VdP: Drops (ou “Três boas razões para você jogar D&D4E)

Postado no dia 19 de dezembro de 2008 por em Videogame de Papel

E depois me perguntam porque é que eu sempre jogo de ladino! :D

Alguém mais já foi capaz de perceber eles usando poderes? Retomando fôlegos? Passando em desafios de perícias?

23 Comentários

Mestre Emilson

19 de dezembro de 2008

O que me faz pensar é o fato de muitas pessoas colocam o sistema como um video game de papel… Pelo pouco que vi na internet (eu não sei inglês – aaahhhhh!!!!), me fazem discordar um pouco disso. Colocam isso como se fosse algo de muito ruim. Porém, mesmo que o sistema seja parecido com um video game, não vejo nada de mal nisso, pois gosto de video game, tanto quanto gosto de rpg. Por tanto que naum esqueçamos que ainda se esqueçam de mesclar o video game com os elementos mais importantes do rpg.

Cobbi

19 de dezembro de 2008

Emilson,

Concordo contigo: acho “Videogame de Papel” um conceito tão maneiro, mas tão maneiro, que virou o nome da minha coluna no blog. :D

Mestre Emilson

19 de dezembro de 2008

Coorreção: “Portanto que naum se esqueçam de mesclar video game com os elementos mais importantes do rpg”.

Foi mal!

Mestre Emilson

19 de dezembro de 2008

Poxa, até a “coorreção” saiu errado!!!

Parei por aqui.

Dani Toste

19 de dezembro de 2008

Nhé… eu não gosto muito dessa idéia de “Video Game de Papel” não. Eu sou muito mais os conceitos de RPG que remetiam ao teatro e tal. Eu adoro video games, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Anyways… Sobre o Prince of Persia, tenho uma observação a fazer: o jogo é MUITO BONITO, mas não estou achando nem de longe tão legal quanto os tres anteriores: tem pouquissimas lutas e embora exista interação com o cenário nelas, é bem menos do que anteriormente (as lutas me parecem menos dinamicas mesmo). Fora as lutas, as partes acrobaticas do jogo estão bem mais faceis tbm.

Não que eu não esteja gostando de joga-lo, mas em comparação com os anteriores, exceto pelos graficos, achei que deixou bastante a desejar.

Cobbi

19 de dezembro de 2008

Nhé… eu não gosto muito dessa idéia de “Video Game de Papel” não. Eu sou muito mais os conceitos de RPG que remetiam ao teatro e tal. Eu adoro video games, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Oi Dani,

Na minha cabeça, o conceito “Videogame de Papel” nunca tirou dramaticidade dos jogos. Ele só traz a estética dos games pra minha mesa de jogo. Não adiantaria nada comparar D&D com jogos de drama pessoal, como Silent Hill, por exemplo.

Teatro é um gênero artístico. Ação é um tema. Não há motivos para coloca-los em pontas opostas de um mesmo eixo. No caso do D&D, o RPG faz o papel de gênero artístico e a ação é o tema.

O que há do outro lado da haste? Bom, oposto ao teatro eu não sei, mas oposta ao gênero da ação talvez esteja o drama (como tema e não como profundidade artística).

Daniel Anand

19 de dezembro de 2008

Videogame de papel é o bicho. Eu nunca fui maníaco por videogames, mas jogo um WoW aqui e ali, Spore, PoxNora e uns joguinhos perdidos. Mas RPG, seja com mais teatro, seja com mais miniaturas, eu sempre acho mais legal.

Tanto que eu jogo World of Warcraft com duas pessoas do meu grupo de RPG, e troco o MMORPG pelos dados de várias faces e fichas tradicionais a qualquer momento: temos toda a diversão e aspecto tático do jogo, mas não sofremos nenhuma das limitações em ações e decisões que os videogames criam.

E, apesar dos videos serem todos muito bonitos (GoW3, vixe!), nenhum deles supera ainda a imaginação. Ajuda, mas não supera.

Sue

19 de dezembro de 2008

Ow, qual prince é esse?
Digo, pra qual console? É Play III ne?

