Videogame de Papel V½ (ou “Os Comentários Contra-atacam!”)

Postado no dia 17 de setembro de 2008 por em Videogame de Papel

Não entendeu nada né?

Em primeiro lugar, um obrigado geral pelos elogios ao quinto artigo. O interesse de vocês me incentiva muito a continuar escrevendo minhas abobrinhas kilométricas por aqui.

Como imaginávamos o artigo foi polêmico! Aliás, tão polêmico que a chefia me proibiu de manter a polêmica do Raven 4E nos comentários do Videogame de Papel V com um comentário desse tamanho!

Diante da minha limitação de caracteres por comentário, não vi outra alternativa que não fosse transformar essas respostas em outro post! Como eu havia prometido manter a temática de Raven 4E no VdP V, criei essa metade aqui (se o d3cast pode , o Videogame de Papel também pode!).

Dessa vez não vou deixar ninguém de fora!

Daniel Anand escreveu:
Fantástico post. Concordo contigo 100%: use o D&D para jogar D&D.

Agreed, Round One (com a voz do locutor do Street Fighter II): Sim! E mais importante do que usar o D&D para jogar D&D é jogar Ravenloft para jogar Ravenloft!

O decote da Aleera é bônus.

Agreed, Round Two (com a voz do locutor do Street Fighter II): Sim! A Aleera (e todas as três dracula’s brides) são bônus exclusivo! Em sua homenagem, decorei o VdPV½ com a Morrigan, a Top Dracula Bride da minha geração!

Parabéns pelo novo blog, Anand. Virou leitura obrigatória no meu feeder. O layout ficou bem bonito os blocos de estatísticas ficaram perfeitos! O fluxo de postagens também está ótimo. Continue assim!

Washington escreveu:
Eu sempre vi raven como uma extensão do WoD e achava dificil imaginar uma sessão em lvl altos de dnd nesse cenário. Mas depois de ler tudo isso estou convencido a arriscar usá-lo na 4ed!

Não se limite a pensar não, Washington, tente! Se você é fãs das referências que eu citei, Ravenloft é parte integrante do seu universo de fantasia na 4E!

Nibelung escreveu:
Podia usar a imagem do Domínios do Medo naquela que reune todas as capas de Ravenloft.

Olá Álvaro,

Não entendi direito… Você está falando da capa do meu pretensioso “GURPS Ravenloft”?  Ela é só uma brincadeira, esse livro não existe (nem impresso, nem e-book, nem na intenção).

Se a capa do livro da 3ª edição também fosse do importado, eu não iria reclamar disso.

Não entendi essa parte. Sorry… :-(

Shin escreveu:
Cobbi, Dracula não é um “horror pessoal”, assim como “Van Helsing” também não.

Depende Shin. O Drácula “Castlevania” não tem muito de “horror pessoal” não (alguns amigos meus — meio fanáticos, confesso — diriam o contrário), mas eu tenho certeza que vc vai mudar de idéia se der uma boa olhada em clássicos como o Transylvania Chronicles, da Loba Branca. Como eu disse no artigo, tudo depende da abordagem que o grupo adota. Essa abordagem nasce das referências, do clima e da intenção dos jogadores como um grupo (incluindo o Mestre/Narrador como jogador também).

Como eu disse, D&D não é o sistema mais adequado para se focar uma campanha de horror pessoal, mas isso não siginifica que a corrupção emocional não possa ser abordada como temática. Ela certamente serve bem como um sidehook e até como gancho de enredo, desde que seja bem encaixada no fluxo de narração e na proposta do jogo. Um bom exemplo disso é que a trama principal do jogo Warcraft III (e da incrível expansão Frozen Throne) é baseada nisso (e quem não entendeu, clique aqui para evitar spoilers) e, embora seja conduzido pela temática da corrupção, o jogo passa longe do horror pessoal.

Sei que D&D não é casa para quem quer jogar qualquer coisa sobre horror pessoal, mas tentar juntar essas duas coisas (D&D + Horror Pessoal) é definitivamente complicado.

