Mago: Crenças
Postado no dia 15 de agosto de 2009 por Vasco em Artigos, Mundo das Trevas
Mago a Ascensão foi o terceiro suplemento lançado pela editora White-Wolf em 1993. Seguindo do mesmo conceito de seus antecessores, MaA é centrado no mago, alguém com a capacidade de alterar o mundo ao seu redor utilizando a sua força de vontade e conexões místicas existentes desde a criação do universo. Além de enfrentarem dilemas morais relacionados as suas crenças, os magos assim como as outras criaturas sobrenaturais da editora tem que sobreviver em um mundo sombrio e cheio de perigos.
A realidade e a mágika
A realidade é um dos conceitos mais complexo de MaA já ela representa algo que pode e deve ser mudado conforme a necessidade e a vontade do mago. Os personagens desse cenário são pessoas comuns que em determinado momento entraram em sintonia com os seus “eus primordiais” chamados de avatares. Os avatares são tanto conselheiros e guias espirituias quanto facetas da personalidade do mago. Uma vez reconectados com os avatares (chamado de despertar), uma nova realidade se abria perante o disperto, uma realidade que pode ser alterada em busca da ascensão, um estado íntimo de compreensão porém amplo como a instauração do paradigma pessoal do mago diante da realidade. Esse paradigma pode ser um pensamento em comum, uma teoria, uma filosofia que seria transformada na realidade vigente e possibilitaria um controle ainda maior do desperto sobre tudo e todos que o cercam.
Mas a realidade não é uma entidade mútavel. A realidade com um paradigma estabelecido não aceita de bom grado mudanças que vão contra a crença geral dos seres que a povoam. E em um mundo dominado pelo pensamento lógico, descrente da existência do sobrenatural, cinzento e estéril jamais aceitaria que a mágika, a verdadeira força individual capaz de dobrar a realidade a sua vontade, exista.
Então, cercados pela descrença e rodeados por uma realidade que não os aceita, os magos só tem uma opção. Lutar para tentar mudar uma realidade morta e não serem vencidos pelo seu pior inimigo: eles mesmos.
Paradoxo
O orgulho e a descrença são os maiores inimigos dos despertos. E quando a realidade entende que foi alterada de uma maneira tão radical a ponto de sua trama ser quase rompida, ela responde de uma forma rápida e brutal. Quando o orgulho do mago é tão grande a ponto dele não respeitar os limites do plano de existência que ele está, a única forma de fazê-lo compreender o seu lugar é com uma lição de humildade. Pobres são aqueles que mesmo depois disso acreditam que são maiores entre os seus, pois a loucura resultante de um paradoxo é capaz até mesmo de ceifar a conexão mística do mago com o seu eu primordial, o seu avatar.
Ascensão
Apesar de não colocar nesse artigo todas as informações sobre Mago a Ascensão como as tradições, esferas, antagonistas e todos os elementos que compõe o jogo, a minha intenção foi mostrar um ponto normalmente não explorado em jogos centrados nessa linha. A realidade em que o mago vive e a forma como ela reaje para impedí-lo de alcançar a tão sonhada ascensão. Assim como em Lobisomem o Apocalipse os personagens lutam em uma batalha perdida e em Vampiro a Máscara eles tentam ser monstros para monstros não se tornarem, em Mago a Ascenção a batalha é algo mais íntimo. É uma luta contra uma realidade que eles chamam de lar mas que não os aceita. É uma batalha onde a força de vontade é a maior arma e a medida que o mago se torna mais e mais poderoro essa força não deve ser focalizada exteriormente, mas interiormente. Uma vez que o mago aumenta o seu poder também aumenta o seu orgulho. E o orgulho é o medo mais real que todo mago deve ter.






































16 Comentários
paladino san
15 de agosto de 2009
nada como os clássico
Túlio d Bard
15 de agosto de 2009
Vasco, qual o seu cenário preferido do WoD?
Vizir
15 de agosto de 2009
Mago é bom demais, não tem nem o que comentar
Allian
15 de agosto de 2009
melhor. temática. ever.
MCJ
16 de agosto de 2009
Sem comentários…ler esse post é como rever uma antiga paixão…
Valeu Vasco !
leandropug
16 de agosto de 2009
Finalmente um jogo de MAGIA.
