Pathfinder/D&D 4e: Sistema d20 e o Brasil
Postado no dia 20 de agosto de 2009 por D3 em Artigos, D&D, Sistemas
Depois do lançamento da Pathfinder, que aconteceu na última GenCon, e a divulgação da nova SRD (System Reference Document) pela Paizo, que a rebatizou de Roleplaygame Reference Document [PRD] para diferenciá-la do Sistema d20 original, além da disponibilização do FanSite Policy pela Wizards, gastei algum tempo para analisar como essas mudanças e lançamentos afetarão o mercado nacional.
Pequena Retrospectiva
Quando eu era editor de D&D pela Devir, a tradução e disponibilização gratuita das regras do Sistema d20 não eram uma prioridade editorial. Durante a transição da edição 3.0 para a 3.5, grande parte do material de conversão necessário foi incluso nos próprios livros (como no Monstros de Faerûn e no Níveis Épicos). Além disso, naquela época, a equipe do Dark Sun Brasil já estava se movimentando para traduzir a SRD e as regras básicas de Psiquismo, assim como as adaptações do cenário, um trabalho que foi concluído e divulgado na comunidade, descartando a necessidade de uma tradução oficial.
Naqueles dias, eu conversava com o Fabrício, um dos coordenadores do projeto, e afirmava que a tradução completa do Sistema D20, embora não fosse do meu interesse devido aos custos inerentes (tempo dos tradutores, revisão, diagramação, etc.), era algo muito necessário para o mercado nacional. Eu (sob orientação direta da Devir) colaborei como era possível com a equipe da Dark Sun Brasil, e nunca ofereci qualquer qualquer resistência ao projeto.
Entretanto, sob a perspectiva empresarial e considerando a natureza do público brasileiro, a SRD em português disponível online não acrescentava muito ao mercado. Ela precisaria ser impressa, em papel de gramatura menor, preto e branco e capa mole, com preço final baixo e distribuição nacional (em bancas, de preferência). Mas entre lançar um “livro do jogador” [notem as aspas] mais barato e um suplemento capa-dura oficial da nova edição, era mais vantajoso seguir com o cronograma e lançar os Completos, por exemplo.
Assim, a decisão editorial foi esquecer esse produto (que seria muito similar ao Castle & Crusades, 1st Print) e deixar o espaço para outras editoras e a comunidade — que foi bem aproveitado! Além da tradução da SRD online da darksun.com.br, foram lançados dois produtos básicos para o sistema: Primeira Aventura!!! pela Editora Mantícora e o Manual 4D&T pela Editora JBC. Eu não sei qual foi o desempenho desses produtos, mas suponho que o Primeira Aventura tenha sido bem aceito, devido a quantidade de suplementos que gerou.
Ventos da Mudança
Então, veio o anúncio da 4ª Edição e a nova política da Wizards/Hasbro. Como todos já sabem, você não pode produzir material para as duas edições simultaneamente. As editoras que desejam se unir à nova licença (a GSL) devem abandonar suas linhas da antiga (a OGL).
Para as editoras que só produzem suplementos (aventuras, novos itens), não acredito que faça uma diferença tão brutal. Contudo, para as editoras que geram livros básicos, que alteram muitas regras, que fundamentam cenários inteiros no alicerce do sistema d20, publicando ou mudando as classes e o próprio funcionamento dos sub-sistemas (magia, perícias, combate), a restrição da nova licença é proibitiva. Mas isso já vem sendo discutido há meses pela comunidade.
O que importa a esse artigo são os efeitos sobre o Brasil. Uma vez que a edição 3.5 deixou de ser apoiada pela representante da Wizards no país (por força de contrato, deixemos claro!); que os produtos impressos e básicos do sistema d20 são resumidos (Primeira Aventura) ou adaptados a um perfil de jogo (Manual 4d&t); que o material gratuito online (SRD de Dark Sun) não parece ter o alcance do material impresso e; que o Livro do Jogador 3.5 está esgotado, está na hora de rever minha opinião.
