Resultado da Enquete

Postado no dia 11 de dezembro de 2008 por D3 em D&D

A tradução de Warlord, seguindo o voto popular será Senhor da Guerra.

Uma vez que o assunto está definido, vou analisar e tentar compreender o que aconteceu nesses sete últimos dias.

Vai ser um artigo longo. As opiniões a seguir são minhas. É muito provável que elas gerem uma avalanche de críticas, mas esse é a melhor ocasião para falar desses assuntos. Leiam com moderação.

Como informei no artigo original, essa discussão sobre o Warlord vem acontecendo desde fevereiro de 2008, em listas de e-mails, em dois fóruns e no orkut.

A votação foi aberta no dia 04/12/2008, por volta da 19:00. Utilizei a ferramenta Democracy Pool, em conjunto com o controlador de visitas Wassup, ambos para o WordPress.

No dia da abertura, tivemos 212 votos até o checkpoint dos relatórios (por volta das 10:00 da manhã do dia 05) e a situação estava bem equilibrada. Nestas primeiras horas, o Nibelung diligentemente avisou as comunidades de RPG do orkut que a enquete estava aberta e eu informei os canais a que tenho acesso (Casas de Vidro na Devir, RedeRPG, Spell e a lista de blogs nacional).

No dia seguinte, sexta-feira, tivemos inacreditáveis 387 votos e comecei a notar um empate técnico se formando. Os comentários já beiravam a primeira centena e o ritmo não arrefeceu, mas se intensificou no sábado e domingo (algo incomum, porque a maioria dos acessos ocorre durante a semana).

Contudo, o mais surpreendente foi constatar que dezenas de leitores não concordavam com a tradução de ranger para patrulheiro. De fato, grande parte nem sequer sabia que essa discussão vinha ocorrendo desde fevereiro de 2008. Infelizmente, isso comprovou a minha suposição que uma parcela significativa do público não participa do universo da internet, mesmo tendo acesso à ferramenta. Não sei os motivos, nem pretendo discuti-los agora.

Por outro lado, no próprio domingo, me chamaram a atenção de que a votação poderia estar sendo fraudada. Usando os programas que citei acima, tentei descobrir o que estava acontecendo. Percebi que pelo menos dois leitores, sempre que o Senhor da Guerra assumia alguma vantagem, votavam diversas vezes no Militarista, parando quando a diferença estava em cerca de 10 votos a favor do último. As mudanças de IP são registradas pelo Wassup, assim como o navegador e o sistema operacional do usuário.

Certamente, essa atitude começou a me irritar. Entre segunda e quarta-feira, a resposta dos apoiadores do Senhor da Guerra veio em peso e a quantidade de votos praticamente duplicou. Passei muitas horas analisando os votos e acabei perdendo a paciência. Inclusive, quero me desculpar com o Guca0 pelo comentário ácido e inadequado que acabei dirigindo a ele. Desculpe, Guca. Falha minha.

A maior surpresa dessa análise era que, embora os “ubber-votantes” ainda estivessem tentando burlar o resultado, eles operavam de forma similar: colocavam entre 8 e 17 votos no seu escolhido e paravam. Em questão de horas, alguém do lado oposto fazia o mesmo. Diferenças brutais, algumas chegando a 40 votos de vantagem, começaram a surgir. Eu esperava que a tendência se mantivesse e os votos que realmente fizessem diferença seriam os dos participantes honestos.

Tive o trabalho e a paciência de excluir os votos mais díspares e posso afirmar que o resultado dos primeiros dias acabou se refletindo no resultado final da enquete, que atingiu 1215 votos, destes cerca de 800 considerados “válidos” na minha análise. O termo senhor da guerra venceu por uma margem pequena.

Mas o que isso demonstra, na minha opinião?

Primeiro, que nem todos os participantes são maduros o suficiente para deixar sua opinião ser vencida e trapaceiam quando isso ocorre. Segundo, que existe a mesma proporção desses indivíduos de um lado e de outro, praticamente se anulando.

Terceiro, que a parcela mais “militarizada” da comunidade virtual (em especial os membros da Spell) têm acesso e boa vontade para propagar suas opiniões e congregar os outros jogadores que têm idéias semelhantes; ou seja, eles são membros ativos do mercado e são formadores de opinião, mesmo que sejam tratados como um grupo de críticos irascíveis por uns e outros. Da minha parte, eu os respeito bastante (e eles já sabem disso). Mas também respeito a opinião dos demais, menos “engajados”.

