois é! teve!" href="http://rpg.drivethrustuff.com/product_info.php?products_id=701&amp;it=1" target="_blank">Players Handbook</a> e o <a title="Sim, até saiu!" href="http://rpg.drivethrustuff.com/product_info.php?products_id=2480&amp;it=1&amp;affiliate_id=35526" target="_blank">DM&#8217;s Guide</a>&#8230; Mas isso é assunto pra outro artigo sobre Raven. Acho que vc já entendeu onde é que cantou pra subir, certo?!</p>
<blockquote><p>Depois de muito quebrar a cabeça, cheguei praticamente a mesma conclusão deste artigo, de que Ravenloft + D&amp;D estão mais para como o WoD É jogado do que como ele DEVERIA ser.</p></blockquote>
<p>Se é do paradigma do &#8220;Cainitas X-Men&#8221; que vc está falando, 100 XP pra vc!</p>
<p>&#8220;Ravenloft Cthulhu&#8221; sofre do mesmo mal: erro de clima, só que ao contrário! <img class="alignnone" title="Cthulu for president!" src="http://cobbi.com.br/emoticones/coolcthulhu.gif" alt="" width="25" height="23" /></p>
<blockquote><p>Falam tanto dos action points e healing surges, mas eu acho que, somados ao second wind, eles são uma ótima adição a Ravenloft por permitirem aqueles momentos dramáticos “reunindo as últimas forças para combater o vilão” depois de apanhar bastante. Afinal, pra mim, Ravenloft não é um cenário para o Mestre fazer os jogadores sofrerem na mão de super vilões, mas sim um cenário sobre feitos heróicos.</p></blockquote>
<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" title="Palamas senhores... Palmas... Por favor!" src="http://cobbi.com.br/emoticones/clap.gif" alt="" width="19" height="16" /> <small>(Eu já disse que eu amo escrever o VdP?)</small></p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-418" target="_blank">Alexandre escreveu:</a></em><br />
Meu irmão tem uma caixa de Raven e eu nunca dei importância… Agora fiquei com vontade de ler a ambientação só por causa do texto.</p></blockquote>
<p>O QUÊ?!?! Vc tem uma DAS CAIXAS de Raven ao alcance das mãos e ainda não a leu?!? <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_eek.gif' alt='8O' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Pela crista de Bahamut e pela glória de Avandra! Vc está pribido de sair de casa enquanto não der uma boa olhada nela! :-D</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-419" target="_blank">Allana escreveu:</a></em><br />
Só tenho uma coisa pra acrescentar às referências, Cobbi: não precisa ir tão longe (Byron e Poe, que aliás são ótimo até como literatura just-for-fun), mas tem Álvares de Azevedo, aqui no Brasil mesmo.</p></blockquote>
<p>O Azevedo era bem freak (aliás a biografia do cara dá uma ótima aventura de RPG), mas eu gosto dele! O cara foi o pai da fantasia gótica aqui no país e Noite na Taverna (obviamente sem todo o peso enfadonho do colégio nas costas) é leitura praticamente obrigatória pra qualquer bom Mestre de Raven!</p>
<blockquote><p>Já leu a peça “Macário” dele? É bem ao estilo Raven, e não deixa a dever a ninguém!</p></blockquote>
<p>Eu não conhecia, mas pode deixar que <a href="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/content/view/full/1128" target="_blank">já providenciei</a>, professora (ei, <a href="http://pensotopia.wordpress.com/2008/08/14/sobre-as-personagens/" target="_blank">é sério</a>!)! Obrigado pela dica! :-)</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-420" target="_blank">Melgalian escreveu:</a></em><br />
<img class="alignnone" style="float:right" title="Flood!" src="http://cobbi.com.br/emoticones/flood.gif" alt="" width="46" height="53" />Ansioso para o VdP que fará uma crítica semelhante sobre o FR…</p></blockquote>
<p>Ainda temos WoW pela frente, Melgalian, mas você não perde por esperar!</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-421" target="_blank">Rey Jr. escreveu:</a></em><br />
O fato é que o Cobbi me disse uma vez uma frase que adotei como minha: Eu sou o publico-alvo que o 4E queria atingir!</p></blockquote>
<p><img class="alignnone" title="Cobbi" src="http://cobbi.com.br/emoticones/dancin.gif" alt="" width="24" height="18" /> &lt;= Cobbi <img class="alignnone" title="Rey Jr." src="http://cobbi.com.br/emoticones/dancin.gif" alt="" width="24" height="18" /> &lt;= Rey Jr</p>
<blockquote><p>Então pelo que parece os cenarios do 4E lançados pela WotC serão:<br />
- Forgotten<br />
- Eberron<br />
- Ravenloft<br />
- Dragonlance<br />
- Dark Sun<br />
É isso ou to enganado? Se for, to mais que satisfeito!</p></blockquote>
<p><em>No idea.</em> Sei que o Raven sai na próxima Dragon e eu amo a WotC um pouco mais por não ter que esperar tanto! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_twisted.gif' alt=':twisted:' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-423" target="_blank">Daniel Don escreveu:</a></em><br />
Eu e a Elisa sempre fomos partidários do fato de que Raven é um cenário duca, mas não funciona com D&amp;D, ao menos não com a proposta que geralmente se quer dar. Mas, como você provou mesmo, é possível rolar terror + ação e ser muito bom mesmo.</p></blockquote>
<p><em>Mission accomplished, sir.</em> <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p>Queria jogar essa campanha de Raven tua…</p></blockquote>
<p>Ué! Demorou! Vamos marcar! Tu é de SP?</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-425" target="_blank">Felipe Velloso escreveu:</a></em><br />
Caramba, me senti honrado agora com esse post, muito obrigado mesmo pela oportunidade de dar prosseguimento a essa discussão, ainda que infelizmente não sei se poderia acrescentar muita coisa a mais.</p></blockquote>
<p>Olá Felipe,</p>
<p>Honra nenhuma! E você vai ver como acrescentou! É sempre bom contar com sua opinião aqui no <strong>d3system</strong>.</p>
<blockquote><p>Não há como evitar, conforme vai se passando os níveis, os poderes me parecem cada vez mais exagerados para um cenário onde ninguém mais tem esse nível de poder.</p></blockquote>
<p>Quem define qual é o nível de poder do cenário é o Mestre. Na minha mesa, os PJs tendem a atingir o mesmo nível de poder dos adversários que eu almejo que eles enfrentem: os <em>darklords</em>! Isso obviamente os torna especiais e os faz se destacarem entre os demais, mas se vcs gostam de um nível de poder mais baixo, fazem muito bem em procurar o <a href="http://www.rpg.net/reviews/archive/10/10189.phtml" target="_blank">Cthulhu Dark Ages</a>! Acho que não haveria melhor opção.</p>
<blockquote><p>Utilizando como você mencionou, o próprio sistema de tendências do jogo, minha pergunta é: como você os adaptaria para a quarta edição?</p></blockquote>
<p>A própria WotC já arrumou um meio bem melhor de &#8220;mecanizar&#8221; isso nas tendências com a criação do sistema de Mácula (Taint), criado para o <a href="http://www.devir.com.br/rpg/dnd_orient.php" target="_blank">Aventuras Orientais</a>, aprimorado no <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/881560000" target="_blank">Unearthed Arcana</a> e finalizado de vez no <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/885227200" target="_blank">Heroes of Horror</a>. Inclusive, é o sistem usado no <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/953937200" target="_blank">Expedition to the Castle Ravenloft</a> e considerado a solução definitiva entre os fãs do cenários na 3.X. Até hoje é a melhor mecânica que eu encontrei para resolver esse pontos nas minhas mesas de Ravenloft, CoC, d20 Modern e X-Crawl.</p>
<div>Para adaptar para o D&amp;D 4e, usei o sistema de <em>disease track</em> das doenças para criar escalas de corrupção baseasadas nos caminhos da corrupção das Brumas de Ravenloft (apresentados no Capítulo 5 do livro básico de Ravenloft 3E, da Arthaus). Se você tiver acesso a suplementos importados, procure também pelo <a href="http://www.rpg.net/news+reviews/reviews/rev_7384.html" target="_blank">Champions of Darkness</a> que me quebrou um tremendo galho fazendo esse trabalho.</div>
<p>Vou esperar a WotC lançar o famigerado Ravenloft Core <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/4news/20080910" target="_blank">na Dragon</a> e ver o que eu posso incrementar (e até quem sabe substituir no meu sistema) e, se não for ficar redundante, eu dou um tapa na formatação e na diagramação do meu material e posto ele aqui no blog pra vcs darem uma olhada.</p>
<blockquote><p>Ravenloft é um cenário que se encaixa relativamente bem com meu tipo de mesa, ainda que as temáticas que eu usaria nesses jogos seriam diferentes das suas. Eu gosto de ver Revn como um mundo medieval em ruínas, não só socialmente, como também psicologicamente. Um lugar miserável, para um povo miserável, mesquinho e superticioso. Onde o terror se espalha em todos os lugares: nos ratos mortos e fedidos em sacos de comida ao sombrio lorde no castelo, que devora aos poucos as almas camponesas. Um mundo onde homem comum não entra em uma floresta, pois teme e respeita as criaturas da noite que lá vivem.</p></blockquote>
<p>Então não tem quase diferença nenhuma! Bem vindo a <a href="http://www.blizzard.com/diablo3/" target="_blank">Santuário</a>! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p>O prelúdio de nossa mesa, entitulada “o mal íntimo”, girava em torno de uma maldição de um artista que teve sua amada roubada. Acreditando na morte da mesma, a partir de uma série de circustâncias, ele acabou sendo queimado vivo em sua mansão. Desde esse dia, a cidade foi morrendo aos poucos, conforme todos os cidadãos lenta e dolorosamente se transformavam em pedra. Meu personagem, um Baroviano chamado Grigori Stravislaos, um ex-clérigo do senhor da manhã, atormentado pela inexistência de seu deus, que abençoa até mesmo atos vis, busca junto com um ocultista e amigo, Ilume, uma forma de fugir desse plano. Somos chamados para investigar a cidade que definha, e tentar reverter a maldição. Enfim, acho que já deu para ter uma idéia. Claro que cruzamos com alguns conflitos físicos pelo caminho, mas eles eram interlúdios de pequena relevância, hoje a crônica já avançou ao ponto de termos personagens cada vez mais modificados, e mais sombrios, conforme descobrimos que nossos personagens possuem uma alma maculada com um fragmento de uma antiga entidade demoníaca.</p></blockquote>
<p>Parece BEM divertido! Enquanto eu lia, automaticamente me vieram lembranças da minha one-shot de Silent Hill Dark Ages&#8230; Aquela sirene e a história do incêndio acaba com os nervos de qualquer um!</p>
<p>Bom, não sei se é tudo fruto da minha cabeça maluca de Mestre ou da minha recente (e crescente) intimidade com o D&amp;D 4E, mas eu não vejo motivos para um jogo desses não acontecer dentro da quarta edição. Exceto pelo que eu disse no artigo (foco de jogo, temática de narração e climática de fluxo) consigo imaginar perfeitamente a <em>disease track</em> da linha de corrupção da maldição dessa cidade. Aliás, um tremendo jogo correndo contra o relógio! Cheio de suspense, tensão e revoravoltas de enredo arrepiantes.</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-426" target="_blank">Kalouro escreveu:</a></em><br />
Parabens pelo post muito bom, mas pra mim ficou assim:</p>
<p>Raven 4E = Van Helsing “The Wolverine” Film</p></blockquote>
<p>O enredo do filme Van Helsing é SOFRÍVEL, mas a caracterização, produção, clima e principalmente o fluxo narrativo tem MUITO a ver com o que eu imagino para o meu Raven 4E.</p>
<p>Incrementa essa sua conclusão aí com uma bela pincelada de Grant Morrison que até dá pra começar a pensar no assunto. ;-)</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-431" target="_blank">Baccarat escreveu:</a></em><br />
Hey, Cobbi, ao que parece o boato se confirmou, mas resumindo, o VP de digital gaming da WotC confirmou que sairá Domains of Dread na Dragon de Outubro, mas como material core.</p></blockquote>
<p>Aguardemos ansiosamente então! Já estou até vendo que isso vai merecer outro Videogame de Papel mais pra frente&#8230; He, he, he&#8230;</p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-447" target="_blank">Dani escreveu:</a></em><br />
Caramba, mto bom o artigo, da até vontade de jogar Ravenloft.</p></blockquote>
<p>Ok! Temos eu mestrando, o Daniel e a Dani jogando! Faltam três! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p>A questão de atribuir bastante XP por solução de mistério é algo que normalmente já acontece nas mesas em que eu jogo e que eu acho particularmente inteligente, por dois motivos: primeiro porque muitas vezes fazer isso é muito mais difícil do que combater; segundo porque é um incentivo para os jogadores criarem personagens que são mais do que apenas máquinas de guerra e existem personagens com habilidades de combate mais defasadas, mas que podem tornar uma campanha bem mais interessante.</p></blockquote>
