Videogame de Papel IV (ou “4E Pós Cavaleiro das Trevas”)
Postado no dia 22 de julho de 2008 por Bruno Cobbi em Videogame de Papel
Fui proibido pela equipe de postar comentários com mais de dez mil caracteres (mas vocês ainda podem, ok?). Sendo assim, não vejo outra alternativa senão dar continuidade à “saga”. Se você não faz a menor idéia do que eu estou falando (e eu não acharia isso nada estranho), basta dar uma boa olhada aqui, aqui e aqui.

Here we go again! :-D
Rey Jr escreveu:
Apesar de parecer que estou falando do 4E (e pensando bem, pode muito bem ser), o sistema a que me referia era o de Comentários! Estou com a leve impressão de que vocês JÁ se arrependeram de não terem disponibilizado antes!
Olá Rey,
Os planos pro sistema de comentários já datam desde o ano passado. Íamos esperar correria da 4E passar, mas como houve um grande apelo dos leitores, preferimos adiantar um pouco. Só lamentamos não estar conseguindo dar aos comentários a atenção que eles merecem. Mas eu sei que vcs me perdoam, afinal é por uma boa causa! :-)
Armageddon escreveu:
O sistema de comentários é tão bom que agora tu nem precisa mais ficar pensando muito pra conseguir novas matérias. É só responder os leitores!
É verdade! Só a Dani já me deu idéias pra mais uns 3 artigos! Imaginem agora, com todos vocês por aqui! Waw…
Dani escreveu:
Com certeza os gnomos saíram de cena por não ser populares, eu mesma admito que nunca joguei de gnomo. Mas em parte eu culpo a abordagem que eles tiveram, tentarem colocar gnomos como bardos para mim não foi uma boa jogada. Uma coisa que eu sempre quis fazer foi um gnomo inventor, mas nunca teve nenhuma boa classe para isso (tinham algumas prestiges, mas nada que realmente chamasse a atenção).
Olá Milady!
Viu! Ninguém jogava com eles, pobrezinhos! Era mais os Mestres que usavam mesmo. :-D
Sobre colocá-los como bardos, a idéia não é ruim, acho que eles pecaram em tentar juntar duas coisas que eram meio infames pra tentar fazer algo mais popular. Foi uma boa saída: não descaracterizava a raça (pelo estilo brincalhão e sem treta com ninguém) e reforçava o conceito da classe — já matava dois coelhos “numa caixa d’água só”, afinal o bardo também sempre foi mais dos Mestres do que dos jogadores.
Não deu certo. :-(
O Warcraft d20 tem uma classe feita para os goblins desse cenário (bem peculiares, por sinal) que cabe certinha nesse conceito de inventor que vc quer dar pro seu gnomo: o Faz-Tudo (Tinker, no original). Recomendo uma boa olhada. Na versão em português do livro básico de Warcraft, ela está na página 63.
Eu li seu artigo sobre o X-Crawl, mas nunca tinha ouvido falar dele antes, parece interessante, se a pergunta foi um convite, estou interessadíssima.
Seja bem vinda! A idéia é ministrar a tal mini-campanha (que também pode ser jogada como aventuras soltas, pra ninguém ter a obrigação de ficar “me acompanhando” cidade afora) nesses eventos que o d3system participa (Carmel, Bobs, Domingo RPG, RPG na Devir, etc.). Vai ser meio que um “campeonatão” de X-Crawl mesmo, com equipes, classificação geral, eliminatórias e possivelmente até uma atividade especial no EIRPG.
Mais novidades em breve aqui pelo blog.
Alex escreveu:
Como é gostoso malhar o “novo”. De repente lembrei-me de estar reclamando do apelativo 3° ed.
He, he, he… :-D
Na hora me lembrei de loading screen de qualquer MMORPG ou até mesmo do Neverwinter. E depois é jogo de RPG? Tô começando a pender para o lado daqueles que chamam isso de jogo de tabuleiro ou videogame de papel
Já escutei cada argumento um mais engraçado que o outro á respeito disso! Tem cada um mais campeão do que o outro! Nesse ponto, eu concordo com o Tsu, dependendo do videogame que estivermos falando, eu visto a camisa com muito orgulho dessa comparação!
Flávio “Dragathron” escreveu:
Bom estreando aqui, nem na Casa de Vidro eu cheguei a postar.
Não seja por isso, seja bem vindo.
Cara que pena que eu moro em PE e não posso participar de suas mesas de 4ª ed, li um pouco e até agora eu gostei, e para experimentar por aqui eu tenho que mestrar, estou carente de mestres na minha cidade.
O d3system já colabora com o pessoal do Trampolim da Aventura, que trabalha o RPG aí no Rio Grande do Norte. Temos planos para estreitar esse relacionamento e quem sabe não rola uma visita ao nordeste um dia desses! Em todo caso, vou comentar sobre o seu caso com o Franciolli e com o pessoal do RPGArautos para saber se eles tem como te indicar algum grupo de jogo de D&D 4E aí em Pernambuco.
Tenho um novato na minha mesa, estou passando coisas da 4ª comparando logo coma 3ª para que ele forme sua opinião sem minha influência.
Depois não esquece de postar aqui pra gente o testemunho a opinião dele (Credo… testemunho parece coisa de igreja…) Bom, vc entendeu. :-)
Guzzon escreveu:
As pessoas adoram FR, suas histórias, personagens e afins… se qualquer mudança mexer num ponto que a pessoa goste aquela vai ser a “pior mudança que a WotC poderia fazer”, e acredite, isso é dito colocando de lado a mecânica e a lógica, é somente emoção.Isso é ruim? Não. O fato do sistema ter tantos adeptos e muitos deles ferrenhos críticos/defensores apenas demonstra que o sistema tem força, inclusive para lançar uma nova edição mudando razoavelmente sua “embalagem” e ainda continuar muito bem cotado.
Entendi seu ponto Guzzon, e te cubro de razão. Grande parte desse preconceito que foi gerado em cima do D&D 4E realmente veio desse lance emocional que vc explicou. Essa “mudança de embalagem” é mais um indício do meu argumento dobre a troca de público que a WotC fez.