Quarto, que uma parcela importante da comunidade não se envolve nas discussões, não se informa sobre o que já aconteceu — houve pessoas sugerindo Caudilho, aqui e no orkut, justamente o termo que gerou todo o descontentamento com essa tradução, outras absolutamente indignadas com a tradução de ranger, assunto discutido à exaustão em diversos canais. Muitas não conhecem as iniciativas que eu venho tomando nos últimos meses e, mesmo quando está envolvida, nem sempre tem o estado de espírito de compreender que sua opinião foi vencida, seja lá quais foram os motivos. Os comentários do Anael e do Seu Madruga relacionados a isso certamente me entristeceram e me abalaram.
Quinto, que não importa a decisão que eu tomar, uma parte do público ficará insatisfeita. Eu aceito isso. Se eu definir um termo arbitrariamente, serei acusado de discordar dos leitores; se eu lhes der a chance de escolher, a parte “perdedora” me acusará de usar amostras corrompidas de uma “panela” ou ignorar argumentos coesos que não deveriam ser desconsiderados.

Finalmente, que esta enquete serviu para demonstrar ao público a dificuldade que existe em alguns termos. Em diversos comentários, chegou-se à conclusão que se deveria aceitar a tradução escolhida pelo editor, mesmo porque cada jogador utilizará o nome que mais lhe agradar. Eu não sugeri isso — vocês mesmos disseram. Isso não significa que o tradutor possa fazer o que desejar, em especial se o público discordar.

A pesquisa valeu a pena. Mostrou alguns detalhes do público, confirmou algumas suspeitas que eu tinha mas, acima de tudo, provou que é possível envolver os jogadores e obter um resultado proveitoso.

Àqueles que participaram, meus agradecimentos. Para quem preferia o militarista ou o estrategista, não desanimem — suas opiniões foram ouvidas. Para quem escolheu o senhor da guerra, a despeito dos motivos, espero que estejam satisfeitos.

Como disse no início, eu “lavei minhas mãos e deixei o povo julgar”. Esse foi o resultado. Considero cumprida minha promessa de envolver cada vez mais o público.

Agora vou recuperar o tempo gasto.

46 Comentários

Woodstock

11 de dezembro de 2008

Aplausos à iniciativa e concordo com a indignação com a falta de maturidade de parte do público, que poderia prejudicar a imensa maioria dos leitores, que tentam sempre ajudar. Na verdade, com todo respeito ao seu trabalho, d3, e ao dos tradutores, é muita falta do que fazer ficar adulterando resultado de uma enquete sobre tradução de um termo num livro de RPG.

Resolvida essa questão eu deixarei para oportunidades ao vivo para te pentelhar e reclamar das traduções, porque sei que você adora quando fazem isso!!! Vive dizendo que eu reclamo, apesar de eu nunca ter feito! Até hoje responsabilizo exclusivamente o preço cobrado pelo produto nacional! Não fosse ele eu teria comprado meu DMG em português! E nem vem, não foi na Amazon!!! Comprei numa livraria, em SP, com o importado uns 2 reais mais barato que o nacional!!!

Daniel

11 de dezembro de 2008

Parabéns, D3, essa iniciativa foi fantástica, e espero que ela se repita bastante. =D Agora é esperar chegarem os livros e comprá-los.

Agora a safadeza: Aeeeeeeeee, ficou Senhor da Guerra! XD

Nibelung

11 de dezembro de 2008

D3, com o termo confirmado, só uma pergunta com relação ao livro: ele vai vir com todas as erratas atuais embutidas? A última foi a que alterou toda a mecânica do Stealth, e é a que mais me preocupa, porque mudaram TODA a descrição da perícia.

E sinceramente, eu achei que só teriam cerca de 500 votos válidos. Votou mais gente do que eu pensei. Agora é engolir esse Senhor da Guerra quando os novatos vierem tirar dúvidas.

Seu_Madrüga

11 de dezembro de 2008

Bom, votos em excesso ou não, militarista ou senhor da guerra, a enquete com três elementos mostrou que não importaria quem vencesse: não teria maioria absoluta. Seja o meu lado ou o outro.

Triste é ver que houve mesmo a adulteração, a despeito da discussão e do nível de respeito que se tentou manter nos fóruns e mesmo por aqui.

Do meu lado, mantenho minha opinião, mas com certas reservas: defendi a Devir mais de uma vez no fórum da Spell, principalmente falando sobre essa coisa de ouvir argumentos. As reservas vêm do triste fato de dois dos meus comentários terem sido apagados, SEM o conhecimento do próprio D3. Isso mostra certa desorganização da equipe e uma tendência de se julgar antes de se pensar.

Ainda pensando que os dois ditos comentários tinham certo conteúdo e argumentos, isso me entristece um pouco mais.