É óbvio que D&D 4ª Edição demonstra força e arrebanha jogadores novos e antigos — ele tem seus méritos como sistema, assim como visa um público mais jovem. Por outro lado, é inegável que uma grande quantidade de jogadores se manterá na edição 3.5 e suas adaptações. A primeira impressão da Pathfinder esgotou no lançamento, o que indica essa tendência.
No Brasil, temos as duas edições ainda coexistindo. As aventuras Pendor das Sombras e Contra Arsenal (para D&D 4e e Tormenta, respectivamente) têm preços e desempenhos similares na d3store. Contudo, não temos mais um tomo de regras básicas para a edição anterior. Isso a enfraquece automaticamente.
Existem algumas soluções para o dilema:
1) a melhor para o público, embora contra-producente para a empresa, seria a reimpressão do Livro do Jogador 3.5 pela Devir. Muito melhor para o lado comercial seria gastar esse esforço (já que o livro precisa de uma errata) produzindo material para a nova edição — que é exatamente o que a empresa está fazendo e de uma forma competente.
2) a segunda melhor seria a aquisição, tradução e publicação do básico da Pathfinder. Claro, por força de contrato, a Devir não pode fazê-lo. E eu não acredito que Jambô esteja disposta a investir dezenas de milhares de dólares num livro licenciado, ainda mais com a possibilidade da próxima opção.
3) [que seria] a criação de um módulo básico nacional, baseado na OGL, com o sistema d20 original ou adaptado. Duas frentes estão se movimentando nesse sentido. A primeira é a Iniciativa OGL da REDERPG, coordenada pelo Marcelo Telles, e a segunda é o Tormenta RPG, capitaneada pelo Marcelo Cassaro.
4) a pior solução seria uma nova tradução do sistema — seja a SRD completa de 3.5 ou a PRD modificada da Paizo — e sua disponibilização somente online. Como reza a licença, ninguém pode vender esse material original exclusivamente em PDF, já que ele é gratuito. Talvez, discutivelmente, a versão traduzida. Talvez! Mesmo assim, o acesso do público jogador brasileiro à internet é menor do que gostaríamos (e certamente inferior ao que achamos), como podemos pressupor com o exemplo da SRD coordenada pelo Fabrício.
Eu realmente acho que o mercado PDF do país ainda vai crescer. Talvez isso aconteça tarde demais para recuperar ou mesmo atender o público de D&D 3.5 no Brasil. O Cálice de Avandra e a Iniciativa 4e estão desbravando esse mercado, ao lado do d3system.
Mas não creio que seja suficiente. No melhor estilo “vamos fazer acontecer”, estou buscando uma solução adequada (e exequivel) para esse dilema. Mais informações quando eu as tiver.






































28 Comentários
valberto
20 de agosto de 2009
Douglas, vc esqueceu de me mandar o certificado da RPG CON. O pessoal do Departamento Pessoal esta me cobrando, hein?
De qualquer forma, acredito que a melhor opção, seria uma tradução do SRD 3.5, lançado inicialmente on-line e em PDF e segundamente em livro com algumas ilustrações a preço quase de custo. Foi a mesma estratégia usada para o 3d&T Alpha.
Uma editora que queira prestar esse serviço ainda poderia colocar regras alternativas e de magia. Alternativamente poderia colocar essa versão SRD dividida em módulos, separados por níveis, sendo que cada módulo poderia ser meio que independente.
Rodrigo
20 de agosto de 2009
pensei que a revisão recente do licença da Wizard tivesse tirado essa clausula de não se poder mais publicar material da antiga licença aberta (tanto é que atualmente editoras como a Green Ronin começam a produzir material para a 4th sem deixar de produzir material para o antigo d20)
ou existe uma restrição no contrato especifico da Devir com a Wizard?
Jagunço/Samurai Seis!
20 de agosto de 2009
Muito bom, D3. É ótimo ver a prática dessas reflexões. O mercado fica mais palpável com análises como essa (simples e direta).
Eu tenho uma pergunta: e o M&M (como OGL) e o Superlink? Eles oferecem, na sua opinião, uma alternativa possível para cobrir esse nicho ou atingir novos publicos?
Continuo acompanhando por aqui.