Daniel Don escreveu:
eu estou jogando um playtest com os amigos de mesa, e gostando bastante. Inclusive já estamos montando personagens pra uma campanha longa de Eberron que deve começar esse segundo semestre.
Olá Daniel! :-D
Acompanho seus e-mails pelas listas que participo. É bom tê-lo por aqui e melhor ainda saber que o incentivo foi positivo na sua mesa de RPG.
O jogo não é muito compatível com a antiga edição (de modo que é difícil converter campanhas), e partindo desse pressuposto é um jogo bem legal.
O D&D 4E é tão compatível com o D&D 3E quanto o D&D 3E era compatível com o AD&D, como uma nova edição tem que ser. Nesse ponto eu acho que eles acertaram. Masé como eu disse, estou criando muita expectativa sobre os Campaign Guides dos cenários. O Nolan passou com honras no crivo da expectativa que eu criei em cima do Cavaleiro das Trevas, vamos ver como o novo time de game design da WotC se sai nessa prova.
Johnny Valchrist escreveu:
Creio que a 4ª edição do D&D foi enfiada güela abaixo, pois ninguém estava reclamando do D&D 3, pelo contrário, estavam elogiando ( e muito) as melhorias para o 3.5.
Olá Johnny,
Não sei se eu entendi direito seu ponto, mas parte do meu argumento sobre a troca de público tem a ver exatamente com isso que vc falou.
O D&D 4E não é focado no público das antigas edições. Parte desse público acompanhou o mercado do entretenimento, outra parte simplesmente ficou pra trás. Grande parte do público de RPG está “encalacrada” aí nesse meio do caminho. A WotC conseguiu atrair a atenção de uma gigante nesse mercado e agora precisa retribuir esse investimento dela no nosso nicho. D&D agora está na mesma folha de pagamento dos Transformers, Barbie, G.I. Joe e por aí vai.
A WotC adotou como estratégia focar num público que está em ascensão plena: a indústria do videogames. Trocou para um público que gasta mais para lucrar mais. Baseado nisso, eu não acho que ela esteja enfiando nada “goela abaixo”, afinal ela não está mais mirando nas pessoas que teriam que “engolir atravessado” o D&D 4E.
No entanto, assim como você, eu espero do fundo do meu coração que ela não dê mancada com os veteranos. Por isso a minha expectativa sobre os Campaign Guides e o D&D Insider está enorme, mas também é por isso que, por hora, eu estou satisfeito. Agora, a WotC está, aparentemente, sendo “obrigada” a fazer uma coisa “mais profissional” (ou “menos amadora”, como quiser). O mercado pediu isso.
Era isso ou o retorno a Idade da Pedra no RPG (a tal “Geração Xerox” da qual o povo tanto reclama por aqui no país e à qual se orgulham de ter participado e “sobrevivido”).
O nosso Hobby é um produto e estamos fadados a gastar cada vez mais para suprirmos nossos vícios anseios.
Acho que essa troca de público da WotC é justamente um indício de que a estratégia do “vamos ver se conseguimos fazer eles gastarem mais” (que eles tentaram com Eberron e depois com as miniaturas) não funcionou. É como o próprio Alex disse (ou vc preferia o “Xadrez com o Fidel”?).
Não sei direito se me fiz entender, mas esse argumento complementa o de cima. Espero que vc comente de novo. :-)
Shin escreveu:
aqueles que reclamam é porque estão de boca cheia, estão reclamando porque não querem aceitar que a nova edição ficou boa, ou então porque acabaram de comprar os livros de D&D 3.5
Olá Shin,
Acho que não é só isso não. O lance emocional que o Guzzon citou tem muito a ver. A própria Dani (e a nossa eterna discussão sobre os Gnomos na 4E ^^) é uma exemplo clássico dessa ligação emocional dos jogadores com alguns elementos do cenário que ficaram em segundo plano nos livros básicos.
Por hora, eu prefiro crer que tudo tem a ver com modulação e organização: regras pra um lado, ambientação pro outro. No entanto, só vamos saber mesmo quando tivermos os Campaign Settings em mãos. Talvez nem no primeiro (Forgotten Realms, daqui dois meses) isso fique claro, afinal esse cenário sofre do “mal do fanatismo” que o Guzzon já explicou no comentário dele. No Eberron as coisas já ficam bem mais “analisáveis”.
Franciolli escreveu:
O PH traz raças básicas do genérico, mas não são/serão os livros do jogador dos cenários que trará/trarão as raças básicas do cenário?
Eu estou acreditando piamente nisso. Espero que eles não me decepcionem.
Não só as raças, mas as classe, as trilhas exemplares, os destinos épicos e, mais do que isso, toda a ambientação, descrição e enredo que “falta” nos livros básicos.
Alex escreveu:
Agora as ilustrações estão demais.
Eu adoro o William O’Connor, mas nada substitui a minha predileção pelo trabalho fantástico do Mr. Reynolds. Sei que não se deve julgar um livro pela capa, mas confesso que 40% da atenção que estou dedicando ao Pathfinder se dá pela presença tão forte da arte do WR por lá.
O cara é muito fera. :-D
Peter Primordial escreveu:
É isso ai, D&D 4ed experimente! Recomenda Peter Primordial.Por quê? Por que é como querer explicar o RPG em si, a melhor forma ainda é simplesmente sentar e jogar
Ponto pro Peter!
E digo mais: escolha bem com qual grupo você experimentar! A primeira impressão não é a que fica, mas é a que marca!
Digo isso não só para o D&D 4E, mas para qualquer RPG. Devido o passatempo ter essa “maleabilidade” no estilo e no modo de jogar (que, ao meu ver, é responsável por grande parte do charme do jogo), é muito importante que se escolha bem onde e com quem se criará sua opinião sobre qualquer coisa ligada ao RPG: a mecãnica do jogo em si (pra quem não conhece o jogo), um sistema de regras ou cenário de ambientação muito diferente do que você está acostumado (para quem torce o nariz para as coisas mais exóticas) e, porque não, para experimentar a nova edição do D&D também.
