Shadowrun Brasil — Parte III
Postado no dia 25 de março de 2008 por D3 em Shadowrun
O ALVORECER DA MAGIA
Embora a humanidade estivesse sofrendo mais uma crise devastadora, a ciência e a tecnologia continuavam a progredir. Em 2024, começou a ser comercializada a primeira unidade de entretenimento de sensorama (um tipo de videocassete sensorial). A unidade oferecia impressões sensorias tão rudimentares que o usuário tinha total consciência de que a experiência era uma simulação.
Em 2025, a magia finalmente foi aceita mundialmente como ciência. O MEC concedeu-lhe reconhecimento acadêmico estabelecendo o primeiro curso facultativo de estudos ocultos na Universidade de São Paulo. Em dois anos, programas de magia técnica e instalações de pesquisa em magia foram estabelecidos no MIT & M — Instituto de Tecnologia e Magia de Massachusets — e nas Universidades de São Paulo e Campinas.
Enquanto o estudo de magia representava uma entrada para o reino astral, pesquisas secretas e conjuntas de vários governos exploravam outro mundo misterioso: o eletrônico. Em 2026, os primeiros viajantes do ciberespaço davam passos mancos naquilo que hoje conhecemos como a Matriz. O primeiro ciberterminal foi uma câmara de isolamento do tamanho de uma sala, munida de conectores com contatos múltiplos e diversos sistemas de apoio para o operador. A instalação foi projetada para uso da inteligência militar. Os primeiros voluntários enlouqueceram.
Em 2027 a ciência buscava outro avanço, desta vez na parte do mundo banhada pelo sol. Depois de anos de perseguição ao sonho da energia gerada pela fusão fria, a primeira usina de força entrou em operação. Embora o sonho de pequenos geradores ainda não tivesse sido alcançado, a pesquisa conduziu a conquistas que possibilitaram a criação de usinas de grande porte no exterior.
A outra conquista desse ano foi o refinamento dos neuroterminais. Quando os sistemas de computação tornaram-se incrivelmente complexos no final do século XX, muitos programas substituíram as longas séries de comandos por desenhos simples, ou ícones, que simbolizavam comandos específicos ou programas. O usuário indicava o ícone desejado, e o computador faria aquilo que o desenho significava. No final da década de 1990, um usuário típico estava lidando com tantos milhares de ícones que os sistemas de processamento de dados ruíam sob o peso da própria complexidade.
Em 2029, a Sony Cybersystems, a Fuchi Industrial Electronics e a RCA-Unisys tinham todas desenvolvido protótipos de ciberterminais que permitiam ao usuário interfacear com a rede mundial de dados através de seu sistema nervoso, que traduzia os dados e transmitia os comandos. Ao invés de digitar comandos ou clicar ícones, as operações eram realizadas — literalmente — à velocidade do pensamento. Esses primeiros ciberterminais eram grandes, requerendo que o usuário estivesse num tanque de isolamento sensorial. O objetivo da pesquisa, patrocinado por várias agências de espionagem, era possibilitar a invasão de sistemas de dados por esquadrões de choque de “super piratas de dados”.
Nos EUA, a CIA, a NASA e a IRS juntaram suas forças para explorar essa técnica. Sob o nome código de Echo Mirage, recrutaram e treinaram uma equipe de cibercomandos. Esbarrando em dificuldades como equipamentos defeituosos e psicoses induzidas pelos sinais sensoriais gerados pelos ciberterminais primitivos, a Echo Mirage estava avançando na direção de uma tecnologia exeqüível quando ocorreu o desastre internacional.
O NOVO CRAQUE DE 29
Em 8 de fevereiro de 2029, os sistemas de computador do mundo inteiro foram atacados, aparentemente ao acaso, por um vírus de computador de uma força sem precedentes. Os sistemas quebraram, seus dados foram completamente apagados e até mesmo seus hardwares foram danificados pelos efeitos do vírus. À medida que o programa assassino se espalhava, governos caíam. A economia mundial beirava o colapso.
