Conheça os indicados ao prêmio ENnies 2009
Postado no dia 19 de julho de 2009 por Fabio Sooner em Artigos, D&D, Mundo das Trevas
Foram divulgados na última segunda-feira dia 13 os indicados à edição 2009 do ENnie Awards, a premiação mais famosa da indústria do RPG, com destaque para a 4ª edição de D&D, Hunter: the Vigil, Dark Heresy e CthulhuTech, entre outros. Como não poderia deixar de ser, o d3system traz para você todos os destaques, números da premiação, um pouco mais sobre o ENnie Awards… E uma mini-entrevista com Chuck Wendig, desenvolvedor de Hunter: the Vigil, sobre as indicações que o jogo recebeu.
O prêmio ENnies
A premiação foi criada em 2001 pelo site dedicado a D&D EN World, para que os fãs do cenário escolhessem os melhores produtos do ano por meio de uma votação online. Já no ano seguinte, a premiação passou a ser anunciada na maior convenção americana de games, a GenCon, e aos poucos deixou de se basear apenas em d20, premiando outros RPGs em todas as suas categorias a partir de 2004.
A edição 2009 do prêmio segue a mesma fórmula básica dos anos anteriores: um grupo de jurados escolhe os indicados, e depois os entusiastas de RPG têm acesso a uma votação online para escolher os seus prediletos. O período de votação aberta se inicia no próximo dia 24 de julho e termina no dia 1º de agosto, e o resultado será divulgado no dia 14 de agosto, durante a GenCon.
Que rufem os tambores
Mas o que nós queremos saber mesmo são os indicados deste ano, certo? Bem, a lista completa pode ser vista neste link, mas o d3system traz para você um resumo geral de quem se deu bem nessa parada (pelo menos enquanto os vencedores não saem…). Organizando as indicações por linha de jogo (isto é, para que sistema/cenário os produtos são voltados, independente de editora), estes foram os jogos que receberam maior reconhecimento nas indicações:
1. Dungeons & Dragons, 4ª edição – 15 indicações
- Dungeons & Dragons 4ª edição (Wizards of the Coast): Melhor Jogo
- Dungeons & Dragons 4ª edição, Livro do Jogador (Wizards of the Coast): Produto do Ano / Melhores Regras
- Dungeons & Dragons 4ª edição, Livro dos Monstros (Wizards of the Coast): Melhor Monstro ou Adversário
- Forgotten Realms Campaign Guide (Wizards of the Coast): Melhor Arte de Capa
- D&D Insider (Wizards of the Coast): Melhor Apoio ou Acessório
- DU1 Halls of the Giant Kings Dungeon Tiles (Wizards of the Coast): Melhor Produto para Miniaturas
- P1: King of the Trollhaunts Warrens (Wizards of the Coast): Melhor Aventura
- Lands of Darkness #1: The Barrow Grounds (Expeditious Retreat Press): Melhor Aventura
- The Great City, The Saltshacks (Øone): Melhor Cartografia
- Dungeon Crawl Classics #53: Sellswords of Punjar (Goodman Games): Melhor Cartografia
- Worlds of Dungeons & Dragons, Vol. 2 (Devil’s Due Publishing): Melhor Produto Relacionado
- The Death Mother (One Bad Egg): Melhor Livro Eletrônico
- Hard Boiled Armies (One Bad Egg): Melhor Livro Eletrônico
- Tales of Zobek: An Anthology of Urban Adventures (Open Design): Melhor Livro Eletrônico
***
2a. Dark Heresy – 8 indicações
- Dark Heresy Core Rulebook (Fantasy Flight Games): Melhor Jogo / Melhores Regras / Melhor Acabamento (Production Values) / Melhor Arte Interna
- Dark Heresy: Disciples of the Dark Gods (Fantasy Flight Games): Produto do Ano / Melhor Suplemento
- Purge the Unclean (Fantasy Flight Games): Melhor Aventura
- Dark Heresy Creature Anathema (Fantasy Flight Games): Melhor Monstro ou Adversário
***
2b. Hunter: the Vigil – 8 indicações
- Hunter: the Vigil (White Wolf): Produto do Ano / Melhor Suplemento / Melhores Regras
- Horror Recognition Guide (White Wolf): Melhor Escrita / Melhor Apoio ou Acessório
- Hunter: Deadly Prey (White Wolf): Melhor Produto Relacionado
- Collection of Horrors: Razor Kids (White Wolf): Melhor Livro Eletrônico
