Pesquisa Sobre o Mercado de RPG
Postado no dia 3 de novembro de 2009 por D3 em Artigos
Muitas vezes, seja em palestras, fóruns, lista de e-mails ou blogs, eu ouvi a sugestão (ou exigência) de que as editoras deveriam realizar uma pesquisa sobre o mercado de RPG.
Eu sempre acreditei, e ainda acredito, que uma pesquisa sobre o público não consegue ser imparcial quando é realizada por uma empresa do ramo. Acompanhem: a empresa está pagando um terceiro para elaborar uma série de perguntas sobre os seus produtos e seu público; se o resultado desse esforço indicar que a empresa é uma desgraça e ninguém gosta dos seus produtos, quem (em sã consciência) divulgaria esse resultado abertamente? Por outro lado, se os dados mostrarem que tudo está maravilhoso, quem daria credibilidade ao resultado?
Dessa forma, eu não apoiava a ideia de uma editora realizar a pesquisa, inclusive afirmando que esse dinheiro seria melhor investido em publicidade ou novos produtos. Mas não tinha (ou tenho) nada contra alguém disposto a fazê-la e inclusive apoiava o esforço.
Há algum tempo, na época da RPGCON, o Marcelo da Zapt Midia me informou que estava realizando uma pesquisa e me pediu para analisar as perguntas. Inclusive, acertamos de realizar uma nova rodada no próximo evento.
Essa pesquisa foi respondida por 420 pessoas, principalmente dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul (nessa ordem). A maioria dos entrevistados é masculina (92%), com idades entre 18 e 28 anos (45%), e com curso superior completo (25%) ou cursando (48%).
As perguntas foram respondidas online (logo, 100% do público tinha acesso a internet) no período de 30 dias.
Eis os gráficos e algumas considerações:
Embora a pesquisa estivesse online, a vasta maioria dos entrevistados é de São Paulo. A quantidade de jogadores que estão cursando ou terminaram o ensino superior também é notável.
De muito longe, a principal fonte de acesso ao RPG ocorre por incentivo de amigos. O curioso é que a divulgação mais intensa ocorreu há 10 anos (em 1999), decaindo amplamente na última década. Talvez seja porque os entrevistados sejam veteranos ou talvez isso indique que o “boca a boca” realmente diminuiu.
Uma comparação que ocorre muito é entre o preço dos livros e o preço da entrada do cinema. Achei pertinente incluir uma pergunta que corrobore essa relação. Pelas respostas, podemos assumir que os clientes (ou seja, as pessoas que compram livros) não necessariamente escolhem entre ir ao cinema ou comprar um livro: elas fazem ambos.
Nessa pergunta, fica claro que a variedade é mais importante que a praticidade de possuir vários livros básicos (como o Mundo das Trevas ou o Livro do Jogador). Mesmo assim, uma boa parcela dos entrevistados adquire mais de uma cópia do mesmo livro. O que me surpreendeu foi a quantidade de pessoas que não tem acesso a um grupo de jogo. Relacionando essa informação com o declínio do “boca a boca” que vimos acima, posso supor que os jogadores mais antigos estão confortáveis com seus grupos atuais e não estão criando outros.
Aqui, as respostas são concorrentes: a maior parte do público se importa com o conteúdo dos livros e prefere o material traduzido. Talvez pela facilidade de compreensão, talvez pelo acesso ao material nacional. Entretanto, o preço não é um um fator determinante para essa preferência.
Ainda há muitas referências a serem consideradas nessas pesquisa, mas isso fica para um próximo artigo, depois dos comentários e análises dos leitores do blog.











































32 Comentários
Phil Souza
3 de novembro de 2009
O perfil bate com o que eu imaginava nos meus achismos…. Se fosse a um tempo atrás eu acho que me preocuparia em saber que temos menos jogadores nessa nova geração.
O boca a boca está menor por exemplo, mas acho que isso pode mudar. Posso estar enganado, mas acho que essa nova geração tende a aumentar…
O Goblin
3 de novembro de 2009
Olhando a tabela da idade media dos jogadores não me espanta o fato do Old Dragon vir fazendo tanto sucesso com o seu publico, afinal pela pesquisa podemos constatar que a grande maioria dos jogadores é da velha escola.
Por outro lado entra alguns questionamentos, não estaríamos nós velhos RPGistas fazendo pouco pela divulgação do hobbie? Os RPG novos que estão por ai 4º Ed e etc não estão conseguindo fazer o que mais tentaram que é trazer novos jogadores ao RPG? Ou será que eles estão fazendo o inverso, mandando os jogadores de mesa para os MMORPG da vida?