Agradeço se puder responder. Obrigada

Fábio "Mexicano" Godoy

19 de dezembro de 2008

Qual o problema entre D&D e Silent Hill? Eu joguei uma campanha de Silent Hill muito bem mestrada e muito divertida, com regras do D&D 3.5… Claro que não foi o mesmo clima do game, mas a história estava lá. E ainda bem que nenhum dos outros jogadores conhecia o game ainda… esse meu mestre é fanático por games também, e gosta de adaptar ou trazer conceitos deles para a mesa. MAS! Ele não gostou do D&D 4. Mesmo sendo um “videogame” de papel. Acho que nosso grupo estava esperando algo mais simples e menos radical, parecido com o Star Wars Saga, e nos decepcionamos demais com o tamanho da mudança.

rsemente

19 de dezembro de 2008

Acho que a maior diferença entre o Vídeo Game e o RPG é a dinâmica. No Vídeo game, a dinâmica é “rápida” e em tempo real, a exceção é WoW que leva horas para derrotar apenas uma criatura, e com centenas de jogadores!

No RPG a dinâmica é pausada por rolagens de dados, cálculos e comparação de valores, tudo realizado pelo jogador. Isso pode quebrar o clima do jogo se for excessiva (A 3E em alguns casos só falta parar o jogo por isso), por isso existe a necessidade de existir uma cenário imaginário, onde quantos mais elementos para ajudar os jogadores na imaginação melhor.

A vantagem da 4E é trazer a mecânica dos games, assim como uma dinâmica mais rápida que seu antecessor, mas com a desvantagem, para alguns, de não trazer elementos suficientes para criar o imaginário, afinal, nunca que um tabuleiro, ou desenhos de um livro conseguirão chegar aos pés do vídeo game!

Daniel

19 de dezembro de 2008

Especialmente de uns tempos pra cá, os videogames ficaram próximos demais das outras mídias, como filmes e quadrinhos, e porque não o RPG? Eu sempre tirei inspiração pra caramba de videogames, muita mesmo. Silent Hill, Resident Evil, God of War, Final Fantasy, Valkyrie Profile, GTA, Soul Calibur… Jogos com histórias fodásticas, elementos bacanérrimos e personagens fantásticos.

Cobbi, eu até acho que rola a relação entre D&D e Silent Hill… A próxima aventura que os PJs da minha campanha principal de D&D é completamente “chupada” de SH, e eu tenho certeza que vai ser muito do cacete. Isso prova que nem sempre o que vem de videogame é a porradaria desenfreada e estúpida, muitos games são notórios pelos desafios à inteligência e pela história diferentíssima!

Pocb

19 de dezembro de 2008

acho que o Cobbi não soube se expressar direito…

valberto

19 de dezembro de 2008

Engraçado… eu já fazia tudo isso com o Anime Daemon, com o D&D 3.X e até mesmo com o 3d&t (especialmente com este último).
Não vejo nenhum motivo ainda para mudar de idéia sobre o 4.0. Cada vez estou mais á vontade com a idéia de que nem todo jogo é para todo mundo.
Mas, faltou colocar o Altair de Assasins Creed. Senti falta dele….

Fabio Druida

19 de dezembro de 2008

Eu mestrei uma aventura em Daemoin sistem sobre o jogo Dino Crisis, seguimos a tematica da ilha com os codigos chave tendo que ser interpretados pelos jogadores, uma especie de charada (como era no jogo). A parte que os dinos apareciam do nada tb era demais e dois ja conheciam o estilo do jogo. Fou sucesso total (não pro que foi comido pelo T-Rex! rsrs)…

Não curti muito a 4ª edição, mas pretendo comprar pois quero ver até onde ela me agrada… e caso me agrade veremos quem serão os heróis da mais nova aventura… :)

Jean da Silva "JexDragon"

19 de dezembro de 2008

Eu gosto de video-games, gosto de rpg e pq não misturá-los. Esse negócio de que o sistema está mais para videogame ou não é pura desculpa de quem não jogou ou não leu o livro ainda, ou não teve o feeling do sistema. Eu adorei, apesar da primeira seção ter sido maçante (não conheciámos direito o sistema e não tinhámos os cards), o jogo é bem mais rápido. E só pq é inspirado num livro, filme, jogo de videogame ou até um jogo de cartas, não quer dizer q seja pura porrada ou não tenha o lado teatral, isso é de acordo com o grupo. A 3E era uma desgraça pra jogar, nunca gostei de mestrar muito nesse sistema, além de demorar para realizar as regras, ele trava muito o jogo nos niveis superiores. 4E forever! \o\

Fábio "Mexicano" Godoy

19 de dezembro de 2008

Engraçado, tanto falam, mas eu não acho a batalha na ed. 3 lenta não. Talvez seja o meu grupo que saiba muito bem o que fazer, sempre. Talvez sejam nossas regras caseiras para diminuir a quantidade de ataques, ou talvez nós possuamos talentos ninja para jogadas de dados e cálculo de resultados =D

Franciolli Araújo

19 de dezembro de 2008

“Videogame de papel” para um aficcionado por videogames é um grande elogio ao RPG. “Videogame de papel” para aficcionados por RPG é uma grande blasfêmia.