Exemplo? Parte da garotada aqui do condomínio aqui onde eu moro jogaram 4E num evento da capital e odiaram! Penei, mas convenci eles a, duas semanas depois, jogar uma aventura introdutória de 4E (Into the Shadowhaunt) com o grupo deles. Não mexi no sistema, mas usei o estilo de narração e a dinâmica de jogo que eu sei que eles gostam e os pimpolhos não vêem a hora de começarmos uma nova campanha em 4E!
Acho que isso é comum por aí. Acho também que boa parte do preconceito contra “jogar RPG em evento” vem daí. Mas isso é pano pra outra manga…
Santiago escreveu:
Um sistema nada mais é do que um conjunto de regras a serem adaptadas pelos mestres, pois sou da teoria “não gostou, muda”. Mapas não são necessários e nem obrigatórios, minis menos ainda. As regras por estarem mais simples e dinâmicas trazem de volta a interpretação que poderiam ser ignoradas nas mãos de um player apelão! E isso era muito fácil, até comum de acontecer!
Olá Santiago,
Na verdade, eu sou da turma que acredita a interpretação no D&D independe da edição. Já falei um pouco sobre de onde eu acho que surgiu essa impressão que se tem sobre as edições anteriores do D&D favorecem mais a interpretação, mas o sistema nunca dependeu dela (o que eu acho perfeito, afinal muita gente tímida que eu conheci e para quem eu mestrei durante anos não jogaria se dependesse), mas o D&D certamente fica bem mais legal com ela. Desde sempre.
A única coisa com a qual estou ainda alerta vem a ser a D&DInsider e como isso vai nos afetar aqui, pois para que leu os 3 básicos percebe que “falta” algo. Será que esse “algo” está lá? Teremos acesso a ele?
Eu compartilho sua expectativa pelo que está por vir. D&D Insider, cenários em três únicos livros, avanços temporais significativos e tudo que está sendo sussurrado por aí. Nos resta esperar e criticar baseados no que temos por enquanto.




































18 Comentários
Shin
22 de julho de 2008
“First Post” (Brincadeira)
Estava lendo o blog, e alguns detalhes me fizeram lembrar de uma outra coisa: GURPS, JAGS e FUDGE.
Digo esses três pela sua “parte” genérica.
São sistemas completos, detalhistas, casuais; mas, seja lá como for, são sistemas que não tem um “merchan” tão forte.
O D&D 4th veio com um merchan um pouco mais forte do que eu estou acostumado a ver nos livros de regras (não apenas os nacionais, mas também nos padrões internacionais)…
Isso é claro, é outra história.
Agora vamos ao post, pois já fui parar longe demais:
Concordo com o Santiago: muita coisa o mestre faz, eu mesmo tenho minhas “house rules” que uso, algumas mesmo são quase “clichê” em mesa de RPG. Exemplo?
Rolando os atributos, você olha aquele 6 e, de acordo com o livro, o jogador mantém esse valor (se a soma dos modificadores for maior que 3, e tiver pelo menos um valor maior que 13, isso na 3ª ed.); porém, na prática, a grande maioria dos mestres deixa “re-rolar” esse valor.
Isso é mudar as regras, quebrar a corrente.
Então o que nos impede de fazer o mesmo com a quarta edição?
Volto a dizer: “Estão reclamando de boca cheia”
PS.: Quando sai o novo podcast? Estou ansioso!
Felipe Velloso
22 de julho de 2008
No caso do D&D, até pode ser verdade, mas acredito que a interpretação ganha muito quando tem mecânicas atreladas a ela, seja na forma da “morality” e dos “derangements” do novo WoD, sejam os testes de loucura ou horror do velho Ravenloft.
Me divirto jogando D&D, e possuo os livros da primeira edição até a 3.5, mas sempre senti que o sistema era ruim de algum modo, pois não servia aos propósitos do meu tipo de jogo. Ainda sim, compreendo que é uma questão pessoal, e que D&D serve muito bem para campanhas de lutas épicas e fantasia medieval.
Leonardo "Underdark" Gruber
22 de julho de 2008
Realmente, Cobbi, o pessoal desceu a porrada na 4ª edição com constatações do tipo “é impossível usar o sistema para fazer interpretação” — como se a 3º edição desse muita brecha para isso.
Mas uma coisa que pode vir a incomodar os poucos não-adoradores de World of Warcraft (como eu) é a estilização do sistema em si para “poderes por turno”. Mestrei no Dia Mundial, vi uma grande diferença de ânimo nos jogadores por simplesmente fazer coisas do tipo atacar e empurrar o adversário 1 quadrado. Trocentas vezes mais empolgante que o maldito do “grapple”. Mas toda a estética do novo D&D é voltada para encaixar-se com o WoW e outros jogos online (e animes… Tem até citação ao anime do mongezinho careca no DMG… Nada contra, mas eu acho que deixa o livro “temporalizado” demais… daqui a dois anos, quando eu reler aquilo vou pensar “nossa, esse livro está ficando velho… e eu tb”).
Assim como o Louis em Entrevista com Vampiro, eu digo: a estética é importante. Na verdade, é fundamental. A nova estética do D&D tem tudo pra fazer “grapple” sem direito a ataque de oportunidade em toda uma nova geração de jogadores que joga WoW e vai manter viva a tocha olímpico-sedentária do D&D. E é nisso que os fãs das antigas, mesmo os mais abertos, vão sofrer o primeiro golpe (penso eu).
Após algumas partidas, se o DM não souber elaborar uma campanha muito divertida, pode ser que ele acabe evoluindo os personagens somente para aliviar a tensão sobre seus ombros (já que novos poderes trazem novas opções, ou seja: dê ao viciado o que ele quer). E está armada a queda para o fatídico “esse jogo não é mais tão legal assim”.
Claro, estou sendo catastrofista (ou melhor dizendo, uniformitarista… Já que esse mesmo enjôo ocorreu na terceira edição, com classes de prestígio e talentos). E é nessa estética, tb, que pode cair a casa. Se por algum motivo uma nova mania de fantasia medieval surgir, seja ela em filmes (o Hobbit tá vindo aí, e em 2 filmes…) ou games (Age of Conan, alguém?), todo o trabalho da Wizards ficará parecendo coisa do passado (WoW e adjacentes). E, levando em conta que o mundo digital evolui muito mais rápido que o mundo dos livros (vai que ano que vem WoW enjoa, e a nova onda é fantasia mais realista?), isso pode ser a deixa para editoras como a Paizo tomarem a liderança… Se as coisas são cíclicas, será a hora de uma nova editora saída do nada fazer a nova onda (ao estilo White Wolf e o Mundo das Trevas na década grunge?)!