A pesquisa ainda é tão pequena e especifica e mesmo assim já gera tantas questões e eu levantei apenas as mais “gritantes”. Parabens ao povo do D3 pela pesquisa.
Mr.Pop
3 de novembro de 2009
Só gostaria de dizer que o único rpgista do Tocantins a responder a pesquisa não foi eu!
E olha que proporcionalmente a outros lugares onde eu morei (e foram muitos pode ter certeza), aqui tem rpgista pra cacete!
Phil Souza
3 de novembro de 2009
Respondendo ao Goblin, não achoa que a quarta edição leve alguém a jogar MMORPG. Não jogo a quarta edição, mas já testei e até aonde sei nunca vi ninguém falar que largaria o RPG de mesas para jogar MMORPG. Principalmente por causa de um RPG.
A quarta edição pelo contrário, atrai sim jogadores novos. Ela é boa aposta para mim, até maior que 3D&T atualmente.
Allian
3 de novembro de 2009
o grande problema é: quantos mestres realmente resolveram embarcar na quarta edição ou new world of darkness, ou outro rpg de nova geração? poucos comparados ao publico do rpg old school. logo, os novatos não tem quem os ensine ou os puxe para o hobby. alem disso, se os novatos tentarem migrar pra o old school não só vai ser algo bem obscuro de se achar o caminho das pedras como ainda por cima difícil de obter informações ou livros (ou caixas).
no final das contas, a falta de divulgação e de mestres aqui no brasil dos novos rpgs fazem os titulos não decolarem. ja la fora, decolou verticalmente.
O Goblin
3 de novembro de 2009
@Phil O meu comentário expressa realmente uma opinião bem pessoal, então nem vou alongar muito o assunto porque entendo perfeitamente sua opinião, mas como a pesquisa mostra nos últimos dois anos (2008 para cá, ano de lançamento da 4º edição), o numero de novos jogadores é comparado a 1988 e 1989 quando para jogar você era meio que obrigado a saber inglês, gastava fortunas para importar um livro ou tirava xerox, isso mostra que o 4º edição não esta conseguindo cumprir um dos seus objetivos, não?
Sobre o 3D&T nunca realmente o considerei uma opção para o jogador novato, sempre encarei o D&D 3º edição ou o AD&D como as melhores opções, podia até ser mais difícil de ensinar mais depois de cativar o jogador era difícil ele largar.
Gilson • RPG • Educação
3 de novembro de 2009
Pelo menos é uma pesquisa. Já ouvi um narrador maluco falar asneiras inomináveis aqui em Belém, baseado no achismo e tosquidão.
“não estaríamos nós velhos RPGistas fazendo pouco pela divulgação do hobbie? ”
Isso é função das empresas. Claro que divulgamos para mostrar nosso maravilhoso passatempo, mas elas são as mais interessadas.
Gilson, pesquisador acadêmico e publicitário
Alexandre Fnord
4 de novembro de 2009
Acho que os resultados aqui foram satisfatorios. O único problema que vejo é que temos poucos jogadores ensinando jogadores novos.
Arquimago
4 de novembro de 2009
Só uma questão mesmo estando no corpo do texto SEMPRE tem que ter a escala usada em cada grafico.
Passando esse detalhe achei muito valida a pesquisa, e vou esperar a nova materia.
Sobre a divulgação como é um hobbie de nicho acredito sim que nos temos que divulgar para ele crescer mais, ou seja, as empresas precisam sim investir em propaganda a nos jogadores/narradores/Consumidores apoiar essa propaganda quando gostamos do jogo.
Não posso discordar das suas desconfianças D3, mas acho valido fazer varias pesquisas por varias fontes diferentes, com todas juntas poderemos chegar a uma visão melhor do mercado, mas agora ter 100% que é um espelho do mercado, ou mesmo do hobbie já não é possivel.
Puppet
4 de novembro de 2009
Confesso que me supreendi. Com a força dos sistemas voltados para o público pré – adolescente no Brasil esperava um número maior de jogadores no ensino médio.
Leisses
4 de novembro de 2009
Só uma dúvida: Quais foram os meios de divulgação da revista?
Apesar dos dados serem relevantes eles não atingem boa parte do público de RPG. Acredito que, em parte, os números apresentam mais jogadores de longa data porque estes são os que mais procuram por informação sobre RPG na internet. Posso estar errado, mas é esta a impressão que tive.
De qualquer forma fico feliz em ter alguns dados sobre o RPG no Brasil para análise. Parabéns pela iniciativa.