Não sei se você entendeu no artigo, mas é exatamente isso que eu disse. :D

Citando o próprio artigo:
O gótico “de raiz” tem tramas baseadas principalmente nos conflitos psicológicos e nas crises emocionais. Esse “gótico mais puro” é muito mais voltado pro horror pessoal do que para a fantasia épica, daí concordemos numa coisa: jogar horror pessoal no D&D é simplesmente contra-produtivo, have a deal? E não é de hoje não, é desde sempre! Tudo provado por A + B aí em cima, pros mais teimosos.

Have a deal?

Shin escreveu:
Irei dizer que muito do que foi dito aqui, irá me fazer ler novamente os livros de Raven

Fico feliz que vá tirar o pó dos seus livros, mas já reforço que se for usar Ravenloft como cenário para crônicas de horror pessoal, é bem melhor usar o GURPS! Minha experiência diz que o Raven de D&D funciona melhor mais voltado para o “Triplo X Gótico”.

mas tenho que dizer que se raven é para ser uma “ação gótica” acho que ira perder um pouco da graça.

Ao mesmo tempo que essa abordagem mais cinematográfica do gótico talvez perca pontos contigo, ela certamente me conquistou! Pura questão de referências e de gosto, na minha opinião. :-)

Ismael escreveu:
Eu estou admirado com este artigo, Cobbi. Eu tinha a impressão que tu eras um desses defensores fanáticos de D&D, praticamente religioso. Mas gostei do artigo. Me pareceu bastante sensato – tá, vou falar a verdade, o que me convenceu no artigo foi ter afirmado que há outros sistemas mais apropriados pra determinadas temáticas, coisa que eu imaginava que tu pensavas que D&D (ou o sistema D20) se aplicava universalmente e satisfatoriamente a tudo – e consistente.

Waw, ainda bem que isso aconteceu! Sim meu caro Ismael, nem só de D&D que o Cobbi vive! Fico feliz que eu tenha conseguido desmanchar essa sua falsa impressão naturalmente, mas não posso negar que o d20system é, de longe, o meu sistema favorito. Entretanto, já mestrei muito GURPS também (e até me arrependo por não tê-lo escolhido em determinadas mesas de D&D), mas isso sem falar nas minhas inesquecíveis tardes de Habilidade, Energia e Sorte junto da garotada do colégio! Ai, ai… *suspiro* bons tempos! :D

Eve Blood escreveu:
Por sinal, vi o vídeo de tu mestrando… Com um Mestre empolgado desse jeito e com o teu conhecimento, é aquela coisa que eu sempre digo “qualquer sistema é bom quando tu tem um bom Mestre”, qualquer sistema assim fica bom, fica adaptável, fica divertido, etc.

Eu morro de vergonha desse vídeo! :oops:

Agradeço seus nobres elogios ruivos de antemão e faço questão de completar que não basta o Mestre estar no clima, empolgadaço e bem informado — o grupo todo precisa colaborar! Pra eu chegar nesse estágio de “nirvana RPGístico” que eu estava aí nessa “vídeo-cassetada”, foi necessária uma colaboração valiosíssima dos jogadores que vibraram com as cenas, se interessaram pelo jogo e gastaram TODO o sábado deles no XV EIRPG desvendando os mistérios de Cálice, minha Racoon City medieval. :-)

Tu com certeza conseguiria adaptar até o cenário de “Kill Puppies for Satan”

Nem sonhando! Exceto por um cãozinho de tíndalos aqui ou um coelhinho infernal por ali, ninguém melhor que o Salsa para lidar com maestria (sem nenhum trocadalho, rs) com essas coisas mais satânicas… Hummm… Talvez o Itiro

Ah, mas o Itiro não conta. Ele já é epic level! :twisted:

Raul escreveu:
Também estou esperando muito pelo lançamento de Ravenloft para a 4ª edição. Conheci o cenário pelo livro básico da Arthaus e tive uma experiência um tanto quando decepcionante, pois senti no livro um clima geral de “você já conhece o cenário das edições anteriores, portanto não vamos dar detalhes”.

Olá Raul, :-) (o Raul foi autor de um dos comentários que me inspiraram a escrever o primeiro VdP)

Acho que essa sensação é fruto de uma das maiores pisada de bola que a Arthaus deu com essa licença. Longe de querer defender, explico: eles queriam aprimorar um “erro” cometido no Domínios do Medo (no AD&D). Infelizmente, de boa intenção o inferno (e até Ravenloft) está cheio.

