Videogame de Papel III (ou “Futebol, Piratas, Gnomos e D&D”)
Postado no dia 17 de julho de 2008 por Cobbi em Videogame de Papel
Como eu expliquei no segundo artigo, tudo começou com uma estréia antecipada do nosso sistema de comentários. E cá estamos nós. :-D

Como seria uma tremenda falta de bom senso da minha parte publicar um outro comentário desse tamanho, segue terceira parte da saga!
Eclison “Luminus” Tolentino escreveu:
A única relação entre AD&D, 3.0/3.5 D&D e 4.0 D&D é que um foi descontinuado quando o outro foi lançado
Olá Eclison!
Pergunta: usando sua metáfora do futebol, não seria como se, quando tivessem inventado o Campeonato Brasileiro, tivessem parado de fazer a Copa do Brasil? Afinal, as edições antigas foram descontinuados (e atualizadas!) com o surgimento da nova edição.
Os jogos são diferentes, a ambientação, o foco do divertimento, os níveis de dificuldade e operacionalidade…
Hummm… Acho que agora eu entendi o que vc quis dizer. Se for assim, concordamos plenamente (exceto pelo fato de eu achar que a mecânica do AD&D não tem nada de mais moderno que seus predecessores).
Encaminhe o novato para onde ele será bem recebido, seja uma loja, um point, um fórum…
Falou tudo! Estou contigo e não abro! O que serve pra nós muitas vezes não serve para as novas gerações!
Meus pais demoraram um bocado pra entender isso.
Paulo H. Merlino “Triade” escreveu:
Como é difícil para um veterano mudar pro novo sistema, será difícil convencer um novato que se inseriu no mundo do “game de papel” nos cenários “espada e magia” clássicos.
Questão de abordagem. Volto ao exemplo dos filmes: Piratas (de 1986), A Ilha da Garganta Cortada (de 1995) e Piratas do Caribe (de 2003) são todos filmes de piratas, mas com abordagens diferentes! Essas releituras trouxeram benefícios inegáveis ao gênero dos filmes de pirataria, concorda? Muita gente que eu conheço só foi assistir os filmes mais antigos depois de babar na trilogia do Cap. Sparrow!
Se é assim com os filmes, porque seria diferente com os cenários? Acho essa renovação necessária para a sobrevivência do jogo! Peter Jackson nos ensinou isso com O Senhor dos Anéis, a Sony vem fazendo milagres com a mitologia grega em God of War! Que venham então as novas versões de Forgotten, Dragonlance, Ravenloft, Darksun e Planescape! Coisas boas de verdade bebem nas fontes certas para serem boas e as coisas ruins são descartadas naturalmente.
Daí alguém pergunta:
“Ué, mas se o novato já aprendeu a jogar e gostar do novo, porque então faria a regressão aos clássicos?”
Acredite: acontece naturalmente. Eu sou prova viva disso. Adorei Dan Brown e conheci Humberto Eco. Comecei com Paulo Coelho e hoje leio Steve Hagen. Não é preciso “regredir” aos clássicos, basta se inspirar nas coisas boas que eles descobriram para criar as novidades. A seleção natural (que eu citei no primeiro artigo) acontece assim mesmo, naturalmente.
Espero de verdade que os game designers que cuidarão dos cenários favoritos dos veteranos na 4E se lembrem de olhar pra trás de vez em quando, mas que voltem a olhar pra frente a tempo de não tropeçarem de boca no chão. :-)
Realmente desejo, com todas minhas esperanças, que a galera da WotC, ou mesmo nós, lancemos material para fomentar parte dessa galera nova com cenários de jogo mais “tradicionais”, para que assim haja diversidade, evitando que a quinta edição venha em uma caixinha bonitinha com dois DVDs inclusos, e só.
Quando se usa “o bom do clássico” para criar coisas novas (em releituras, adaptações ou ganchos de enredo) você naturalmente vai atrair, mais cedo ou mais tarde, a curiosidade do público para a origem desse ícone/elemento. É como eu falei no parágrafo de cima, basta saber onde se basear. tem coisas que não deveriam sumir nunca. Tem outras que deveriam ser esquecidas para sempre.