Durante os três primeiros meses do ano, o vírus se espalhou pela rede de dados que mantém o mundo em sintonia. Por ordem da ONU, a Echo Mirage e projetos semelhantes foram acionados para neutralizar o vírus, mas os agentes tiro certo desses programas foram sobrepujados pelas exigências psicológicas do combate psicofisiológico no ciberespaço.
Os mestres da Echo Mirage e do programa Aniquilação da USP reagiram, recrutando os mais brilhantes, ainda que excêntricos e rebeldes, processadores de dados da indústria e universidades. Destes, os melhores foram escolhidos e forçados a um programa de treinamento brutal, realizado pela própria Echo Mirage, totalizando 32 homens e mulheres — dentre eles um brasileiro e um argentino — que terminaram o treinamento com a sanidade intacta.
Entretanto, foi preciso esperar até agosto de 2029 para que a nova equipe, armada com cibertecnologia aperfeiçoada, pudesse montar um ataque coordenado contra o programa matador. Após dezoito minutos de luta contra o vírus, quatro membros da equipe estavam mortos. Quando os arquivos de dados foram analisados, duas coisas ficaram claras: primeiro, o programa vírus podia induzir bio-retroalimentação (biofeedback) letal em humanos acessando a Matriz; segundo, nenhum computador de segurança existente teria condições de nem mesmo retardar uma pessoa usando um ciberterminal.
As empresas envolvidas no esforço ficaram horrorizadas com a facilidade com que a Echo Mirage penetrou em seus sistemas de dados de segurança máxima. Em reação a isso, através de pesquisas secretas, as empresas começaram a desenvolver novos softwares de segurança que poderiam repelir tecnautas usando uma interface com a Matriz. Isso incluiu uma pesquisa para duplicar os efeitos letais gerados pelo vírus. O software resultante foi a primeira geração de guardiões eletrônicos de linhas e operações, ou GELO, como são mundialmente conhecidos.
A Echo Mirage aprendeu técnicas para isolar e conter o vírus. Equipados com novos programas de combate e ciberterminais reforçados, começaram a longa tarefa de expurgar a infecção da Malha. Até o final de 2031, eles tinham eliminado a última concentração conhecida do código vírus.
Esses terminais de segunda geração usavam hardware do tamanho de uma mesa e dispensavam o tanque de isolamento sensorial. Pouco tempo depois da eliminação total do vírus, quatro dos membros sobreviventes da Echo Mirage se retiraram para o setor privado, para o qual foram transmitidos os segredos da nova tecnologia.
Em maio de 2034, a Matrix Systems de Boston, começou a comercializar o primeiro ciberterminal pirata. Seis meses depois, o computador da Matrix Systems foi inutilizado e seus dois funcionários morreram em acidentes sem relação aparente com os fatos.
Da perspectiva do complexo militar-industrial, os danos já haviam sido causados. A tecnologia da Matriz fora liberada. A Fuchi Industrial foi a primeira grande empresa a desistir de combater a invasão de tecnautas quando, em 2036, colocou no mercado seu primeiro ciberteclado de terceira geração, o desktop CDT-1000.
A maioria dos neuroterminais vendida hoje é composta de máquinas licenciadas que injetam uma assinatura exclusiva nos arquivos de qualquer sistema que acessam, registrando dessa forma todas as atividades legais na Matriz. Entretanto, há anos os usuários piratas, ou tecnautas, vêm adquirindo neuroterminais para modificá-los. Os tecnautas suprimem as assinaturas de seus sistemas e acrescentam capacidades que são de pouco uso para operadores honestos de neuroterminais. Assim é o mundo na década de 2060.
Devido ao caos do craque dos computadores, outro evento importante de 2029 passou relativamente desapercebido. Naquele ano, as Nações Nativas da América do Norte declararam que as emergentes raças meta-humanas eram bem-vindas nas terras tribais.