Claro, baseio meu pensamento no suposto fato de que os jogadores que compõem a maioria dos novatos seja de adolescentes que jogaram WoW… Mas daí penso em um amigo meu, de 26 anos, fã de WoW, que nunca havia jogado D&D na vida, me procurou pois gostaria de jogá-lo. Daí é o famoso “…ou não”, que deve acompanhar toda afirmação racional…
Mas…
Reclamo de barriga cheia. Gostei do novo sistema, estou esperando a oportunidade certa de começar uma nova campanha com ele!
Abraços Cobbi! Continue com os artigos!
PS: Gnomos são inventores e fim de papo. Dá-lhe a velha Dragonlance mostrando como se faz! ;-)
Cobbi
22 de julho de 2008
Olá Shin,
Sim! Esse merchadising tem muito a ver com o lance do mercado crescendo (e a WotC correndo atrás dele) que eu venho comentando — é um indício forte disso aliás. Antes o D&D não era encarado como marca (conceito de branding mesmo) e eu não tenho dúvidas que esse foi um dois motivos pelo qual a curva de evolução da TSR (nos EUA) e do investimento da Grow e da Abril nesse jogo (aqui no Brasil) foram tão similares.
Particularmente, não acho que usar branding no D&D seja ruim. Já tentaram fazer do outro jeito antes (mais de uma vez) e não deu certo. Agora, eles criaram todo um hype em volta do D&D 4E e das novidades que ainda estão por vir. No RPG, D&D é vanguarda né cara… Mas como vc disse, isso é pano pra outra manga (haja Videogame de Papel!). :-D
Acho que todo mundo tem. Exemplos? Nas minhas mesas os dados para a cura que caem “1″ nunca valem, uma vez por sessão os jogadores tem a prerrogativa de rolar um encontro sem o escudo do mestre (e superá-lo vale 25% a mais de XP) e dado que cai fora da mesa (no chão) nunca vale. Acho que esse lance de house rules existe em todo o lugar. É como truco ou futebol: a essência é a mesma, mas ninguém joga exatamente igual.
O que me dá tristeza é ver o pessoal jogando D&D com outra essência: uma dinâmica uma mesa e um estilo de narração/interpretação que seria muito mais divertido (e melhor aproveitado) em outro sistema. Aliás, eu já levantei essa bola no primeiro VdP, mas não custa reforçar. :-)
A segunda edição do d3Cast falará sobre jogo organizado. Já entramos em contato com os RPGArautos e com o pessoal do The Camarilla e e a gravação deve ocorrer na primeira quinzena de Agosto. Felizmente, coordenar o cronograma das duas associações (e do estúdio de gravação) não é uma tarefa nada fácil (felizmente pois, afinal, é muito bom ambas estejam ocupadas divulgando o RPG, oras! :-D ), o d3Cast #02 só entra no cronograma mensal de previsão de postagem da equipe na terceira semana de Agosto.
Mas nós também estamos ansiosos!
Olá Fellipe.
A resposta para esse e para o seu outro post sobre Ravenloft acabou rendendo tanto pano pra manga que o Videogame de Papel V já está na metade e tem tema definido: Ravenloft e o D&D 4E.
Aguarde!
Não só a terceira, o sistema de D&D nunca dependeu de interpretação, desde a capa branca até hoje.
Sério que eu ainda não vi isso?!
Me passa essa referência (página exata) pra eu ver? :-D
Até hoje, só vi referências tão diretas no Book of Nine Swords (pág. 6, box “Behind the Curtain: Blending Genres”, no segundo parágrafo), que fala sobre a “orientalização” do conceito de fantasia medieval européia. Lá eles declaram abertamente a influência dos animes, cultura Wuxia, e videogames nos cenários de fantasia mais modernos. Mais diretamente, eles citam as sagas Final Fantasy, Soul Calibur, Kill Bill e Matrix.
Dependendo da referência, vale a pena. Por mais que a gente não enxergue agora, muita coisa já ficou muito mais marcada do que a gente imagina na nossa cultura de entretenimento. Exemplo? Pokémon (nada ver com RPG de propósito, mas é um ícone mais moderno dessa “orientalização”). Passou a febre? Passou, mas a franquia está viva e firme até hoje. Aliás, pokémon (assim como o D&D) acabou sendo vanguarda também. Vai durar para sempre? Não, mas quem é que dura? Nem o AD&D (que tinha ambientações excelentes) durou. É tudo uma questão de referências e de equilíbrio mercadológico-cultural. É semiótico.
Ok. Parei.
Waw! Bonito isso hein! :-)
Eu não gosto de entrar nesse território dogmático do academicisimo. Parece tudo meio pantanoso e, quando entra o RPG na conversa então, o nível de abstração às vezes me assusta um bocado. Talvez seja por isso que eu não tenha conseguido entender direito a que você quis se referir (e o que você considera que seja) a “nova estética do D&D” e nem qual é o valor/importância/semântica que você agrega a essa “tocha olímpico-sedentária do D&D”.
No entanto realmente parece um bom argumento e eu queria que você explicasse isso um pouco melhor. Me parece uma fonte forte pra um artigo inteiro.
Não só na terceira não! Alguém aí se lembra das reclamações dos veteranos sobre os famosíssimos capas marrons na época do AD&D (talvez o Giltônio)? E quando lançaram os Player’s Options então?! (Skills & Powers e Spells & Magic). Pelo Olho Cego de Vecna! Quem diria hein! Se não fossem por eles hoje provavelmente o D&D já estaria sujeito a todas as magias de Necromacia do 3º círculo pra cima. :-)
Tem outra, se o cara é um jogador “combeiro” não é a edição ou sistema que vai impedi-lo (ou incentivá-lo) a criar combos e acumular poder, pois é assim que ele se diverte! Está errado? Óbvio que não! Desde que ele encontre o grupo (e o sistema) certo para se divertir desse jeito. E, sinceramente, D&D, GURPS e 7th Sea são ótimas escolhas nesse caso. O que não pode acontecer é o fulano atrapalhar o restante do grupo com isso.