A enquete serviu para outro propósito: demonstrar que democracia não dá certo. Aposto um braço que metade dos votantes DE VERDADE nem comprar o livro vão; seja de que lado forem. Muitos votos e opiniões descabidas só tumultuaram o que em teoria era uma bela iniciativa, mas é melhor que vocês simplesmente ouçam argumentos nas “casas de vidro” e tomem a decisão sozinhos. Os comentadores contraditórios (sobre a questão ranger/patrulheiro) só reforçam mais ainda essa opinião. No fim, se o termo desagrada a alguns, só se culpa a editora por uma escolha; agora, acho que os ânimos pioraram, e podemos culpar uma eleição malfeita e os indivíduos envolvidos.

Esse tipo de democracia gera mais insatisfação e rusgas do que realmente mostra o poder do indivíduo.

Reiterando: entendo, aprecio e defendo sua iniciativa. A condução é que deixou a desejar; nada que não melhore nas oportunidades vindouras. Não quero dizer que fui “vítima” da “censura” de comentários, mas isso me desagradou sobremaneira; não tenho mais ânimo de escrever nada por aqui e espero que pelo menos ESTE comentário passe pelo crivo feroz da equipe D3 System.

Angelo

11 de dezembro de 2008

Graaande D3! Vc ganhou um fã…. huahuahua. Sucesso pra vc e vida longa ao Senhor da Guerra (mesmo eu tendo votado em Militarista). Gde abs a todos!

Pyros

11 de dezembro de 2008

Maravilha!!!
Alguma previsão de quando sai o LdJ?

danskcarvalho

11 de dezembro de 2008

Confesso que preferia Estrategista à qualquer outra coisa… Infelizmente venceu Senhor da Guerra. Paciência. Não vou morrer por causa disso. Só que como o Nibelung bem lembrou… não vou querer minha namorada interpretando uma Senhora da Guerra! hauhauhauahauhauaha

hackbarth

11 de dezembro de 2008

Parabéns, se uma coisa essa enquete mostrou é que a Devir está com as portas abertas para ouvir seu público. Foi com certez a melhor atitude a ser tomada, com as regras claras, explicadas e a preocupação com a legitimidade dos resultados mostra que o D3 náo simplesmente ‘lavou suas mão’ do problema como ele disse.

Eu mesmo votei, apesar de não ser o público do livro, já que jogo GURPS e meus problemas com a Devir são outros. Mas a atuação da casa de vidro está recuperando a Devir nos meus olhos.

Ganham com isso os jogadores, que tiveram uma tradução muito mais cuidada e sintonizada com suas opiniões. E a Devir, que mostrou que não é aquela entidade alienada que tantos críticos gostam de pintar nos fórums e outros lugares de discussão.

Espero que a Devir continue com essa melhoria da qualidade do seu trabalho, trazendo mais jogadores para o nosso hobby e que eventualmente seja possível editar novamente meu sistema preferido aqui no Brasil.

Bruno (Reizel) Aquino

11 de dezembro de 2008

Salve D3, eu participei meio que de longe, mas naum pude deixar de ler os comentarios e logico de votar. Não importa agora quem preferia o que, foi resolvido democraticamente apesar da falta de maturidade de alguns, mas de qualquer forma fico feliz pela sua iniciativa.

Nota: realmente você tem razão desde a 1ª vez que falou na casa de vidro sobre muitos do seu publico não ser engajado nos foruns e outros meios de informação sobre RPG, se os que tem acesso não sabiam, nem vale a pena tentar imaginar os que não tem.
Bom de qualquer fiquei feliz pela iniciativa, parabéns a você Douglas e a toda equipe do d3system.

D3 => Realmente confirmou a minha alegação. Muita gente nem sabia sobre a discussão do ranger! Isso realmente deve alterar alguns paradigmas por aí.

valberto

11 de dezembro de 2008

O senhor da guerra ganhou, eba! E eu nem vou comprar o livro… por que é que estou comemorando? Raios!

D3 => Rá! Adorei!

rsemente

11 de dezembro de 2008

prabêns pela enquete, pela esforço herculeo de controlar os trapaceiros, e por todas as iniciativas de contato com o publico :)
E que venha as Damas da Guerra!