OS SUPERPODERES
O craque dos computadores foi a marcha fúnebre para os dominadores do mundo. Já enfraquecidos pelas catástrofes das três primeiras décadas do século, e fatigados pelas provações do Mundo Despertado, eles ruíram sob a nova crise.
Durante vinte anos, começando em 2030, as pessoas da Europa e da Ásia enfrentaram uma série de conflitos, hoje conhecidos como as Euroguerras. Com seus sistemas de comunicação e vigilância despedaçados, o poder dominante da República Russa se viu diante dos outros membros da Comunidade de Estados Independentes — CEI — exigindo o cumprimento de antigas promessas de independência autêntica.
O conflito foi dificultado e prolongado quando potências da Europa Oriental, como a Alemanha e a Polônia, foram arrastadas para a guerra. Também durante esse período, o Despertar alastrou-se pelas Regiões Baixas da Sibéria Ocidental, a Iakútia (um país xamanista), e todos os outros territórios a oeste das regiões baixas. Como os Estados Unidos e o Canadá, os russos também perderam seus campos para os recém-chegados.
O craque foi um chute no estômago dos EUA. Num país cada vez mais dependente das tecnologias de informação, o vírus foi mais devastador para a economia que o VITAS fora para a população. A situação do Canadá foi ainda pior. Em 2030, o que havia sobrado dos EUA (menos as terras cedidas à NANA) juntou-se ao que havia sobrado do Canadá, incluindo seus principais centros industriais e importantes áreas de recursos naturais. O novo governo foi chamado de União dos Estados Canadenses e Americanos (UNECAM), apesar dos protestos em ambos os lados da fronteira.
Quase quatro anos depois, uma coalizão de dez estados sulistas separou-se da união para formar a Confederação dos Estados Americanos (CAS). A CAS foi instantaneamente reconhecida por Aztlan (anteriormente México), ele mesmo recentemente separado da NANA. Os ânimos se exaltaram, e o medo de uma segunda guerra civil se espalhou. Contudo, a transição foi relativamente organizada. As unidades militares, com suas lealdades divididas, partiram-se e se transferiram para seus países de preferência. Os incidentes violentos foram poucos.
A Europa não teve a mesma sorte. Em 2031, uma desesperada República Russa atropelou a Bielorrúsia e lançou uma invasão da Europa para garantir recursos vitais e industriais. A Rússia e suas forças aliadas depararam-se com uma oposição por parte da Alemanha, Polônia e da OTAN; oposição essa inesperadamente forte, ainda que tenham lutado sem o auxílio de seus belicosos aliados norte americanos, que se afundavam em suas próprias guerras. Numa tentativa de isolacionismo, o congresso dos EUA havia retirado suas tropas da Europa.
Em um ano o conflito europeu chegou a um impasse; o desgaste revelou-se implacável. Embora as perdas em homens e materiais tenham sido altas em ambos os lados, poucos territórios realmente trocaram de donos. Então, no final de 2032, as forças russas, tendo obtido uma dominação precária sobre uma parte significativa da Polônia, renovaram a guerra com um ataque surpresa a Berlim. Suas forças aerotransportadas, que tinham sido cuidadosamente poupadas enquanto as outras repúblicas e seus aliados punham em combate tudo que possuíam, obtiveram inicialmente grandes vitórias. Os aliados perderam o equilíbrio, mas ainda assim conseguiram retardar a ofensiva. A Grã-Bretanha, que antes não se comprometera, entrou no conflito enviando tropas para os Países Baixos, “com o fim de proteger os interesses britânicos”. A escalada da guerra parecia inevitável.
Então, na noite frígida de 23 de janeiro de 2033, os monitores aeroespaciais suecos detectaram várias aeronaves cortando os céus da Europa setentrional; pareciam bombardeiros de combate Nightwraith da Aerospace FA-38 britânica. Num ataque relâmpago, as aeronaves anularam os centros estratégicos de comunicação e comando pertencentes aos dois lados. Com seus planos de ofensiva prejudicados além de qualquer chance de recuperação, os dois lados anunciaram um cessar-fogo no dia seguinte. Nenhuma nação jamais assumiu a responsabilidade do ataque dos Nightwraith.