Os primeiros capítulos do Dungeon Master Guide II e, com mais profundidade, do próprio DMG 4E falam sobre como lidar com essas (e outras) expectativas dos jogadores. Lá existem soluções ótimas e nenhuma delas depende de mudanças na estética ou na abordagem temática ou mecânica do jogo — se o mestre passa todo mundo de nível só pra “limpar sua barra” então tem alguma coisa errada com o grupo de jogo e não com o sistema que eles estão jogando.
Suposição: deixando boa parte desse extremismo (catastrófico ou otimista) de lado, pare um instante e imagine-se no papel ilustre de Bill Slavicek: você atraiu a atenção aterradora de uma gigante e ralou para convencê-los a pagar os tubos pela melhor engine de suporte a RPG Online da galáxia. Agora, obviamente, você precisa dar o melhor retorno ($$$) que puder. Qual a sua estratégia? Em que mercado você investiria?
Belo MEME hein!
Continuem vocês com comentários tão legais! Como o próprio Armageddon disse, esses artigos são fruto das elucubrações coletivas do pessoal aqui no blog, conseqüentemente eles não são só meus, e sim nossos! :-D
(Waw… “Elucubrações Coletivas”… Bonito isso também hein!)
Phil Souza
23 de julho de 2008
Uou, aqui estou! É até engraçado, isso aqui ta bem movimentado e talvez eu tenha sido um dos primeiros a reclamar que queria comentários aqui e só apareci agora
Eu já falei dos gnomos lá no blog e no caso dos goblins do Wacraft o Faz-Tudo tem uma proposta muito boa. A classe faz os jogadores viajarem enquanto tem um faz-tudo no grupo exatamente por que o nível tecnologico das coisas que ele pode fazer é absurdo…
O problema é que as regras no livro de Warcraft lançado aqui não são completas, com umas adaptações elas ficam bem, bacanas! No novo livro de rpg de warcraft esse baseado no jogo online as regras novas estão bem mais evoluidas.
Alias a linha de Warcraft não é interesse de vocês? Ou terminar a linha antiga ou prosseguir com a nova baseada no mundo online?
Daniel Don
23 de julho de 2008
Engraçado como eu mudei a minha opinião em relação ao sistema (torcia o nariz no começo, como todo bom veterano-chato). Mas agora os jogos estão fluindo tranqüilamente, e acaba que eu só reforço a minha e a sua opinião sobre o sistema ser um suporte (interpretação em qualquer edição de D&D). Afinal, na última sessão voltamos para a vila com os ingredientes para curar uma praga e nos divertimos horrores só interpretando, usando um ou outro teste de Perícia, e o sistema não atrapalhou em nada isso.
Hoje em dia, minha única ressalva grave com o sistema, e o motivo pelo qual eu até agora não pensei em adotá-lo para mestrar, é a dificuldade de lidar com os poderes. Eu me imagino como Mestre fazendo a ficha de um NPC e tendo que transcrever todos os poderes dele (eu gosto de preparar as sessões à mão, e gosto de fazer as fichas completas) – fora que também sou terrível em bookkeeping. Mas de repente daqui a um tempo, quando já estivermos acostumados com eles e maneiras novas de registrá-los já tiverem sido inventadas, isso muda. Mais ou menos na mesma época que eu comprar as edições em português =P.
Abraço e continue o bom trabalho que eu tô sempre por aqui! :-D
Paulo H. Merlino "Triade"
23 de julho de 2008
Eu tb espero muito que as raças e classes básicas do cenário saiam todas tanto no FR Campaign Setting (FRCS) e no FR Player’s Guide (FRPG) –
essa última sigla ficou estilosa.
Já saiu ate um preview dos livros de FR o qual continha os genasi (adoro eles, apesar de terem posto genasi da tempestade… Eu estranhei, mas vamo lá, né?) e outras classes bem conhecidas do sistema.
Só que Cobbi, diferente de vc eu não acredito muito que eles irão fazer livros de “cenário”, como a WotC faz com o sistema deles (só ler livros como o Ritos do Dragão, e vc vai entender o q eu estou me referindo). O mercado é diferente, o alvo é diferente, e como vc mesmo disse, a “mamãe gigante” lá em cima é diferente.
E como tinha dito em um comentário anterior, será difícil (e não estou dizendo q não acontece como foi replicado) levar a garotada ao “role” depois de se acostumar com o “roll”.
Abraços e vida longa ao RPG.
Melgalian
23 de julho de 2008
Até onde eu sei, acontece em PE um encontro mensal do “Venha jogar rpg com o Bob’s e a RedeRPG em Recife!”. O pessoal de lá tem comunidade própria no orkut (RPG Recife) e o organizador é gente boa (Master_Fox).
O dia do próximo encontro costuma ser divulgado na REDERPG ou na própria comunidade, com maior antecedência.
Dani
23 de julho de 2008
Oi Cobbi,
Nossa, que bacana essa idéia de fazer uma campanha com um campeonato!
mto mto mto boa a idéia mesmo, principalmente considerando o contexto do jogo. Parabéns! Vou acompanhar as notícias ansiosamente.
Ainda acho que a idéia de gnomos bardos não é mto boa, não pela lógica utilizada, mas porque na minha cabeça gnomo nunca combinou com bardo, concordo com o Leonardo, gnomos são inventores. Mas chega de falar de gnomos né? Eles tiveram mais destaque na nossa conversa do que nos ultimos 10 anos de D&D :-D
A idéia não era reclamar especificamente da presença dos gnomos ou não, mas do que isso representa no contexto das mudanças e acho que já nos entendemos quanto a isso tbm.
Sobre o que o Shin comentou sobre house-rules, é claro que os mestres podem mudar o que quiserem, mas é isso que eu tinha comentado com o Cobbi sobre modulação, se formos considerar as possibilidades de alteração pelo Mestre não faz sentido discutir nada, é claro que o Mestre pode fazer o que quiser, mas discutir o sistema, para mim, é discutir o pacote fechado, sem personalização.