<p>Faço isso desde sempre também e adorei que tenha virado core na 4E porque incentiva. Aliás, não é só isso não: nas minhas mesas (e, agora, na 4E) o grupo ganha XP por fechar arcos de campanha, por conhecer lugares/pessoas, vencer discussões, obter determinados itens, alcançar determinado objetivo (e todas as <em>quests</em> no geral). Na minha mesa, também distribuo prêmios grupais (nem sempre em XP, mas ás vezes em tesouro ou na história do jogo mesmo) pela criação de backgrounds e personalidades interessantes para os perosnagens! Acho que tudo o que coopera com o jogo e enriquece a história no geral deve ser incentivado e certamente coloca os personagens mais perto do seu destino final!</p>
<blockquote><p>Mas Cobbi, dá para jogar de gnomo na versão Ravenloft de 4ed? hahahahahaaha</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Perdoai... Avandra!" src="http://cobbi.com.br/emoticones/banghead.gif" alt="" width="25" height="20" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" title="Whos bad?" src="http://cobbi.com.br/emoticones/cara_de_mau.gif" alt="" width="17" height="17" /></p>
<blockquote><p>Acho que o importante mesmo é termos consciência e sabermos identificar que partes do sistema não são compatíveis com o nosso estilo de jogo e que partes são só birra mesmo, porque no fim das contas isso vai ser o mais importante para escolher entre migrar ou não para o 4E.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Palamas senhores... Palmas... Por favor!" src="http://cobbi.com.br/emoticones/clap.gif" alt="" width="19" height="16" /><small>(Eu acho que eu já disse que eu amo escrever VdP&#8217;s, né?)</small></p>
<blockquote><p><em><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comment-460" target="_blank">Rey Jr escreveu:</a></em><br />
Acho que esta é a beleza da coisa. As versões não são compativeis mas elas se “comunicam”.</p></blockquote>
<p>Tanto de um lado como de outro. Como vc indicou no seu comentário qual é a parte do público da 3.X <img class="alignnone size-full wp-image-2099" style="padding-right: 10px; padding-bottom: 5px; float: left" title="Tem coisas que deveriam ser proibidas por lei... =]" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/morrigan_cosplay.jpg" border="0" alt="" width="250" height="439" />que encaixa na 4E (e eu venho tentando mostrar isso desde o primeiro VdP), faço questão de trazer aqui um comentário <a href="http://d3system.com.br/kitdnd35parte2/#comment-506" target="_blank">do Remo</a> (o autor de outro dos comentários que gerou o VdP) para completar o argumento da Dani e do Rey: as versões tanto se comunicam que muitas alterações conceituais e até mecânicas da 4E que são facilmente adaptáveis (ou &#8220;reversíveis&#8221;) já estão prontas, afinal o novo foi criado á partir daí.</p>
<p>Se o <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/881560000" target="_blank">Unearthed Arcana</a> é o &#8221;código-fonte&#8221; do D&amp;D, basta somá-lo aos livros da &#8220;linha exótica&#8221; para compor o &#8220;manual de conversão&#8221; e a &#8220;linha de raciocínio&#8221; do D&amp;D 4E: <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/953787200" target="_blank">Tome of Battle</a>, <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/953650000" target="_blank">Tome of Magic</a>, <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/885797200" target="_blank">Magic of Incarnum</a> e o <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/178620000" target="_blank">Weapons of Legacy</a>.</p>
<h2>Veja Mais:</h2>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><a title="A Malvada da Wizards" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/" target="_blank">Videogame de Papel I</a></td>
</tr>
<tr>
<td><a title="A Revolta dos Comentários" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/" target="_blank">Videogame de Papel II</a></td>
</tr>
<tr>
<td><a title="Futebol, Piratas, Gnomos e D&amp;D" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/" target="_blank">Videogame de Papel III</a></td>
</tr>
<tr>
<td><a title="4E Pós Cavaleiro das Trevas" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel4/" target="_blank">Videogame de Papel IV</a></td>
</tr>
<tr>
<td><a title="Ravenloft 4E?" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5/" target="_blank">Videogame de Papel V</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://d3system.com.br/videogamedepapel5emeio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Videogame de Papel V (ou &#8220;Ravenloft na 4E?&#8221;)</title>
		<link>http://d3system.com.br/videogamedepapel5/</link>
		<comments>http://d3system.com.br/videogamedepapel5/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 15:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videogame de Papel]]></category>

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		<description><![CDATA[Vocês acharam que eu tinha sossegado o facho? He, he, he...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Demorei, mas estou de volta! Ocupado, traduzindo e colocando os assuntos do <strong>d3system</strong> em dia, acabei tendo que tocar o Videogame de Papel pela linha de fundo temporariamente. Felizmente, nada impede que cobremos o escanteio com categoria e coloquemos a bola de volta na área. :-)</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/diablo3.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-1904 aligncenter" style="padding-bottom: 10px; padding-top: 10px" title="&quot;Thank goodness you've returned! Much has changed since you lived here, my friend...&quot;" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/banner_diablo3.jpg" border="0" alt="" width="500" height="167" /></a></p>
<p>Relembrando (afinal, faz mais de um mês!), entre os <a href="#VejaMais">artigos e comentários anteriores</a>, eu citei parte das minhas teorias mirabolantes sobre o surgimento de alguns dos mitos do D&amp;D: falamos da ilusão do <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-20" target="_blank">&#8220;mais roleplay no AD&amp;D&#8221;</a>, do pseudo-conflito <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-23" target="_blank">&#8220;dramatismo vs. cinematográfico&#8221;</a> e da verdadeira origem da <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-25" target="_blank">&#8220;dança do quadrado&#8221;</a>.</p>
<p>Chegamos a especular (meio por cima) sobre como seria um <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-96" target="_blank">possível Ravenloft 4E</a>, mas como o assunto voltou à tona <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel4/#comment-143" target="_blank">no VdP IV</a>, vou aproveitar <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel4/#comment-143" target="_blank">a deixa do Felipe Velloso</a> (do <a href="http://www.ambrosia.com.br/categoria/rpg/" target="_blank">Ambrosia</a>) para levantar a polêmica da 4E com relação a um ponto delicado: clima de jogo.</p>
<h2>&#8220;Pulsos de Cura nas Brumas??? Você enlouqueceu!?!&#8221;</h2>
<p><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/aleera.jpg" target="_blank"><img style="padding-left: 10px; padding-bottom: 5px; float: right" title="Não se assuste! É muito melhor do que parece!" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/bannerv_aleera.jpg" border="0" alt="" width="189" height="300" /></a>Quero começar, pelo <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-142" target="_blank">último post</a> que o Velloso fez láááááááááá no <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5videogamedepapel3/" target="_blank">VdP III</a> (nos confins de Julho) e que, por algum motivo bizarro (provavelmente o amplo intervalo entre os meus artigos), eu acabei não respondendo no <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel5videogamedepapel5/" target="_blank">VdP IV</a>.</p>
<blockquote><p><a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-142" target="_blank">Felipe Velloso escreveu:</a><br />
Cara tenho que discordar de você em uma coisa… É simplesmente impossível adaptar Ravenloft para o D&amp;D 4th. O clima do jogo seria destruído pelas dezenas de poderes que a nova edição apresenta, esse tipo de coisa em Ravenloft é muito rara, o mundo é medíocre e depressivo, não adianta muito usar esse tipo de abordagem.</p></blockquote>
<p>Um dos cenários que eu escolhi para fazer meu primeiro <em>playtest</em> do D&amp;D 4E foi justamente o Ravenloft, então nós discordaremos um bocado, Felipe. Discordo que não dê pra adaptar. Discordo que os poderes impossibilitem o clima gótico e, se o que você quis dizer é que <em>a 4E não serve pra jogar Ravenloft</em>, eu vou discordar <em>muito</em> de você  — o que é bom, afinal foi assim que surgiu a &#8220;saga&#8221; do Videogame de Papel.</p>
<p>Entendo perfeitamente essa impressão que o Felipe sentiu. Entendo, porque foi justamente por cause dela que escolhi o Ravenloft para o meu playtest 4E — fiz meio que de birra mesmo! Como um desafio&#8230; Afinal, um verdadeiro playtest tem que ter um belo risco de dar bugs no sistema, certo!? Bom, tudo mudou um bocado depois que li o DMG 4E, que foi quando eu entendi parte das coisas sobre as quais vou escrever aqui.</p>
<p>Sei como as coisas ficam complicadas quando tentamos combinar gótico e fantasia épica — e talvez seja aí que esteja o ponto chave do rebú todo — mas vamos do começo porque o assunto é polêmico e o artigo é longo pacas. :-)<a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/aleera.jpg" target="_blank"><br />
</a></p>
<h2>&#8220;Desde os primórdios até hoje em dia&#8230;&#8221;</h2>
<p>O Ravenloft foi concebido como um cenário de <span style="text-decoration: underline;">ação </span><span style="text-decoration: underline;">gótica</span>. Se você errar na dose para equilibrar esses dois elementos no seu jogo (ação e gótico), seu Ravenloft corre o risco de degringolar feio no D&amp;D. Foi exatamente <em>essa</em> a primeira coisa que o pessoal da <a title="Um dos estúdios da Loba Branca..." href="http://www.white-wolf.com/arthaus/" target="_blank">Arthaus</a> tentou fazer os jogadores entenderem (mal e porcamente, na minha opinião), quando tiveram a oportunidade nas mãos.</p>
<p>Vale uma boa olhada no primeiro capítulo do livro básico de Ravenloft 3E (especificamente nas páginas 6 e 7 na <a rel="nofollow" href="http://www.devir.com.br/rpg/dnd_ravenloft.php" target="_blank">edição brasileira</a>). Tudo nebuloso demais (sem trocadalho nenhum, rs), descartando toda a praticidade em nome de um acadecimicismo irritante e, na melhor das hipóteses, enfadonho. Faltou muita praticidade — e eu me contive aqui pra não usar a palavra <a title="Nielsen RULEZ!" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Usabilidade" target="_blank"><em>usabilidade</em></a>, que seria muito mais adequada, ainda que completamente fora de contexto.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-1921" title="Será!?!?!?!" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/products_raven.jpg" alt="" width="474" height="403" /></p>
<p>Particularmente, aprendi o que é RPG de imersão total (<em>deep immersion roleplaying game</em>) <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-96" target="_blank">em 1996, com Ravenloft &#8220;clássico&#8221;</a>. Anos depois, quando a Devir comprou a briga do cenário (sem saber que a Arthaus ia fazer a caca que fez com a licença), eu fui o tradutor escolhido para a linha (momento curiosidade: antes de mim, era o Saladino &#8220;Katabrok&#8221; quem traduzia Raven, num trabalho digno de nota com o Domínios do Medo). Por conta dessa minha &#8220;origem&#8221; e do meu convívio com esse cenário, aprendi, joguei e mestrei cada vez mais Ravenloft. Tanto, que até hoje eu sou <em>muito</em> fã  — ok, eu perco pro <a rel="nofollow" href="http://www.covil.org/" target="_blank">CF</a>, mas convenhamos, ele é doente por Raven! <img src="http://cobbi.com.br/emoticones/cara_de_mau.gif" alt="Evil" /><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/aleera.jpg" target="_blank"><br />
</a></p>
<h3>O Equilíbrio da Força</h3>
<p>Quanto mais você desequilibrar o seu Ravenloft da proposta básica do D&amp;D (que é um jogo de ação e não de drama), mais adaptações serão necessárias. Tanto é verdade que o próprio Felipe lembrou o quanto os <em>game designers</em> precisaram dar duro em adaptações (desde o AD&amp;D) para incluir esse aspecto dos conflitos psicológicos na mecânica da coisa — foram novos tipos de testes, capítulos e capítulos com novas regras, quilos e quilos de novas tabelas e porcentagens esdrúxulas e, mesmo assim, muitas dessas adaptações conflitavam demais com coisas que já existiam (e funcionam bem até hoje) no coração do D&amp;D.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel4/#comment-143" target="_blank">Felipe Velloso escreveu:</a><br />