No Domínios, os jogadores não podiam ler o livro pois ele continha revelações importantes sobre os lordes negros e sobre os maiores desafios de cada domínio. Entretanto, esse livro era a única fonte de informação disponível (muito rica por sinal) sobre a ambientação do cenário. Resumindo, se você fosse um jogador que quisesse ler um pouco sobre o cenário pra fazer um background mais legal, dependia do mestre ficar ocultando partes das páginas pra que você não lesse coisa que não devia.

A Arthaus tentou (e de certa forma, conseguiu) fazer um livro sem spoilers. Entretanto, existem mil formas de se fazer isso e eles passaram longe de escolher a melhor. Pra começar, bastava ter deixado essa tentativa mais clara no livro básico e organizar melhor o conteúdo, aprimorando a indexação (e, porque não dizer, a seleção e edição de conteúdo) entre o Livro Básico, o Players Handbook e o DM’s Guide… Mas isso é assunto pra outro artigo sobre Raven. Acho que vc já entendeu onde é que cantou pra subir, certo?!

Depois de muito quebrar a cabeça, cheguei praticamente a mesma conclusão deste artigo, de que Ravenloft + D&D estão mais para como o WoD É jogado do que como ele DEVERIA ser.

Se é do paradigma do “Cainitas X-Men” que vc está falando, 100 XP pra vc!

“Ravenloft Cthulhu” sofre do mesmo mal: erro de clima, só que ao contrário!

Falam tanto dos action points e healing surges, mas eu acho que, somados ao second wind, eles são uma ótima adição a Ravenloft por permitirem aqueles momentos dramáticos “reunindo as últimas forças para combater o vilão” depois de apanhar bastante. Afinal, pra mim, Ravenloft não é um cenário para o Mestre fazer os jogadores sofrerem na mão de super vilões, mas sim um cenário sobre feitos heróicos.

(Eu já disse que eu amo escrever o VdP?)

Alexandre escreveu:
Meu irmão tem uma caixa de Raven e eu nunca dei importância… Agora fiquei com vontade de ler a ambientação só por causa do texto.

O QUÊ?!?! Vc tem uma DAS CAIXAS de Raven ao alcance das mãos e ainda não a leu?!? 8O

Pela crista de Bahamut e pela glória de Avandra! Vc está pribido de sair de casa enquanto não der uma boa olhada nela! :-D

Allana escreveu:
Só tenho uma coisa pra acrescentar às referências, Cobbi: não precisa ir tão longe (Byron e Poe, que aliás são ótimo até como literatura just-for-fun), mas tem Álvares de Azevedo, aqui no Brasil mesmo.

O Azevedo era bem freak (aliás a biografia do cara dá uma ótima aventura de RPG), mas eu gosto dele! O cara foi o pai da fantasia gótica aqui no país e Noite na Taverna (obviamente sem todo o peso enfadonho do colégio nas costas) é leitura praticamente obrigatória pra qualquer bom Mestre de Raven!

Já leu a peça “Macário” dele? É bem ao estilo Raven, e não deixa a dever a ninguém!

Eu não conhecia, mas pode deixar que já providenciei, professora (ei, é sério!)! Obrigado pela dica! :-)

Melgalian escreveu:
Ansioso para o VdP que fará uma crítica semelhante sobre o FR…

Ainda temos WoW pela frente, Melgalian, mas você não perde por esperar!

Rey Jr. escreveu:
O fato é que o Cobbi me disse uma vez uma frase que adotei como minha: Eu sou o publico-alvo que o 4E queria atingir!

<= Cobbi  <= Rey Jr

Então pelo que parece os cenarios do 4E lançados pela WotC serão:
- Forgotten
- Eberron
- Ravenloft
- Dragonlance
- Dark Sun
É isso ou to enganado? Se for, to mais que satisfeito!

No idea. Sei que o Raven sai na próxima Dragon e eu amo a WotC um pouco mais por não ter que esperar tanto! :twisted:

Daniel Don escreveu:
Eu e a Elisa sempre fomos partidários do fato de que Raven é um cenário duca, mas não funciona com D&D, ao menos não com a proposta que geralmente se quer dar. Mas, como você provou mesmo, é possível rolar terror + ação e ser muito bom mesmo.

