Videogame de Papel IV (ou “4E Pós Cavaleiro das Trevas”)
Fui proibido pela equipe de postar comentários com mais de dez mil caracteres (mas vocês ainda podem, ok?). Sendo assim, não vejo outra alternativa senão dar continuidade à “saga”. Se você não faz a menor idéia do que eu estou falando (e eu não acharia isso nada estranho), basta dar uma boa olhada aqui, aqui e aqui.

Here we go again!
Rey Jr escreveu:
Apesar de parecer que estou falando do 4E (e pensando bem, pode muito bem ser), o sistema a que me referia era o de Comentários! Estou com a leve impressão de que vocês JÁ se arrependeram de não terem disponibilizado antes!
Olá Rey,
Os planos pro sistema de comentários já datam desde o ano passado. Íamos esperar correria da 4E passar, mas como houve um grande apelo dos leitores, preferimos adiantar um pouco. Só lamentamos não estar conseguindo dar aos comentários a atenção que eles merecem. Mas eu sei que vcs me perdoam, afinal é por uma boa causa!
Armageddon escreveu:
O sistema de comentários é tão bom que agora tu nem precisa mais ficar pensando muito pra conseguir novas matérias. É só responder os leitores!
É verdade! Só a Dani já me deu idéias pra mais uns 3 artigos! Imaginem agora, com todos vocês por aqui! Waw…
Dani escreveu:
Com certeza os gnomos saíram de cena por não ser populares, eu mesma admito que nunca joguei de gnomo. Mas em parte eu culpo a abordagem que eles tiveram, tentarem colocar gnomos como bardos para mim não foi uma boa jogada. Uma coisa que eu sempre quis fazer foi um gnomo inventor, mas nunca teve nenhuma boa classe para isso (tinham algumas prestiges, mas nada que realmente chamasse a atenção).
Olá Milady!
Viu! Ninguém jogava com eles, pobrezinhos! Era mais os Mestres que usavam mesmo.
Sobre colocá-los como bardos, a idéia não é ruim, acho que eles pecaram em tentar juntar duas coisas que eram meio infames pra tentar fazer algo mais popular. Foi uma boa saída: não descaracterizava a raça (pelo estilo brincalhão e sem treta com ninguém) e reforçava o conceito da classe — já matava dois coelhos “numa caixa d’água só”, afinal o bardo também sempre foi mais dos Mestres do que dos jogadores.
Não deu certo.
O Warcraft d20 tem uma classe feita para os goblins desse cenário (bem peculiares, por sinal) que cabe certinha nesse conceito de inventor que vc quer dar pro seu gnomo: o Faz-Tudo (Tinker, no original). Recomendo uma boa olhada. Na versão em português do livro básico de Warcraft, ela está na página 63.
Eu li seu artigo sobre o X-Crawl, mas nunca tinha ouvido falar dele antes, parece interessante, se a pergunta foi um convite, estou interessadíssima.
Seja bem vinda! A idéia é ministrar a tal mini-campanha (que também pode ser jogada como aventuras soltas, pra ninguém ter a obrigação de ficar “me acompanhando” cidade afora) nesses eventos que o d3system participa (Carmel, Bobs, Domingo RPG, RPG na Devir, etc.). Vai ser meio que um “campeonatão” de X-Crawl mesmo, com equipes, classificação geral, eliminatórias e possivelmente até uma atividade especial no EIRPG.
Mais novidades em breve aqui pelo blog.
Alex escreveu:
Como é gostoso malhar o “novo”. De repente lembrei-me de estar reclamando do apelativo 3° ed.
He, he, he…
Na hora me lembrei de loading screen de qualquer MMORPG ou até mesmo do Neverwinter. E depois é jogo de RPG? Tô começando a pender para o lado daqueles que chamam isso de jogo de tabuleiro ou videogame de papel
Já escutei cada argumento um mais engraçado que o outro á respeito disso! Tem cada um mais campeão do que o outro! Nesse ponto, eu concordo com o Tsu, dependendo do videogame que estivermos falando, eu visto a camisa com muito orgulho dessa comparação!
Flávio “Dragathron” escreveu:
Bom estreando aqui, nem na Casa de Vidro eu cheguei a postar.
Não seja por isso, seja bem vindo.
Cara que pena que eu moro em PE e não posso participar de suas mesas de 4ª ed, li um pouco e até agora eu gostei, e para experimentar por aqui eu tenho que mestrar, estou carente de mestres na minha cidade.
O d3system já colabora com o pessoal do Trampolim da Aventura, que trabalha o RPG aí no Rio Grande do Norte. Temos planos para estreitar esse relacionamento e quem sabe não rola uma visita ao nordeste um dia desses! Em todo caso, vou comentar sobre o seu caso com o Franciolli e com o pessoal do RPGArautos para saber se eles tem como te indicar algum grupo de jogo de D&D 4E aí em Pernambuco.
Tenho um novato na minha mesa, estou passando coisas da 4ª comparando logo coma 3ª para que ele forme sua opinião sem minha influência.
Depois não esquece de postar aqui pra gente o testemunho a opinião dele (Credo… testemunho parece coisa de igreja…) Bom, vc entendeu.