Recomendo o livro, so a leitura já vale a pena ( mas claro q jogar é mais legal
Álvaro Guedes
16 de agosto de 2009
A Ascensão e o Despertar são as pérolas da WW. Adoro os dois.
Cauê
17 de agosto de 2009
o mais cabeça dos cenarios do owod seguido de demon e wraith, amo o cenario e as ideias do jogo assim como estou amando o awakening =]
Vasco
17 de agosto de 2009
Salve Túlio.
Olha, eu gosto de praticamente todos os títulos de WOD, mas de coração, aquele que eu tenho um carinho maior, eu diria que é Lobisomem o Apocalipse.
Um abraço
Vasco
Túlio d Bard
17 de agosto de 2009
Eu pessoalmente só joguei Vampiro A Máscara e Lobisomem O Apocalipse e, apesar de achar a maioria dos títulos muito interessantes, foi o Lobisomem que mais me chamou a atenção também.
Mas voltando ao assunto da matéria, achei bem interessante essa idéia de corrupção do poder presente n’ O Mago. Tipo assim, toda aquela habilidade de mudar a realidade cria aos poucos um tipo de megalomania na cabeça do personagem que, se não for controlada, pode fazer com que leve um tombo enorme. Nunca joguei o jogo mas tive a impressão que tem alguma coisa disso.
Ivan Prado
19 de agosto de 2009
Mago é muito loco! Mas o narrador tem que ser bom também! Afinal, com personagens que moldam a realidade, não é facil manter as coisas controladas.
Jogos estilo Sandbox são mais recomendados!
Reparou que o Despertar deu um downgrade nos poderes iniciais dos magos? Acho que agora ficou mais fácil de narrar.
Fabiano S.
19 de agosto de 2009
Uma coisa que nunca engoli: se a realidade permite a existência de vampiros e lobisomens, porque efeitos similares aos poderes destes feitos por magos ainda gerariam paradoxo?
Vasco
19 de agosto de 2009
Salve Fabiano
A resposta mais aceita sobre a sua dúvida é que a existência, pura e simples, a realidade aceita normalmente. Porém, quando os poderes dessas criaturas são utilizadas de uma maneira “gritante” demais (vide exemplo a batalha do ravnos, os acontecimentos tanto do suplemento para lobisomem o “Apocalipse”, entre outros) atrai a atenção da realidade ou de alguém ligado a ela de alguma forma (vide por exemplo a Tecnocracia).
Um abraço
Vasco
Túlio d Bard
19 de agosto de 2009
Sabe…
Para mim a explicação para o que o Fabiano falou seria algo do tipo: os Lobisomens e Vampiros são naturalmente capazes de fazer o que fazem, enquanto os Magos alteram a realidade diretamente (muitas vezes ignorando leis da física, natureza, etc).
Assim o que quer que alguém faça que não fuja daquilo que seja possível para um ser daquele tipo (um Garou mudar para a forma de lobo, por exemplo) não terá consequências quanto ao Paradoxo. Por outro lado, se fizer algo que não corresponda às capacidades normais da espécie (um humano fazendo surgir uma ponte do nada, ignorando a lei física de que “nada se cria”) será repreendido.
Não tenho grande conhecimento sobre WoD, mas é o que penso.
Thaynah
16 de janeiro de 2011
é porque há dois tipos de mágica: a “mágika” que os magos fazem, chamada de “verdadeira” e a mágica dos demais, que é chamada de “estática”. Imagina a realidade como um balde de água: se você assoprar, a água permanece no balde – a isso, chamamos mágica estática. Mas, um mago… – imagine que alguém jogue uma pedra dentro do balde: a água será arremessada para todos os lados e a pessoas que jogou, fatalmente será molhada – a isso chamamos mágiKa verdadeira. E há também o lance -dentro da mágika- dela ser vulgar ou coincidente com o consensus. E sobre os seres sobrenaturais – vampiros, lobisomens, etc – ainda hoje muitas pessoas mantem a idéia de que essas criaturas possam existir e é isso que não fez -a ainda- eles serem banidos da realidade permanentemente – como ocorreu com seres como a Fênix, unicórnios, Fadas(Changelings) e etc. Como disseram no post, o conceito de realidade em mago é muito complexo. \m/_
Hugo
29 de março de 2011
o que significa as frases na primeira figura a do circulos com as esferas? e o simbolo no centro?
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