Anyway, para não acabar sendo uma veterana-chata (alias, mais chata, veteranos sempre acham alguma coisa sobre a qual resmungar) meus próximos comentários (positivos ou negativos) da 4ed virão depois que eu jogar.
Flávio "Dragathorn"
24 de julho de 2008
Não se preocupe “o testemunho” dele tá garantido.
Também espero que tudo que falta nos livros básicos venha nos livros de cenário (raças, classes, trilhas exemplares, destinos épicos e ambientação. Se não ficaríamos fadados a sermos meros roladores de dados.
Quanto aos encontros do Bobs no Recife, eu cheguei a passar lá no primeiro, mas agora to meio sem tempo por causa do trabalho. Meu sábados livres são raros e nunca batem com o dia do encontro.
Valeu e bom trabalho!
Cobbi
24 de julho de 2008
Olá Phil! Seja bem-vindo!
Eu me lembro do d3 comentando que o plugin do Technorati no painel de controle do WordPress acabou levando ele até o seu blog alguns meses depois que comentamos sobre isso por aqui. Se não me engano, ele chegou a escrever por lá e esclarecer tudo, confere?
De qualquer forma, é como eu disse para o Rey Jr, os planos existem a um tempão e vocês (e eu! ^^) tínhamos razão. A equipe toda está feliz com o resultado dos comentários, assim como os leitores. No final, todo mundo saiu ganhando. Só lamentamos não poder dar agora aos comentários um pouco mais de atenção (como a que você tem com o Dados Limpos, por exemplo).
Assim que a correria com a 4E e com o EIRPG (etapa Curitiba) acabar, temos mais algumas surpresinhas na manga para o segundo semestre.
Aguardem!
Na minha mesa, o jogador do gnomo inventor era fãzaço de steampunk, Willow e Scaflowne. Ele usou a classe Faz-Tudo (com adaptações mínimas, afinal eu não mestro em Azeroth) e o plot que criamos pro gnomo dele ficou super coerente com o cânone de D&D. Rendeu diversão ao meu arco de campanha durante praticamente três níveis dos personagens e me deu, como Mestre, a oportunidade que eu sempre quis para apresentar aos meus jogadores um dos meus planos externos favoritos: o Nirvana Tecnlógico de Mecanus. Acabou que essa virou uma daquelas histórias que o pessoal relembra até hoje. :-)
O livro básico de Warcraft é um livro de cenário. Como tal, ele não funciona sem o Livro do Jogador. No entanto, ele não é menos completo que qualquer outro livro de cenário, como Forgotten, Dragonlance ou, numa comparação até mais fiel, o Aventuras Orientais.
Realmente, o WoW RPG é bem mais caprichado, mas quase não dá pra comparar. Primeiro pq o WoW já é 3.5 e, como foi lançado em 2005, já conta com um suporte mecânico bem maior por causa do material oficial que já havia sido lançado pela própria WtoC nessa altura do campeonato (como as séries “Livros Completos” e “Races of”). Outra vantagem é que, além do básico do Warcaft 3.0, o WoW já conta com muitos dos elementos dos demais suplementos 3.0 dessa linha (Alliance & Horde Compendium, Magic & Mayhem, Lands of Conflict e Shadows & Light), sem falar da evolução na maturidade da equipe de game design responsável. Além disso tudo, ele dispensa de vez o Livro do Jogador.
Em suma, embora seja perfeitamente compatível com o Warcraft RPG (tem até um PDF oficial de conversão), o World of Warcraft RPG é outro livro. Mais especificamente, eu destaco as raças dele (que já estão adaptadas para o sistema de níveis raciais) e as classes (que já antecipavam o sistema de paths do Star Wars Saga e da própria 4E — uma ótima opção para quem vai ficar no 3.5 ou no Pathfinder).
Já que falamos tanto de gnomos inventores, deixo como sugestão para o pessoal que curte um pouco mais de tecnologia, como pólvora, vapor, inventores e outras quinquilharias em suas mesas, uma boa olhada nas perícias desse livro e, principalmente no capítulo XI, que é completamente dedicado aos dispositivos tecnológicos e foi fundamental durante a minha campanha com o tal gnomo inventor.
Pra finalizar, não posso deixar o último capítulo passar batido! Ele traz regras para a criação de comunidades e foi a parte que mais me interessou no livro todo! É ótimo para os mestres que, assim como eu, sofrem acessos crônicos de grandeza!
Explico. Vez por outra, eu gosto de abordar situações mais
megalomaníacasglobais, como a colonização de terras desconhecidas, fundação de cidades e civilizações (tipo Age of Empires mesmo), propagação de pragas e desastres naturais de grande escala, tudo isso dentro do jogo mesmo — sem falar nas guerras! Eu combinei as regras desse capítulo com um sistema de combate em massa que “costurei” usando as regras do Conan RPG, Heroes of Battle, Iron Heroes e Cry Havoc e tenho sido o Mestre mais feliz do mundo nesses meus últimos três anos de campanha em Allansia. :-DO d3 esclarece as dúvidas sobre os lançamentos da linha d20/D&D da Devir na Casa de Vidro (dentro do fórum da REDE RPG) e na novíssima, Cada de Vidro Blindado (no fórum da Spell RPG). Fora isso, também existem os canais oficiais de comunicação da editora (o Fale Conosco, no próprio site e o Contatos Imediatos, o blog oficial da Devir).
Entenda que o fato do assunto ser alheio ao artigo e aos comentários não tem nada a ver com isso, afinal já deu para perceber que digressões culturais estão perfeitamente liberadas e são completamente bem-vindas, aqui certo? :-D Preferimos fazer essa separação justamente por conta do assunto que o Peres e eu fizemos questão de frisar durante nossas apresentações no Encontro de Blogs do XVI EIRPG:
O blog do d3system não é a Devir.