No caso do D&amp;D, até pode ser verdade, mas acredito que a interpretação ganha muito quando tem mecânicas atreladas a ela, seja na forma da “morality” e dos “derangements” do novo WoD, sejam os testes de loucura ou horror do velho Ravenloft.</p></blockquote>
<p>Concordo plenamente que a mecânica precisa trabalhar em prol do enredo e da dramatização proposta pela temática, mas convenhamos, não é de hoje que o Raven e o D&amp;D batem cabeça.</p>
<p>Exemplo? Os próprios testes de poder (<em>power checks</em>) eram uma tentativa de abordar mecanicamente o aspecto da corrupção do personagem. Funciona? Sim, mas &#8220;incomoda&#8221; no sistema de tendências. Minha sugestão? Ao invés disso, o sistema padrão de moralidade e ética (as tendências) deveria ter sido usado a favor da mecãnica da corrupção sem causar aquela confusão danada em muitos mestres/jogadores, que acabavam pedindo testes de poder por situações inapropriadas e muitas vezes ridículas.</p>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><img class="alignnone size-full wp-image-1857" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/calvin_halloween.jpg" border="0" alt="" width="302" height="392" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="color:#808080" align="center"><em><small>&#8220;Ok garoto, pode pegar os d10s!&#8221; </small></em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1890" style="padding-left: 10px; padding-bottom: 5px; float: right" title="Cthulhu de folga!" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/cthulu_folga.png" alt="" width="189" height="265" />Minha experiência diz que isso trabalhou <em>muito</em> contra o cenário na impressão de diversos jogadores. Criou-se uma espécie de preconceito contra Ravenloft e muita gente que eu conheci custou a sentar para jogar numa (boa) mesa para perceber que esse cenário não era:</p>
<ol>
<li>A cópia barata de Cine Trash que o cidadão imaginava que fosse.</li>
<li>Call of Cthulhu com hormônios demais e esteróides de menos.</li>
</ol>
<p>O resumo da ópera? O preconceito gera uma &#8220;elite&#8221; que joga e defende o cenário com unhas e dentes. Essa elite odeia o trabalho que Arthaus fez na terceira edição (pré <a title="e anda teveo &quot;Shadow Fey&quot; e o &quot;Walking Dead&quot; antes de falecer de vez..." href="http://index.rpg.net/display-entry.phtml?mainid=924" target="_blank">Van Richtens Guides</a> e <a title="Um trabalho primoroso, mas atrasado demais..." href="http://index.rpg.net/display-entry.phtml?mainid=1638" target="_blank">Gazetteers</a>) e fica mais cada vez mais arraigada no AD&amp;D. Isso só atrapalha a povo a ver que não custa experimentar as novidades da 4E que, dentro do D&amp;D, tem tudo pra encaixar bem melhor na proposta desse cenário que os remendos do AD&amp;D e do D&amp;D 3E.</p>
<h2>A Parte Não É o Todo</h2>
<p>O sistema de <em>power checks</em> (assim como o de medo, horror e loucura) foram desenvolvidos para serem um <em>elemento</em> do jogo em Ravenloft. Se a sua campanha será <em>baseada</em> na corrupção de personagens, existem <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-24" target="_blank">sistemas com mecânicas muito melhores que o D&amp;D para se jogar essa história</a>, ou seja, o horror pessoal funciona como um <em>sidehook</em> em D&amp;D — como elemento de trama e como plot para os vilões — já para os jogadores ele é só tempero e não o arroz com feilão.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-142" target="_blank">Felipe Velloso escreveu:<br />
</a>Eu gosto muito da minha mesa de Ravenloft, fazem várias sessões que não preciso bater em ninguém, quase tudo é investigação, medo e loucura…</p></blockquote>
<p>Então eu <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-96" target="_blank">repito o meu (sincero) conselho</a>: se você e o seu grupo gostam de jogar Raven com essa dinâmica psicológica em primeiríssimo plano, tem outros sistemas que vão deixar a coisa muito mais divertida pra vocês. Aliás, quando sugeri aquela lista de sistemas (no <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-24" target="_blank">VdP I</a>), esqueci de citar o <a href="http://index.rpg.net/display-entry.phtml?mainid=20" target="_blank">Call of Cthulhu</a> da <a rel="nofollow" href="http://catalog.chaosium.com/product_info.php?cPath=41&amp;products_id=359" target="_blank">Chaosium</a>, que eu acho que é o mais indicado pra quem gosta de jogar com esses conflitos psicológicos no primeiro plano (e, à propósito, também virou um <a rel="nofollow" href="http://www.callofcthulhu.com/" target="_blank">game maneiro</a> sobre essa temática).</p>
<h3>A sugestão do Cobbi nesse caso é?</h3>
<p>Um bom teste que não exige sistemas obscuros e com leitura toda em português é o <strong>GURPS Ravenloft</strong>!</p>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/gurps_ravenloft.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1940" title="GURPS: Ravenloft" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/gurps_ravenloft-222x300.jpg" border="0" alt="" width="222" height="300" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="color:#808080" align="center"><em><small>E que a Steve Jackson Games não nos ouça&#8230;<br />
</small></em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Tudo o que vc precisa é:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.devir.com.br/rpg/gurps.php" target="_blank">GURPS Módulo Básico</a><small> (eu, sei, eu sei&#8230; Está esgotado, mas é <a title="Sebo na sua vida! E sebo virtual!" href="http://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/busca.cgi?pchave=GURPS+M%F3dulo+B%E1sico&amp;tipo=simples&amp;estante=%28todas+estantes%29&amp;alvo=autor+ou+titulo" target="_blank">facinho de encontrar</a>, vai!)</small></li>
<li><a href="http://www.devir.com.br/rpg/dnd_ravenloft.php" target="_blank">Ravenloft Cenário de Campanha</a></li>
</ul>
<p>Se o grupo empolgar (como foi o meu caso) e quiser realmente vestir a camisa, vai ajudar um bocado descolar também:</p>
<ul>
<li><a title="Tem de monte no leilão do EIRPG..." href="http://www.ivox.com.br/produto/?dir=1/16/19/265/3919:20702" target="_blank">Domínios do Medo</a></li>
<li><a href="http://www.devir.com.br/rpg/gurps_horror.php" target="_blank">GURPS Horror</a></li>
<li><a title="Esse ainda tem na loja!" href="http://www.devir.com.br/rpg/gurps_fantasy.php" target="_blank">GURPS Fantasy</a></li>
</ul>
<p>Todo esse material está disponível em português e já resolve horrores! (Pegaram?!<img class="alignnone" title="^_^" src="http://cobbi.com.br/emoticones/shades.gif" alt="" width="23" height="20" />). Pra ajudar na adaptação, pesque todos os suplementos e romances de Ravenloft (principalmente os de AD&amp;D) que você puder encontrar por aí.</p>
<h2>A Física das Brumas (ou &#8220;Cuidado com seu Referencial)</h2>
<p>Minha mesa de Ravenloft 4E? Tudo bem, obrigado! Como? Bom, tem um outro ponto que eu acho que faça uma baita diferença: as referências de <em>ação gótica</em> que o Mestre escolhe.</p>
<p>Para equilibrar essa balança delicada entre a ação cinematográfica e o horror psicológico, meus jogos de Ravenloft 4E são altamente influenciados pelas melhores referências de Ravenloft (como um cenário de horror gótico para um jogo de ação) que eu já conheci nesse meio tempo.</p>
<p>Exemplos dessa referências? Pois não: :-D</p>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><img class="alignnone size-full wp-image-1074" title="Se você ainda acha que Diablo é só mata-mata, não sabe o que está perdendo!" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/07/diablo.jpg" alt="" width="300" height="474" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="color:#808080" align="center"><em><small>Sem sombra de dúvida, a <a title="Sim, é uma Wiki só com os plots do jogo... He, he, he..." href="http://diablo.wikia.com/wiki/Sin_War" target="_blank">Guerra do Pecado</a> sempre foi a maior de<br />
todas as influências nas minhas campanhas de Ravenloft&#8230;<br />
</small></em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<ul>
<li>A incrível saga de <a title="Eu já disse que sou VICIADO nesse jogo?" rel="nofollow" href="http://www.blizzard.com/diablo3/" target="_blank">Diablo</a> e do mundo de Santuário na sua luta contra o avanço dos três irmãos;</li>
<li>Os quadrinhos <a title="O Malebólgia é um Gelugon!" href="http://www.spawn.com/comics/series.aspx?series_id=16" target="_blank">Spawn Dark Ages</a>, leitura obrigatória para todo e qualquer fã de horror medieval;</li>
</ul>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><img class="alignnone size-full wp-image-1923" title="Van Helsing: Triplo X de horror gótico!" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/van_helsing_poster.jpg" alt="" width="450" height="286" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="color:#808080" align="center"><em><small>Vampiros, lobisomens, ciganos e até o Frankenstein!<br />
Ravenloft pra Wolverine nenhum botar defeito!<br />
</small></em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<ul>
<li>O filme <a rel="nofollow" href="http://www.imdb.com/title/tt0338526/" target="_blank">Van Helsing</a> que está longe de ser a oitava maravilha do cinema, mas que serve perfeitamente como um tremendo exemplo de <a title="Ação! Ação! Ação!" href="http://www.imdb.com/title/tt0295701/" target="_blank">Triplo X </a>de horror medieval;</li>
<li>Os dois filmes de verdade do Batman (<a title="ou &quot;Como Contruir Heróis em Cenários de Terror&quot;" href="http://www.imdb.com/title/tt0372784/" target="_blank">Begins</a> e <a title="ou &quot;Como Construir Vilões em Cenários de Terror&quot;" href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/" target="_blank">Dark Knight</a>), que dispensam quaisquer comentários no quesito &#8220;ação + terror&#8221;;</li>
</ul>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><img class="alignnone size-full wp-image-1928" title="Castlevania: Curse of Darkness" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/castlevania_poster.jpg" alt="" width="450" height="286" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="color:#808080" align="center"><em><small>Castlevania: Onde mais você pode matar o Drácula com um chicote?<br />
</small></em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<ul>
<li>E já que o nome do artigo é o que é, também não poderia deixar de fora toda a saga <a href="http://www.konami-data.com/officialsites/castlevania/" target="_blank">Castlevania</a>!</li>
</ul>
<p>Daí alguém vai dizer: &#8220;<em>mas Cobbi, existem milhares de outras referências muito melhores para um bom jogo de Ravenloft</em>&#8220;, certo? Calma! Segure as pedradas! Não há dúvida que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Horace_Walpole" target="_blank">Walpole</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bram_Stoker" target="_blank">Stoker</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Shelley" target="_blank">Shelley</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe">Poe</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lord_Byron" target="_blank">Byron</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marqu%C3%AAs_de_Sade" target="_blank">Sade</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Conan_Doyle" target="_blank">Doyle</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H._P._Lovecraft" target="_blank">Lovecraft</a> e todo o restante da turma tenham realmente definido o que é o gótico, mas é justamente nesse ponto que eu queria chegar.</p>
<p>O gótico &#8220;de raiz&#8221; tem tramas baseadas principalmente nos conflitos psicológicos e nas crises emocionais. Esse &#8220;gótico mais puro&#8221; é muito mais voltado pro horror pessoal do que para a fantasia épica, daí concordemos numa coisa: jogar horror pessoal no D&amp;D é simplesmente contra-produtivo, have a deal? E não é de hoje não, é desde sempre! Tudo provado por A + B aí em cima, pros mais teimosos.</p>
<h2>E Como Fica a Coisa Toda na 4E?</h2>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel4/#comment-143" target="_blank">Felipe Velloso escreveu:<br />
</a>Me divirto jogando D&amp;D, e possuo os livros da primeira edição até a 3.5, mas sempre senti que o sistema era ruim de algum modo, pois não servia aos propósitos do meu tipo de jogo. Ainda sim, compreendo que é uma questão pessoal, e que D&amp;D serve muito bem para campanhas de lutas épicas e fantasia medieval.</p></blockquote>