Como é em inglês? War Laids? War Maidens? Prefiro Iron Maidens – Damas de Ferro, Essa ganha faicl em qualquer enquete!!!

murillo_tnk

11 de dezembro de 2008

Primeiro: “Senhor da Guerra, Uhuuuull!!” – Dancinha da Vitória…

Segundo: Realmente é lamentável essa questão da adulteração dos votos. Mas se vc está lembrado D3, eu publiquei na Casa de Vidro da REDE os resultados de uma enquete que eu havia feito no orkut, e o resultado foi Senhor da Guerra também (com 71% dos votos). Então, acho que a MAIORIA dos jogadores de D&D brasileiros prefere esse termo. Assim como a maioria também prefere que Ranger não seja traduzido, mas que infelizmente não serão ouvidos nessa primeira impressão do livro.

d3 => Bom, murilo, essa enquete foi oficial e amplamente divulgada, inclusive no Orkut. Sou levado a crer que os votantes da sua enquete participaram desta. E a amostragem (cerca de 800 usuários) foi bem maior, além de ser mais visível. Infelizmente, não traduzir os nomes das classes básicas não é uma opção.

Mestre Emilson

11 de dezembro de 2008

Eu não cheguei a votar, mas acho que esse é um bom nome. Assim como as outras duas opções.

Gostaria de perguntar sobre os boatos de que o livro sai no natal, mas agora aumentou a duvida: se o nome de uma das classes foi escolhida somente agora, como é possivel que esteja a venda em 13 dia? Desculpe minha ignorancia sobre o assunto.

Apesar de tudo parabens pela iniciativa, pelo trabalho e pelo blog.

Abraçoes e até a próxima!

Vinicius Lunguinho

12 de dezembro de 2008

Gostaria de parabenizar o D3 e sua equipe pela ótima iniciativa. Sou jogador de D&D 4ª edição, vou comprar os livros traduzidos para começar a mestrar também e fiquei bastante satisfeito ao saber que opiniões como a minha estão sendo levadas em consideração pela equipe de tradução do jogo.

Por mais que alguns tenham agido de má fé para tentar fraudar a votação, isso não tira o mérito dessa iniciativa e graças às ferramentas do D3, até que deu pra passar por cima desse problema. Espero que vocês continuem dispostos a ouvir o público dessa forma.

Discordo da opinião do Madruga de que esse tipo de democracia causa mais insatisfação do que deixar tudo a cargo da equipe de tradução. Por mais que a minha opção preferida tenha ficado em último lugar e eu não goste de Senhor da Guerra, é mais fácil me conformar com essa escolha sabendo que isso é fruto da vontade da maior parte dos jogadores.

No mais, espero que os livros venham errateados, como o Nibelung bem lembrou, e que a freqüência dos lançamentos de RPG da Devir aumente.

CF

12 de dezembro de 2008

/dancinha da vitória

Pena que não vou comprar o livro porque comprei o slipcase com os três na pré-venda do D&D em inglês. Claro, sempre pode acontecer de eu precisar aposentar os livros devido ao uso (nem acabou o ano e meu grupo está caminhando para o terceiro jogo de D&D, e se o primeiro não tivesse acabado seriam os três rolando simultaneamente).

Mas ao menos me fica a sensação de dever cumprido, já que prevaleceu o termo que eu acho mais equivalente ao original (opinião baseada em quase todos os comentários à respeito do termo “Senhor da Guerra” serem os mesmos que os fãs gringos fizeram do “Warlord”). Quem ganha são os novos jogadores.

O único lado ruim é que vai ser um saco layoutar “Senhor da Guerra” em novos poderes e quaisquer outras invenções para D&D 4E que envolvam a classe.

Nibelung

12 de dezembro de 2008

“Como é em inglês? War Laids? War Maidens?”

É Warlord mesmo. No livro, nas descrições das raças, há três exemplos de cada classe pra cada raça. Nos eladrins e tieflings, há uma personagem Warlord feminina. Não mudaram absolutamente nada no nome da classe pra elas.

Mas português tem flexão de gênero como padrão, ao contrário do inglês. Então, agora ature as suas senhoras da guerra.

Shin

12 de dezembro de 2008

Olá

D3 parabens… me deixa muito triste saber que houve GRANDE adulteração… e o é como foi dito: “basta um fazer caquinhas… e todos perdemos”

Isso é verdade.

Mas fico feliz que tenha maneiras e formas de saber exatamente o que é vencedor e o que é perdedos.

Abraços e sucesso!
PS.: Irei comprar minha cópia do livro!

Dani Toste

12 de dezembro de 2008

Em primeiro lugar: parabéns pela iniciativa de envolver o público no processo de decisão. Essa atitude é louvavel e, ao meu ver, muito importante.

Traduções nunca são faceis, eu ODEIO fazê-las, porque sempre acabamos barrando em palavras ou expressões que não tem o mesmo impacto numa lingua do que tinham na original, sejam pela maneira que é usada, pela cultura, etc.