Abração.
césar/kimble
20 de agosto de 2009
“pensei que a revisão recente do licença da Wizard tivesse tirado essa clausula de não se poder mais publicar material da antiga licença aberta”
Uhum, que eu saiba isso aconteceu sim. Tanto que algumas editoras tem agora linhas pra 4e e pra 3e, separadas.
D3
20 de agosto de 2009
@césar/kimble e @rodrigo Eu me refiro ao contrato e não à licença. A Devir publica Dungeons & Dragons, não um produto controlado pela GSL. Ela poderia, por exemplo, lançar material da Horizon (como Grimm), mas não poderia publicar Eberron 3.5 em conjunto com a 4e.
Puppet
20 de agosto de 2009
Essa claúsula na licensa é um enorme retrocesso. Gostei muito da 4ed mas, EU gostei outros não gostaram e deveriam ter o direito de escolher qual livro comprar.
Essa claúsula praticamente obriga a todos que querem adquirir livros novos comprarem livros da 4ed. E o que é pior deixou um grande número de fãs sem suporte a seu jogo.
D3
20 de agosto de 2009
@Jagunço/Samurai Seis!: Não acredito que ofereçam, Mario. A linha Mutantes e Malfeitores está mais focada em cenários modernos e de super-herois. Da mesma forma que o Ação!!! não deslanchou no Brasil, não creio que a SRD de M&M (ou mesmo do True20) seja uma solução para o mercado nacional. Mas posso estar errado, claro.
Eduardo Penna
20 de agosto de 2009
“As editoras que desejam se unir à nova licença (a GSL) devem abandonar suas linhas da antiga (a OGL).”
Não é bem assim. A editora não pode publicar o mesmo material usando as duas licensas. Mas nada impede uma editora de ter linhas OGL e GSL separadas.
Gilson • RPG • Educação
20 de agosto de 2009
Mas ainda podemos ter o módulo de fantasia medieval para M&M traduzido, que se mostra uma variação do d20 que tem agradado bastante, aparentemente.
Gilson
Rodrigo
20 de agosto de 2009
D3
obrigado pelo esclarecimento, era exatamente o que eu pensava
muito boa a analize e concordo com ela (eu também faço parte da galera que, por mais que tenha gostado da 4th não gostou da licença excessivamente restritiva da 4th)
acredito que lançamentos como True20 ou o Pathfinder podem sim funcionar no mercado nacional
a grande questão é alimentar tais produtos aqui, True20 e Pathfinder possuem produtos (aventuras, cenarios, ambientações) que podem cair no gosto do jogador brasileiro, tanto daquele que não quer migrar para a 4th como até de alguns que migraram (eu por exemplo)
mas com certeza o aspecto mercadologico do lançamento aqui é realmente complicado devido a fatores economicos (o Pathfinder por exemplo, provavelmente se tornaria muito caro)
césar/kimble
20 de agosto de 2009
O suplemento de fantasia de M&M (Warriors & Warlocks) é ótimo.
Não que seja obrigatório, dá pra mestrar M&M em fantasia sem problemas usando só o módulo básico. Essa aliás é uma grande vantagem do M&M, nasceu como um sistema para super-heróis mas acabou se mostrando tão genérico que tem rendido adaptações e suplementos pra todo tipo de cenário.
Arquimago
20 de agosto de 2009
Acredito que para o M&M ser mais viavel com licença seja a Jambô lançar logo os suplementos que tratam de fantasia medieval e magia.
Ele tem muitos titulos diversos para climas especificos, mas ainda não chegaram por aqui.
Mas ai fica a questão, a editora jambô ganha nas duas… mas nesse caso o M&M concorreria com Tormenta, se o M&m tivesse esse modulo medieval?
Talvez, por esse motivo o livro não tenha saido ainda, mesmo muitos fans pedido, lcaro podem e devem ter outros motivos.
D3 ótima analise! Quando achar um solução diferente não esqueça de publicar aqui!
Gilson • RPG • Educação
20 de agosto de 2009
Valeu a confirmação de algo que eu suspeitava, César / Kimble!
M&M pode surpreender mais então.