O blog do d3system não fala pela Devir
Embora o d3 e eu (Cobbi) trabalhemos para a Devir, todo o restante da equipe não tem lhufas nenhuma a ver com a editora e essa dissociação (pessoal aqui, profissional lá) ajuda as pessoas a entenderem que focinho de porco não é tomada. Esse blog é um canal de comunicação informal entre os membros da Iniciativa D3system e o público, mas não temos autoridade (e muito menos finalidade) de falar pela empresa. É óbvio que, por estarmos mais próximos da editora, comentamos algumas coisas sobre nosso cotidiano nos bastidores, mas tudo dentro dos limites da nossa confidencialidade e ética profissional.
Numa comparação, seria como assumir que os blogs pessoais do Bruce Cordell, Mike Mearls (ambos da Wotc) ou do Chris Pramas (da Green Ronin) fossem canais de comunicação com as respectivas editoras onde eles trabalham.
Voltamos agora à nossa programação normal!
O sistema de controle dos poderes do 4E é muito semelhante àquele usado para as magias nas edições anteriores, só que absurdamente mais didático e prático na mecânica. Praticamente, não muda nada: a planilha básica já tem um espaço reservado para anotar e calcular as informações mais relevantes de cada poder e, como vc mesmo disse, provavelmente as planilhas personalizadas também vão trazer muitas novidades.
Outra opção são as cartas que o pessoal anda improvisando por aí. Seguindo uma sugestão muito prática do DMG II, eu já aplicava esse sisteminha marcação com cartas, improvisando com meus deck protectors de cardgame e minhas anotações. Tem uns bem legais, com uns símbolos bonitos ou cores diferentes (uma cor para cada tipo de poder, sem-limite, por encontro, diários e utilitários, por exemplo), mas qualquer papel picotado serve. Mesmo no 3E as cartas já são bem mais fáceis e práticas para controlar iniciativa, pontos de vida, durações e similares; agora, com a 4E, a coisa só tende a ficar ainda mais dinâmica! :-)
Outra dica boa são as artimanhas usadas para indicar as condições, marcas e outras situações temporárias nos personagens. Eu uso umas fichinhas de um velho joguinho de cassino que eu tinha por aqui junto com meus (ex-aposentados) tokens de cardgame (parecem umas pedrinhas transparentes, não achei imagem na net). Ajudam um bocado!
Olá Paulo!
Acho que o que vc quis dizer é que a WotC (Wizards of the Coast) não fará livros de cenário como a WW (White Wolf) fez com o Ritos do dragão, certo?
Entendo seu ponto. No entanto, os Campaign Guides já estão confirmados. Minha esperança é que eles deixem a “regraiada” (raças, classes, paths, destinys, poderes, itens, rituais e similares) para os Player’s Guides e que mantenham o foco dos Guias de Campanha na descrição do cenário, história, personalidades, ecologia, geografia e tudo mais.
Na verdade, no mundo dos sonhos do Cobbi, os livros de cenário seriam como o meu precioso Titan, que não tem regra nenhuma e, conseqüentemente, serve para ser jogado em qualquer sistema de regras!
Minha experiência me diz que isso acontece naturalmente. Comigo foi assim: eu me interessei por RPG depois que li uma reportagem mixuruca do Cassaro numa extinta revista de videogame (ProGames, Gamers ou Game Power, não lembro… Foi naquela onde surgiu o Capitão Ninja! Como quadrinho de zoeira com videogames ainda). Era uma reportagem co uma folha só, de página alaranjada, com uma planilha de personagem de um astronauta como ilustração (que mais tarde eu descobri que era de GURPS). No texto, o Cassaro explicava o jogo meio por cima e eu entendi que o lance era tipo um “videogame onde eu podia criar a história, fazer meu próprio personagem e, com ele, fazer o que eu quisesse”. Daí corri atrás até que, em meados de 1993, conheci um grupo firmeza na escola e, com o First Quest, aprendemos que a interpretação era parte fundamental da coisa.
Acho difícil vc atrair a atenção de um novato (principalmente dos mais jovens) direto pelo roleplay. O que chama a atenção primeiro é o game mesmo. Entender que uma coisa não existe sem a outra no RPG é um passo natural da coisa. Com a maioria dos jogadores que conheci também foi assim (tirando um ou outro aluno de teatro). Com os garotos do meu condomínio está sendo assim.
Olha só quem apareceu aqui! :-D
Seja-bem vindo por essas bandas, meu nobre amigo dos reinos! Que a graça de Tymora e a misericórdia de Ilmater recaiam sobre sua nobre alma de aventureiro por suas elucidações!
Obrigado, milady!
Novidades virão em breve! “Não mudem de canal! A Liga Xtrema de Xploração de Masmorras volta logo após os comerciais!” :-D
Pior é que é verdade! E olha eles aparecendo por aqui de novo nos comentários! Parece que esses gnomos ainda vão dar muito pano… :-D
Então, é como eu disse para o Tríade, eu realmente espero que eles sigam o padrão adotado nos livros básicos e deixem essa parte mais ligada às regras de construção de personagens para os Player’s Guides dos cenários. O que eu espero ver nos Campaign Guides é descrição e ambientação do cenário. Fluff pra um lado, crunch pro outro. :-D
Bom, sem os finais de semana fica mais complicado. O ideal é que você tente entrar em contato com os jogadores da sua região (virtualmente ou através dos pontos de encontro na sua região) e agendar uma mesa nos dias de semana ou mesmo um jogo virtual. Aliás, o pessoal da Spell fez um podcast maneiro sobre isso essa semana. Quem sabe não te ajuda. :-)
(Quase estourei os 10.000 caracteres!)
Peter Primordial
24 de julho de 2008
Então vamos plantar uma nova mangueira, err, digo, fazer uma nova matéria sobre isso, mostrando o quão fácil é interpretar no D&D (e qualquer outro jogo “só de regras”).
De cara no D&D 3ed cito o Hero Builder’s Guidebook, que é incrível e dá para montar todo o background (histórico) do personagem e criar roleplays maravilhosos. Ok, ok, é em inglês, não teve tradução e muito provavelmente não terá, mas para quem entende inglês e reclama, ele é incrível. Foi um dos poucos livros que me chamaram realmente a atenção na 3ed.
E em português, ohhh, estamos perdidos no mundo de regras, sem nenhum roleplay? Não.