Acho que vc está absolutamente certo: não importa o que vc faça, alguém vai discordar, alguém vai achar que vc pisou na bola, alguém vai achar que você errou. Já que vai ser assim mesmo, acho que essa solução democratica foi a melhor que vc podia tomar.

Nem vale a pena falar dos adulteradores de votos, esses sim não tem nada que criticar, já que acham certo (justo?) impor a vontade da minoria sobre a maioria só para terem razão.

Mas sabe o que eu acho que será mais ironico? provavelmente os que discutiram o assunto com mais enfase são os que vão continuar usando a palavra a em inglês, que vão continuar chamando o Ranger de Ranger e o Warlord de Warlord, não importa a tradução.

Acho que a verdadeira importância aqui é pensar nas pessoas que não sabem nada de inglês e dependem da tradução para jogar, que eu acredito que não correspondam àquelas que fazem absoluta questão de uma ou outra tradução.

Alias, acima de tudo, acho que a tradução vai fazer diferença principalmente para os novos jogadores, que não estão acostumados com o “Ranger” e “Warlord” há anos e devem incorporar de verdade a tradução que for escolhida.

Daí o que nós temos que perguntar não é quão estranho será para nós, chamar o Ranger de Patrulheiro, nós provavelmente o chamaremos de Ranger. Mas quando um jogador novo pegar o livro na mão e ler o título da classe, quanto ela representará a idéia daquela classe para fazer com que um cara que tenha a idéia daquele estilo de personagem na cabeça queira ler aquela classe até o fim.

Dito isso, minha opinião (que não importa mais, mas tudo bem): Acho Senhor da Guerra uma boa tradução, acho-a melhor que Militarista, mas toda vez que digo “Senhor da Guerra” na minha cabeça começa a tocar a musiquinha do Legião Urbana ^_^.

Fabio Moron

12 de dezembro de 2008

Primeiramente, sobre a “fraude”: Fazer o que, tudo está propenso a ser fraudado, pq não nosso querido rpg. :D

Zoeira, é chato ver uma coisa dessas, mas acho que a votação foi uma ótima ideia da D3 e tá mais do que justo…

Agora, me juntando ao Murillo e ao CF…

Dancinha da vitória :D

Teruo

12 de dezembro de 2008

Aeeee!!!

Agora lança lobo esse livro!!!!!

Mirallatos

12 de dezembro de 2008

Saudações!

Olha, que me perdoem os mais sensíveis, mas essa eleição não se diferencia muito do que vemos nas urnas do Brasil: voto deslumbrado, ignorante, irresponsável ou corrompido. A regra não se aplica a todos obviamente, mas me entristece saber que até numa enquete de RPG há fraude.

Por outro lado, uma iniciativa visando melhorias e concordâncias são válidas. É muito bom saber que a Devir caminha de acordo com os novos tempos e entende que a internet é uma poderosa ferramenta de diálogo com o público consumidor.

E quanto ao resultado da votação, darei uma de mau perdedor: quando jogar o D&D4, continuarei me referindo à classe simplesmente como Warlord ou Militarista.

rsemente

12 de dezembro de 2008

Valeu Nibelung! Mesmo em ingles deve ficar um pouco extranho não? Mas é simples, já que vão senhoir da guerra ganhou e ocupará mais espaço, poderia colocar em alguma descrição.

Quem sabe em um postit na capa do livro dizendo: warlord foi traduzido como senhor da guerra, mas se não gostar podes utilizar comandante, estrategista, militarista ou quaquer outro termo que achar adequado.

Valeu!

Rey Jr

12 de dezembro de 2008

Também tenho meus dois centavos.

1 – Muitas pessoas votaram no Militarista para o SDG não vencer. Muitas pessoas votaram no SDG pro Militarista não vencer. Muitos gostariam de ter visto mais opções de nomes mas eles são tão dificeis de encontrar, a lingua portuguesa não tem uma aglutinação de palavras tão fácil quanto o ingles.

