MdT: A Terra do Sol e Trovão
Postado no dia 13 de junho de 2009 por Vasco em Artigos, Mundo das Trevas
Seguindo a mesma premissa do cenário MdT: São Paulo, o material a seguir mostrará a vocês as lendas dos Garou e o território chamado de terra do sol e trovão. Uma terra de horror e beleza, de mistério e iluminação, de sangue e glória. Um lar.
Agradecimentos novamente ao The Camarilla e aos seus colaboradores que durante anos lutaram e tiveram seus nomes reconhecidos entre os seus.
Feche os olhos e bata, filhote!
- Lua Cheia dos Dorth
A terra do sol e trovão
Em uma era perdida nos redemoinhos do tempo, quatro dragões do sol chegaram à Ambalasokei, a América do Sul. Os irmãos eram a ninhada de Nyi, “O Trovão Emplumado” que ainda dorme o sono do dragão. Com eles viajavam dois companheiros chamados de “Olhos de Gaia”. A demanda dos companheiros era terem proles com os animais e os espíritos de Ambalasokei. Nesse novo lar eles se tornariam dois sangues e dois corações, e por fim com a já profetizada chegada do homem-branco, eles se tornariam os ferozes jaguares, chamados na língua antiga de Balam.
Nessa era longínqua, cujos únicos seres capazes de vislumbrá-la são os dragões e sua Mnese, a terra de Amabalasokei estava sonolenta, e por toda a sua extensão existia a Floresta Fluxo, um pedaço da criadora no corpo da mãe Gaia.
Na Floresta Fluxo tudo era espírito e carne, e os seres que a habitavam eram os animais filhos dos primeiros mamíferos. Sendo fortes e impiedosos, eles foram os escolhidos para formar a linhagem de parentes dos olhos de Gaia e dos dragões.
Mas havia algo mais na Floresta Fluxo. A criadora brotava da sombra de veludo e distorcia o mundo a sua volta. Uma dessas manifestações feita de pura rocha e elementos flamejantes era a chamada Espinha Vermelha. Vindas de seu interior, tempestades de fogo cobriam o lado oeste de Ambalasokei e faziam a terra estremecer. Apesar do perigo mortal que a Espinha Vermelha representava, um olho de Gaia decidiu percorrer a sua extensão e domar o espírito da cordilheira. Como recompensa pelos perigos enfrentados, a ele foi garantido o direito de fundar um império ao norte da Espinha Vermelha. Nascia o implacável Império Jaguar.
Decididos a manter o que lhes era de direito, os dragões do sol e os olho de Gaia que não se juntaram ao Império Jaguar escolheram jamais abandonar a Floresta Fluxo. Guardando suas fronteiras ferozmente, a convivência entre os dois povos foi a responsável pelo surgimento daqueles chamados de Sol Negro, os Hovitl Qua, o Povo Leopardo.
Com o passar do tempo a Floresta Fluxo ansiava por crescer sem controle e devorar toda água do oceano. Porém, sempre que a floresta saia de controle, um espírito poderoso devorava suas bordas. Ainda que destruidora não estivesse totalmente corrompida, e devido aos poderosos sonhos dos dragões Mbembe, o espírito assumiu a forma de uma serpente e se intitulou M´Boitatá.
Durante muito tempo M´Boitatá continuou com a sua tarefa de manter o equilibrio. Mas em algum ponto algo mudou. A Cobra Grande estava lentamente sendo corrompida. Alguns metamorfos de Ambalasokei percebem que M´Boitatá não devorava mais para manter o equilíbrio entre criadora e a alteradora, mas sim por ciúmes. Ela queria a Floresta Fluxo só para si.

E desse primeiro erro, outros se seguiram. Os dragões do sol demoraram muito para perceber a corrupção de M´Boitatá, e naqueles dias de juventude da Floresta Fluxo, ela foi até eles e os ensinou sua habilidade de devorar tudo aquilo que deveria morrer. Essa habilidade os ajudaria a reaproveitar e enviar novamente a criadora a matéria e o espírito das coisas. Mas M´Boitatá, cada vez mais e mais corrompida, também os ensinou como devorar aqueles que caiam em combate e como manter suas memórias e habilidades. Os dragões por sua vez ensinaram os Hovitl Qua a como fazer isso através de um ritual chamado Banquete Canibal. Com isso, tanto dragões quando leopardos eram devorados depois de mortos. E o primeiro sinal do fim recaiu sobre Ambalasokei e a Floresta Fluxo.
Os Ventos trazem os puros e o homem
Muito tempo se passou antes que novos ventos soprassem em Ambalasokei e na Floresta Fluxo. Esse novo vento soprou tanto na sombra de veludo quanto na Floresta. Era chegada a hora, e Yvy-Ramui, o “Avô Vento” conduziu os puros ao novo mundo.

Caminhando pela terra do norte, os lobos, chamados na língua antiga de Garou, vieram com os humanos. Eles eram considerados puros uma vez que fugiam da vergonha chamada Impergium, algo profano praticados pelos próprios lobos contra seus parentes.
Receosos, os dragões e o povo gato não ensinaram tudo o que haviam aprendido na Floresta Fluxo aos poucos Garou que chamaram este lugar de lar. Um grande número daqueles conhecidos como servos da serpente, gamo e puma retornaram ao norte ou subiram até as terras altas da Espinha Vermelha. Apenas os filhos de Yvy-Ramui permaneceram na Floresta Fluxo. Esses aceitaram proteger os parentes puros e procriar com os Kalak, os lobos-guará da Floresta Fluxo.
Como prova de amizade, os humanos e os Garou se entregaram como consortes aos metamorfos, e os dragões entenderam essa entrega como uma generosa prova de boas intenções. Dessa aliança surgiram linhagens de dois sangues, parentes de duas raças ou metamorfos cuja linhagem de descendentes apresenta seres de outras raças.



































2 Comentários
Fabio Moron
14 de junho de 2009
Eu ainda vou jogar com um garou… Ae vou poder entender alguma coisa (acho)
LeoXorao
15 de junho de 2009
@Fabio Moron
Eu gostaria de mestrar, pois é um dos melhores jogos que conheço. Mas via net só conheço modulo para o novo mundo das trevas.
Vasco, mais um belo Post.
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