Mas se o D&D 5E for vir com 2 DVDs com as ferramentas que eles estão prometendo pro D&D Insider, então eu quero eles na contracapa do players!
Guzzon escreveu:
Acho que é exatamente este ponto onde se geram tantas discussões, o Forgotten foi drasticamente alterado, raças como o Gnomo foram retiradas, o monge foi retirado, o Tiefling entrou como core….. Muitas destas alterações podem fazer sentido olhando somente para a mecânica e para o conceito, mas vai afetar aquele grupo de jogadores que gostavam da classe/raça/cenário como era.
Guzzon, sempre acompanhando o d3system. Seja bem-vindo. :-D
O Forgotten nem saiu ainda. O gnomo continua no básico (no MM, não mais no PHB), muita gente reclamava de se ver “obrigado” a encaixar monges e cultura oriental em cenários onde isso não era adequado e o Tiefling é um dos eixos das mudanças que afetarão os cenários 4E (com a saga do Império de Bael Turath, que já começou na incrível Into the Shadowhaunt, inclusive).
Será mesmo que é só pra mim que essas coisas parecem fazer sentido? :neutral:
Dani escreveu:
O que eu quis dizer com o “use o que quiser” tornar as discussões irrelevantes é que para os mestres mais experientes ou com mais habilidade em “modular” as campanhas não faz muita diferença a maneira como o jogo é arranjado, mas para quem pega o pacote inicial como base a apresentação do conteúdo acaba fazendo alguma diferença. Nesse sentido, para quem vai usar o que quiser de qualquer jeito não há muito o que filosofar, o livro poderia até não ter gnomos e mesmo assim daria para achar um jeito de adaptar.
Entendi e acho que finalmente entramos num acordo. Só quero que você não fique desapontada, achando que os pobrezinhos foram podados da 4E. Afinal, eles estão lá! O sistema está mais modulado como um todo e eles podem continuar sendo usados como raça, mas eu concordo com você: os gnomos perderam parte do destaque que tinham. No entanto, acho que perderam esse destaque por ótimo motivo: eles não eram populares. Have a deal?
Não sei se estou conseguindo me expressar muito bem quanto a essa diferença de conceitos, mas é algo do tipo Planescape vs. Mystara, entende?
Acho que entendi sim. Tipo… “Magia fadas vs. Magia dragões”? “Neil Gaiman vs. Frank Miller”? “Peter Jackson vs. Micheal Bay”? Peguei?
Eu sei que a decisão de mudar a atmosfera foi mais comercial, e estou certa de que como decisão comercial foi uma boa. O que eu não sei ainda é se essa decisão comercial também vai ser boa do ponto de vista conceitual do jogo
Não acho que foi só comercial. Acho que ela faz parte da renovação que eu falei ali em cima para o Tríade. Hoje em dia, o que faz sucesso é Naruto e não Ursinhos Gummy (ok, apelei, coloca Pokémon no lugar, vai). É óbvio que o game concept vai oscilar conforme o público escolhido e, por esse ponto, me parece uma ótima opção.
Como eu disse para o Tríade, o que me preocupa é a trabalheira que eles estão arrumando para os game designers dos cenários clássicos. Criar essa expectativa toda é bem arriscado comercialmente (aliás, mais alguém está até com medo de sentar na poltrona do cinema nessa sexta por causa da expectativa que criou!?).
Mas falando honestamente? Você está quase me convencendo a experimentar o 4ed só para saber o gostinho que tem, só para saber se na verdade eu estou fazendo uma tempestade num copo d’agua e a mudança do sistema não vai interferir na dinâmica do jogo.
AÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ! ![]()
Não sei de onde vc é, mas eu, os RPGArautos e toda a equipe do d3system estamos sempre mestrando mesas barulhentas de 4E nos eventos mensais da capital! Agora em agosto eu também fui intimado ao EIRPG de Curitiba! Você está triplamente convidada a experimentar a 4E numa das minhas mesas malucas! Aliás, vc conhece X-Crawl?