2 – O nome senhor da guerra tem problemas? Sim. Não há como negar isto. Ocorre que este problema vem da raiz, do nome em ingles original. O nome Warlord indica por si só um conceito masculinizado. Até no exemplo do PHB ficou estranho uma mulher WarLord. O termo já nasceu com problema de “pomposidade” não há nada que a lingua portugues possa fazer se quiser se manter fiel ao termo original. Claro que se não quiser se manter fiel, muda-se e adapta-se (como aconteceu com o Fighter / Guerreiro), mas a votaçõa mostrou que a maioria não quer esta “adaptação”. E eu aposto que se o termo Fighter entrar em enquete é bem capaz da tradução Lutador ou Combatente vencer.
Alegaram que é estranho ver alguem dizendo que “ia treinar pra ser um Senhor da Guerra”. Mas é preciso observar que certas classes no D&D são instintivas outras não. Ninguém treina para ser um Bárbaro. Provavelmente não há uma escola de Patrulheiros. São classes instintivas, muitas vezes inatas. Assim como a Liderança do SDG é inata. Diferente do que ocorre com o Mago, que estuda exaustivamente para isto, ou do Paladino que entra para uma ordem. Esses conceitos de classe são intrinsicas ao D&D desde sempre. Então, o personagem não precisa ir para uma escola militar pra se tornar um SDG, ele pode ser um líder nato de sua aldeia e mesmo assim ser um SDG.
É um exercicio de imaginação em que TODOS os termos podem ficar estranhos dependendo do contexto em que forem encaixado. Afinal, porque aquele rapaz que sempre foi o lider daquela remota aldeia e que organizava as defesas do povoado contra os goblins deveria ser chamado de Militarista. Ele milita no que? Explique aos novatos que o seu Militar não é do exercito…
Da mesma forma como o SDG fica deslocado em situações diversas que puderem imaginar.
Eu creio que o termo SDG cumpre seu papel de dizer logo de cara que o personagem é um mestre na arte tática e de comandar pessoas, mesmo que seja um aldeão que luta com uma foice.

Pocb

12 de dezembro de 2008

“Discordo da opinião do Madruga de que esse tipo de democracia causa mais insatisfação do que deixar tudo a cargo da equipe de tradução. Por mais que a minha opção preferida tenha ficado em último lugar e eu não goste de Senhor da Guerra, é mais fácil me conformar com essa escolha sabendo que isso é fruto da vontade da maior parte dos jogadores.”

Faço minhas as palavras do Vinicius.

Daniel

12 de dezembro de 2008

Dancinha da vitória também!

E o massa é que eu tô rindo muito de quem tá fazendo mimimi e dizendo que a votação ‘deixou a desejar’.

Rey, eu NEGO. =D. Acho Senhor da Guerra uma ótima opção, não vou morrer por causa da Senhora da Guerra, vou achar melhor ainda a Dama da Guerra e não vou ter problema algum quando layoutar cartinhas de poderes pro meu futuro jogo da 4E em portugas e pro Pensotopia.

Abrazzos!

Max

12 de dezembro de 2008

Fico feliz pela vitória do senhro da guerra!Agora quando eu for comprar os livros da 4ed(lá pelo ano que vem)eu nem vou mais lembrar dessa enquete!

Paulo_Segundo

12 de dezembro de 2008

Bem, depois de tanta discussão por causa da votação do nome da classe, eu resolvi dar uma melhor olhada na classe, e acabei construindo um PJ Warlord só pra ver como ficava.

Ficou muito bom, e eu usei o D&D Character Builder, que está disponível gratuitamente pra download no site da wizards, em sua versão beta.

Links:
http://www.ambrosia.com.br/2008/12/11/dd-character-builder-beta-liberado-pra-galera/
http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/insider/characterbuilder

Dica, vale a pena baixar primeiro o .net framework 3.5 SP1 direto do site da microsoft para evitar problemas na instalação do Builder, tem um link na própria página do builder pra ele.

Douglas Baiense

12 de dezembro de 2008

Para mim tanto senhor da guerra quanto militarista eram bons nomes, uma vez que o nome da classe já veio avacalhado do inglês… :s
Sobre o feminino, é Dama da Guerra sem dúvidas! (na minha mesa)

Bruno MaCOD

12 de dezembro de 2008

Bom, D3, eu confesso que não me sentiria “magoado” se a decisão fosse meramente da equipe de tradução. mas é uma iniciativa válida essa de abrir para o público certas decisões.

A questão do ranger na minha opinião são águas passadas. Patrulheiro é perfeito e ponto final.

Confesso que militarista sempre foi a melhor opção ao meu ver. Inclusive é esse o nome que uso em minha mesa e todos aceitaram com louvor. Senhor da guerra me parece pomposo demais para um pobre personagem no início do seu heroic tier, mas enfim.

Alerto para o martial power, onde aparece a opção War Master para o agora Senhor da Guerra. Por favor, não coloquem Mestre da Guerra pois isso vai ficar sinônimo a Senhor da Guerra.

É isso. Boa sorte com a tradução e espero ver logo esses bons livros. Comprei os meus em inglês, mas meus jogadores estão loucos pelos da Devir.