<p>Se eu entendi direito o seu tipo de jogo, a 4E só vai te facilitar as coisas. Agora, os <em>noncombat encounters</em> — investigações, mistérios, debates, perseguições, invasões, fugas, enigmas, puzzles — recebem muito mais destaque. Sem eles, a nova edição fica até meio capenga. Leia sobre eles no Capítulo 5 do <em>Dungeon Master Guide</em> 4E. Vale cada linha.</p>
<p>O sistema de <em>quests</em> (pág 102, DMG 4E) foi outra mão na roda para os meus jogos de Raven: mais investigação, tramas mais envolventes, enredo mais complexo e integrado na mecânica — aliás, agora tudo está melhor integrado na mecânica da 4E: solucionar um mistério dá tanto XP quanto qualquer combate contra lobisomens — tudo sem adaptações, sem remendos toscos, sem dor de cabeça com porcentagens.</p>
<p>Os poderes ficaram mais cinematográficos? Oóóóóóbvio! E aí chegamos no ponto onde você, leitor (pela glória de Tymora, pq eu já bati os recordes de tamanho nesse artigo) entende o motivo de eu ter escolhido as referências que escolhi ali em cima: são todos ótimos exemplos de como retratar o gótico de maneira cinematográfica sem perder a atmosfera e o clima de jogo!</p>
<p>Concluindo, dá pra jogar Ravenloft no D&amp;D 4E? Ô se dá! Eu mesmo faço isso (aliás eu <a title="He, he, he!" href="http://br.youtube.com/watch?v=JYSqMKgZe0U" target="_blank">mestro isso</a>)! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_mrgreen.gif' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>Será que sai mesmo? (e se sair, será que fica bom?)</h3>
<p>Se a minha expectativa sobre os cenários 4E já aumentou tudo o que aumentou depois daquilo que o <a title="Dragon #363..." href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/dramp/20080430">Tio Bill</a> disse na Dragon (e eu posto minha opinião sobre Forgotten 4E em breve aqui no d3system), imagine você, caro leitor, a quantas anda a minha ansiedade em relação a Raven 4E&#8230; <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_rolleyes.gif' alt=':roll:' class='wp-smiley' /> </p>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><a href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/ravencover_4e.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1929" title="&quot;Experimenta! Experimenta! Experimenta!&quot;" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/ravencover_4e-245x300.jpg" border="0" alt="" width="245" height="300" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="color:#808080" align="center"><em><small>Sua mãe não te ensinou a experimentar antes de jogar as coisas de lado no prato?<br />
</small></em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Felizmente agora, depois de jogar um belo bocado de D&amp;D 4E, eu já consigo ver que a 4E é tão compatível com um potencial Ravenloft 4E quanto o <a href="http://index.rpg.net/display-entry.phtml?mainid=3018&amp;editionid=3305" target="_blank">D&amp;D red box</a> era compatível com o <a rel="nofollow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ravenloft_(D&amp;D_module)" target="_blank">Castle Ravenloft</a> lá pelos idos de 1983 — ou tanto quanto o AD&amp;D combinava com o <a title="Putz... Que saudade! :-)" rel="nofollow" href="http://index.rpg.net/display-entry.phtml?mainid=923" target="_blank">Domains of Dread</a>, só que agora é mais provável que não precisemos daquele monte de porcentagens toscas e tabelas esdrúxulas.</p>
<p>De onde eu tirei isso? Primeiro, tivemos uma notável (ainda que tardia e já citada) melhora da linha Ravenloft ainda nos estúdios Sword &amp; Sorcery. Depois, porque a WotC evoluiu um bocado no gênero do horror — primeiro com o <a title="Vale entrar pro kit!" href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/179240000" target="_blank">Libris Mortis</a> e, saem súvida nenhuma, com o <a title="Vc está proibido de jogar Horror no D&amp;D sem ver esse antes!" href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/885227200" target="_blank">Heroes of Horror</a>, dois suplementos espetaculares dentro dessa temática. Para coroar, tivemos o retorno triunfante da WotC ao Ravenloft propriamente dito com o estupendo <a title="Ravenloft em pleno D&amp;D, na sua mais pura essência!!!" href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/953937200" target="_blank">Expedition to the Castle Ravenloft</a>.</p>
<p>Óbvio, existem certas coisas que não devem ser esquecidas nunca. No fundo, é tudo uma questão de ponderar sobre o público-alvo, resgatar a intenção conceitual do cenário, beber nas referências certas e usar um sistema de regras adequado. É legal mirar no jovem? Óbvio! Mas não custa manter certas raízes e, pelo amor de Ezra, devolver ao <a title="Com cara de Backstreet Boy..." href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/07/strahd2.jpg" target="_blank">novo Strahd</a> os <a title="Né?" href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/07/strahd1.jpg" target="_blank">ares de Bela Lugosi</a>, ambos clássicos inquestionáveis que merecem ser respeitados como o tal. Nada contra criar coisas <a title="Afinal, eu curtiria se o Strahd desse cria!" href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/07/strahd3.jpg" target="_blank">novas e maneiras</a>, mas tem certas referências que não podem (nem devem) ser mudadas. Mesmo que virem lenda (e nesse ponto aqui eu concordo plenamente com a <a title="O básico influencia um pouco a visão do novato" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-129" target="_blank">Dani</a> e com o <a title="Emocional conta sim, mas sem preconceito!" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-117" target="_blank">Guzzon</a>).  :-)</p>
<h2>That&#8217;s All Folks (or Almost All&#8230;)</h2>
<p>Fora todo esse meu otimismo — e essa batelada de texto aí que eu escrevi — tenho pouco a acrescentar sobre um provável Ravenloft 4E. Sei que quase ninguém percebeu direito ainda a aparição da <a title="Procure bem..." href="http://www.pen-paper.net/rpgdb.php?op=showbook&amp;bookid=4692" target="_blank">Grêta Sombria</a> na aventura introdutória <a title="Pág. 34..." href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/dndacc/217187400">Fortaleza no Pendor das Sombras</a>, mas está fácil de ver mais ou menos como as coisas vão rolar. O Shadowfell não me engana e que venham poderes sombrios! Eu e meus heróis estamos mais do que prontos pra vocês — e agora temos pulsos de cura pra incrementar! :-D</p>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><img class="alignnone size-full wp-image-1914" title="Val Helsing: Triplo X de Horror gótico!" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/09/van_helsing.jpg" alt="" width="450" height="286" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="color:#808080" align="center"><em><small>&#8221; — Ei gata, <a title="Afinal já que é pra matar vampiros com estilo, migre pro D&amp;D!" href="http://www.imdb.com/character/ch0005058/" target="_blank">não era você</a> naquele filme de vampiros que foi processado pela White-Wolf?<br />
— E com essas harpias e essa besta de repetição +5 vc acha que escapa da WoTC?&#8221;<br />
</small></em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A bola não pára, os comentários estão abertos e eu estou longe de achar que esse assunto morre aqui. Entretanto, vou manter a polêmica de Raven 4E nesse artigo e nos comentários dele.</p>
<p>No próximo VdP, darei a atenção marecida aos comentários que surgiram semi-aleatoriamente nos artigos anteriores (como <a title="Arrrrrrrrrriiiiiibaaaaa!!!" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-196" target="_blank">a chinelada do Soneca</a> na 4E e a <a title="Instâncias e mais instâncias de XP!" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-196">constatação WoWística</a> da nobilíssima — e agora ruiva — <a title="Nerd e Femme Fatalle!" href="http://nerdfemea.wordpress.com/" target="_blank">Vivi</a>, a matadora de instâncias). <a title="Come to the dark side... He, he, he..." href="http://www.worldofwarcraft.com/" target="_blank">Wow</a> que, aliás, ainda vai dar muito pano pra manga por aqui. <a name="VejaMais"></a></p>
<h2>Veja Mais:</h2>
<ul>
<li><a title="A Malvada da Wizards" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/" target="_blank">Videogame de Papel I</a></li>
<li><a title="A Revolta dos Comentários" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/" target="_blank">Videogame de Papel II</a></li>
<li><a title="Futebol, Piratas, Gnomos e D&amp;D" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/" target="_blank">Videogame de Papel III</a></li>
<li><a title="4E Pós Cavaleiro das Trevas" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel4/" target="_blank">Videogame de Papel IV</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://d3system.com.br/videogamedepapel5/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>21</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Videogame de Papel IV (ou &#8220;4E Pós Cavaleiro das Trevas&#8221;)</title>
		<link>http://d3system.com.br/videogamedepapel4/</link>
		<comments>http://d3system.com.br/videogamedepapel4/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 20:26:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videogame de Papel]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui proibido pela equipe de postar comentários com mais de dez mil caracteres (mas vocês ainda podem, ok?). Sendo assim, não vejo outra alternativa senão dar continuidade à "saga". Se você não faz a menor idéia do que eu estou falando...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui proibido pela equipe de postar comentários com mais de dez mil caracteres (mas vocês ainda podem, ok?). Sendo assim, não vejo outra alternativa senão dar continuidade à &#8220;saga&#8221;. Se você não faz a menor idéia do que eu estou falando (e eu não acharia isso nada estranho), basta dar uma boa olhada <a title="A Malvada da Wizards" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/" target="_blank">aqui</a>, <a title="A Revolta dos Comentários" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/" target="_blank">aqui</a> e <a title="Futebol, Piratas, Gnomos e D&amp;D" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-1056 aligncenter" title="D&amp;D Tower of Doom" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/07/dndtod-300x240.jpg" alt="Screenshot da tela de seleção de personagens do arcade de D&amp;D" width="300" height="240" /></p>
<p><em>Here we go again!</em> :-D</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-105" target="_blank">Rey Jr escreveu:</a><br />
Apesar de parecer que estou falando do 4E (e pensando bem, pode muito bem ser), o sistema a que me referia era o de Comentários! Estou com a leve impressão de que vocês JÁ se arrependeram de não terem disponibilizado antes!</p></blockquote>
<p>Olá Rey,</p>
<p>Os planos pro sistema de comentários já datam <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/retrospectiva2007/" target="_blank">desde o ano passado</a>. Íamos esperar  correria da 4E passar, mas como houve um grande apelo dos leitores, preferimos adiantar um pouco. Só lamentamos não estar conseguindo dar aos comentários a atenção que eles merecem. Mas eu sei que vcs me perdoam, afinal é por uma boa causa! :-)</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-109" target="_blank">Armageddon escreveu:</a><br />
O sistema de comentários é tão bom que agora tu nem precisa mais ficar pensando muito pra conseguir novas matérias. É só responder os leitores!</p></blockquote>
<p>É verdade! Só <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-25" target="_blank">a Dani</a> já me deu idéias pra mais uns 3 artigos! Imaginem agora, com todos vocês por aqui! Waw&#8230;</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-112" target="_blank">Dani escreveu:</a><br />
Com certeza os gnomos saíram de cena por não ser populares, eu mesma admito que nunca joguei de gnomo. Mas em parte eu culpo a abordagem que eles tiveram, tentarem colocar gnomos como bardos para mim não foi uma boa jogada. Uma coisa que eu sempre quis fazer foi um gnomo inventor, mas nunca teve nenhuma boa classe para isso (tinham algumas prestiges, mas nada que realmente chamasse a atenção).</p></blockquote>
<p>Olá Milady!</p>
<p>Viu! Ninguém jogava com eles, pobrezinhos! Era mais os Mestres que usavam mesmo. :-D</p>