Embora os combates principais tivessem terminado, as Euroguerras continuaram ainda durante muitos anos, enquanto as fronteiras eram retraçadas e as tropas de ocupação mudavam de posição. A Comunidade Econômica Européia ruiu. A Itália, a França Meridional e a Europa Sudeste estilhaçaram-se em centenas de pequenos estados, retornando à ineficiente política de cidades-estado que um dia fora seu grande mal. Perdida em impotentes sonhos imperialistas, a República Russa continuou a lutar para reconquistar território, mas foi repelida de todos os campos de batalha por Estados vizinhos, pela pressão das empresas e pelo fenômeno do Despertar.
Paralelamente, enquanto os conflitos morriam na Europa, a violência crescia na América do Sul. O governo colombiano, na esperança de retomar os territórios perdidos para os cartéis de droga e guerrilheiros separatistas anos antes, solicitou auxílio à República Cisplatina, numa investida de dois anos que alterou pouco a situação. No calor da guerra declarada, descendentes Incas e Maias do Peru, Equador e das regiões Andinas iniciaram combates que redefiniram as fronteiras daqueles países, fazendo renascer duas civilizações praticamente extintas na forma do Estado Quetzocuatal. Notadamente auxiliadas pelo poderio militar e empresarial de Aztlan, as forças mágicas dos habitantes originais da América do Sul tomaram a costa do Oceano Pacífico, desde o sul do Equador até o norte do Chile.
O Brasil não se envolveu nesses eventos por seus próprios problemas. O Presidente Carlos Manfredini, eleito em 2027 para o mandato até 2031, viu-se pego no caos do craque de 29. Grande parte do capital de investimento futuro mundial encontrava-se no Brasil, que havia conseguido, face a condescendência de seu povo, superar rapidamente os problemas da mutação e do VITAS, num esforço conjunto com a República Democrática Cubana, renomada por seus dois Prêmio Nobel em medicina e genética.
A região paulista de Cubatão e Santos havia sido totalmente arrendada para multinacionais estrangeiras, que — apesar dos protestos ecológicos — prosperavam em detrimento da mata atlântica remanescente. No início de 2029, todas as espécies de plantas e animais únicas daquela região foram declaradas extintas ou em grave risco de extinção.
Os metroplexos de São Paulo e Campinas, num acordo intermunicipal, absorveram a arrecadação e problemas das cidades vizinhas, exemplo seguido de perto por Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Mas os problemas aumentaram de maneira inversamente proporcional à arrecadação. Protestos e movimentos de guerrilha, como o autodenominado Movimento Neo-Tenentista, passaram a surgir como ressonância das calamidades européias, norte e centro-americanas e do próprio conflito Cisplatino-Colombiano.
Após o craque de 2029, a economia nacional ruiu, acompanhando o desastre mundial. A capacidade de arrecadação nacional desmoronou e os pagamentos de aposentados, pensionistas, funcionários públicos e dependentes de auxílios governamentais — como salário desemprego e cestas básicas ao MST — foram paralisados por seis meses. Greves e saques varriam todas as regiões nacionais, com mais intensidade no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Apesar do exército nas ruas, as principais capitais tornaram-se um aglomerado de famintos, humanos e meta-humanos, no limite suportável de uma guerra civil.
Com a entrada de 2030, diversos movimentos paramilitares pipocavam nesses centros urbanos. Os principais deles foram o Movimento Neo-Tenentista 7 de Setembro, que surgiu no interior de São Paulo e depois migrou para o Rio de Janeiro, e uma dissidência do Movimento Armado dos Sem Terra — MAST — liderado pelo filho de Denis Albuquerque, Felipe Albuquerque de Sousa ou Felipe Carcará, um grupo extremista de esquerda que pregava a renovação total do Congresso como sendo o único meio de erradicar a impunidade e o desvio de verbas para obras faraônicas sem fim social, como pontes, viadutos e hidrelétricas, além de poços artesianos em latifúndios particulares no norte e nordeste.