Peter Primordial escreveu:
Embora não seja eu o amigo do Alex, que mudou de opinião depois que viu a 4E, eu também mudei e gostei muito do que vi. Tanto que aguardo ansioso pela versão em português para começar a ensinar pra criançada.
Falando em eventos mensais da capital, olha só quem apareceu! :-D
Pra não me deixar mentir, taí mais uma fera do D&D que viu que a 4E está longe ser um bicho de sete cabeças! E olha que o Peter é da época do D&D original! Ele até mestrou uma mesa de D&D da Grow no Mistério & Horror!
Eclison “Luminus” Tolentino escreveu:
Fica uma recomendação para quem não jogou: jogue! Se morar aqui em BH ou na região, entre em contato comigo que eu mestro pessoalmente, até faço logo o registro na RPGA e talz… Se jogar e gostar, ótimo. Se não gostar… A gente pode tentar AD&D.
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Se a Dani morar em BH vc já tem uma missão a cumprir hein Luminus!
Alex escreveu:
Manter alguns elementos de fantasia medieval, como castelos e dragões não significa necessariamente que é temática medieval. Sejamos honestos, Final Fantasy 7 tem dragões (ok, com outros nomes), Phantasy Star também e nem por isso são fantasia medieval.
FF e Phantasy Star tem um elemento específico que os distancia um bocado do D&D: tecnologia. Aeronaves, raio laser, robôs e por aí vai. No entanto, eu entendo seu ponto. Também estou criando uma expectativa grande sobre os livros de cenário dos clássicos como Dragonlance e Forgotten Realms.
Acho que ela (a WotC) está muito mais interessada na visão do conceitual da Square do que na falecida Strategic Simulations, Inc.
O trunfo da TSR foi adaptar um jogo que já era popular (wargame) para uma temática também popular (fantasia medieval) e misturar nisso elementos de teatralidade e faz-de-conta. Bom, a bola da vez agora são o MMORPGs. Não acho que esses dois raciocínios conceituais estão assim tão distantes.
Quanta abobrinha que eu disse dessa vez, desculpa tio Cobbi
Esquenta não… Só espero que você não espere que eu também me desculpe pelas abobrinhas que gosto de dizer aqui. :-D
Tsu escreveu:
Cara, eu odiava AD&D, sempre preferi Gurps.Aí joguei a quarta edição e me empolguei.
Olá Tsu!
Mais um! Mais um! Viu! Eles existem! (rs)
A dinâmica do jogo ficou rápida, conceitos mais simples de entender, mas agora não tem jeito de jogar sem miniaturas e tabuleiro.
E vai explicar isso pro d3?! Sei lá eu como, mas ele consegue calcular até os ataques de oportunidade!
Mas eu te dou razão. Fica complicado jogar um combate de D&D 4E sem matriz. na verdade, a melhor palavra é “incompleto”. Que dá, dá! Mas perde-se um aspecto muito bacana do jogo.
Erick escreveu:
Waw, quanta confusão pelos gnomos!
Calma, a Dani e eu estamos quase nos entendendo (eu acho)… :-D
Ismael escreveu:
Quanto a não me divertir mais como jogador, acontece desde a 3.5, se não me engano. Acho que cansei dos combates intermináveis, mil jogadas de dados, esse tipo de coisa.
…
Eu lembro de vc… Você não usava um dragão de prata como avatar lá no fórum da REDERPG?
Bom, você também está convidado a se sentar numa das minhas mesas de 4E para experimentar os novos noncombat encounters — debates, argumentações, enigmas, perseguições, fugas, puzzles e skill challenges. Fora isso, o conceito “Mecânica Central” da 4E é justamente esse: economizar rolagens. Nada de rangers com 12 ataques por turno (e, conseqüentemente, 12 jogadas de dano), magos catando todos os d6 da caixa de War para calcular o dano das magias ou confusões sobre quem deve jogar o dado (o defensor ou o atacante).
Nessa parte, o sistema evoluiu um bocado.











