<p>Sobre colocá-los como bardos, a idéia não é ruim, acho que eles pecaram em tentar juntar duas coisas que eram meio infames pra tentar fazer algo mais popular. Foi uma boa saída: não descaracterizava a raça (pelo estilo brincalhão e sem treta com ninguém) e reforçava o conceito da classe — já matava dois coelhos &#8220;numa caixa d&#8217;água só&#8221;, afinal o bardo também sempre foi mais dos Mestres do que dos jogadores.</p>
<p>Não deu certo. :-(</p>
<p>O <strong>Warcraft d20</strong> tem uma classe feita para os <a rel="nofollow" href="http://www.wowwiki.com/Goblin" target="_blank">goblins desse cenário</a> (bem peculiares, por sinal) que cabe certinha nesse conceito de inventor que vc quer dar pro seu gnomo: o Faz-Tudo (<em>Tinker</em>, no original). Recomendo uma boa olhada. Na <a rel="nofollow" href="http://www.devir.com.br/warcraft/rpg.php" target="_blank">versão em português do livro básico de Warcraft</a>, ela está na página 63.</p>
<blockquote><p>Eu li seu artigo sobre o X-Crawl, mas nunca tinha ouvido falar dele antes, parece interessante, se a pergunta foi um convite, estou interessadíssima.</p></blockquote>
<p>Seja bem vinda! A idéia é ministrar a tal <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/xcrawl/">mini-campanha</a> (que também pode ser jogada como aventuras soltas, pra ninguém ter a obrigação de ficar &#8220;me acompanhando&#8221; cidade afora) nesses eventos que o d3system participa (Carmel, Bobs, Domingo RPG, RPG na Devir, etc.). Vai ser meio que um &#8220;campeonatão&#8221; de X-Crawl mesmo, com equipes, classificação geral, eliminatórias e possivelmente até uma atividade especial no EIRPG.</p>
<p>Mais novidades em breve aqui pelo blog.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-113" target="_blank">Alex escreveu:</a><br />
Como é gostoso malhar o “novo”. De repente lembrei-me de estar reclamando do apelativo 3° ed.</p></blockquote>
<p>He, he, he&#8230; :-D</p>
<blockquote><p>Na hora me lembrei de <em>loading screen</em> de qualquer MMORPG ou até mesmo do Neverwinter. E depois é jogo de RPG? Tô começando a pender para o lado daqueles que chamam isso de jogo de tabuleiro ou videogame de papel</p></blockquote>
<p>Já escutei cada argumento um mais engraçado que o outro á respeito disso! Tem cada um <a rel="nofollow" href="http://br.groups.yahoo.com/group/area-rpg/message/9675" target="_blank">mais campeão</a> do que o outro! Nesse ponto, eu concordo com o <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-81" target="_blank">Tsu</a>, dependendo do videogame que estivermos falando, eu visto a camisa  <a rel="nofollow" href="http://www.gametrailers.com/player/36270.html" target="_blank">com muito orgulho</a> dessa comparação!</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-114" target="_blank">Flávio &#8220;Dragathron&#8221; escreveu:<br />
</a> Bom estreando aqui, nem na Casa de Vidro eu cheguei a postar.</p></blockquote>
<p>Não seja por isso, seja bem vindo.</p>
<blockquote><p>Cara que pena que eu moro em PE e não posso participar de suas mesas de 4ª ed, li um pouco e até agora eu gostei, e para experimentar por aqui eu tenho que mestrar, estou carente de mestres na minha cidade.</p></blockquote>
<p>O d3system já colabora com o pessoal do <a rel="nofollow" href="http://trampolimdaaventura.multiply.com/" target="_blank">Trampolim da Aventura</a>, que trabalha o RPG aí no Rio Grande do Norte. Temos planos para estreitar esse relacionamento e quem sabe não rola uma visita ao nordeste um dia desses! Em todo caso, vou comentar sobre o seu caso com o Franciolli e com o pessoal do <a rel="nofollow" href="http://www.rpgarautos.com.br/" target="_blank">RPGArautos</a> para saber se eles tem como te indicar algum grupo de jogo de D&amp;D 4E aí em Pernambuco.</p>
<blockquote><p>Tenho um novato na minha mesa, estou passando coisas da 4ª  comparando logo coma 3ª para que ele forme sua opinião sem minha influência.</p></blockquote>
<p>Depois não esquece de postar aqui pra gente <span style="text-decoration: line-through;">o testemunho</span> a opinião dele (Credo&#8230; testemunho parece coisa de igreja&#8230;) Bom, vc entendeu. :-)</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-117" target="_blank">Guzzon escreveu:</a><br />
As pessoas adoram FR, suas histórias, personagens e afins… se qualquer mudança mexer num ponto que a pessoa goste aquela vai ser a “pior mudança que a WotC poderia fazer”, e acredite, isso é dito colocando de lado a mecânica e a lógica, é somente emoção.</p>
<p>Isso é ruim? Não. O fato do sistema ter tantos adeptos e muitos deles ferrenhos críticos/defensores apenas demonstra que o sistema tem força, inclusive para lançar uma nova edição mudando razoavelmente sua “embalagem” e ainda continuar muito bem cotado.</p></blockquote>
<p>Entendi seu ponto Guzzon, e te cubro de razão. Grande parte desse preconceito que foi gerado em cima do D&amp;D 4E realmente veio desse lance emocional que vc explicou. Essa &#8220;mudança de embalagem&#8221; é mais um indício do meu argumento dobre a troca de público que a WotC fez.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-118" target="_blank">Daniel Don escreveu:</a><br />
eu estou jogando um playtest com os amigos de mesa, e gostando bastante. Inclusive já estamos montando personagens pra uma campanha longa de Eberron que deve começar esse segundo semestre.</p></blockquote>
<p>Olá Daniel! :-D</p>
<p>Acompanho seus e-mails pelas listas que participo. É bom tê-lo por aqui e melhor ainda saber que o incentivo foi positivo na sua mesa de RPG.</p>
<blockquote><p>O jogo não é muito compatível com a antiga edição (de modo que é difícil converter campanhas), e partindo desse pressuposto é um jogo bem legal.</p></blockquote>
<p>O D&amp;D 4E é tão compatível com o D&amp;D 3E quanto o D&amp;D 3E era compatível com o AD&amp;D, como uma nova edição tem que ser. Nesse ponto eu acho que eles acertaram. Masé como eu disse, estou criando muita expectativa sobre os <em>Campaign Guides</em> dos cenários. O <a rel="nofollow" href="http://www.imdb.com/name/nm0634240/" target="_blank">Nolan</a> passou com honras no crivo da expectativa que eu criei em cima do Cavaleiro das Trevas, vamos ver como o novo time de <em>game design</em> da WotC se sai nessa prova.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-120" target="_blank">Johnny Valchrist escreveu:</a><br />
Creio que a 4ª edição do D&amp;D foi enfiada güela abaixo, pois ninguém estava reclamando do D&amp;D 3, pelo contrário, estavam elogiando ( e muito) as melhorias para o 3.5.</p></blockquote>
<p>Olá Johnny,</p>
<p>Não sei se eu entendi direito seu ponto, mas parte do meu argumento sobre a troca de público tem a ver exatamente com isso que vc falou.</p>
<p>O D&amp;D 4E não é focado no público das antigas edições. Parte desse público acompanhou o mercado do entretenimento, outra parte simplesmente ficou pra trás. Grande parte do público de RPG está &#8220;encalacrada&#8221; aí nesse meio do caminho. A WotC conseguiu atrair a atenção de <a href="http://www.hasbro.com/" target="_blank">uma gigante nesse mercado</a> e agora precisa retribuir esse investimento dela no nosso nicho. D&amp;D agora está na mesma folha de pagamento dos Transformers, Barbie, G.I. Joe e por aí vai.</p>
<p>A WotC adotou como estratégia focar num público que está em ascensão plena: a indústria do videogames. Trocou para um público que gasta mais para lucrar mais. Baseado nisso, eu não acho que ela esteja enfiando nada &#8220;goela abaixo&#8221;, afinal ela não está mais mirando nas pessoas que teriam que &#8220;engolir atravessado&#8221; o D&amp;D 4E.</p>
<p>No entanto, assim como você, eu espero do fundo do meu coração que ela não dê mancada com os veteranos. Por isso a minha expectativa sobre os <em>Campaign Guides</em> e o <em>D&amp;D Insider</em> está enorme, mas também é por isso que, por hora, eu estou satisfeito. Agora, a WotC está, aparentemente, sendo &#8220;obrigada&#8221; a fazer uma coisa &#8220;mais profissional&#8221; (ou &#8220;menos amadora&#8221;, como quiser). O mercado pediu isso.</p>
<p>Era isso ou o retorno a Idade da Pedra no RPG (a tal &#8220;Geração Xerox&#8221; da qual o povo tanto reclama por aqui no país e à qual se orgulham de ter participado e &#8220;sobrevivido&#8221;).</p>
<blockquote><p>O nosso Hobby é um produto e estamos fadados a gastar cada vez mais para suprirmos nossos vícios anseios.</p></blockquote>
<p>Acho que essa troca de público da WotC é justamente um indício de que a estratégia do &#8220;vamos ver se conseguimos fazer eles gastarem mais&#8221; (que eles tentaram com Eberron e depois com as miniaturas) não funcionou. É como o próprio <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-113" target="_blank">Alex</a> disse (ou vc preferia o &#8220;Xadrez com o Fidel&#8221;?).</p>
<p>Não sei direito se me fiz entender, mas esse argumento complementa o de cima. Espero que vc comente de novo. :-)</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-125" target="_blank">Shin escreveu:</a><br />
aqueles que reclamam é porque estão de boca cheia, estão reclamando porque não querem aceitar que a nova edição ficou boa, ou então porque acabaram de comprar os livros de D&amp;D 3.5</p></blockquote>
<p>Olá Shin,</p>
<p>Acho que não é só isso não. O lance emocional que o Guzzon citou tem muito a ver. A própria Dani (e a nossa eterna discussão sobre os Gnomos na 4E ^^) é uma exemplo clássico dessa ligação emocional dos jogadores com alguns elementos do cenário que ficaram em segundo plano nos livros básicos.</p>
<p>Por hora, eu prefiro crer que tudo tem a ver com modulação e organização: regras pra um lado, ambientação pro outro. No entanto, só vamos saber mesmo quando tivermos os <em>Campaign Settings</em> em mãos. Talvez nem no primeiro (Forgotten Realms, daqui dois meses) isso fique claro, afinal esse cenário sofre do &#8220;mal do fanatismo&#8221; que o Guzzon já explicou no comentário dele. No Eberron as coisas já ficam bem mais &#8220;analisáveis&#8221;.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-130" target="_blank">Franciolli escreveu:</a><br />
O PH traz raças básicas do genérico, mas não são/serão os livros do jogador dos cenários que trará/trarão as raças básicas do cenário?</p></blockquote>
<p>Eu estou acreditando <em>piamente</em> nisso. Espero que eles não me decepcionem. <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_rolleyes.gif' alt=':roll:' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Não só as raças, mas as classe, as trilhas exemplares, os destinos épicos e, mais do que isso, toda a ambientação, descrição e enredo que &#8220;falta&#8221; nos livros básicos.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-131" target="_blank">Alex escreveu:</a><br />
Agora as ilustrações estão demais.</p></blockquote>
<p>Eu adoro o <a rel="nofollow" href="http://www.wocstudios.com/" target="_blank">William O&#8217;Connor</a>, mas nada substitui a minha predileção pelo trabalho fantástico do <a rel="nofollow" href="http://www.waynereynolds.com/" target="_blank">Mr. Reynolds</a>. Sei que não se deve julgar um livro pela capa, mas confesso que 40% da atenção que estou dedicando ao Pathfinder se dá pela presença tão forte da arte do WR por lá.</p>
<p>O cara é <em>muito</em> fera. :-D</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-132" target="_blank">Peter Primordial escreveu:</a><br />
É isso ai, D&amp;D 4ed experimente! Recomenda Peter Primordial.</p>
<p>Por quê? Por que é como querer explicar o RPG em si, a melhor forma ainda é simplesmente sentar e jogar</p></blockquote>
<p>Ponto pro Peter!</p>
<p>E digo mais: escolha bem com qual grupo você experimentar! A primeira impressão não é a que fica, mas é a que marca!</p>
<p>Digo isso não só para o D&amp;D 4E, mas para qualquer RPG. Devido o passatempo ter essa &#8220;maleabilidade&#8221; no estilo e no modo de jogar (que, ao meu ver, é responsável por grande parte do charme do jogo), é muito importante que se escolha bem onde e com quem se criará sua opinião sobre qualquer coisa ligada ao RPG: a mecãnica do jogo em si (pra quem não conhece o jogo), um sistema de regras ou cenário de ambientação muito diferente do que você está acostumado (para quem torce o nariz para <a href="http://d3system.com.br/xcrawl/" target="_blank">as coisas mais exóticas</a>) e, porque não, para experimentar a nova edição do D&amp;D também.</p>
<p>Exemplo? Parte da garotada aqui do condomínio aqui onde eu moro jogaram 4E num evento da capital e <em>odiaram</em>! Penei, mas convenci eles a, duas semanas depois, jogar uma aventura introdutória de 4E (Into the Shadowhaunt) com o grupo deles. Não mexi no sistema, mas usei o estilo de narração e a dinâmica de jogo que eu sei que eles gostam e os pimpolhos não vêem a hora de começarmos uma nova campanha em 4E!</p>