Mission accomplished, sir. :D

Queria jogar essa campanha de Raven tua…

Ué! Demorou! Vamos marcar! Tu é de SP?

Felipe Velloso escreveu:
Caramba, me senti honrado agora com esse post, muito obrigado mesmo pela oportunidade de dar prosseguimento a essa discussão, ainda que infelizmente não sei se poderia acrescentar muita coisa a mais.

Olá Felipe,

Honra nenhuma! E você vai ver como acrescentou! É sempre bom contar com sua opinião aqui no d3system.

Não há como evitar, conforme vai se passando os níveis, os poderes me parecem cada vez mais exagerados para um cenário onde ninguém mais tem esse nível de poder.

Quem define qual é o nível de poder do cenário é o Mestre. Na minha mesa, os PJs tendem a atingir o mesmo nível de poder dos adversários que eu almejo que eles enfrentem: os darklords! Isso obviamente os torna especiais e os faz se destacarem entre os demais, mas se vcs gostam de um nível de poder mais baixo, fazem muito bem em procurar o Cthulhu Dark Ages! Acho que não haveria melhor opção.

Utilizando como você mencionou, o próprio sistema de tendências do jogo, minha pergunta é: como você os adaptaria para a quarta edição?

A própria WotC já arrumou um meio bem melhor de “mecanizar” isso nas tendências com a criação do sistema de Mácula (Taint), criado para o Aventuras Orientais, aprimorado no Unearthed Arcana e finalizado de vez no Heroes of Horror. Inclusive, é o sistem usado no Expedition to the Castle Ravenloft e considerado a solução definitiva entre os fãs do cenários na 3.X. Até hoje é a melhor mecânica que eu encontrei para resolver esse pontos nas minhas mesas de Ravenloft, CoC, d20 Modern e X-Crawl.

Para adaptar para o D&D 4e, usei o sistema de disease track das doenças para criar escalas de corrupção baseasadas nos caminhos da corrupção das Brumas de Ravenloft (apresentados no Capítulo 5 do livro básico de Ravenloft 3E, da Arthaus). Se você tiver acesso a suplementos importados, procure também pelo Champions of Darkness que me quebrou um tremendo galho fazendo esse trabalho.

Vou esperar a WotC lançar o famigerado Ravenloft Core na Dragon e ver o que eu posso incrementar (e até quem sabe substituir no meu sistema) e, se não for ficar redundante, eu dou um tapa na formatação e na diagramação do meu material e posto ele aqui no blog pra vcs darem uma olhada.

Ravenloft é um cenário que se encaixa relativamente bem com meu tipo de mesa, ainda que as temáticas que eu usaria nesses jogos seriam diferentes das suas. Eu gosto de ver Revn como um mundo medieval em ruínas, não só socialmente, como também psicologicamente. Um lugar miserável, para um povo miserável, mesquinho e superticioso. Onde o terror se espalha em todos os lugares: nos ratos mortos e fedidos em sacos de comida ao sombrio lorde no castelo, que devora aos poucos as almas camponesas. Um mundo onde homem comum não entra em uma floresta, pois teme e respeita as criaturas da noite que lá vivem.

Então não tem quase diferença nenhuma! Bem vindo a Santuário! :D

O prelúdio de nossa mesa, entitulada “o mal íntimo”, girava em torno de uma maldição de um artista que teve sua amada roubada. Acreditando na morte da mesma, a partir de uma série de circustâncias, ele acabou sendo queimado vivo em sua mansão. Desde esse dia, a cidade foi morrendo aos poucos, conforme todos os cidadãos lenta e dolorosamente se transformavam em pedra. Meu personagem, um Baroviano chamado Grigori Stravislaos, um ex-clérigo do senhor da manhã, atormentado pela inexistência de seu deus, que abençoa até mesmo atos vis, busca junto com um ocultista e amigo, Ilume, uma forma de fugir desse plano. Somos chamados para investigar a cidade que definha, e tentar reverter a maldição. Enfim, acho que já deu para ter uma idéia. Claro que cruzamos com alguns conflitos físicos pelo caminho, mas eles eram interlúdios de pequena relevância, hoje a crônica já avançou ao ponto de termos personagens cada vez mais modificados, e mais sombrios, conforme descobrimos que nossos personagens possuem uma alma maculada com um fragmento de uma antiga entidade demoníaca.