17 Comentários
Rey Jr
17 de julho de 2008
Meu Bahamut do Cáu! Mil vezes eu me pergunto porque esse sistema não veio antes!!! Casa de Vidro nada! Casa de Espada Jedi, todo tiro que vem é rebatido!
Nem vou parabenizar, vão começar a me estranhar!
Show! Simplesmente.
P. S.: Apesar de parecer que estou falando do 4E (e pensando bem, pode muito bem ser), o sistema a que me referia era o de Comentários! Estou com a leve impressão de que vocês JÁ se arrependeram de não terem disponibilizado antes! :-)
Armageddon
17 de julho de 2008
O sistema de comentários é tão bom que agora tu nem precisa mais ficar pensando muito pra conseguir novas matérias. É só responder os leitores! hehe ;-)
Valeu!
Dani
17 de julho de 2008
Estamos nos entendendo muito bem ^^ só que com pontos de vista diferentes em alguns casos. Com certeza os gnomos saíram de cena por não ser populares, eu mesma admito que nunca joguei de gnomo. Mas em parte eu culpo a abordagem que eles tiveram, tentarem colocar gnomos como bardos para mim não foi uma boa jogada. Uma coisa que eu sempre quis fazer foi um gnomo inventor, mas nunca teve nenhuma boa classe para isso (tinham algumas prestiges, mas nada que realmente chamasse a atenção).
Eu sou do ABC Paulista, então acho que dá para aparecer em algum desses encontros mensais se tiver uma vaga na mesa. Alias, fiquei curiosa quanto ao nome, porque “Carmel-by-the-sea”?
Eu li seu artigo sobre o X-Crawl, mas nunca tinha ouvido falar dele antes, parece interessante, se a pergunta foi um convite, estou interessadíssima.
Esse negócio de expectativa estraga várias coisas. Aliás, um dos motivos que eu acho que Piratas do Caribe I foi mto legal para mim, foi porque eu estava com expectativa ZERO, saí do cinema completamente deslumbrada! Aliás, esse é um dos motivos pelo qual eu acho que ler os livros antes de ver o filme torna muito mais difícil de gostar do filme.
Alex
18 de julho de 2008
1° – Realmente num acho que os gnomos irão fazer falta, afinal eram poucas as vezes que eu contracenava com um (nossa! Apelo ao teatro!). Acredito que outros grupos tb.
2° – O novo D&D é sim um apelo comercial. Desde de seu design, “add-ons”. Jogar sem miniatura é possível? Lógico, mas com elas fica mais simples e quando eles simplesmente convertem tudo a “squares” eles deixam implícito (subliminarmente) a necessidade das miniaturas. E miniaturas é como figurinhas ou card game, depois que começa num pára. Mas assim é o capitalismo e se alguém tiver insatisfeito, vá jogar xadrez com o Fidel.
3° – Como é gostoso malhar o “novo”. De repente lembrei-me de estar reclamando do apelativo 3° ed.
4° – Achei o “Tudo que você precisa saber sobre o 4edição no dia D” e lá vi entre uns tópicos e outros, uma caixa escrito assim:
“DICA: Use o seus poderes que são á vontade ao invés de usar os ataques básicos. Eles freqüentemente farão mais do que apenas uma modesta quantidade de dano a um inimigo.”
Na hora me lembrei de loading screen de qualquer MMORPG ou até mesmo do Neverwinter. E depois é jogo de RPG? Tô começando a pender para o lado daqueles que chamam isso de jogo de tabuleiro ou videogame de papel :-)
Flávio "Dragathron"
18 de julho de 2008
Bom estreando aqui, nem na Casa de Vidro eu cheguei a postar.
Cara que pena que eu moro em PE e não posso participar de suas mesas de 4ª ed, li um pouco e até agora eu gostei, e para experimentar por aqui eu tenho que mestrar, estou carente de mestres na minha cidade.
Eu estou com a 4ª ed! Quero muito jogar! Ansioso com o Forgotten!