MC Zanini
4 de novembro de 2009
Saudações (para fugir do salve),
Considerações gerais:
1. A iniciativa de fazer a pesquisa foi excelente; acho esse tipo de coisa importante, mas também acho importante lembrar que a metodologia de amostragem e coleta das informações pode enviesar as conclusões. Pelo gráfico que informa há quanto tempo as pessoas jogam RPG, tenho a impressão de que ainda não dá para saber se os RPGistas estão envelhecendo, sem renovação significativa do público, ou se, por causa da maneira como a pesquisa foi realizada, a amostra se concentrou nos RPGistas mais experientes.
2. 420 pessoas é uma amostra de tamanho considerável, mas fica a pergunta: qual é o universo dessa amostra? RPGistas brasileiros ou RPGistas brasileiros que navegam pela internet e ficaram sabendo da pesquisa? Segundo algumas fontes, mais de 70% da população brasileira não tem acesso à internet. E aí? Será que, se as proporções se manterem (o que não é impossível), menos de 30% dos RPGistas brasileiros tiveram acesso à pesquisa? Como é que isso enviesa a pesquisa?
3. Na comparação entre livros de RPG e idas ao cinema, uma observação: as pessoas responderam quantos livros LERAM, e não quantos livros COMPRARAM. E a gente sabe por experiência que os jogadores emprestam livros uns para os outros. Então não sei se podemos inferir numa boa que entre ir ao cinema e comprar RPG o jogador faça as duas coisas.
(Acho que a pergunta para tentar responder essa dúvida do d3 seria algo como: “quanto, em dinheiro, você investe por mês (ou ano) em livros e/ou materiais de RPG?”.)
Beijocas nas bochechas,
MC
Kueid
4 de novembro de 2009
É, seria melhor se todos os blogs de RPG fizessem essas enquetes e cruzassem resultados…
Se bem que conheços vários jogadores que não frequentam blogs… mas mesmo assim seria mais gente sendo entrevistada.. acho..
Hayashi
4 de novembro de 2009
Legal a pesquisa. Muito interessante, mesmo.
Mas eu acho que 420 participantes é muito pouco pra se ter um resultado confiável. Essa pesquisa ficou online aonde? Talvez uma melhor divulgação conseguisse mais pessoas respondendo, e aí sim poderia ter um panorama real do cenário RPGístico nacional.
Gilson • RPG • Educação
4 de novembro de 2009
Acredito que seria mais eficaz a amostragem se a pesquisa fosse feita em eventos, durante um período determinado de tempo.
Gilson
MC Zanini
4 de novembro de 2009
Permita-me discordar: pessoalmente, não acredito que a solução seja simplesmente aumentar o tamanho da amostra. É preciso considerar a REPRESENTATIVIDADE da amostra. Se todos os blogs fizessem esse esforço, provavelmente só aumentariam o número de RPGistas com acesso à internet que responderiam à pesquisa. Será que os RPGistas internautas representam bem os RPGistas brasileiros como um todo?
Exactly.
Ismael
4 de novembro de 2009
Achei preocupante porque pela pesquisa é possível notar que os rpgistas estão apenas envelhecendo. O que fará o hobby encolher no Brasil, caso esse cenário não mude.
MC Zanini
4 de novembro de 2009
Alguns dados do IBGE que parecem interessantes:
- 4,4% da despesa mensal média familiar dos brasileiros são destinados a atividades culturais.
- 3,2% das despesas com cultura vão para brinquedos e jogos.
- Não parece haver diferença significativa na porcentagem destinada a brinquedos e jogos por classe de rendimento, por cor da pele e por nível de escolaridade.
- Os homens investem 5,1% da despesa familiar em brinquedos, jogos e materiais de lazer, ao passo que as mulheres, 3,7%.
Beijocas,
Phil Souza
4 de novembro de 2009
Conheço uma quantidade enorme de jogadores que não frequentam blogs, não se interessam e jamais irão se interessar.
E olha que eles jogam RPG até mais que eu, diga-se de passagem…
Os blogs de RPG andam aumentando, mas dizer que todos os jogadores de RPG estão na internet é exagero.
No Orkut é possível comprovar isso. Temos jogadores de RPG se ligam a comunidades, mas obviamente não possuem blogs e não participam ativamente de nada na internet fora aquela comunidade (quando participam).
Barrim
4 de novembro de 2009
O que eu acho sobre o “perdi o interesse”:
Quem perdeu o interesse nem soube desta pesquisa. Quem alegou “falta de tempo” também.
Quanto ao “empresto livros”: Achei que era uma excessão isso na nossa mesa. Achei, pelo que eu vejo na net, que a regra era “cada um por sí”.