<p>Acho que isso é comum por aí. Acho também que boa parte do preconceito contra &#8220;jogar RPG em evento&#8221; vem daí. Mas isso é pano pra outra manga&#8230;</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comment-133" target="_blank">Santiago escreveu:</a><br />
Um sistema nada mais é do que um conjunto de regras a serem adaptadas pelos mestres, pois sou da teoria “não gostou, muda”. Mapas não são necessários e nem obrigatórios, minis menos ainda. As regras por estarem mais simples e dinâmicas trazem de volta a interpretação que poderiam ser ignoradas nas mãos de um player apelão! E isso era muito fácil, até comum de acontecer!</p></blockquote>
<p>Olá Santiago,</p>
<p>Na verdade, eu sou da turma que acredita a interpretação no D&amp;D independe da edição. Já <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-20" target="_blank">falei um pouco</a> sobre de onde eu acho que surgiu essa impressão que se tem sobre as edições anteriores do D&amp;D favorecem mais a interpretação, mas o sistema nunca dependeu dela (o que eu acho perfeito, afinal muita gente tímida que eu conheci e para quem eu mestrei durante anos não jogaria se dependesse), mas o D&amp;D certamente fica bem mais legal com ela. Desde sempre.</p>
<blockquote><p>A única coisa com a qual estou ainda alerta vem a ser a D&amp;DInsider e como isso vai nos afetar aqui, pois para que leu os 3 básicos percebe que “falta” algo. Será que esse “algo” está lá? Teremos acesso a ele?</p></blockquote>
<p>Eu compartilho sua expectativa pelo que está por vir. <em>D&amp;D Insider</em>, cenários em três únicos livros, avanços temporais significativos e tudo que está sendo sussurrado por aí. Nos resta esperar e criticar baseados no que temos por enquanto.</p>
<h3>Veja Mais:</h3>
<ul>
<li><a title="A Malvada da Wizards" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/" target="_blank">Videogame de Papel I</a></li>
<li><a title="A Revolta dos Comentários" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/" target="_blank">Videogame de Papel II</a></li>
<li><a title="Futebol, Piratas, Gnomos e D&amp;D" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/" target="_blank">Videogame de Papel III</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>18</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Videogame de Papel III (ou &#8220;Futebol, Piratas, Gnomos e D&amp;D&#8221;)</title>
		<link>http://d3system.com.br/videogamedepapel3/</link>
		<comments>http://d3system.com.br/videogamedepapel3/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 18:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videogame de Papel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://d3system.com.br/?p=1012</guid>
		<description><![CDATA[Como eu expliquei no segundo artigo, tudo começou com uma estréia antecipada do nosso sistema de comentários. E cá estamos nós. Como seria uma tremenda falta de bom senso da minha parte publicar um comentário desse tamanho, segue terceira parte da saga!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como eu expliquei no <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2" target="_blank">segundo artigo</a>, tudo começou com uma <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel" target="_blank">estréia antecipada</a> do nosso sistema de comentários. E cá estamos nós. :-D</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-1016 aligncenter" title="Screenshot do Arcade Shadows Over Mystara" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/07/som_screenshot-300x200.gif" alt="Screenshot do Arcade Shadows Over Mystara" width="300" height="200" /></p>
<p>Como seria uma tremenda falta de bom senso da minha parte publicar um <a title="..." href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-68" target="_blank"><span style="text-decoration: line-through;">outro</span></a> comentário desse tamanho, segue terceira parte da saga!</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-69" target="_blank">Eclison &#8220;Luminus&#8221; Tolentino escreveu:</a><br />
A única relação entre AD&amp;D, 3.0/3.5 D&amp;D e 4.0 D&amp;D é que um foi descontinuado quando o outro foi lançado</p></blockquote>
<p>Olá Eclison!</p>
<p>Pergunta: usando sua metáfora do futebol, não seria como se, quando tivessem inventado o Campeonato Brasileiro, tivessem parado de fazer a Copa do Brasil? Afinal, as edições antigas foram descontinuados (e atualizadas!) com o surgimento da nova edição.</p>
<blockquote><p>Os jogos são diferentes, a ambientação, o foco do divertimento, os níveis de dificuldade e operacionalidade…</p></blockquote>
<p>Hummm&#8230; Acho que agora eu entendi o que vc quis dizer. Se for assim, concordamos plenamente (exceto pelo fato de eu achar que a mecânica do AD&amp;D não tem nada de mais moderno que seus predecessores).</p>
<blockquote><p>Encaminhe o novato para onde ele será bem recebido, seja uma loja, um point, um fórum…</p></blockquote>
<p>Falou <em><span style="text-decoration: underline;">tudo</span></em>! Estou contigo e não abro! O que serve pra nós muitas vezes não serve para as novas gerações!</p>
<p><small>Meus pais demoraram um bocado pra entender isso.</small> <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_rolleyes.gif' alt=':roll:' class='wp-smiley' /> </p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-73" target="_blank">Paulo H. Merlino &#8220;Triade&#8221; escreveu:</a><br />
Como é difícil para um veterano mudar pro novo sistema, será difícil convencer um novato que se inseriu no mundo do “game de papel” nos cenários “espada e magia” clássicos.</p></blockquote>
<p>Questão de abordagem. Volto ao exemplo dos filmes: <a rel="nofollow" href="http://www.imdb.com/title/tt0091757/" target="_blank">Piratas</a> (de 1986), <a rel="nofollow" href="http://www.imdb.com/title/tt0112760/" target="_blank">A Ilha da Garganta Cortada</a> (de 1995) e <a rel="nofollow" href="http://www.imdb.com/title/tt0325980/" target="_blank">Piratas do Caribe</a> (de 2003) são todos filmes de piratas, mas com abordagens diferentes! Essas releituras trouxeram benefícios inegáveis ao gênero dos filmes de pirataria, concorda? Muita gente que eu conheço só foi assistir os filmes mais antigos depois de babar na trilogia do Cap. Sparrow!</p>
<p>Se é assim com os filmes, porque seria diferente com os cenários? Acho essa renovação <span style="text-decoration: underline;">necessária</span> para a sobrevivência do jogo! Peter Jackson nos ensinou isso com <a rel="nofollow" href="http://www.imdb.com/title/tt0120737/" target="_blank">O Senhor dos Anéis</a>, a Sony vem fazendo milagres com a mitologia grega em <a rel="nofollow" href="http://www.us.playstation.com/ps2/games/god_of_war/ogs/" target="_blank">God of War</a>! Que venham então as novas versões de Forgotten, Dragonlance, Ravenloft, Darksun e Planescape! Coisas boas de verdade bebem nas fontes certas para serem boas e as coisas ruins são descartadas naturalmente.</p>
<p>Daí alguém pergunta:</p>
<p>&#8220;Ué, mas se o novato já aprendeu a jogar e gostar do novo, porque então faria a regressão aos clássicos?&#8221;</p>
<p>Acredite: acontece naturalmente. Eu sou prova viva disso. Adorei Dan Brown e conheci Humberto Eco. Comecei com Paulo Coelho e hoje leio Steve Hagen. Não é preciso &#8220;regredir&#8221; aos clássicos, basta se inspirar nas coisas boas que eles descobriram para criar as novidades. A seleção natural (que eu citei no <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/" target="_blank">primeiro artigo</a>) acontece assim mesmo, naturalmente.</p>
<p>Espero de verdade que os game designers que cuidarão dos cenários favoritos dos veteranos na 4E se lembrem de olhar pra trás de vez em quando, mas que voltem a olhar pra frente a tempo de não tropeçarem de boca no chão. :-)</p>
<blockquote><p>Realmente desejo, com todas minhas esperanças, que a galera da WotC, ou mesmo nós, lancemos material para fomentar parte dessa galera nova com cenários de jogo mais “tradicionais”, para que assim haja diversidade, evitando que a quinta edição venha em uma caixinha bonitinha com dois DVDs inclusos, e só.</p></blockquote>
<p>Quando se usa &#8220;o bom do clássico&#8221; para criar coisas novas (em releituras, adaptações ou ganchos de enredo) você naturalmente vai atrair, mais cedo ou mais tarde, a curiosidade do público para a origem desse ícone/elemento. É como eu falei no parágrafo de cima, basta saber onde se basear. tem coisas que <a rel="nofollow" href="http://home.flash.net/~brenfrow/fa/fa-box.htm">não deveriam sumir nunca</a>. Tem outras que <a rel="nofollow" href="http://www.imdb.com/title/tt0190374/">deveriam ser esquecidas para sempre</a>.</p>
<p>Mas se o D&amp;D 5E for vir com 2 DVDs com as ferramentas que eles estão prometendo pro D&amp;D Insider, então eu quero eles na contracapa do players!</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-74" target="_blank">Guzzon escreveu:</a><br />
Acho que é exatamente este ponto onde se geram tantas discussões, o Forgotten foi drasticamente alterado, raças como o Gnomo foram retiradas, o monge foi retirado, o Tiefling entrou como core….. Muitas destas alterações podem fazer sentido olhando somente para a mecânica e para o conceito, mas vai afetar aquele grupo de jogadores que gostavam da classe/raça/cenário como era.</p></blockquote>
<p>Guzzon, sempre acompanhando o d3system. Seja bem-vindo. :-D</p>
<p>O Forgotten nem saiu ainda. O gnomo continua no básico (no MM, não mais no PHB), muita gente reclamava de se ver &#8220;obrigado&#8221; a encaixar monges e cultura oriental em cenários onde isso não era adequado e o Tiefling é um dos eixos das mudanças que afetarão os cenários 4E (com a saga do Império de Bael Turath, que já começou na incrível <em>Into the Shadowhaunt</em>, inclusive).</p>
<p>Será mesmo que é só pra mim que essas coisas parecem fazer sentido? :neutral:</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-75" target="_blank">Dani escreveu:</a><br />
O que eu quis dizer com o “use o que quiser” tornar as discussões irrelevantes é que para os mestres mais experientes ou com mais habilidade em “modular” as campanhas não faz muita diferença a maneira como o jogo é arranjado, mas para quem pega o pacote inicial como base a apresentação do conteúdo acaba fazendo alguma diferença. Nesse sentido, para quem vai usar o que quiser de qualquer jeito não há muito o que filosofar, o livro poderia até não ter gnomos e mesmo assim daria para achar um jeito de adaptar.</p></blockquote>
<p>Entendi e acho que finalmente entramos num acordo. Só quero que você não fique desapontada, achando que os pobrezinhos foram podados da 4E. Afinal, <a title="I'm a monster! Wraaaw!" rel="nofollow" href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/toon/20071219a" target="_blank">eles estão lá</a>! O sistema está mais modulado como um todo e eles podem continuar sendo usados como raça, mas eu concordo com você: os gnomos perderam parte do destaque que tinham. No entanto, acho que perderam esse destaque por ótimo motivo: eles não eram populares. <em>Have a deal?</em></p>
<blockquote><p>Não sei se estou conseguindo me expressar muito bem quanto a essa diferença de conceitos, mas é algo do tipo Planescape vs. Mystara, entende?</p></blockquote>
<p>Acho que entendi sim. Tipo&#8230; &#8220;Magia fadas vs. Magia dragões&#8221;? &#8220;Neil Gaiman vs. Frank Miller&#8221;? &#8220;Peter Jackson vs. Micheal Bay&#8221;? Peguei?</p>
<blockquote><p>Eu sei que a decisão de mudar a atmosfera foi mais comercial, e estou certa de que como decisão comercial foi uma boa. O que eu não sei ainda é se essa decisão comercial também vai ser boa do ponto de vista conceitual do jogo</p></blockquote>
<p>Não acho que foi só comercial. Acho que ela faz parte da renovação que eu falei ali em cima para o Tríade. Hoje em dia, o que faz sucesso é Naruto e não <del>Ursinhos Gummy</del> (ok, apelei, coloca Pokémon no lugar, vai). É óbvio que o <em>game concept</em> vai oscilar conforme o público escolhido e, por esse ponto, me parece uma ótima opção.</p>
<p>Como eu disse para o Tríade, o que me preocupa é a trabalheira que eles estão arrumando para os game designers dos cenários clássicos. Criar essa expectativa toda é bem arriscado comercialmente (aliás, mais alguém está até com medo de <a rel="nofollow" href="http://whysoserious.com/" target="_blank">sentar na poltrona do cinema</a> nessa sexta por causa da expectativa que criou!?).</p>
<blockquote><p>Mas falando honestamente? Você está quase me convencendo a experimentar o 4ed só para saber o gostinho que tem, só para saber se na verdade eu estou fazendo uma tempestade num copo d’agua e a mudança do sistema não vai interferir na dinâmica do jogo.</p></blockquote>