Sou veterano (9 anos), jogo desde o AD&D e nem por isso deixo de me envolver com novidades, se não der certo volto atrás na mesma hora, sem problemas. Mas antes de dizer “videogame de papel” preciso usar a fundo.
Tenho um novato na minha mesa, estou passando coisas da 4ª comparando logo com a 3ª para que ele forme sua opinião sem minha influência.
Inté.
Guzzon
18 de julho de 2008
Obrigado pelas boas vindas Cobbi.
Sei que o FR não saiu ainda, mas temos muita informação disponível dele, o gnomo continua no básico mas não no mesmo livro… E assim por diante.
E nem levanto a questão do fazer sentido ou não, mesmo por que, como disse, não sou um conhecedor de D&D como a maioria daqui… Faço parte dos poucos jogadores vivos e lúcidos de GURPS.
Mas, voltando ao assunto, mesmo que as mudanças façam sentido, o que defendo é que muitas das reclamações surgem por conta de uma questão emocional… Aquele jogador que sempre fez gnomos não quer saber se ele está no MM, o cara ficou chateado por que a raça mais legal do sistema (para ele) agora foi jogado junto com o goblins, gnolls e xvarts (eles existem ainda? ;-) )
O mesmo para o cara que adora fazer monge… Onde esta a classe que ele adora??? Eu acho a classe ruim, mas sempre tem um louco que adora a classe e vai reclamar dela não existir.
E isso vai se tornar claro com o FR… Este cenário tem poucos fãs e muitos fanáticos… As pessoas adoram FR, suas histórias, personagens e afins… se qualquer mudança mexer num ponto que a pessoa goste aquela vai ser a “pior mudança que a WotC poderia fazer”, e acredite, isso é dito colocando de lado a mecânica e a lógica, é somente emoção.
Isso é ruim? Não. O fato do sistema ter tantos adeptos e muitos deles ferrenhos críticos/defensores apenas demonstra que o sistema tem força, inclusive para lançar uma nova edição mudando razoavelmente sua “embalagem” e ainda continuar muito bem cotado.
Daniel Don
18 de julho de 2008
Cara, foram pessoas coerentes como o Bruno Cobbi, CF e você que, com uma visão realmente direta do jogo e argumentos totalmente pertinentes que me convenceram a experimentar o novo sistema. E eu estou jogando um playtest com os amigos de mesa, e gostando bastante. Inclusive já estamos montando personagens pra uma campanha longa de Eberron que deve começar esse segundo semestre.
O jogo não é muito compatível com a antiga edição (de modo que é difícil converter campanhas), e partindo desse pressuposto é um jogo bem legal. Com a mudança de foco não sei se vou mestrá-lo. Mas é grande a possibilidade deu comprar os livros em português quando chegarem (prefiro) e narrar uma campanha separada!
Johnny Valchrist
18 de julho de 2008
Creio que a 4ª edição do D&D foi enfiada goela abaixo, pois ninguém estava reclamando do D&D 3, pelo contrário, estavam elogiando (e muito) as melhorias para o 3.5.
O nosso Hobby é um produto e estamos fadados a gastar cada vez mais para suprirmos nossos anseios.
Nós, mais cedo ou mais tarde, acabaremos acostumando com o D&D 4th, assim como acostumamos com o AD&D e D&D 3.0.
Alex
19 de julho de 2008
Perfeito Johnny.
Shin
19 de julho de 2008
Bem,
Primeiro, eu sou um daqueles que defendem com garras e unhas a nova edição de D&D.
Vou colocar um exemplo aqui.
Minha namorada começou a jogar D&D a pouco tempo, jogou uma sessão de D&D 3.5, e uma sessão de D&D 4th (pegou bem a minha “migração”).
E sabem qual foi a resposta dela?
Ela achou ótimo, achou muito bacana a mudança e achou mais prático.
Ela gostou mesmo das raças (e não sentiu falta dos Gnomos, assim como eu), adorou as classes (em especial o Warlock, pelo fato de fazer maldições),
Ou seja, o “novo” agradou ela.
Ela é fã muito louca de Senhor dos Anéis, e da Trilogia de Dragonlance, e achou fascinante a maneira como foi abordado o D&D 4th.