O livro básico do Daemon tem no capitulo de criação, uma das mais fantásticas tabela de criação passo-a-passo do passado/histórico do personagem, que praticamente funciona para qualquer sistema e cenário, com pequenas modificações. E o melhor é de graça e em português, assim não tem do que reclamar.
A “arte do roleplay” está acessível a todos desde sempre, é só lembrarmos de nossas brincadeiras de polícia e ladrão, e coisas do tipo (ou será que sou tão velho assim que só eu brinquei disso), e não só a um pequeno e seleto grupo “eleito” que se acha o suprasumo do RPG, não, qualquer um com um pouco de esforço e pesquisa (o bom e velho Google) consegue achar muita coisa legal, o difícil pelo que eu vejo, é a relutância em sair do mainstream (o principal), e isso desde sempre…
Já da época do AD&D já existiam netbooks, não os livros pirateados, mas material de fã com muitas novas idéias, espalhados por ai.
Enfim, é fácil tacar pedra, difícil é construir algo com elas…
Fica a dica Cobbi, pra vocês montarem uma matéria sobre o roleplay no RPG.
Abraços,
PS.: Meu intuito não foi ofender ninguém, nem atingir ninguém em especial, apenas mostrar minha opinião de que é possível sim fazer muito roleplay em qualquer rpg, independente da regra ajudar ou não.
Aff, mais um comentário gigante, desculpem ai…
Apocalipse-Now
25 de julho de 2008
Acredito que a maioria do pessoal aqui faz parte do grupo dos veteranos ou o grupo da “Melhor Idade do RPG”, eu também faço parte desse grupo, comecei com Hero Quest “quem não lembra?”.
Ainda não consegui jogar o D&D 4ªed, mas pelo material que vi na último encontro, tive a impressão que ele tenha tornado-se algo mais simples ou meio automático, também foi dito na Mesa de Vidro e alguns (vários) comentários que o Cobbi ressaltou, sei que não faço parte do público alvo, acredito que seja um sistema voltado para a nova geração de Players do Século XX.
Acho interessante a WotC Lançar essa 4ª ed com poucos livros mas com o conteúdo necessário para desenvolver qualquer tipo de jogo, comparando com 3.5 que tinha livro de tudo e para todos.
Analisando o mercado hoje acredito que essa adaptação pode colocar o D&D 4ªed em maior aceitação devido a facilidade do jogo, levanto essa hipótese baseado em comentário que li na web, não sei se alguém concorda com isso ou discorda, mas esse seria o meu ponto de vista.
PS: Cavaleiro das Trevas foi muito bom, viva o Coringa!
Alex
25 de julho de 2008
Eu não apostaria em que a WOTC irá fazer poucos livros. Inicialmente costumo acreditar nesta premissa. Mas como uma empresa, subsidiária de outra de capital aberto, necessita de lucro e para tal precisa fazer receita. Acho que logo eles engrenam a mão nos livros e ai enxurrada de livros.
Santiago
1 de agosto de 2008
Pensando no que falaram acima sobre novos livros de 4ed, me pergunto: será que virão livros ou será mais on-line?
O 3ed tinha um aspecto que eu considero o ápice dos livros, as classes de prestígio. Mas não pelo poder que elas ofereciam, mas sim pelas possibilidades de histórias. Afinal quem leu Draconomicom, ou colocou, ou quis colocar algumas das classes como vilões daquele estimado dragão que nós temos sob nossos escudos!!!
Falando em dragões, o que vocês acharam do dragão 4ed e suas novas habilidades? Eu adorei em especial porque agora um dragão se tornou um oponente quase supremo.
Voltando aos livros, não sinto muitas possibilidades de continuações e prestígios no 4ed, exceto é claro para a queridíssima Forgotten. Por quê? Simples, a história de Forgotten esta encaixando como uma luva com o 4ed e agora literalmente todo o mundo é uma ilha e para qualquer lugar que você vá as trevas te acompanharão, e atacarão.
Falando em trevas, Felipe, se você topar ajudo você a criar, ou tentar, uma mesa de 4ed para o cenário mais dark de D&D que tal? Essa idéia me veio pois conheci um RPGista no EIRPG que estava fissurado para adaptar darksun para 4ed, então pensa só que legal fazer uma versão cover e quem sabe dar certo?
Além disso, volto a insistir vivemos num país conhecido pela criatividade, sejamos criativos e tiremos qualquer impureza do novo 4d!!!
PS: Pra quem tava falando do WoW, ainda penso que o 4ed tá bem mais legal que o jogo de PC!!!
PPS: Bruno que tal um podcast com o pessoal aqui fazendo um debate sobre as expectativas do 4ed?
PPPS: Quando a gente vai se sentar pra jogar uma aventurazinha e tirar a prova dos 9?
Phil Souza
1 de agosto de 2008
Respira Cobby!!!
Eu não havia pensado na ordem cronológica da coisa quanto a Warcraft, verdade, o livro básico é uma evolução, saiu muita coisa antes.
E eu e o D3 já tinhamos conversado lá no blog, mas você só precisava falar “pergunta pro D3 na Casa de Vidro”, eu já entenderia. Eu já vi essa explicação tantas vezes, putz, o povo deve confundir muito ainda…
O feedback de vocês está excelente, não há o que reclamar. Valeu!
Max
4 de dezembro de 2008
Espero que a 4 edição fique bem boa.Eu ainda não tenho livros de D&D(só os de AD&D que comprei nos sebos).Agora to meio na duvido:
Espero pelo lançamento da 4ed em portugues ou compro os da 3.5?
Nestor
26 de setembro de 2010
A quarta edição do D&D possui alguns aspectos simples e bons, mas que, no geral, atrapalham o andamento do jogo, da imersão dos jogadores no mundo de jogo e na própria imaginação durante os encontros de combate. Atestei que é um jogo mmuuiito leeeennntoo. Os combates duram mais de uma hora (absurdo), cada um. A obrigatoriedade da matriz de combate e de exatidão quatrática, além de atrasar mais ainda o jogo, limita – e muito – a imersão no momento dos combates e consequentemente a visualização do próprio em 3 dimensões, que é a graça do RPG, não importa se o jogador goste de Cthulhu, Excalibur, Senhor dos Anéis, Naruto ou Harry Potter.
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