Parece BEM divertido! Enquanto eu lia, automaticamente me vieram lembranças da minha one-shot de Silent Hill Dark Ages… Aquela sirene e a história do incêndio acaba com os nervos de qualquer um!

Bom, não sei se é tudo fruto da minha cabeça maluca de Mestre ou da minha recente (e crescente) intimidade com o D&D 4E, mas eu não vejo motivos para um jogo desses não acontecer dentro da quarta edição. Exceto pelo que eu disse no artigo (foco de jogo, temática de narração e climática de fluxo) consigo imaginar perfeitamente a disease track da linha de corrupção da maldição dessa cidade. Aliás, um tremendo jogo correndo contra o relógio! Cheio de suspense, tensão e revoravoltas de enredo arrepiantes.

Kalouro escreveu:
Parabens pelo post muito bom, mas pra mim ficou assim:

Raven 4E = Van Helsing “The Wolverine” Film

O enredo do filme Van Helsing é SOFRÍVEL, mas a caracterização, produção, clima e principalmente o fluxo narrativo tem MUITO a ver com o que eu imagino para o meu Raven 4E.

Incrementa essa sua conclusão aí com uma bela pincelada de Grant Morrison que até dá pra começar a pensar no assunto. ;-)

Baccarat escreveu:
Hey, Cobbi, ao que parece o boato se confirmou, mas resumindo, o VP de digital gaming da WotC confirmou que sairá Domains of Dread na Dragon de Outubro, mas como material core.

Aguardemos ansiosamente então! Já estou até vendo que isso vai merecer outro Videogame de Papel mais pra frente… He, he, he…

Dani escreveu:
Caramba, mto bom o artigo, da até vontade de jogar Ravenloft.

Ok! Temos eu mestrando, o Daniel e a Dani jogando! Faltam três! :D

A questão de atribuir bastante XP por solução de mistério é algo que normalmente já acontece nas mesas em que eu jogo e que eu acho particularmente inteligente, por dois motivos: primeiro porque muitas vezes fazer isso é muito mais difícil do que combater; segundo porque é um incentivo para os jogadores criarem personagens que são mais do que apenas máquinas de guerra e existem personagens com habilidades de combate mais defasadas, mas que podem tornar uma campanha bem mais interessante.

Faço isso desde sempre também e adorei que tenha virado core na 4E porque incentiva. Aliás, não é só isso não: nas minhas mesas (e, agora, na 4E) o grupo ganha XP por fechar arcos de campanha, por conhecer lugares/pessoas, vencer discussões, obter determinados itens, alcançar determinado objetivo (e todas as quests no geral). Na minha mesa, também distribuo prêmios grupais (nem sempre em XP, mas ás vezes em tesouro ou na história do jogo mesmo) pela criação de backgrounds e personalidades interessantes para os perosnagens! Acho que tudo o que coopera com o jogo e enriquece a história no geral deve ser incentivado e certamente coloca os personagens mais perto do seu destino final!

Mas Cobbi, dá para jogar de gnomo na versão Ravenloft de 4ed? hahahahahaaha

Acho que o importante mesmo é termos consciência e sabermos identificar que partes do sistema não são compatíveis com o nosso estilo de jogo e que partes são só birra mesmo, porque no fim das contas isso vai ser o mais importante para escolher entre migrar ou não para o 4E.

(Eu acho que eu já disse que eu amo escrever VdP’s, né?)

Rey Jr escreveu:
Acho que esta é a beleza da coisa. As versões não são compativeis mas elas se “comunicam”.

Tanto de um lado como de outro. Como vc indicou no seu comentário qual é a parte do público da 3.X que encaixa na 4E (e eu venho tentando mostrar isso desde o primeiro VdP), faço questão de trazer aqui um comentário do Remo (o autor de outro dos comentários que gerou o VdP) para completar o argumento da Dani e do Rey: as versões tanto se comunicam que muitas alterações conceituais e até mecânicas da 4E que são facilmente adaptáveis (ou “reversíveis”) já estão prontas, afinal o novo foi criado á partir daí.

Se o Unearthed Arcana é o “código-fonte” do D&D, basta somá-lo aos livros da “linha exótica” para compor o “manual de conversão” e a “linha de raciocínio” do D&D 4E: Tome of Battle, Tome of Magic, Magic of Incarnum e o Weapons of Legacy.

