Cobertura: 4º Dia Mundial de D&D na Pendragon

Postado no dia 12 de novembro de 2007 por em Cobertura, D&D

Cobertura exclusiva por Valberto Filho

Cartaz do Dia Mundial de D&D na TerramédiaQuando soube do evento, algumas semanas antes do anúncio da nova edição do D&D eu fiquei muito feliz. Eventos em Brasília são raros e cada oportunidade de sair de casa para jogar deve ser muito bem aproveitada. Fiz minha inscrição de pronto e aguardei. Além do que eu já tinha prometido ao meu filho que o levaria no próximo evento deste porte que aparecesse.

Dias antes fui contatado pela organização do evento confirmando minha participação. Quando reafirmei minha presença, me forneceram uma das mesas de jogo de pronto. Essa atitude extremamente amigável dos organizadores me deixou ainda mais à vontade com o evento.

Dito e feito. No dia combinado eu e meu filho saímos do Gama em direção ao Plano Piloto. Não houve problemas para chegar e o local escolhido — a loja Pendragon, reduto tradicional dos jogadores da cidade — é bem localizado e fácil de estacionar. Chegamos por volta de nove da manha e já haviam grupos de jogadores esperando. Quando o pessoal da organização chegou, verificamos os brindes e o sumário da aventura: “em inglês?” eu perguntei — inglês não é um problema para mim, mas muitos amigos que jogam não falam o idioma e na minha mesa isso gerou até um problema —“Aventura Simples” garantiu um dos organizadores, “coisa para três horas no máximo”.

A loja abriu, montamos as mesas e começamos a receber os jogadores. O mapa-poster da aventura é lindo e logo foi contagiando os jogadores. As miniaturas também, todas ricamente detalhadas. Expliquei e traduzi a ficha de cada um e demos procedimento ao jogo, com um jogador a menos. A aventura transcorreu emocionante e sem grandes problemas. Algumas boas sacadas dos jogadores, como a de usar a explosão sonora nos mephits de gelo ou de flanquear os bugbears (de longe as miniaturas mais ameaçadoras que eu já vi) fizeram a diferença na aventura. Três horas passaram como um relâmpago e nem a ameaça dos Drow e do Duergar impediram que a minha equipe de jogadores atingisse sua meta. Aventura concluída com sucesso.

Quanto a organização não tenho do que me queixar. Corteses, educados e esforçados eles fizeram toda a diferença na marcação das mesas e no atendimento. Ninguém saiu sem sua miniatura brinde. O kit também estava muito bonito, com cada herói com sua ficha e miniatura. O conjunto trazia também um d20 (“o meu primeiro d20″ como disse um dos jogadores) e um lápis especial do dia. Imagino quanto será que a WotC gastou naquela brincadeira.

Classificação do Valberto:

Organização: 8
Atrações: 8
Infra-estrutura: 8
Localização: 8
Público: 8
NOTA FINAL: 8

O que faltou pro 10?

Nem tudo são flores. A loja encheu rápido e quem não conseguiu vaga lá em cima teve de se arranjar em volta da loja, enfrentando a pentelhice dos vigias. Algumas fichas dos PCs estavam simplificadas demais — como um deles que tinha apenas uma perícia (o clérigo, eu acho) — o que desagradou alguns jogadores que perderam um bom tempo “passando a ficha a limpo”. O fato de não ter havido material em português também foi bola fora, já que de certa forma prejudicou o andamento do jogo. Outro ponto falho, na minha opinião, foi a divulgação. Mas, mesmo sem divulgação o evento estava cheinho. O que não é pouco para uma cidade iconoclasta como Brasília.

Resultado final: o Dia Mundial de D&D na Pendragon superou as minhas expectativas. O evento abriu as portas da loja para uma série de novos encontros mensais — 15 de dezembro tem repeteco — e ajudou muita gente a se enturmar.

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