- Hunter The Vigil Quickstart: The Hunt (White Wolf): Melhor Produto Gratuito
***
4. CthulhuTech – 5 indicações
- CthulhuTech (Catalyst Game Labs): Melhor Jogo / Melhor Acabamento (Production Values) / Melhor Arte de Capa / Melhor Arte Interna
- CthulhuTech: Vade Mecum (Catalyst Game Labs): Melhor Suplemento
***
5a. A Song of Ice and Fire Roleplaying – 4 indicações
- A Song of Ice and Fire Roleplaying (Green Ronin): Produto do Ano / Melhor Jogo / Melhores Regras
- A Song of Ice and Fire Roleplaying Quickstart (Green Ronin): Melhor Produto Gratuito
***
5b. Pathfinder – 4 indicações
- Pathfinder Chronicles Campaign Setting (Paizo Publishing): Melhor Cenário
- Pathfinder Adventure Path #19: Howl of the Carrion King (Paizo Publishing): Melhor Aventura / Melhor Arte de Capa
- Pathfinder Chronicles Second Darkness Map Folio (Paizo Publishing): Melhor Cartografia
***
5c. Star Wars – 4 indicações
- Star Wars: The Clone Wars (Wizards of the Coast): Produto do Ano / Melhor Suplemento
- Star Wars: Clone Wars Starter Set (Wizards of the Coast): Melhor Produto para Miniaturas
- Star Wars: Scum and Villainy (Wizards of the Coast): Melhor Cartografia
***
Entre os jogos menos conhecidos, os destaques foram para Mouse Guard, da Kunoichi/Archaia (Produto do Ano / Melhor Acabamento / Melhor Arte Interior); Starblazer Adventures, da Cubicle 7 Entertainment, Ltd (Produto do Ano / Melhor Jogo/ Melhores Regras); Swashbucklers of the 7 Skies, da Atomic Sock Monkey/Evil Hat (Produto do Ano / Melhor Cenário); e Don’t Lose Your Mind, suplemento para Don’t Rest Your Head, da Evil Hat Productions (Produto do Ano / Melhor Escrita).
Para completar o pacote, o d3system conversou com o desenvolvedor freelance Chuck Wendig, responsável pela linha Hunter: the Vigil para a White Wolf, sobre as indicações que o jogo recebeu para o ENnies deste ano.
Entrevista com Chuck Wendig, desenvolvedor de Hunter: the Vigil
d3system: Antes de mais nada, você esperava que o jogo recebesse tantas indicações?
Chuck Wendig: Certamente, nunca esperei louvores como esse, mas acredito que o jogo merece estes louvores! Todo mundo [que participou da elaboração do jogo] fez um ótimo trabalho em trazer o jogo à tona.
d3system: O que você acha que mais contribuiu para o reconhecimento do jogo nesta edição do ENnies?
Chuck Wendig: A popularidade do jogo tem crescido de forma um tanto gradual, eu acho. Ele não gerou tanta eletricidade e interesse ao ser lançado quanto, digamos, Changeling: the Lost. Além disso, eu acho que o seu predecessor, Hunter: the Reckoning, não era um jogo para todo mundo, e algumas pessoas achavam que Vigil seria apenas uma versão requentada do jogo anterior. E não é, claro – eu trabalhei em Reckoning (foi através dele que entrei na indústria de jogos), amo muito aquele jogo, mas Vigil é uma criatura maior, mais malvada, mais espaçosa. Acredito que, à medida que as pessoas descobriram o jogo, elas perceberam que ele era diferente, com suporte a uma ampla variedade de estilos de jogo. As pessoas continuam a se surpreender com como elas acabam gostando do jogo, eu acho. O boca-a-boca fez com que Hunter chegasse ao seu público.
d3system: Entre todas as indicações para Hunter: the Vigil, alguma o surpreendeu ou, por outro lado, o fez sentir que foi muito bem merecida? Se sim, porquê?
Chuck Wendig: Fiquei feliz com todas as indicações, e não me surpreendi nem um pouco que o jogo as tenha recebido. Estou um pouco triste com o fato de outros produtos de Hunter não terem recebido atenção – acho que Slasher foi muito bem sucedido, e tenho um espaço reservado em meu coração para Block by Bloody Block (bem, eu o escrevi, shhh), mas não vou fazer beicinho por muito tempo. Cinco segundos, espere só um pouco. Pronto, acabou o beicinho.
d3system: Para terminar, o que este reconhecimento significa para você como desenvolvedor?