<p>AÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ! <img src="http://cobbi.com.br/emoticones/dancin.gif" alt="" /></p>
<p>Não sei de onde vc é, mas eu, os <a rel="nofollow" href="http://www.rpgarautos.com.br/" target="_blank">RPGArautos</a> e toda a equipe do <strong>d3system</strong> estamos sempre mestrando mesas barulhentas de 4E nos eventos mensais da capital! Agora em agosto eu também fui intimado ao EIRPG de Curitiba! Você está triplamente convidada a experimentar a 4E numa das minhas mesas malucas! Aliás, vc conhece <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/xcrawl/" target="_blank">X-Crawl</a>?</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-77">Peter Primordial escreveu:</a><br />
Embora não seja eu o amigo do Alex, que mudou de opinião depois que viu a 4E, eu também mudei e gostei muito do que vi. Tanto que aguardo ansioso pela versão em português para começar a ensinar pra criançada.</p></blockquote>
<p>Falando em <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/carmeljul2008/" target="_blank">eventos mensais da capital</a>, olha só quem apareceu! :-D</p>
<p>Pra não me deixar mentir, taí mais uma fera do D&amp;D que viu que a 4E está longe ser um bicho de sete cabeças! E olha que o Peter é da época do D&amp;D original! Ele até <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/04/ii-mh-rpg-033.jpg" target="_blank">mestrou</a> uma mesa de D&amp;D da Grow no <a rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/cobertura_domingorpgmar2008/" target="_blank">Mistério &amp; Horror</a>!</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-79" target="_blank">Eclison &#8220;Luminus&#8221; Tolentino escreveu:</a><br />
Fica uma recomendação para quem não jogou: jogue! Se morar aqui em BH ou na região, entre em contato comigo que eu mestro pessoalmente, até faço logo o registro na RPGA e talz… Se jogar e gostar, ótimo. Se não gostar… A gente pode tentar AD&amp;D.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://cobbi.com.br/emoticones/clap.gif" alt="" /></p>
<p>Se a Dani morar em BH vc já tem uma missão a cumprir hein Luminus!</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-80" target="_blank">Alex escreveu:</a><br />
Manter alguns elementos de fantasia medieval, como castelos e dragões não significa necessariamente que é temática medieval. Sejamos honestos, Final Fantasy 7 tem dragões (ok, com outros nomes), Phantasy Star também e nem por isso são fantasia medieval.</p></blockquote>
<p>FF e Phantasy Star tem um elemento específico que os distancia um bocado do D&amp;D: <em>tecnologia</em>. Aeronaves, raio laser, robôs e por aí vai. No entanto, eu entendo seu ponto. Também estou criando uma expectativa grande sobre os livros de cenário dos clássicos como Dragonlance e Forgotten Realms.</p>
<blockquote><p>Acho que ela (a WotC) está muito mais interessada na visão do conceitual da Square do que na falecida Strategic Simulations, Inc.</p></blockquote>
<p>O trunfo da TSR foi adaptar um jogo que já era popular (wargame) para uma temática também popular (fantasia medieval) e misturar nisso elementos de teatralidade e faz-de-conta. Bom, a bola da vez agora são o MMORPGs. Não acho que esses dois raciocínios conceituais estão assim tão distantes.</p>
<blockquote><p>Quanta abobrinha que eu disse dessa vez, desculpa tio Cobbi</p></blockquote>
<p>Esquenta não&#8230; Só espero que você não espere que eu também me desculpe pelas abobrinhas que gosto de dizer aqui. :-D</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-81" target="_blank">Tsu escreveu:</a><br />
Cara, eu odiava AD&amp;D, sempre preferi Gurps.</p>
<p>Aí joguei a quarta edição e me empolguei.</p></blockquote>
<p>Olá Tsu!</p>
<p>Mais um! Mais um! Viu! Eles existem! (rs)</p>
<blockquote><p>A dinâmica do jogo ficou rápida, conceitos mais simples de entender, mas agora não tem jeito de jogar sem miniaturas e tabuleiro.</p></blockquote>
<p>E vai explicar isso pro d3?! Sei lá eu como, mas ele consegue calcular até os ataques de oportunidade! <img src='http://d3system.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_eek.gif' alt='8O' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Mas eu te dou razão. Fica complicado jogar um combate de D&amp;D 4E sem matriz. na verdade, a melhor palavra é &#8220;incompleto&#8221;. Que dá, dá! Mas perde-se um aspecto muito bacana do jogo.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-82" target="_blank">Erick escreveu:</a><br />
Waw, quanta confusão pelos gnomos!</p></blockquote>
<p>Calma, a Dani e eu estamos quase nos entendendo (eu acho)&#8230; :-D</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comment-83">Ismael escreveu:</a><br />
Quanto a não me divertir mais como jogador, acontece desde a 3.5, se não me engano. Acho que cansei dos combates intermináveis, mil jogadas de dados, esse tipo de coisa.</p></blockquote>
<p>&#8230;</p>
<p>Eu lembro de vc&#8230; Você não usava um dragão de prata como avatar lá no fórum da REDERPG?</p>
<p>Bom, você também está convidado a se sentar numa das minhas mesas de 4E para experimentar os novos <em>noncombat encounters</em> — debates, argumentações, enigmas, perseguições, fugas, puzzles e skill challenges. Fora isso, o conceito &#8220;Mecânica Central&#8221; da 4E é justamente esse: economizar rolagens. Nada de rangers com 12 ataques por turno (e, conseqüentemente, 12 jogadas de dano), magos catando todos os d6 da caixa de War para calcular o dano das magias ou confusões sobre quem deve jogar o dado (o defensor ou o atacante).</p>
<p>Nessa parte, o sistema evoluiu um bocado.</p>
<h3>Veja Mais</h3>
<ul>
<li><a title="A Malvada da Wizards" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/" target="_blank">Videogame de Papel I</a></li>
<li><a title="A Revolta dos Comentários" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel2/" target="_blank">Videogame de Papel II</a></li>
<li><a title="4E Pós Cavaleiro das Trevas" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel4/" target="_blank">Videogame de Papel IV</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://d3system.com.br/videogamedepapel3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu Cenário Favorito: X-Crawl</title>
		<link>http://d3system.com.br/xcrawl/</link>
		<comments>http://d3system.com.br/xcrawl/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 18:42:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videogame de Papel]]></category>

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		<description><![CDATA[Num bate-bola com o Tarmann, pela Área RPG, comentei que a matéria de zumbis que ele escreveu na DS #15 estava me ajudando um bocado no próximo capítulo da mini-campanha de X-Crawl que eu estou bolando pra começar em Agosto. Como acontece quase sempre quando eu comento sobre o cenário, surgiu a pergunta "X-Crawl? O que é isso?"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table style="float: right;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><a title="Site sobre o cenário (em inglês)" href="http://www.goodman-games.com/xcrawl.html" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-942" style="padding-left: 10px; padding-bottom: 5px" title="xcrawl_cover" src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/07/xcrawl_cover-213x300.jpg" border="0" alt="Capa da edição colorida do livro básico de X-Crawl" width="213" height="300" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><small>Capa do X-Crawl</small></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>&#8220;Se você morrer, você morre!&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;"><small>— Slogan da Liga Xtrema de Exploração de Masmorras</small></p>
<p>Num bate-bola com o <a title="Ele escreve no blog da Dragon Slayer também." href="http://www.tarmann.com.br/blog/" target="_blank">Tarmann</a>, pela <a title="A lista de RPG mais movimentada da galáxia!" href="http://br.groups.yahoo.com/group/area-rpg/" target="_blank">Área RPG</a>, comentei que a matéria de zumbis que ele escreveu na <a href="http://dscommunity.googlepages.com/capa_ds_15.jpg/capa_ds_15-medium.jpg" target="_blank">DS #15</a> estava me ajudando um bocado no próximo capítulo da mini-campanha de <strong>X-Crawl</strong> que eu estou bolando pra começar em Agosto.</p>
<p>Como acontece quase sempre quando eu comento sobre o cenário, surgiu a pergunta &#8220;<em>X-Crawl? O que é isso</em>?&#8221; e eu, como já estou mesmo morrendo de vontade de escrever algo sobre o cenário aqui no blog, já aproveitei a deixa para responder por aqui e preparar vocês para a primeira resenha do Cobbi aqui no blog (<em>Tcharammmm!</em> Vasco, você não perde por esperar! He, he, he!).</p>
<p><a title="Site sobre o cenário (em inglês)" href="http://www.goodman-games.com/xcrawl.html" target="_blank">X-Crawl</a> é um cenário moderno de d20system (mas, veja bem, não é <a title="Será feliz ou infelizmente?" href="http://www.wizards.com/default.asp?x=d20modern" target="_blank">d20Modern</a>) onde a exploração de masmorras se tornou um esporte radical muito popular, com muitos campeonatos mundo afora, liga continental, copas mundiais, disputas de submundo e até torneios televisionados!</p>
<p>O nome é uma brincadeira com os <a href="http://www.dose.ca/xtreme/index.html" target="_blank">Xtreme Sports</a> (esportes radicais) e a expressão nerd-inglesa <em>dungeon crawl</em> (rastejar por masmorras), usada pelos gringos para designar a exploração de masmorras &#8220;clássica&#8221; no D&amp;D e similares. O cenário traz a abordagem mais inovadora que eu conheço para esse tema e é, sem sombra de dúvidas, o meu favorito! Aliás, ele vai ser <a title="Primeiro post, sétimo parágrafo! =D" href="http://www.enworld.org/forum/showthread.php?t=216083" target="_blank">adaptado</a> pra 4E! :-D</p>
<p>Originalmente, X-Crawl foi publicado em 2002 pela <a title="PÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉSSIMO O SITE!" href="http://www.pandahead.com/Xcrawl/index.php" target="_blank">Pandahead Productions</a>, e desde abril ele está sendo distribuído pela <a title="Graças à Avandra!" href="http://www.goodman-games.com/xcrawl.html" target="_blank">Goodman Games</a>, a mesma do <a title="Fãs de reinos de ferro, dêem uma olhada!" href="http://www.goodman-games.com/dragonmech.html" target="_blank">Dragonmech</a>,  <a title="Se o Chuck Norris jogasse RPG ele jogaria esse cenário!" href="http://www.goodman-games.com/wicked.html" target="_blank">Wicked Fantasy Factory</a> e do <a title="Citamos ele recentemente aqui nos comentários do blog..." href="http://www.goodman-games.com/castlesandcrusades.html" target="_blank">Castles &amp; Crusades</a>. O cenário já conta com uma dúzia de suplementos: fora o livro básico — já revisado para D&amp;D 3.5 — existem dois suplementos e nove aventuras. Numa delas, acompanha um escudo personalizado para o Mestre! O jogo foi indicado ao prêmio <a title="O &quot;oscar do RPG&quot; (em inglês)" href="http://www.ennieawards.com/" target="_blank">Ennie</a> em <a href="http://www.ennieawards.com/2005.html" target="_blank">2005</a> nas categorias <em>Melhor Jogo d20</em>, <em>Melhor Cenário de Campanha</em> e <em>Melhor Orçamento de Produção</em>.</p>
<p>Conheci o cenário em 2003 graças ao <a title="Lote do Betão!" href="http://valberto.multiply.com/journal/" target="_blank">Valberto</a> através da lista de e-mails da <a title="Dispensa apresentações..." href="http://br.groups.yahoo.com/group/rederpg/" target="_blank">REDE RPG</a>. O Beto, que também é fã de carteirinha do cenário, tem ótimos <a title="Fast play, regras e cenário!" href="http://valberto.multiply.com/journal/item/10" target="_blank">artigos</a> e até <a href="http://valberto.multiply.com/journal/item/407" target="_blank">contos</a> sobre o cenário no lote dele. Ele até me escreveu um conto de X-Crawl <a title="Lembra disso garoto! XD" href="http://br.groups.yahoo.com/group/rederpg/message/11073" target="_blank">de presente</a> lá pela REDE (e escrevendo essa nota eu achei até a v<a title="=D" href="http://valberto.multiply.com/journal/item/9" target="_blank">ersão revisada</a> que nem eu tinha ainda!). Minha mini-campanha é baseada num desses <a title="10 ganchos de aventuras para X-Crawl!" href="http://valberto.multiply.com/journal/item/169">artigos</a> dele!</p>
<p>De qualquer forma, aguardem novidades sobre esse cenário aqui no <strong>d3system</strong>!<br />