A sua coluna está de parabéns Cobbi!

Para mim, tanto faz dar na cabeça, como na cabeça dar-lhe! O galo é o mesmo!

Sendo assim, não entendo porque não podemos conviver num mundo pacífico e onde “videogame de papel” não possa ser simplesmene significado de “o jogo é tão bom e dinâmico que parece um ótimo jogo de videogame”.

Parabéns de novo!

Cobbi

21 de dezembro de 2008

Mas RPG, seja com mais teatro, seja com mais miniaturas, eu sempre acho mais legal.

Oi Anand,

Concordo. A presença de miniaturas não precisa (e nem deve) ser a ponta oposta à parte teatral. Aliás, RPG nasceu da equação wargame + teatro.

Como tudo no universo, o equilíbrio é a chave. :D

Ow, qual prince é esse?

Sue,

É o novo Prince of Persia. Tem pra X-Box e PC também. Visite o site oficial. A introdução é de correr lágrimas nos olhos e arrepiar a espinha. Para entender de onde saiu aquele início de campanha estamos jogando desde novembro, some o roteiro desse jogo ao plot da trilogia God of War com uma pitada de Golden Axe Beast Rider.

E sim, os gnominhos que a gente bicava em busca de magia ainda estão lá! :D

Qual o problema entre D&D e Silent Hill?

Calma aí Fábio, nenhum problema com Silent Hill! 8O

Muito pelo contrário, tb “roubei” várias idéias desse enredo para a minha campanha, mas como eu disse na resposta à Dani, trata-se de um enredo de terror.

Roubar uma idéia ou outra ainda vá lá, mas adaptar Silent Hill para D&D (um sistema que privilegia a ação) é a mesma coisa que usar um coco pra jogar futebol: possível, mas não é adequado. Já discutimos isso à exaustão por aqui, durante o bate boca sobre GURPS Ravenloft vs. Raveloft 4E. Dê uma olhada e diga lá se concorda ou não. :-)

Acho que a maior diferença entre o Vídeo Game e o RPG é a dinâmica.

Certíssimo! E não é só a dinâmica que é diferente; videogame e RPG têm estéticas diferentes. No entanto, ambas podem (e, na minha opinião, devem) se inspirar mutuamente. Eu também somaria nessa patchoka de estéticas, a linguagem dos quadrinhos, do cinema e dos jogos de tabuleiro. Como o Anand disse: ajuda pacas!

A vantagem da 4E é trazer a mecânica dos games, assim como uma dinâmica mais rápida que seu antecessor, mas com a desvantagem, para alguns, de não trazer elementos suficientes para criar o imaginário, afinal, nunca que um tabuleiro, ou desenhos de um livro conseguirão chegar aos pés do vídeo game!

Concordo: videogame é mais concreto e exige menos esforço, mas o RPG produz um arsenal sensações que nenhuma outra atividade atingirão tão cedo, sejam sensoriais, criativas, sociais ou emocionais. Por jogar RPG, acho que vc entende do que eu estou falando.

Cobbi, eu até acho que rola a relação entre D&D e Silent Hill…

Relação sempre há. Como diria Ernesto Boccara — o meu professor de semiótica na facul — TUDO SE RELACIONA!!! Ele gritava isso a peno pulmões assim mesmo. Mas funcionou, pelo menos eu não esqueci. :P

acho que o Cobbi não soube se expressar direito…

Concordo. :neutral:

Engraçado… eu já fazia tudo isso com o Anime Daemon, com o D&D 3.X e até mesmo com o 3d&t (especialmente com este último).

Olá Valberto,

Dá pra fazer tudo isso até sem sistema, a diferença é que o D&D4E foi feito pra fazer isso. É mais ou menos o mesmo papo sobre jogar futebol com coco que eu falei ali em cima pro Fábio.