Como ela falou: “Ficou mais pratico criar cenários… ” (ela quer entrar no caminho de “mestre”).
Em resumo da opera: “aqueles que reclamam é porque estão de boca cheia, estão reclamando porque não querem aceitar que a nova edição ficou boa, ou então porque acabaram de comprar os livros de D&D 3.5″
Eu mesmo ainda tenho os meus livros de AD&D, D&D 3rd e D&D 3.5, e estou esperando receber meu salário para fazer a compra final pela Amazon dos livros da 4th, então por isso eu digo, estão reclamando de boca cheia!
Dani
21 de julho de 2008
Johnny,
Vou discordar de você. Eu não “me acostumei” com o AD&D ou com o 3.0/3.5 eu ESCOLHI esses sistemas, porque eu gostava e porque eu achava bons.
Então acho que não vou me “acostumar” com o 4ed, vou experimentar e ver se eu gosto, se não gostar fico com o 3.5 ou simplesmente decido migrar de vez para Mundo das Trevas.
Não acho que nada nos seja enfiado goela abaixo, porque nós temos opções e principalmente, porque não dá para jogar algo que não faça sentido para você, não da para “engolir” um sistema, você tem que gostar.
O que eu acho que pode ser triste nessa história é que as pessoas que não tem acesso aos livros em ingles talvez percam um pouco da possibilidade de opção, porque tem muito conteúdo legal da edição antiga que não teve tempo de ser traduzido antes da nova edição, então essas pessoas podem acabar não tendo acesso a esse conteúdo. Mas no geral, acho que as pessoas que podem tomar essa decisão (de ficar no sistema antigo) são justamente as que tem acesso ao conteúdo em inglês.
Franciolli
21 de julho de 2008
O PH traz raças básicas do genérico, mas não são/serão os livros do jogador dos cenários que trará/trarão as raças básicas do cenário?
Como preview das raças básicas de Forgotten Realms temos os Drow e Genasi. Talvez os gnomos apareçam como raça básica do cenário no livro (especulação).
Alex
21 de julho de 2008
Muitas pessoas estão encarando o 4edição assim: Ame-o ou deixei o D&D. Quem não gostar joga outra coisa. Eu confesso que num achei ele isso tudo não. Mas paciência né? Eu como já escolhi o que irei jogar (C&C ou Blue Rose, com menos boiolice) to no “tanto faz”.
Agora as ilustrações estão demais.
Peter Primordial
21 de julho de 2008
Salve Grande Cobbi,
É isso ai, D&D 4ed experimente! Recomenda Peter Primordial.
Por quê? Por que é como querer explicar o RPG em si, a melhor forma ainda é simplesmente sentar e jogar (ok, vc pode jogar em pé tbm…), daí que o melhor é deixar o preconceito de lado e experimentar o novo, quem sabe vc não se surpreende. E se não gostar, volte ao jogo que vc gosta e pronto.
Ainda digo que o principal é não deixar de ensinar e de recomendar a experimentar, seja a nova edição, ou seja qualquer outro RPG de qualquer edição.
Olá Dani, essa eu posso responder, a CARMEL-by-the-Sea é uma cafeteria, revistaria e espaço de eventos, seu nome deriva de uma cidade da Califórnia, nos EUA, onde os donos estiveram antes de montar a CARMEL aqui. Você pode ver mais informações sobre a cidade aqui, aqui e aqui, eles gostaram tanto da arquitetura e estilo de lá, que resolveram fazer um pedacinho da CARMEL, aqui em sampa.
Fotos da casa aqui. Posso dizer que o local além de muito aconchegante e convidativo, é sem dúvida ideal para passar tardes deliciosas jogando RPG e afins, inclusive sendo o único local que conheço que tem sua própria dungeon, ou seja um prato cheio para quem gosta de D&D. Só faltam os dragões, mas isso qualquer bom mestre pode suprir. ;-)
Aproveito e estendo o convite do Cobbi, pode aparecer lá na Tarde de R.P.G. LIVRE que já estão rolando mesas de 4ed.