Veja Mais:

Videogame de Papel I
Videogame de Papel II
Videogame de Papel III
Videogame de Papel IV
Videogame de Papel V

9 Comentários

Allana

16 de setembro de 2008

Hauahuaha, ok, ok, vou parar de dizer que eu dou aulas por aí. :P

Bem, Noite na Taverna é tudo de bom. Adoro! :D

E bem, tem um cara que diz que Noite na Taverna é, na verdade, uma continuação de Macário (ou da primeira parte da peça, mais exatamente). E se você ler os dois seguidos, faz um puto de um sentido. Se tiver a oportunidade de fazer isso, recomendo. =D

Abraços! :D

Nibelung

17 de setembro de 2008

Não entendi direito… Você está falando da capa do meu pretensioso “GURPS Ravenloft”? Ela é só uma brincadeira, esse livro não existe (nem impresso, nem e-book, nem na intenção).

Não, eu estava falando da imagem que você usou no texto anterior, onde tem a capa do Cenário de Campanha 3.0 brasileira, mas a capa do livro de AD&D americano, sendo que o Domínios do Medo também foi traduzido.

Jefferson

17 de setembro de 2008

Felizmente minhas melhores aventuras de horror gótico (pessoal ou não) foram com o D&D, da 2a edição em diante. Outras tantas em GURPS mas, por incrível que pareca, em WoD houve só pancadaria, risadas e… É claro, política.

Concordo que o sistema 4e tem poucas características que favoreçam a interpretação da corrupção da alma e tudo mais, porém o lançamento do Ravenloft 4e deve trazer estas modificações, sem menosprezar os poderes para os personagens “Van Helsing”.

Afinal a política da Wizards é clara, e para se manter como RPG mais jogado no mundo é preciso investir nas massas. Os aficcionados por videogame mantém o lucro da empresa para que ela possa assim investir em uma ou outra regra/ambientação mais cult.

Triste, mas necessário…

Daniel Anand

17 de setembro de 2008

Yey, Morrigan cosplay! Eu estou devorando minhas novas aquisições aqui, o FR + Player’s Guide, e estou achando que na 4ª edição, o estilo das aventuras vai mudar um pouco. Definitivamente essa edição nova põe uma semente de ação e aventura em qualquer coisa escrita pra ela.

E valeu pelos comentários positivos sobre o Rolando 20! Abração!

Pocb

17 de setembro de 2008

Com os anos, comecei a sentir uma necessidade maior de criar personagens mais humanos (com conflitos internos e sem definição clara entre o bem e o mal) e menos heróicos, porém, em as campanhas que joguei de Raven, cenário onde os conflitos deveriam existir de forma mais aberta, foram justamente as campanhas onde me senti mais amarrado à criação de um heroi.

Todo e qualquer ato, pensamento ou desejo do personagem que não fosse considerado “puro e heróico” era punido e sempre prejudicava a conquista dos objetivos do grupo. Li o texto da Allana que o Cobbi linkou aqui e achei bárbaro.

O personagem deve ter liberdade de ser “inesperado”.

Daniel Don

17 de setembro de 2008

Hah, nada, eu sou de muito muito longe. Por enquanto fica só na vontade, mas quem sabe quando eu for morar em Brasília não dá pra passar aí de vez em quando. Ademais, ano que vem com certeza eu vou ao EIRPG, então você narra uma one-shot! :D

Rey Jr

18 de setembro de 2008

Não há muito mais o que comentar após estas aulas no VdP.

Apenas uma coisa: Que cosplayer BOA, rapaiz!!!

Felipe Velloso

19 de setembro de 2008

Tentei falar um pouco sobre a moralidade do D&D nesse artigo e algumas sugestões a ela que encontrei pela net, acho que você pode gostar da discussão.

Jean S.

20 de setembro de 2008

Gostei muito de sua matéria e todas as outras que fazes postagem, 1.000 XP para ti! :D

Muito louco vc mestrando a aventura, eu sempre tento mostrar empolgação também para meus jogadores!

Pena que grupos de RPG aqui no RS é difícil de se encontrar, ou não se reunem em pouquíssimos eventos, ou não se reunem muito para jogar…

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