Gilson
Darin
20 de agosto de 2009
Acho que o mercado de pdf é baixo porque o mercado “alternativo” sempre é baixo. A maior parte do pessoal que compraria pdf nao seria o pessoal que compraria material nacional.
Sou bastante desconfiado do sucesso do pathfinder, acredito que ele não será tão revolucionário como alguns profetizam. Se o número de rpgistas com acesso a internet é baixo, isso é devido ao número de rpgistas ativos serem baixos, e não pela pouca acessibilidade da internet em si.
Fora isso, demanda muita dedicação inteirar-se com o meio rpgístico pela internet, só nerd como nós mesmo. Eu sinceramente acredito que o RPG, em alguns anos, não será mais tão alternativo como o é hoje. Mas não será através do monopólio que isso vai acontecer.
Fabio "Sooner" Macedo
20 de agosto de 2009
Como um jogador que largou o D&D na época do Advanced D&D, foi jogar Storyteller, depois Storytelling, e só então dedicou (pouco) tempo a outros jogos, digo sem medo que, hoje, pelo que acompanhei (de longe, admito) da 3ª Edição, da 3.5 e da 4ª, a única versão do sistema de D&D/d20 que me disponho a mestrar é aquela do Mutantes & Malfeitores. Pode ser que descubra outras, mas entre as da Wizards e a do M&M, M&M na cabeça.
A Rpgista
21 de agosto de 2009
Imagino quando terá um mercado nacional de pdfs, como a rpgnow e a rpghost. Seria legal ler, por exemplo, reprints de millênia, tagmar orignal ou mesmo demos corporation, só para fins saudosistas.
Túlio d Bard
21 de agosto de 2009
O problema dos PDFs é a dificuldade de manuseio do material. É muito mais agradável poder usar um livro e imprimir esses PDFs acaba sendo custoso. Mesmo assim tenho alguns aqui em casa.
Chico
21 de agosto de 2009
Análise interessante, D3. No entanto, creio que o Tormenta RPG seja a solução para o dilema.
Apresento minha linha de raciocínio: há poucos anos o mercado brasileiro relevante em relação ao sistema d20 poderia ser dividido em duas grandes frentes, os adeptos do Forgotten Realms, e os jogadores de Tormenta, a maioria deles oriundos do 3d&t. Hoje poderíamos incluir mais uma classificação: entusiastas do Mutantes & Malfeitores.
Com a chegada da 4ª edição do D&D ao brasil, creio que o interesse em uma revisão da OGL distribuída nacionalmente seja, majoritariamente, dos fãs do cenário Tormenta (uma vez que a nova edição não foi bem recebida por seus autores).
A editora Jambô pode (e, na minha opinião, deveria) se preocupar com a distribuição do material que adapta M&M para outras ambientações, porém esta não seria a solução para dois dos nossos grandes grupos.
Quanto aos inveterados de FR, creio que muitos migrem para a nova edição do D&D, seja por comodidade ou fidelidade (falta de opção) em relação ao material nacional distribuído pela Devir. O restante permanecerá jogando com os muitos suplementos já existentes, ou mesmo recorrerá a material importado, cuja acessibilidade aumenta a cada dia.
Resta apenas o nicho relativo ao cenário nacional. Este, que em sua enorme maioria, se restringe a material traduzido, devido a herança deixada pelas revistas nacionais de RPG e suporte dos autores (suplemetos, romances, etc), certamente é o grupo que mais necessita de uma repaginada nas regras da OGL. E por que não se utilizar de regras totalmente compatíveis com o cenário que jogam há anos?
Futuramente, revistas poderiam distribuir resumidamente esse sistema em bancas pelo país, como provavelmente será feito pela Dragon Slayer, diminuindo o problema da falta de acesso dos RPGistas à essa solução (como aconteceria no caso de uma distribuição on-line). Mesmo sendo um “Resumo das Regras”, é importante que jogadores e mestres sem acesso a internet saibam da existência de tal produto.
Como foi dito, o mercado de PDFs no Brasil ainda deve amadurecer. Por isso não acho que seja o momento para que os holofotes se virem para ele.