Abraços,
Santiago
22 de julho de 2008
Li um pouco de todas as opiniões sobre o 4ed.
Honestamente, fui privilegiado em poder mestrar na prévia do Dia D e no dia D com mesas de 4 ed e ao término dessas todos os players aplaudiram e pediram “mais do mesmo”.
Um sistema nada mais é do que um conjunto de regras a serem adaptadas pelos mestres, pois sou da teoria “não gostou, muda”. Mapas não são necessários e nem obrigatórios, minis menos ainda. As regras por estarem mais simples e dinâmicas trazem de volta a interpretação que poderiam ser ignoradas nas mãos de um player apelão! E isso era muito fácil, até comum de acontecer!
A única coisa com a qual estou ainda alerta vem a ser a D&DInsider e como isso vai nos afetar aqui, pois para que leu os 3 básicos percebe que “falta” algo. Será que esse “algo” está lá? Teremos acesso a ele?
De resto o D&D4 só veio acrescentar e não chorem por classes ou raças “sumidas”, adaptem como foi o caso do meu colega que usa um guerreiro como monge! Nada é impossível, ainda mais no nosso mundo de RPG!
Saudações e long live D&D4!!!!
Felipe Velloso
22 de julho de 2008
Cara tenho que discordar de você em uma coisa… É simplesmente impossível adaptar Ravenloft para o D&D 4th. O clima do jogo seria destruído pelas dezenas de poderes que a nova edição apresenta, esse tipo de coisa em Ravenloft é muito rara, o mundo é medíocre e depressivo, não adianta muito usar esse tipo de abordagem.
Eu gosto muito da minha mesa de Ravenloft, fazem várias sessões que não preciso bater em ninguém, quase tudo é investigação, medo e loucura….
Soneca
2 de agosto de 2008
Olá.
Bem, eu me sinto meio que um intruso nessa discussão sobre o D&D 4E, tendo em vista que nunca me interessei em jogar qualquer edição de D&D antes — tendo começado com o bom e velho 3D&T, depois partindo para Daemon e WoD (alternando, dependendo da “fase”, esses sistemas); mas como D&D é o grande ícone do RPG e como grande parte das discussões sobre essa edição giram em torno dos proverbiais “novos jogadores” e, sendo gamer desde os 7 anos, tendo assistido minha cota de animes e jogado MMORPGs o suficiente, posso me encaixar nesse público para o qual a WoTC parece estar se voltando.
Álias, devo dizer que nunca tive interesse em jogar D&D devido a uma certa… Lameness inerente ao sistema. As artworks, o fluff, Forgotten Realms… Isso sempre pareceu tão lame, sabe? Não só pra mim, mas pra todos que eu conheço que jogam RPG (todos entre 15 e 19 anos). Acho que a WoTC realmente tentou mudar isso e rolou uma falha crítica.
Em primeiro lugar, todo o lance do “Videogame de Papel”, usar “matrizes” e miniaturas e um foco maior na mecânica… Me parece um grande tiro no pé. Porque tudo isso — estratégia, combate, movimentação — os videogames fazem bem melhor e de um jeito mais legal. Um RPG não deveria tentar competir com os videogames no que eles fazem de melhor; afinal, por que eu – ou um garoto de 14 anos gordinho aficcionado por WoW — jogaria uma campanha de puro dungeon crawl e hack/slash quando eu posso gastar horas grinding no WoW ou em Ragnarok Online?
O que eu, pessoalmente, considero de melhor num RPG é imersão e a liberdade total de escolhas, a interpretação de papéis, a interação com o cenário, o desafio (sim, porque ser um bom jogador em RPG, tanto do ponto de vista de saber usar as mecânicas quanto da interpretação, é bem mais difícil do que num MMORPG da vida).
Sim, combates são uma parte essencial de D&D, mas sem todo o envolvimento emocional que a interpretação de papéis, a narração do mestre e toda a parte descritiva do sistema trazem, os combates não passam de mera rolagem de dados.
Bem, por hora, esses são os dois centavos que eu lanço para acrescentar à discussão.
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