Luminus

12 de dezembro de 2008

Gostei demais da iniciativa, e nem tanto do resultado… mas não se pode ganhar todas!

Próximo passo da Devir? Fazer um cadastro nacional de jogadores de RPG (para todos os sistemas!). Assim, sempre que houver a possibilidade de maior interação (enquete sobre quais livros traduzir, organização de eventos, promoções, etc), a da Devir receberá dados mais confiáveis, mesmo que menos numerosos.

Abraços, muito obrigado a todos e todas, espero a próxima enquete e a tradução do livro… eu comprei o conjunto em inglês, vendi porque achei o livro do jogador uma melda, mas depois dessa… depois dessa, o mínimo que eu posso fazer é comprar o Livro do Jogador traduzido :)

Plagiando um amigo, ROLEM VINTE!!!

E.

edy - urina de dragão

12 de dezembro de 2008

Acho que vou fazer uma Dama da Guerra como minha próxima personagem!

Militarista me lembra PM.. neste caso, seria melhor usar este nome na classe quase de prestigio do Phil, hehe (http://dadoslimpos.criandorpg.com/classe-quasepretigio-pm/)

Mas no fim das contas, ninguém vai deixar de jogar com o Warlord Brasileiro por causa de um nome, né não Rey?

Gutto Fable

12 de dezembro de 2008

Putz… Senhor da Guerra é foda… tradução literal é foda… roubar na votação é foda…

esse site é foda, as “coisas de rpg” são foda, tudo aki é foda…

Kirano

12 de dezembro de 2008

Votei, não comentei e por falta de tempo não li todos os comentarios de la (nem devo ler). Acompanhei pouco mais de 1 dia de comentarios.
Ja imaginava que as coisas iriam apimentar e que pessoas burlariam a votação. Votações mais simples como “O que voce mais gosta” é o que gera mais “mal perdedores”. Infelizmente a unica maneira de se fazer isso parar é com algo cadastrado, e com cadastro restrito. Diminui o numero de burladores, mas não irá acabar com eles… Infelizmente sempre haverá imaturos.
Fico feliz pelo senhor da guerra, foi o qual eu votei. E só iterando, tal iniciativa fará com que os perdedores falem mais mal ainda. Pois terão a derrota na mente e o termo perdido no livro (se isso acontecer).

Abraços a equipe.
Kirano

Jean da Silva "JexDragon"

12 de dezembro de 2008

Eu também discordo do Seu Madruga que isso somente sofre indignação, pois somente acontecerá isso caso os votadores somente ficarem avacalhando (como foi o caso dos adulteradores), se o pessoal que adulterou tivesse mais conciência, educação e respeito, seria uma excelente votação, como eu achei que fosse. Se desse Militarista ou o diabo a quatro, paciência, se eu não falar como ta no livro e um outro pj falar, no problem!

Sobre o tamanho do nome, eu e meus jogadores ja layoutamos (assassinei o portuga! xD) os poderes com o nome e não ficou ruim ^^. E uma coisa, isso será assim para qualquer classe problemática, pare para pensar, se estavam reclamando do nome composto, não esqueçamos que as paragon paths também possuem nomes grandinhos, principalmente no Martial Power…

Eu concordo com a opinião de um amigo ae (ou amiga, sei lá não lembro agora, desculpe) que disse que temos de pensar também nos novatos, e usando o bom senso, um novato vai ler militarista e pensar em soldado, assim como lerá patrulheiro e pensar em pm xD (não estou reclamando do nome, eu traduziria desta forma pq é a forma correta, Ranger é Patrulheiro), então o melhor é colocar algo que ja lembre o que a classe quer dizer. O feminino ficou ruim ou não? analize e pense que isso é uma classe, dentro de regras concerteza meu grupo falará Ela é classe Senhor da Guerra, mas em jogo é bem provável a chamarem de Líder ou algo similar.

Adorei a iniciativa e espero bom natal pro ceis, que venham mais livros de D&D4!

Mirallatos

12 de dezembro de 2008

“(…) temos de pensar também nos novatos, e usando o bom senso, um novato vai ler militarista e pensar em soldado (…)”

Mas esse é um dos problemas: jogador iniciante se deslumbra fácilmente. Imagine quando ele abrir o livro e ver uma classe com o rompante “Senhor da Guerra”!

“Eba, esse aqui deve ownar”… =D

Opa, me lembrei do monge agora.

Duncan Salazar

13 de dezembro de 2008

hehehe, eu odeio ser o cara que encontra o mal em tudo, mas eu realmente havia “sentido um distúrbio na Força” ou sei lá. Einstein dizia que ” se alguém consegue imaginar, alguém com certeza consegue fazê-lo” e por isso comentei.