Guzzon escreveu:
As pessoas adoram FR, suas histórias, personagens e afins… se qualquer mudança mexer num ponto que a pessoa goste aquela vai ser a “pior mudança que a WotC poderia fazer”, e acredite, isso é dito colocando de lado a mecânica e a lógica, é somente emoção.Isso é ruim? Não. O fato do sistema ter tantos adeptos e muitos deles ferrenhos críticos/defensores apenas demonstra que o sistema tem força, inclusive para lançar uma nova edição mudando razoavelmente sua “embalagem” e ainda continuar muito bem cotado.
Entendi seu ponto Guzzon, e te cubro de razão. Grande parte desse preconceito que foi gerado em cima do D&D 4E realmente veio desse lance emocional que vc explicou. Essa “mudança de embalagem” é mais um indício do meu argumento dobre a troca de público que a WotC fez.
Daniel Don escreveu:
eu estou jogando um playtest com os amigos de mesa, e gostando bastante. Inclusive já estamos montando personagens pra uma campanha longa de Eberron que deve começar esse segundo semestre.
Olá Daniel!
Acompanho seus e-mails pelas listas que participo. É bom tê-lo por aqui e melhor ainda saber que o incentivo foi positivo na sua mesa de RPG.
O jogo não é muito compatível com a antiga edição (de modo que é difícil converter campanhas), e partindo desse pressuposto é um jogo bem legal.
O D&D 4E é tão compatível com o D&D 3E quanto o D&D 3E era compatível com o AD&D, como uma nova edição tem que ser. Nesse ponto eu acho que eles acertaram. Masé como eu disse, estou criando muita expectativa sobre os Campaign Guides dos cenários. O Nolan passou com honras no crivo da expectativa que eu criei em cima do Cavaleiro das Trevas, vamos ver como o novo time de game design da WotC se sai nessa prova.
Johnny Valchrist escreveu:
Creio que a 4ª edição do D&D foi enfiada güela abaixo, pois ninguém estava reclamando do D&D 3, pelo contrário, estavam elogiando ( e muito) as melhorias para o 3.5.
Olá Johnny,
Não sei se eu entendi direito seu ponto, mas parte do meu argumento sobre a troca de público tem a ver exatamente com isso que vc falou.
O D&D 4E não é focado no público das antigas edições. Parte desse público acompanhou o mercado do entretenimento, outra parte simplesmente ficou pra trás. Grande parte do público de RPG está “encalacrada” aí nesse meio do caminho. A WotC conseguiu atrair a atenção de uma gigante nesse mercado e agora precisa retribuir esse investimento dela no nosso nicho. D&D agora está na mesma folha de pagamento dos Transformers, Barbie, G.I. Joe e por aí vai.
A WotC adotou como estratégia focar num público que está em ascensão plena: a indústria do videogames. Trocou para um público que gasta mais para lucrar mais. Baseado nisso, eu não acho que ela esteja enfiando nada “goela abaixo”, afinal ela não está mais mirando nas pessoas que teriam que “engolir atravessado” o D&D 4E.
No entanto, assim como você, eu espero do fundo do meu coração que ela não dê mancada com os veteranos. Por isso a minha expectativa sobre os Campaign Guides e o D&D Insider está enorme, mas também é por isso que, por hora, eu estou satisfeito. Agora, a WotC está, aparentemente, sendo “obrigada” a fazer uma coisa “mais profissional” (ou “menos amadora”, como quiser). O mercado pediu isso.
Era isso ou o retorno a Idade da Pedra no RPG (a tal “Geração Xerox” da qual o povo tanto reclama por aqui no país e à qual se orgulham de ter participado e “sobrevivido”).
O nosso Hobby é um produto e estamos fadados a gastar cada vez mais para suprirmos nossos vícios anseios.
Acho que essa troca de público da WotC é justamente um indício de que a estratégia do “vamos ver se conseguimos fazer eles gastarem mais” (que eles tentaram com Eberron e depois com as miniaturas) não funcionou. É como o próprio Alex disse (ou vc preferia o “Xadrez com o Fidel”?).
Não sei direito se me fiz entender, mas esse argumento complementa o de cima. Espero que vc comente de novo.
Shin escreveu:
aqueles que reclamam é porque estão de boca cheia, estão reclamando porque não querem aceitar que a nova edição ficou boa, ou então porque acabaram de comprar os livros de D&D 3.5
Olá Shin,
Acho que não é só isso não. O lance emocional que o Guzzon citou tem muito a ver. A própria Dani (e a nossa eterna discussão sobre os Gnomos na 4E ^^) é uma exemplo clássico dessa ligação emocional dos jogadores com alguns elementos do cenário que ficaram em segundo plano nos livros básicos.
Por hora, eu prefiro crer que tudo tem a ver com modulação e organização: regras pra um lado, ambientação pro outro. No entanto, só vamos saber mesmo quando tivermos os Campaign Settings em mãos. Talvez nem no primeiro (Forgotten Realms, daqui dois meses) isso fique claro, afinal esse cenário sofre do “mal do fanatismo” que o Guzzon já explicou no comentário dele. No Eberron as coisas já ficam bem mais “analisáveis”.