Esse grupo terrorista se autodenominava B.R.A.S.I.L. — Brigada Revolucionária Armada para Solução da Impunidade Legislativa. Seu líder, Felipe Carcará, xamã urbano e estrategista militar, foi responsável pela invasão e assassinato de vários membros das Casas Legislativas de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte até agosto de 2032, quando foi dado como desaparecido. Seu movimento, entretanto, não acabou. Com o auxílio clandestino de pequenas e médias empresas, esmagadas pelo peso dos impostos, o grupo foi responsável pela invasão de quatro bases do exército, inclusive o Paiol de Quitaúna em SP, o que resultou na morte de 78 pessoas, entre eles 43 militares, na Semana da Pátria de 2032.
Visto a reeleição de Manfredini em 2032, esperava-se uma rápida solução por parte do governo federal para essa ameaça, mas ele já protelava uma ação mais enérgica há quase dois anos. Os esforços do presidente, devido às pressões políticas envolvidas, concentraram-se tanto em aniquilar os guerrilheiros da B.R.A.S.I.L. que as verbas disponíveis ao serviço de inteligência brasileiro se tornaram insuficientes na monitoração de outros grupos.
Em outubro de 2032, o MAST e o Grupo 7 de Setembro, numa ação aparentemente conjunta e bem elaborada, tomaram a Usina Nuclear de Angra dos Reis, invadiram mais de duzentas fazendas no Ceará, Pará e Piauí, apossaram-se das Usinas hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Itaipú (PR), unindo um contigente rebelde de quase vinte mil pessoas, com diversas e incongruentes reivindicações: a renúncia do presidente e seus ministros em prol duma Junta Militar de Governo, a desapropriação das fazendas invadidas, libertação de presos políticos dos movimentos guerrilheiros, pagamento de vencimentos atrasados a funcionários públicos e outras exigências pouco relacionadas entre si.
Apesar do movimento coordenado dos grupos, desavenças internas, com guerrilheiros matando-se uns aos outros, acabaram gerando o derretimento nuclear de Angra II e o fuzilamento das quarenta pessoas — por grupamentos do exército paranaense e paraguaio — invasoras na Usina de Itaipú, em 26 de outubro. No entanto, a Usina de Tucuruí não permaneceu intacta. Quando, no dia 31, o exército decidiu invadir a área onde estavam os rebeldes, uma explosão de quatro megatons dizimou as turbinas simultaneamente. Todos num raio de 1,8 quilômetro morreram.
Análises periciais posteriores comprovaram que o explosivo plástico usado, da classe C-VIII, advinha de forças especiais norte americanas. Nunca se soube como os guerrilheiros tiveram acesso a esse e outros equipamentos. A retirada das famílias das fazendas gerou conflitos armados que causaram a morte de duas mil pessoas, segundo dados governamentais.
Outro fato relevante desse ano foi o abaixo assinado iniciado pela FIESP, exigindo autonomia fiscal completa para a região sudeste, gerando uma proposta na Assembléia Legislativa que tramitou até o meio do ano seguinte, sem solução. O acordo firmado entre o Conclave de Meta-humanos de Florianópolis com as empresas mineradoras de carvão e gemas coradas, trouxe benefícios inéditos para o mundo daqueles que sofreram o Kawaru, com escolas de arquitetura, geologia, geografia e engenharia civil exclusivas para Orks, anões e trolls dedicados exclusivamente ao trabalho duro das jazidas minerais de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. A produção de Urânio e terras raras da Região Sul triplicou em seis meses.

