Quanto aos livros estrangeiros: Nãó é só mais complicado para ler. É mais complicado para comprar também.
Quem não gosta de comprar na Net (meu caso) jamais viu um livro estrangeiro em língua nativa (eu só vi um, um Frostburn, de um cara de outra cidade…)
O material nacional, apesar de existirem coisas MUITO boas (3D&T, sistema Daemon [na época dele era excelente perto da maioria, ainda acho ele muito bom para campanhas de viagem temporal constante, sendo o melhor "super genérico", junto com Ópera, outro sistema nacional, aliás] e Tormenta [isso é a verdadeira brasilidade! Cara de Brasil sem ser óbvio!]) não contam com o destaque dos sistemas estrangeiros, muito por falta de interesse dos grupos.
É o que eu tinha para falar.
Vitor HP
5 de novembro de 2009
A questão da divulgação da pesquisa realmente tem que ser considerada. Eu mesmo joguei RPG por anos a fio sem nunca frequentar um blog ou participar de uma pesquisa do gênero. E também há de se considerar que somente uma parcela dos RPGístas que utilizam a internet participaram da pesquisa. E como o @Phil já disse, muitos RPGístas não se interessam nem nunca vão se interessar em entrar em blogs e sites de RPG.
Eu sempre achei que a principal fonte de divulgação do Hobbie era o boca a boca mesmo. Na minha cidade, ninguém sabia nem do que se tratava RPG de mesa. Praticamente todas as pessoas que jogaram comigo conheceram o RPG na minha mesa. Um dos problemas na divulgação do RPG é que uma vez que a pessoa tem seu grupo formado, é raro que mais pessoas sejam convidadas a entrar. Grupos muito grandes atrapalham o andamento do jogo. Além disso poucas pessoas tema disposição pra mestrar. Quando não tem um mestre disponível pra um grupo, muitas vezes o grupo simplesmente não joga.
Ze
15 de novembro de 2009
Em primeiro lugar, 420 pessoas é um número ótimo.
O fato da pesquisa ser feita pela internet apresenta viéses claros, e nosso papel é lidar com eles, visto que esse é o dado que temos. Faltou só falar como foi montado o quadro amostral, se as pessoas tinham que “cair” num site específico, ou se receberam um e-mail a partir de um cadastro qualquer, o que traz enormes diferenças.
Acredito que isso influencia mais na escolaridade dos entrevistados do que no Estado deles, embora esse viés também ocorra (SP é o Estado com mais acesso à internet).
Não acho que podemos afirmar que o “boca a boca” ou a divulgação do hobbie tenha diminuído, sem fazer uma análise estratificada por idade, que obviamente vai influenciar essa resposta (uma pessoa de 15 anos não pode conhecer o hobbie há 10, p. ex.). Ainda mais considerando que 73% dos entrevistados já tem idade pra estar na faculdade.
O que corrobora, na minha opinião, com os graficos seguintes: Jogando há tanto tempo, é provável (45%) que alguma interrupção surja, e com a falta de tempo crescente conforme a pessoa adquire responsabilidades, fica mais fácil manter o hobbie com um grupo de amigos regular (46%) ao invés de 2 ou mais. Nenhuma surpresa aí, e de novo eu gostaria de sugerir uma estratificação por idade e se possível por ocupação (estudante, empregado, autonomo, etc.).
São pessoas com ensino superior que têm mais acesso à livros e também ir ao cinema. Dividir os entrevistados por classe social/ensino nessa análise seria válido, na minha opinião.
A maioria dos grupos adquire livros (acho que isso é dependente de idade e renda), avaliando o conteúdo e preferindo o material traduzido. Acredito que separando o ensino dos entrevistados, poderíamos ver que a parcela de pessoas que prefere o material original (sem tradução) é maior nos de maior escolaridade. Será que estou certo?
Ah, e eu prefiro gráfico de barras (como o primeiro), mas é gosto. Ia ser legal ver os gráficos de idade e ensino.
Quanto a fazer uma pesquisa em eventos, acredito que os resultados valeriam só para a cidade em questão, e ainda assim com grandes ressalvas. Eu prefiro uma pesquisa pela internet mesmo. Quando bem feita (o que parece ser o caso aqui) é mais representativa do que ‘in loco’.
Ze
15 de novembro de 2009
Pra quem quiser ver os dados de acesso à internet no brasil:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/acessoainternet/default.shtm
Gilson • RPG • Educação
16 de novembro de 2009
“Eu prefiro uma pesquisa pela internet mesmo. Quando bem feita (o que parece ser o caso aqui) é mais representativa do que ‘in loco’.”