Franciolli escreveu:
O PH traz raças básicas do genérico, mas não são/serão os livros do jogador dos cenários que trará/trarão as raças básicas do cenário?
Eu estou acreditando piamente nisso. Espero que eles não me decepcionem.
Não só as raças, mas as classe, as trilhas exemplares, os destinos épicos e, mais do que isso, toda a ambientação, descrição e enredo que “falta” nos livros básicos.
Alex escreveu:
Agora as ilustrações estão demais.
Eu adoro o William O’Connor, mas nada substitui a minha predileção pelo trabalho fantástico do Mr. Reynolds. Sei que não se deve julgar um livro pela capa, mas confesso que 40% da atenção que estou dedicando ao Pathfinder se dá pela presença tão forte da arte do WR por lá.
O cara é muito fera.
Peter Primordial escreveu:
É isso ai, D&D 4ed experimente! Recomenda Peter Primordial.Por quê? Por que é como querer explicar o RPG em si, a melhor forma ainda é simplesmente sentar e jogar
Ponto pro Peter!
E digo mais: escolha bem com qual grupo você experimentar! A primeira impressão não é a que fica, mas é a que marca!
Digo isso não só para o D&D 4E, mas para qualquer RPG. Devido o passatempo ter essa “maleabilidade” no estilo e no modo de jogar (que, ao meu ver, é responsável por grande parte do charme do jogo), é muito importante que se escolha bem onde e com quem se criará sua opinião sobre qualquer coisa ligada ao RPG: a mecãnica do jogo em si (pra quem não conhece o jogo), um sistema de regras ou cenário de ambientação muito diferente do que você está acostumado (para quem torce o nariz para as coisas mais exóticas) e, porque não, para experimentar a nova edição do D&D também.
Exemplo? Parte da garotada aqui do condomínio aqui onde eu moro jogaram 4E num evento da capital e odiaram! Penei, mas convenci eles a, duas semanas depois, jogar uma aventura introdutória de 4E (Into the Shadowhaunt) com o grupo deles. Não mexi no sistema, mas usei o estilo de narração e a dinâmica de jogo que eu sei que eles gostam e os pimpolhos não vêem a hora de começarmos uma nova campanha em 4E!
Acho que isso é comum por aí. Acho também que boa parte do preconceito contra “jogar RPG em evento” vem daí. Mas isso é pano pra outra manga…
Santiago escreveu:
Um sistema nada mais é do que um conjunto de regras a serem adaptadas pelos mestres, pois sou da teoria “não gostou, muda”. Mapas não são necessários e nem obrigatórios, minis menos ainda. As regras por estarem mais simples e dinâmicas trazem de volta a interpretação que poderiam ser ignoradas nas mãos de um player apelão! E isso era muito fácil, até comum de acontecer!
Olá Santiago,
Na verdade, eu sou da turma que acredita a interpretação no D&D independe da edição. Já falei um pouco sobre de onde eu acho que surgiu essa impressão que se tem sobre as edições anteriores do D&D favorecem mais a interpretação, mas o sistema nunca dependeu dela (o que eu acho perfeito, afinal muita gente tímida que eu conheci e para quem eu mestrei durante anos não jogaria se dependesse), mas o D&D certamente fica bem mais legal com ela. Desde sempre.
A única coisa com a qual estou ainda alerta vem a ser a D&DInsider e como isso vai nos afetar aqui, pois para que leu os 3 básicos percebe que “falta” algo. Será que esse “algo” está lá? Teremos acesso a ele?
Eu compartilho sua expectativa pelo que está por vir. D&D Insider, cenários em três únicos livros, avanços temporais significativos e tudo que está sendo sussurrado por aí. Nos resta esperar e criticar baseados no que temos por enquanto.

22 de julho de 2008 às 19:22
“First Post” (Brincadeira)
Estava lendo o blog, e alguns detalhes me fizeram lembrar de uma outra coisa: GURPS, JAGS e FUDGE.
Digo esses três pela sua “parte” genérica.
São sistemas completos, detalhistas, casuais; mas, seja lá como for, são sistemas que não tem um “merchan” tão forte.
O D&D 4th veio com um merchan um pouco mais forte do que eu estou acostumado a ver nos livros de regras (não apenas os nacionais, mas também nos padrões internacionais)…
Isso é claro, é outra história.
Agora vamos ao post, pois já fui parar longe demais:
Concordo com o Santiago: muita coisa o mestre faz, eu mesmo tenho minhas “house rules” que uso, algumas mesmo são quase “clichê” em mesa de RPG. Exemplo?
Rolando os atributos, você olha aquele 6 e, de acordo com o livro, o jogador mantém esse valor (se a soma dos modificadores for maior que 3, e tiver pelo menos um valor maior que 13, isso na 3ª ed.); porém, na prática, a grande maioria dos mestres deixa “re-rolar” esse valor.
Isso é mudar as regras, quebrar a corrente.
Então o que nos impede de fazer o mesmo com a quarta edição?
Volto a dizer: “Estão reclamando de boca cheia”
PS.: Quando sai o novo podcast? Estou ansioso!