Posso ter me equivocado em vários pontos, ou mesmo inteiramente. Porém, creio que um mercado de RPG com tantos altos e baixos, como o brasileiro, a solução não seja a criação de mais uma alternativa, ainda mais quando se corre o risco de ser “mais do mesmo”. Mas sim adaptar ao público as que temos à mão.
Chico
21 de agosto de 2009
Minha nossa!
Ficou imenso…
Fabio "Sooner" Macedo
21 de agosto de 2009
Isso vai mudar com o tempo, Túlio: o PDF só é menos prático de manusear porque hoje o principal dispositivo de leitura de um e-book ainda é o computador/notebook. Em breve, dispositivos exclusivos para livros eletrônicos, como o Kindle, vão chegar a um ponto em que o manuseio é até mais simples do que o de um livro comum, com vantagens que o livro comum não tem (como busca de termos e poder andar com uma biblioteca inteira em uma bolsa).
Claro, o prazer de virar as páginas de um livro é outra coisa, assim como era ler o encarte de um vinil e apreciar a arte da capa em um formato bem maior do que um CD. Mas isso é outra história.
Rocha
21 de agosto de 2009
Cara que post excelente D3! Ao mesmo tempo esclarecedor sobre algumas questões da publicação de RPG no Brasil, e também com ótimas opiniões sobre o que podemos ver em um futuro próximo com essa multiplicação de sistemas variantes/derivados do d20. E sobre os PDF’s a gente precisa conversar : )
valberto
21 de agosto de 2009
Chico, acho que tormenta não rola como fonte de OGL. Porque? Desequilíbrio. Pelo que esta sendo lançado na página do ponto.20 podemos inferir que o novo sistema será diferente “demais” para ser usado com outros módulos. Um anão com Con +4, Sab+2 e *nenhum redutor* é uma coisinha bem bombada.
Pablo Urpia
22 de agosto de 2009
(Palmas!)
Muito esclarecedor o post D3.
Seria interessante ter o Pathfinder traduzido, mas pelo andar das carroagens, isso não deverá acontecer.
Por outro lado, prefiro que o Tormenta RPG preencha essa fatia do mercado, por dois motivos: o primeiro pela ausência de um “livro do jogador” básico e segundo por ser nosso, do Brasil.
Tiago Lobo
22 de agosto de 2009
D3, até onde eu me lembro o Primeira Aventura só gerou um suplemento – uma aventura.
Sobre o M&M eu creio que é um produto com potencial – mesmo focado em jogos modernos e cinematográficos, existem suplementos como o Warriors and Warlocks que podem cumprir o papel da fantasia medieval (vejam que eu digo *podem*).
O Tormenta RPG possui um direcionamento que impede que se torne um “novo livro básico da edição 3.5″, por estar atrelado ao cenário.
Acho que a chamada “era 3.5″ já acabou. Agora imagino uma variedade maior de OGL’s aparecendo por aqui.
Chico
22 de agosto de 2009
Valberto, Tormenta não se apresentaria como uma solução plausível para todos os que pretendem continuar jogando na OGL, sem dúvida.
Porém, tendo que os jogadores do cenário são a maior parcela do pretenso mercado dessa “releitura” do sistema, estando a outra grande maioria satisfeitos com o que já existe em circulação no país, não há porque criar, editar, imprimir e possivelmente vender um novo produto visando uma minoria. Da qual boa parte vai esperar alguém escanear e jogar na rede.
Quanto ao desequilíbrio do sistema, o próprio Pathfinder é desequilibrado (não tanto quanto Tormenta promete ser), e mesmo assim teve uma ótima aceitação.
Puppet
22 de agosto de 2009
De forma bem simples.
Tormenta é um cenário ruim.
Nerun
23 de julho de 2010
Nossa Douglas, muito boma rtigo. Sei que já é antigo, mas resolvi comentar porque recentemente resolvi pesquisar sobre a OGL vs. GSL e SRD 3.5 vs. SRD 4.ed. Nem sabia que a equipe Dark Sun Brasil tinha terminado a tradução da SRD 3.5. Achei demais a iniciativa deles.
Vitor
18 de agosto de 2011
Ótima resenha. De verdade!
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