Taí. Warlord e Warlady a caminho. Hoje em dia a americanada não quer fazer distinção entre Lord e Lady por causa do politicamente correto, MAS se isso fosse realmente verdade, o termo seria warPERSON, como tantos outros foram mudados (Businessperson, Police Officer que era Policeman e woman e por aí vai).

Long Live the Lords of War.
E tenho dizido!

Fernando Fenrir

14 de dezembro de 2008

Muito bom! Parabéns pela iniciativa e pelas explicações… Infelizmente temos sempre desses problemas – tanto a nivel de mesa, quanto global – mas temos que nos manter unidos! vlw

Gilson

14 de dezembro de 2008

Se a descrição da classe estivesse na pesquisa teria sido eficaz.

Gilson

Diego Araujo

14 de dezembro de 2008

termos do inglês no portugue, nunca matou ninguem

Isso não deixará o jogo menos acessivel

O que vocês acham de
E-mail
Site
Web
Internet
Hamburger
Chesse Burger
Chat
Blog
RPG ====== Este é o pior
Dungeos & dragons ====== Mais um
Milk Shake
Beholder ======= mais um tambem

Entre tantos outros?

Por que insistir no Ranger?
Eu li e reli a casa de vidro e não vi bulhufas de discussão nenhuma

Se tivessemos uma opção Fica Warlord mesmo

Concerteza seria a campeã!

CF

14 de dezembro de 2008

Bom. Não há como saber, não é mesmo?

E sobre a não-tradução, isso acontece justamente quando os termos não são traduzidos (capitão óbvio salva o dia de novo, hehehe). O trabalho do tradutor é trazer os conceitos de um texto para uma segunda língua. Se um termo em inglês já foi recepcionado, beleza. Mas não cabe a ele (e vai contra o intuito de qualquer tradução) decidir não-traduzir um termo e torcer para que as pessoas o compreendam.

É por falhar assim que existem aberrações como “Outdoor” (que é billboard em inglês) ou “à lá vontê” (termo completamente inexistente no francês).

Gilson

14 de dezembro de 2008

Só um acréscimo: é estranho, mas eles usam ‘outdoor’ e ‘billboard’ para essa mídia. Porém o sinônimo maior é ‘billboard’ mesmo. Eu fiquei umas duas semanas pesquisando isso para um projeto comercial, além de ser publicitário também.

Gilson

CF

15 de dezembro de 2008

É. Descobri isso quando estava fazendo uma pesquisa para um trabalho de planejamento de mídia e queria comparar alguns resultados com o mercado gringo.

Guzzon

16 de dezembro de 2008

Senhor da Guerra… para mim esta ótimo, é a tradução mais próxima possível do termo original e me agrada muito, alem de ser a minha opção na votação.

É impossível comentar todos os comnetários já feitos (??), mas acho que valem alguns pontos.

A votação foi válida, como idéia e como resultado, considerar que é um exemplo de ‘mau uso da democracia’ é um erro… achar que quem votou não irá comprar o livro é uma suposição… eu votei e comprarei o traduzido.

Patrulheiro, a discussão esta na casa de vidro, foi longa e cansativa, eu mesmo participei. Acreditem, ela ocorreu.

Não traduzir. Neste caso temos dois pontos, 1) O D3 deixou claro que a tradução irá ocorrer, então falar para não traduzir é perda de tempo, não se pode discutir uma decisão empresárial, é o mesmo que falar para a a coca não mudar a embalagem só pq eu gosta mais da antiga…
2) Quem compra traduzido é pq prefere ler em português, por gosto ou pq não entende o inglês… e vc mantem um monte de coisa em inglês, me desculpem, mas para mim, livro traduzido é traduzido e não meio traduzido, posso parecer radical, mas um livro que busca atingir qualquer pessoa com 12 anos ou mais tem que estar escrito em português claro e com todos os termos comuns para um iniciante.

Luminus

16 de dezembro de 2008

Tá, ok… fim da peleja… agora, vamos à verdadeira questão: qual será a tradução de WARCHIEF?

E.

Smaug

16 de dezembro de 2008

Pelo andar da carruagem: Chefe de Guerra! Hau!

Luminus

17 de dezembro de 2008

… quer dizer que o camarada poderá demitir a guerra, colocá-la de aviso prévio… e se a guerra durar 100 anos, ela passará a poder encostar no INSS? Aposentadoria por idade?

Chefe de Guerra ou Chefe da Guerra… sei não… eu preferiria Caudilho!!!

E.

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