Ela fica enviesada em função de que o acesso à internet não é para todos. A representatividade num evento mostraria outros nuances.
Gilson
O Goblin
16 de novembro de 2009
“A representatividade num evento mostraria outros nuances.”
Talvez isso seja até verdade, mas no fim somente surgiriam outros questionamentos, como “essa pesquisa não mostra a verdade porque conheço um monte de RPGista que não vai em eventos”, eu sou um dos que se encaixa nessa classe, devido o trabalho, tempo e etc acabo não indo em eventos.
Resumindo, não importa a forma que a pesquisa seja feita não é possível atingir todos os RPGistas, seja via internet ou seja em um evento, a menos que se coloque essa pesquisa como perguntas do censo, “Você joga ou mestra RPG?” se sim responda estas outras perguntas.
Então temos que ter uma coisa em mente, ou aceitamos a pesquisa que temos (seja ela na internet, evento ou via sinal de fumaça) e nos baseamos nela ou então simplesmente não podemos considerar nenhum tipo de pesquisa, pois todas terão seus “furos” e dificuldades.
Gilson • RPG • Educação
16 de novembro de 2009
Seria ótimo, pois seria possível cruzar os dados e saber muito mais.
Gilson
Ze
16 de novembro de 2009
Concordo com o Goblin. Toda pesquisa vai ter seus furos. Por isso talvez seja legal fazer pesquisa em eventos, pra ter mais de uma fonte de dados, que como o Gilson disse “mostraria outros nuances”.
Na minha opinião, Gilson, você está certo quando diz “Ela fica enviesada em função de que o acesso à internet não é para todos.” E o legal disso, é que dá pra ponderar “exatamente” quais classes tiveram mais acesso à pesquisa, olhando as pesquisas que falam sobre isso (acesso à internet). Seria possível, por exemplo, saber que jovens de 20 a 29 anos da região sudeste têm 3 vezes mais chances de responderem à pesquisa do que os jovens de 18-19 anos. Assim dá pra dar pesos pras respostas, e diminuir consideravelmente o viés da pesquisa.
Pra dar mais palpites, volto ao ponto da amostra. Precisaríamos saber se as pessoas foram contatadas a partir de algum cadastro, ou se um site ficou esperando internautas caírem nele pra responder a pesquisa. Eu acho que esse ponto faz diferença.
Fabio "Sooner" Macedo
23 de novembro de 2009
Para a próxima pesquisa, não seria viável confeccionar folhetos e enviar uma certa quantidade às lojas brasileiras? Embora o melhor seja não vincular a pesquisa em si à Devir, ela provavelmente tem a logística necessária para enviar esse material praticamente sem custo, junto com os pedidos que estas lojas fazem junto à distribuidora.
Isso posto, tem um dado que me chama a atenção mesmo considerando o universo de entrevistados (100% de usuários de Internet): 75% dos entrevistados conheceram o RPG através de amigos, o famoso boca a boca. Se entre usuários de internet a porcentagem é essa, acredito que na hora que uma pesquisa capturar os que não estão usando a Internet, a porcentagem vai ser ainda maior.
E bem ou mal, se depender de boca a boca o universo total de RPGistas nunca vai aumentar significativamente, não importa quantos grupos veteranos “se abram” para atrair/converter gente nova.
Não me perguntem COMO se dribla isso, que eu não sei; só estou apontando que boca a boca tem limite de alcance.
Danielfo
27 de novembro de 2009
Já tinha feito uma análise similar quando fiz uma pequena pesquisa sobre as blogosfera, notei que o público está estagnando com tendência ao declínio.
Será o RPG tradicional o novo Gamão ?
Gilson • RPG • Educação
11 de dezembro de 2009
Ouvi hoje na Voz do Brasil, dia 11/dez/2009: em 2008 (dois mil e oito) foi registrado que apenas 35% da população brasileira tem acesso à internet.
Gilson
Tek
14 de dezembro de 2009
Complementando a idéia do Sooner, TALVEZ fosse uma boa idéia deixar um folheto com a pesquisa dentro de cada livro de RPG/romance/acessório/etc pedindo ao comprador para respondê-la.
Lógico que outros pontos poderiam ser abordados, mas acho uma idéia factível e válida a ponto de ser considerada.
Gilson • RPG • Educação
17 de dezembro de 2009
Enviei esta sugestão de pesquisa dentro dos produtos, através de carta física entregue pessoalmente para a Devir, junto com muitas outras sugestões, inclusive com melhoria no visual e dinâmica do site, em 2000 (dois mil).
Gilson
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