<em><strong>&#8220;LEEEEEEET&#8217;S GET READY TO MELEEEEEEEEEEEE!!!!&#8221;</strong></em><img class="alignnone" title="Bolinha Pulando!" src="http://cobbi.com.br/emoticones/xp.gif" alt="Bolinha Pulando!" width="61" height="61" /></p>
<h3>Veja Mais</h3>
<ul>
<li><a title="X-Crawl na Goodman Games" href="http://www.goodman-games.com/xcrawl.html" target="_blank">Goodman Games: X-Crawl</a></li>
<li><a title="É ruim o site... O jogo é BEM melhor que isso..." href="http://www.pandahead.com/Xcrawl/index.php" target="_blank">Pandahead Productions: X-Crawl</a></li>
<li><a title="Ele que me indicou a parada!" href="http://valberto.multiply.com/journal/item/10" target="_blank">Lote do Betão: X-Crawl</a></li>
<li><a title="Estou baseado minha mini-campanha aqui!" href="http://valberto.multiply.com/journal/item/169" target="_blank">Lote do Betão: 10 Ganchos de aventuras para X-Crawl</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://d3system.com.br/xcrawl/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Videogame de Papel II (ou &#8220;A Revolta dos Comentários&#8221;)</title>
		<link>http://d3system.com.br/videogamedepapel2/</link>
		<comments>http://d3system.com.br/videogamedepapel2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 03:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videogame de Papel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://d3system.com.br/videogamedepapel2/</guid>
		<description><![CDATA[Dez dias atrás, escrevi um artigo comentando sobre uma das maiores polêmicas do D&#038;D 4E. Resolvi me arriscar e abrir comentários (o sistema ainda está em teste no blog), afinal eu citava opiniões alheias. Tive a feliz participação de muita gente interessada na conversa — falamos da mudança de foco da nova edição, abandono de público, preconceito, fantasia medieval e até da importância dos gnomos no D&#038;D! — e geramos comentários tão grandes que eu resolvi respondê-los com outro artigo aqui do blog.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dez dias atrás, <a title="Primeira bateria..." href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/" target="_blank">escrevi um artigo</a> comentando sobre uma das maiores polêmicas do D&amp;D 4E. Resolvi me arriscar e abrir comentários (o sistema ainda está em teste no blog), afinal eu citava opiniões alheias.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://d3system.com.br/wp-content/uploads/2008/07/dd2-6.png" alt="Screenshot do jogo “Dungeons &amp; Dragons Shadows Over Mistara”" /></p>
<p>Tive a feliz participação de muita gente interessada na conversa — falamos da mudança de foco da nova edição, abandono de público, preconceito, fantasia medieval e até da importância dos gnomos no D&amp;D! — e geramos comentários tão grandes que eu resolvi respondê-los com outro artigo aqui do blog.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-27" target="_blank">Danielle Toste escreveu</a>:</p>
<p>Não discordo que enquanto opção comercial a decisão de tirar os gnomos tenha sido inteligente, mas eu ainda gostaria mais de ter visto eles bolarem uma solução para tornar os gnomos mais atraentes para os novos jogadores (como eles fizeram com os halflings do AD&amp;D para o 3.0/3.5).</p></blockquote>
<p>Olá Dani,</p>
<p>Eles tentaram aumentar a popularidade da raça (relacionando os gnomos aos bardos, para não descaracterizar o bom humor dos bichinhos), mas não funcionou. Não me lembro de qual mudança dos halflings que você está falando.</p>
<p>Eu achava a popularidade deles derivava do clã dos Bolseiros, não? :-)</p>
<blockquote><p>Não acho que o D&amp;D defina o que é fantasia medieval, mas D&amp;D é (ou deveria ser) justamente um jogo de fantasia medieval.</p></blockquote>
<p>Ele não deixou de ser, muito pelo contrário. O D&amp;D só está acompanhando o conceito de fantasia da nova geração de jogadores (que estão mais acostumados a Ragnarok, Warcraft, Naruto, Avatar, Soul Calibur, Harry Potter e Piratas do Caribe).</p>
<p>O D&amp;D continua sendo <strong>baseado</strong> em fantasia medieval clássica. A temática ainda é a mesma, só a abordagem que é mais moderna (vide as referências). D&amp;D é, paradoxalmente, um RPG moderno de fantasia medieval.</p>
<blockquote><p>Sabe o que eu fico imaginando? Uma taverna cheia de meio-demônios e meio-dragões e humanos se socializando numa boa, quando de repente a porta se abre e todos ficam chocados em ver aquela criatura rara e estranha: um gnomo ilusionista.</p></blockquote>
<p>Esse espanto na cena da taverna só precisa acontecer se você quiser. Os gnomos (e os <em>racial traits</em> deles) estão no <strong>Monster Manual</strong>. Eles continuam sendo criaturas muito importantes no jogo, e se o Mestre decide que no mundo dele os gnomos são uma raça básica, pronto, as regras estão lá, prontinhas pra ele usar.</p>
<p>Essa raça saiu do <strong>Players Handbook</strong> por não ser populares entre os <strong>jogadores</strong>. Estavam, de um jeito ou de outro, ocupando um espaço que não era deles. Como raça, eles não são mais populares que os hobgoblins, ogros ou trolls e todos eles continuaram na tríade de livros básicos. A diferença é que agora os gnomos figuram ao lado de criaturas tão populares quanto eles dentro do universo mágico de D&amp;D: dragões, beholders, fadas, drow e tudo mais.</p>
<blockquote><p>eu só acho que o ideal seria encontrar uma solução que criasse espaço amigável para ambos o “novo” e o “velho” conceito de fantasia medieval</p></blockquote>
<p>Não temos &#8220;novo&#8221; nem &#8220;velho&#8221; conceito. O que muda é a abordagem, as referências e as relações.</p>
<p>O conceito do D&amp;D não mudou (veja que o conceito de fantasia medieval é uma coisa e o conceito de D&amp;D é outra). O que mudou foram as referências do D&amp;D e isso está causando um preconceito danado de quem é das antigas diante dessa mudança. Nesse ponto eu concordo plenamente com um membro da <a rel="nofollow" href="http://spellrpg.com.br/forum/" target="_blank">Spell RPG</a> que usa como assinatura &#8220;D&amp;D 4E, avalie com moderação&#8221;.</p>
<p>Não dá mais pra jogar &#8220;Dragonlance Age of Mortals&#8221; no D&amp;D? Claro que dá! E Greyhawk? Também dá! Agora, emular uma mesa de <a rel="nofollow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pendragon_RPG" target="_blank">Pendragon RPG</a> com o D&amp;D é uma péssima idéia e eu via (e vejo) muita gente tentando fazer mais ou menos isso com o D&amp;D, principalmente quem vem das edições mais antigas.</p>
<blockquote><p>Mas, ainda assim, eu me sinto um pouco abandonada as vezes. Acho que um pouco é minha culpa sim, por ser meio nostalgica, mas acho que um pouco é porque eu deixei de ser público alvo do meu RPG favorito. Não é que eu não ache que as coisas não devam ser atualizadas, reformuladas, etc, mas é que eu acho que com um pouco mais de trabalho você consegue fazer o pessoal mais antigo se sentir incluido.</p></blockquote>
<p>Olhando a coisa meio pelos bastidores, vejo que eles estão tentando manter o apoio da Hasbro. Concordo com você que não é certo deixar o pessoal das antigas desamparado, mas é preciso pagar a conta do investimento do D&amp;D Insider (que não deve ter sido barato). Obviamente, isso não justifica o abandono, mas como o próprio <a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-43" target="_blank">Freesample disse</a>, essa é uma decisão editorial mercantilista.</p>
<p>Faço votos que a retomada da licenças de cenários consagrados (como Dragonlance, Darksun, Ravenloft e Planescape) faça parte de algum projeto futuro da WotC para fazer exatamente isso que você propôs: arrebanhar novamente os veteranos desgarrados, os tais &#8220;órfãos do AD&amp;D&#8221;. Particularmente, eu acredito que, retirados os devidos preconceitos, tem lugar pra todo mundo nessa nova edição de D&amp;D.</p>
<p>Já imaginou se eles lançam uma enciclopédia de Planescape ou Ravenloft nos moldes do <a rel="nofollow" href="http://www.wizards.com/default.asp?x=products/fracc/9780786947317" target="_blank">Grand History of te Realms</a>? Waw&#8230;</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-30" target="_blank">Franciolli Araújo escreveu:</a></p>
<p>Pegando carona na conversa, como antigo jogador do primeiro D&amp;D, eu reclamei muito da falta de suporte de material descritivo nas terceiras edições.</p>
<p>Os livros “descritivos” de cenários abordavam muito mais as classes de prestígio, do que propriamente a descrição de geografia, história, costumes e relações entre os povos das regiões.</p></blockquote>
<p>Olá Franciolli,</p>
<p>Eu discordo que tenha faltado material descritivo na terceira edição. Falando só de material publicado pela Wizards, haviam suplementos exclusivos para climas diversos, territórios específicos e até  para monstros ou raças específicas. Fora isso, tínhamos duas revistas mensais que traziam matérias riquíssimas nesse quesito — fora toda a avalanche de suplementos não-oficiais que se seguiu com a OGL.</p>
<p>A minha reclamação é que o descritivo estava muito misturado com o mecânico. Felizmente, isso tem tudo para acabar com a 4E justamente devido à esse predomínio da mecânica de regras nos livros básicos. Separar a parte mecânica do sistema nos livros básicos e deixar a parte descritiva para a ambientação nos livros de cenários permite que os jogadores usem o que bem entenderem da maneira que quiserem nos seus jogos.</p>
<p>Nada de meio-orcs em Dragonlance se você não quiser. Os warforged do seu mundo podem ser um experimento de uma cabala de magos ao invés de terem vindo da máquina-mãe e os shifters da sua campanha podem não ter relação nenhuma com os licantropos. Eu gosto muito dessa modulação. Postei um <a title="No Área Cinza." href="http://www.areacinza.org/?p=227" target="_blank">comentário</a> no artigo do Rocha sobre a polêmica do lançamento de Kingdons of Kalamar onde eu falava justamente à respeito disso.</p>
<blockquote><p>Escuto de alguns mestres/jogadores de D&amp;D que sentem-se abandonados, mas isso ocorre principalmente &#8211; não que seja a mesma razão para todos, devido ao fato de que os antigos não “se renovam” e nem procuram renovar o seu grupo, quando estes deixam de ser tão assíduos.</p></blockquote>
<p>Concordo plenamente. Acho que essa mudança que a nova edição do D&amp;D sofreu nas suas referências na fantasia medieval fantástica está justamente relacionada com isso: renovação.</p>
<blockquote><p><a href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/#comment-43" target="_blank">FreeSample escreveu:</a></p>
<p>Este ponto leva a entender que quem prefere (por opção, e não pela falta dela, que fique claro) ficar com seu, digamos, velho D&amp;D da grow, será uma pessoa ultrapassada.</p></blockquote>
<p>Olá Freesample,</p>
<p>Eu não acho que uma pessoa seja ultrapassada por gostar de determinado RPG ou edição do D&amp;D. Independente de cada um ter o direito de gostar do que quiser, seria estupidez julgar alguém através do seu sistema de RPG preferido. Desculpe se me fiz entender dessa forma.</p>
<p>O que eu quis dizer é que as edições mais antigas do D&amp;D são <em>sistemas de RPG ultrapassados</em> quando são comparados com o D&amp;D 4E. Esses sim, como sistemas de D&amp;D, ficaram para trás. Meus argumentos são inúmeros: didática, foco, público, abordagem, matemática, praticidade e até mesmo conceito. Tem muita coisa para melhorar ainda? Tem muito — principalmente no design conceitual. Pretendo escrever um artigo sobre isso em breve, aqui mesmo no blog.</p>
<p>O fato é que eu não tenho nada contra quem vai ficar na D&amp;D 3.5 ou ainda joga AD&amp;D. Obviamente, essas pessoas terão que lutar um bocado para continuar sobrevivendo com seu sistema antigo sem o suporte da editora. Isso exige adaptações, boa vontade e tempo livre. O Pathfinder vai ajudar um bocado, afinal a Paizo é maravilhosa.</p>
<p>Talvez essas pessoas se sobressaiam, a 4E seja um fracasso e quem vai pagar a língua aqui sou eu. Talvez saia um novo RPG de ação muito melhor que o D&amp;D pra fantasia medieval, mas por enquanto tenho lidar com o que temos de concreto e na atual conjuntura, eu realmente gosto o suficiente da 4E para apostar minhas fichas nela. :-)</p>
<h3>Veja Mais</h3>
<ul>
<li><a title="A Malvada da Wizards" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel/" target="_blank">Videogame de Papel I</a></li>
<li><a title="Futebol, Piratas, Gnomos e D&amp;D" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel3/" target="_blank">Videogame de Papel III</a></li>
<li><a title="4E Pós Cavaleiro das Trevas" href="http://d3system.com.br/videogamedepapel4/" target="_blank">Videogame de Papel IV</a></li>
</ul>
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