Mas, faltou colocar o Altair de Assasins Creed. Senti falta dele…

O Altair tomaria um Cuecão do Prince e não saberia dizer nem qual era a cor do scarf dele. Se gostou do Assassin’s, jogue Prince of Persia e seja muito mais feliz. :D

Eu mestrei uma aventura em [sistema Daemon] sobre o jogo Dino Crisis

Rá! Uma das “aventuras padrão” do d3system pra quando surgiam eventos de última hora era “Jurassic Park Arena”, onde uma mesa jogava com os humanos e a outra com os dinossauros! EU fiz uma adaptaçãozinha dela pra criar o “Dino Crisis Arena”! Temos adaptações das duas pra Ação!/d20modern e Mini GURPS. Assim que eu terminar de passá-la pra 4E (e que acabar essa frescura da Wizards sobre a licença) quem sabe eu não a publique aqui no d3system.

Eu gosto de video-games, gosto de rpg e pq não misturá-los.

Esse é dos meus! He, he, he!

Seja bem vindo ao Videogame de Papel, Jean. Aguarde o próximo d3Cast para ouvir as opiniões de toda equipe sobre as comparações entre as edições D&D.

Engraçado, tanto falam, mas eu não acho a batalha na ed. 3 lenta não.

Fábio, eu apostaria na última alternativa. :D

não entendo porque não podemos conviver num mundo pacífico e onde “videogame de papel” não possa ser [simplesmente o] significado de “o jogo é tão bom e dinâmico que parece um ótimo jogo de videogame”.

Dani Toste

23 de dezembro de 2008

Meu Deus, quantos comentários, eu deixo de acompanhar um tempinho e tenho que correr atras para acompanhar a conversa ^_^.

Acho que vc está certo Cobbi, sobre teatro ser um genero artistico e ação ser um tema, mas não é exatamente esse o problema.

Na verdade, não tenho nada contra inspirações serem levadas do video-game para o RPG, acho isso justo e, possivelmente, bom. O meu problema na verdade, ou talvez ou meu medo, não é a tematica ou a inspiração necessariamente, mas a mecanica.

O meu receio é que a mecanica fique de tal forma que dispense-se o genero artístico e fique apenas o tema, sem a arte. Não sei se consigo expressar corretamente esse receio, mas meu problema não é necessariamente usar miniaturas e táticas, mas é caminhar para um tipo de jogo onde isso tenha uma proporção que leve os jogadores a esquecer de imaginar a batalha.

No fim das contas eu sei que uma coisa não precisa necessariamente anular a outra, mas acho que o caminho pode ser nesse sentido e é nesse ponto que eu recuo um pouco.

Filosofando um pouco: não acho que o drama seja o tema oposto à ação, na verdade acho que eles podem casar muito bem e se intercalar de maneiras que exaltem os momentos chave de cada um deles.

Pocb

23 de dezembro de 2008

Concordo com a Dani… e com a filosofia dela também!rs.

Cobbi

23 de dezembro de 2008

O meu receio é que a mecanica fique de tal forma que dispense-se o genero artístico e fique apenas o tema, sem a arte. Não sei se consigo expressar corretamente esse receio, mas meu problema não é necessariamente usar miniaturas e táticas, mas é caminhar para um tipo de jogo onde isso tenha uma proporção que leve os jogadores a esquecer de imaginar a batalha.

Oi Dani,

E agora vc abordou — majestosamente, diga-se de passagem — o ponto que mais tem se questionado a respeito da mecânica da 4E: ela incentiva o muchkin? Isso é ruim?

[MÓDULO PANFLETEIRO ON]

A resposta do d3system para essa e para outras perguntas sobre a nova edição do D&D virá no próximo d3Cast!

[MÓDULO PANFLETEIRO OFF]

:D

Arcanjo[sk]

24 de janeiro de 2009

Só um comentário: Segundo vi reviews, o Vídeo do Golden Axe engana muito. O jogo é uma m***.

Tb não vejo problema no “Video-game de papel”. Isso não fica menos interpretativo, nem menos rpg. Assim como o cinema, a música, literatura (etc) pode influenciar positivamente o RPG, não vejo pq o VG tb não.

Mestre Emilson

21 de julho de 2010

Poooxxaaaa…. Eu nem lebrava mais desse comentario. Q coisa naum?!

Muito legal…

Hj, mais de um ano e meio depois do primeiro comentario, mantenho minha opnião mais do q antes. Tenho todos os livros lançados em portugues ate o momento e axo cada vez mais legal o D&D4e.

Vou iniciar um novo grupo e vou aproveitar pra mestrar a aventura H1 e dpois a H2, q adquiri recentemente.

Vida Longa ao D&D!!!!

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