Chuck Wendig: Um monte de coisas. Pessoalmente, o jogo chegou às minhas mãos em uma época difícil; meu pai estava com câncer e faleceu durante o processo, e de uma forma curiosa, ele era um caçador (ele caçava animais, claro, não vampiros ou monstros de esgoto). Parte de seu senso de caçador-operário foi parar naquele livro. Outra coisa ótima é que eu acho que este reconhecimento realça o valor de se trabalhar com uma equipe forte. Todo mundo realmente se esforçou para fazer o seu melhor aqui, e eu não poderia ter sido mais feliz com as pessoas que tinha no projeto. Como desenvolvedor autônomo, é bom ver que até mesmo nós, peões freelance da escrita, recebemos um tapinha de aprovação de vez em quando
E o melhor e mais importante de tudo, fico feliz de ver que as pessoas estão jogando Hunter e gostando dele. Acho que Vigil ainda terá muito a percorrer, e que veremos jogadores aproveitando-o por anos e anos.




































9 Comentários
Fernanda Ribeiro
19 de julho de 2009
Dark Heresy é muito bom, mereceu todas as indicações. Bem o que esperar de algo do universo de Warhammer 40.000? Phoda pra carái, estou jogando e curtindo.
Fabio Sooner
20 de julho de 2009
Baseado em todo o hype e nas resenhas favoráveis (as piores resenhas que vi davam 4 estrelas para cada jogo), pedi o CthulhuTech e o Dark Heresy na Amazon agora.
Vamos ver se vale a pena… Não sou muito fã de sci-fi, mas estes dois parecem ter os elementos que me agradam mais.
Seu_Madrüga
20 de julho de 2009
Só faltou explicar o que é exatamente uma categoria de “melhor regalia”, visto que a palavra não é exatamente a mesma coisa no inglês e no português.
É um prêmio do “melhor privilégio”?
Ricardo
20 de julho de 2009
Estou desenvolvendo um RPG. Se puder, visite:
http://www.cthulhu1808.blogspot.com/
Fabio Sooner
20 de julho de 2009
Verdade, isso que dá traduzir na pressa e levar ao pé da letra. Embora não haja muita opção se você for ao dicionário inglês-português:
Isso posto, entendam como “Melhor Produto Relacionado” (ou seja, algo que está além até mesmo dos acessórios diretos de jogo, como miniaturas, dados e afins; pra isso tem uma categoria já. “Regalia” inclui coisas como o jogo de tabuleiro inspirado em Hunter, o livro de ilustrações inspiradas em D&D, e assim por diante). Vou alterar no texto para “Produto Relacionado” mesmo.
WoDBrasil News #8: De grão em grão… | d3system
23 de julho de 2009
[...] Chuck Wendig: Para quem não andou lendo cuidadosamente o d3system, no fim de semana passado saiu uma matéria sobre os indicados ao prêmio ENnies. O que o Mundo das Trevas tem a ver com isso? Simples: Hunter: the Vigil foi indicado a 8 [...]
Fabio Sooner
26 de julho de 2009
Chegaram os dois livros em casa na sexta-feira.
Dando uma passada de olhos pelos dois, acho que vou gostar mais de CthulhuTech. No fundo, as referências ao universo de Lovecraft são apenas uma fonte de inspiração para o surgimento de aliens e magia em um mundo a menos de 100 anos no futuro. Parece funcionar porque não tentaram fazer um jogo de horror futurista, e sim um cenário futurista/anime com mechas onde a humanidade combate aliens e “unspeakable horrors”.
Já Dark Heresy parece ser bem legal e ter um cenário detalhado, mas ao mesmo tempo, o livro me pareceu organizado como os antigos manuais de D&D: são quase 300 páginas iniciais de regras, tabelas, classes de personagem, tabelas, carreiras pros personagens, tabelas, armas, tabelas, armaduras, tabelas… Enfim, números e tabelas sem parar, “a seco” na sua goela, até que finalmente temos a descrição do cenário nas últimas 100 páginas do livro. Não quer dizer que o conteúdo seja ruim, mas pra mim já manda o sinal errado. Vamos ver depois que ler o jogo mesmo (e certamente vou começar pelas 100 páginas finais).
Fernanda Ribeiro
29 de julho de 2009
Fabio, eu recomendo que você leia além do livro o Lexicanum de W40K: http://wh40k.lexicanum.com/wiki/Main_Page
WoDBrasil News #9: Torcendo pela falha | d3system
29 de julho de 2009
[...] PS.: Sempre ouvi falar muito bem no fórum da White Wolf de uma série de livros/TV chamada The Dresden Files, que mistura ocultismo e histórias de detetive (do tipo que inspirou filmes noir); sempre tem alguém querendo adaptá-la para Mago ou Mundo das Trevas básico. Pois bem, a Evil Hat Productions está preparando o RPG baseado na série: confira o anúncio publicado nas últimas páginas de outro RPG da editora, Swashbucklers of the 7 Skies (um dos principais concorrentes ao prêmio ENnies deste ano). [...]
Deixe seu Comentário